A vida vivida intensamente...

quarta-feira, 21 de dezembro de 2005

Feliz Natal!!


Lembro-me que quando eu era criança, minha ansiedade nos dias que antecediam o Natal ia aumentando com cada presente que eu via marcado com a etiqueta "não abra antes do Natal"! Quando eu pensava que ninguém estava vendo eu me arrastava para debaixo da árvore, apertava chacoalhava os presentes, tentando adivinhar se o que estava envolto por aquele papel era o meu desejado presente. Então, na véspera de Natal, eu ia para a cama e sonhava com o que certamente encontraria na manhã seguinte, ao abrir os presentes. O presente que desejo partilhar com você nestes dias que culminam com o Natal traz inscrita uma observação bem diferente. Nele está escrito o seu nome. E diz: "Abrir em preparação para o Natal e para ser desfrutado durante o ano todo!" O verdadeiro Natal acontece de coração para coração.

Um feliz natal, cheio de presentes e surpresas boas... e um ano novo cheio de realizações e sucesso!!!

"Amo muito tudo isso!!"

Um beijo e um sorriso...

sexta-feira, 16 de dezembro de 2005

Um pouco de REALIDADE

Eu sempre fui uma pessoa muito realista, sabem? Não que isto renda alguns trocados, uma aposentadoria farta, férias em algum lugar paradisíaco ou a garantia de que eu serei sorteada pra participar do ?Todos contra um? do SBT... mas eu sempre fui, o que se chama comumente, uma pessoa ?pé no chão?.
Nunca tive a oportunidade de sonhar com o futuro, mesmo por que o futuro chegou pra mim antes do presente, e só me restou correr atrás da minha sombra, tentando alcançar o meu próprio rabo. Sou prática, é isso! Gosto de simplificar as coisas: sonho com o que posso adquirir, agradeço a Deus pelo que os meus braços alcançam, e me espicho pra tentar apalpar o que a realidade me pede. As vezes fica difícil resumir tudo, ser prática, sem muitas neuroses ou questionamentos. Realidade e objetividade, sempre paralelas.
Realidade: nada dura para sempre.
Em algum momento, em vários deles ou absolutamente sempre, as pessoas vão embora. Talvez essa seja a pior coisa do mundo. Ele vai embora, sempre. Objetividade: fazer valer a pena (Vocês devem ter assistido ?Titanic?. Eu também. Várias vezes. Essa é frase do Jack - Di Caprio, quando levanta a taça e propõe um brinde). Eu gostaria de saber quem foi que inventou o ?... e viveram felizes para sempre.? Melhor. Eu gostaria de entender por que tudo tem que durar para sempre.
Seus pais vivem num mar de rosas? Você casou com a sua primeira namorada? Sua orientadora de TCC ainda é mesma tia do primário? O óculos de sol ?genérico? que você comprou ano passado ainda não tem riscos? Seu tênis favorito continua lindo e cheiroso? Então por que esta obrigação de fazer tudo virar eterno, essa mania de querer ser Deus, ser infinito, eterno, se as pessoas sempre vão embora quando o parágrafo passa de três linhas.
As pessoas sempre vão embora.
Ele sempre vai embora quando eu peço um pouco mais de atenção, um pouco mais de tempo, ou qualquer outra coisa que não fosse a sua própria existência. Ele sempre vai embora quando eu peço pra ele descansar de ser ele o tempo todo, por que ele tem medo de não conseguir ser qualquer coisa que não dê dinheiro ou garanta o status que ele tanto busca. Ele sempre vai embora por quer prefere ouvir as expressões de sempre: "lindão", "bonitão", "como você tá bem na foto", das mesmas de sempre.
Eles sempre vão embora, sempre. Preferem cara de tédio e de busca pelo resto que não se repete ou não se prolonga. O outro foi embora a primeira vez porque estava cansado demais de tudo. Foi embora a segunda porque precisava mudar de cidade. Foi embora a terceira porque teve medo de ficar pra sempre. Foi embora a quarta e pôs a culpa em mim, que sou muito prática, muito realista e muito ?bem resolvida? (estamos falando da mesma pessoa?).
Aquele primeiro foi embora na espera de que existisse algo melhor do que eu. Achou. Daí esses dias apareceu e disse que ?não é fácil achar alguém melhor do que eu?. Eu dei risada. Eu? Como alguém pode ser tão medíocre ao ponto de dizer uma coisa dessas? E finalmente o último que foi, antes de ir me deu um abraço. E eu fiquei inerte, com uma vontade enorme de chorar, sem entender por que tanta coisa acaba do dia pra noite, e por que a gente não vive intensamente, ou como se cada segundo fosse o último.Vivo com essa sensação de abandono, de falta, de pouco, de metade. Mas nada disso é novidade. Antes dele, teve o outro, o outro... que continua indo embora pra sempre porque nunca foi embora de verdade (por que continua vivo aqui). Eu não sei deixar ninguém partir, eu não sei escolher, excluir, deletar. São as pessoas que resolvem me deixar, e não eu que as deixo. Eu nunca pedi demissão (apenas tentei negociar). Eu nunca mandei nenhuma empregada embora. Eles me deixam, vão embora, e quando não vão, deixam eu me distanciar e não me pedem pra voltar, assistem a tudo, inertes.
A minha mãe diz que a culpa é minha, eu que adoro não ser responsável por absolutamente nada, odeio o peso que uma despedida eterna causa em mim. Nada é eterno, essa é a realidade, não sei brincar de Deus.
Meu novo amigo brigou comigo e foi embora. Não sei se pra sempre, espero que não. Antes de ir, ele me disse muitas verdades. A primeira é que eu não dou atenção pra quem olha pra mim. A segunda é que eu só sei pensar grandiosamente, e isso me cega pras coisas simples. A terceira foi um conselho: ?você precisa às vezes ficar calada enquanto apenas existe?. Fazia tempo que alguém não ficava tão perdido só porque me encontrou, fazia tempo que eu não me olhava no espelho e sorria, sabendo que sim, sim, sim, sou bonita ora bolas! Sou interessante! Da onde eu tinha tirado o contrário nos últimos meses? Isso é realidade, e que se dane os sonhos, os ideais, aquilo que a gente espera e nunca alcança. Todo mundo chega na sua vida. Em algum momento, em vários deles ou definitivamente, as pessoas sempre chegam. Talvez essa seja a melhor coisa do mundo, e a gente não tem que acabar lembrando de alguém que um dia chegou e depois foi embora, que a gente acha que nunca mais vai esquecer.
Eu nem me lembro o que eu queria dizer ao certo, eu não sei terminar textos, eu não sei escrever, sempre misturo tudo... meu negócio é realidade, hoje, agora. Eu tento viver, entre erros e acertos. Eu tento misturar realidade, objetividade e fantasia, tudo a meu modo. Eu tento, tento... pra não acabar numa esquina qualquer, cheia de jóias velhas, lembranças, tristonha e perplexa.

Um beijo e um sorriso...

sexta-feira, 2 de dezembro de 2005

SAUDADES!!!

"Em alguma outra vida, devemos ter feito algo de muito grave, para sentirmos tanta saudade...
Trancar o dedo numa porta dói.
Bater com o queixo no chão dói
Torcer o tornozelo dói.
Um tapa, um soco, um pontapé, doem.
Dói bater a cabeça na quina da mesa, dói morder a língua, dói, cólica, cárie e pedra no rim.

Mas o que mais dói é a saudade.

Saudade de um irmão que mora longe.
Saudade de uma cachoeira da infância.
Saudade do gosto de uma fruta que não se encontra mais.
Saudade do pai que morreu, do amigo imaginário que nunca existiu.
Saudade de uma cidade. Saudade da gente mesmo, que o tempo não perdoa.
Doem essas saudades todas.

Mas a saudade mais dolorida é a saudade de quem se ama.

Saudade da pele, do cheiro, dos beijos.
Saudade da presença, e até da ausência consentida.
Você pode ficar na sala e ela no quarto, sem se verem, mas sabiam que estavam lá.
Você pode ir para o dentista e ela para a faculdade, mas sabiam onde estavam.
Você pode ficar o dia sem vê-la, ela o dia sem vê-lo, mas sabiam que amanhã estariam juntos.
Contudo, quando o amor de um acaba, ou torna-se menor, ao outro sobra uma saudade que ninguém sabe como deter.

Saudade é basicamente não saber.

Não saber mais se ela continua fungando num ambiente mais frio.
Não saber se ele continua sem fazer a barba por causa daquela alergia.
Não saber se ela ainda usa aquela saia.
Não saber se ele foi na consulta com o dermatologista como prometeu.
Não saber se ela tem comido bem por causa daquela mania de estar sempre ocupada, se ele tem assistido às aulas de inglês, se aprendeu a entrar na Internet e encontrar a página do Diário Oficial, se ela aprendeu a estacionar entre dois carros, se ele continua preferindo Skol, se ela continua preferindo suco, se ele continua sorrindo com aqueles olhinhos apertadinhos, se ele continua cantando tão bem, se ela continua adorando o Mc Donald´s, se ele continua amando, se ela continua a chorar até nas comédias.

Saudade é não saber mesmo!

Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos, não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento, não saber como frear as lágrimas diante de uma música, não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche.

Saudade é não querer saber se ela está com outro, e ao mesmo tempo querer.

É não saber se ele está feliz, e ao mesmo tempo perguntar a todos os amigos por isso...
É não querer saber se ele está mais magro, se ela está mais bela.
Saudade é nunca mais saber de quem se ama, e ainda assim doer.
Saudade é isso que senti enquanto estive escrevendo e o que você, provavelmente, está sentindo agora depois que acabou de ler..."
Miguel Falabella

Hoje senti muitas saudades de uma pessoinha...
principalmente depois de algumas conversas que andamos tendo... principalmente depois da reviravolta que minha vida está dando... principalmente em dias chuvosos como hoje... que dá vontade de ficar abraçadinho e esquecer da vida e dos problemas...

Espero que possamos aumentar o brilho dos nossos olhos!!!

Um beijo e um sorriso...