A vida vivida intensamente...

sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

Balanço de fim de ano...

Não posso dizer q sou... Quando acho que estou acertando fiz a maior cagada, quando penso que estou no caminho errado.. muita gente reforça meu comportamento... se falo, não tava na hora, se calo ..acham que estou com algum problema.
Se dou opinião é porque sou mandona, se não falo nada é porque estou fazendo tipo....
Acho que o melhor a dizer é que ESTOU e não SOU....
ESTOU curtindo a vida, horas alegre, porque existem coisas que nos fazem sorrir por bobeira e descobrir que bobeira é não rir. Horas ESTOU triste, porque não me conformo com certas coisas que também não vão me deixar nem mais rica nem mais pobre, apenas não me conformo e ultimamente ESTOU na moda do tanto faz, como fez.
ESTOU sendo amada, senão por muitos, por meus PAIS... e aqui eu também aprendi algo que me fez ESTAR de mudança... antes eu fazia muito por quem nem precisava, e deixava de lado os que realmente me amam.. ESTOU tentando mudar e acho que jé tive muito progresso comigo mesma e isso no momento me permite ESTAR feliz.
ESTOU amando... amo até o João de Barro que faz casa no poste e isso é ESTAR tonta também, mas eu não me importo.. melhor seguir amando do que morrer sem ter tido a dor e o prazer de tal sentimento. ESTOU amando ter meus vinte e poucos anos e amei ser criança, adolescente.. também quero ESTAR lá para amar envelhecer.
ESTOU louca... e me critiquem por favor os juizes de plantão, minha loucura me faz estar bem e isso me basta.
ESTOU me decidindo, se fico, se vou, se faço, se não faço ou se paro de tentar decidir algo.
ESTOU no auge da impaciência, e isso todas as mulheres tem um certo desconto.
ESTOU seguindo, e no caminho pego coisas que acho que um dia me servirão para algo, às vezes paro e faço uma limpeza, porque levo tanta coisa que não vou aproveitar, outras me tiram e eu não fico procurando entender o porquê...
ESTOU SENDO EU, me construindo, me refazendo, me incomodando, me retorcendo, me amando, me odiando, me enganando (isso eu faço sempre), ahhhh... ESTOU AKI e sou feliz.


PS: que as muitas coisas boas que aconteceram nesse ano que se acaba continue por todo o ano que se inicia, e que muitas outras coisas boas aconteçam! Estamos sempre aí pra novas surpresas boas!! \o/

Um beijo e um sorriso...

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

será que dessa vez ele acertou?!! o.Ô

Escorpião - 23/10 a 21/11

Conversar com as pessoas certas traz o alívio esperado e merecido, ainda que, como resultado do diálogo, decisões duras sejam t omadas. Este não é um momento comum na vida de ninguém, todos terão de tomar decisões importantes.
fonte: Jornal O Estado de São Paulo - 19/12/2007

Tá tá... sei que isso aí falou falou e na verdade não disse nada...
horóscopos são assim... ou não??!!

Enfim...

Fica apenas a certeza de que decisões serão tomadas, mesmo eu detestando ter que decidir algo!
Mas algumas coisas não podem ser adiadas para sempre!

Deus ilumine minhas decisões!


ainda bem que tenho um branquinho pra clarear meus caminhos!! ;)

Um beijo e um sorriso...

quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

Mais uma da série "Para que odiar o banco?"

Aproveitando o texto da Fernanda no blog NESGA, segue mais um bom motivo pra se morrer de amores pelos bancos do nosso Brasil!

Eis que quando eu tinha 13 anos meu pai resolveu abrir pra mim uma conta num determinado banco do interior de São Paulo... na época não podia me caber de felicidade por ter o meu próprio cartão para movimentação do dinheiro na minha conta (que durante uns 4 anos e meio não passou de no máximo R$20,00)...
Entrei pra faculdade, a minha conta passou a ser denominada CONTA UNIVERSITÁRIA, e nessa época ela (a conta) começou a ser movimentada com maior freqüência e com valores um pouco maiores.
Hoje, já com a faculdade concluída, faz 5 meses que tento "transferir" minha conta para a cidade onde moro atualmente, e adivinha?!?! sem comprovante de renda não posso!

COMO É QUE EU TINHA CONTA NESSE BANCO ATÉ HOJE, SE EU NUNCA TIVE COMO COMPROVAR MINHA RENDA?!

E os 10 anos de conta nesse banco, sem nunca ter problemas algum com minha conta, não vale pra nada?!!

Às vezes acho que deixar de ser uma pessoa honesta seria melhor!
Forjar um comprovante de renda, um comprovante de endereço e coisas do tipo, só pra ver se assim eles agilizam o processo...

5 meses é muita sacanagem né?!!

E tudo o que eu preciso do banco hoje, eles vêm sempre com a mesma resposta: "Isso só pode ser feito na agência onde você abriu a conta"... é pra cartão de crédito, é pra talão de cheques, é pra débito automático, ou até mesmo pra encerrar a conta... pra tudo a resposta é sempre "Isso só pode ser feito na agência onde você abriu a conta"...

e como fico quando a tal agência se encontra a 500km de distância?!!
Se pouco vou pra essa cidade onde se encontra a tal agência, e mesmo quando vou é fim de semana ou feriado, e a tal agência não funciona??!!

Dá pra ser feliz desse jeito?!!

Pra que simplificar se pode-se complicar, não é mesmo??!!

Um beijo e um sorriso...

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Tenho tudo planejado pra te impressionar...

Eu ficava imaginando como seria a minha vida quando finalmente eu te encontrasse. Ficava fazendo planos mirabolantes. Me olhava no espelho fazendo caras e bocas tentando descobrir qual sorriso você iria gostar mais. Fazia dietas pra emagrecer míseras gramas pra que você notasse o meu esforço. E traçava todo um plano de estratégias para conseguir encurralar você e a única saída que te restasse fosse me amar. Mas o que eu nem sabia era que o meu melhor sorriso, as míseras gramas e todo o estratagema criado de nada adiantou porque quando meus olhos fita os seus, o ritmo dentro do meu peito acelera e não consigo mais controlar nem sequer a ínfima ilusão de que eu domino os segundos entre o meu piscar de olhos e a próxima batida do meu coração.
Já era. Eu me rendi.

Um beijo e um sorriso...

terça-feira, 13 de novembro de 2007

é isso, entende??!

E eu queria mesmo entender o que é. O que é que faz meu coração pulsar assim tão descompassado e freneticamente quando escuto o tom da tua voz. Entender o porque de sempre que os meus olhos encontram os teus, minha boca se cala. Minhas mãos suam e eu nem sei de que cor está o céu. Se é possivel uma boa fotografia ou se a minha mente grava automaticamente a imagem que eu não quero perder de vista. Porque meu sorriso sai fácil e eu não consigo controlar comportamentos. E tudo só se acalma com o teu carinho na minha nuca e meu afago no teu colo. É nessa hora que eu vejo que nada mais importa, se há confusão ou tranquilidade. Porque a minha calmaria eu encontrei no tum tum acelerado no meu peito toda vez que eu vejo você.

Um beijo e um sorriso...

terça-feira, 23 de outubro de 2007

E um dia o cachorro não latiu...

e o garoto dos cabelos encaracolados que enroscam nos meus dedos, resolveu fazer uma parada no reino do faz de conta que tudo está bem...
lá onde o sol brilha forte (e queima quando vamos passear na praça!), onde o almoço é feito só de misturas, onde as pessoas querem agradar e serem agradadas...

e foi lá nesse lugar incrível que, naquele dia, a fera mais brava de todos os tempos não esboçou reação diante da presença do garoto dos cabelos encaracolados que enroscam nos meus dedos...

e foi naquele dia que até o cachorro aceitou que ele já era da família!! =)

seja bem vindo!

Um beijo e um sorriso...

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

Já falei que te amo???!!!


É como passar os dias contando estrelas. E revirar-se buscando as formas no corpo dele feito cama-céu no corpo-nuvem. É viver em duas cidades ao mesmo tempo. Achar o ângulo perfeito do sorriso enquanto o olho enxágua e ninguém percebe. É ter a tira-colo uma malinha de primeiros-socorros a qualquer espirro seu. É como guardar o amor da redondeza dentro do próprio peito. É exatamente ser como a criança que acredita nas bobagens do mundo. Que os mágicos são de verdade. Que as gueixas são amadas. E amam. Que a Cinderela nunca foi gata borralheira. Que os espartilhos não apertam. Que os coelhos realmente vivem nas cartolas. É perceber o dourado. O furta-cor. É acreditar na mocinha. É esquecer os bandidos. É perder a fome. A hora. É contar os dias. É sentir que o mundo faz sentido e que vale a pena viver nele. Que não há fome. Não há dor. Que os vizinhos não choram. Que não há despertador. É acreditar que o Bush não existe. Que o algodão-doce não dissolve se abandonado. É sentir borboletas na barriga. É não ter pés. Porque não há chão. É como se o mundo começasse e terminasse ali, sem qualquer bifurcação adiante. É passar por ridículos e aceitá-los como prêmios. É tremer. É olhar. Só olhar. Só querer observá-lo dormir como os gatos em seus sonos profundos, numa respiração lenta como reis em dias de impérios vastos. E bastar. É querer compor músicas. Poemas. Dramas. Crônicas. Narrativas. Prosas. Querer um grande cordel. Todas as camas são macias. Todas as redes foram feitas pra dois. Toda cadeira cabe mais de um. Todo hino devia ter seu nome. Todo podium devia passar você. E quando fossem balbuciar o que seria paixão deviam citá-lo. Porque tudo que lembra amor tem os teus olhos. De quando te soprei que sentia medos e frios na barriga. De quando falei que tinha feridas abertas. De quando te cochichei meus segredos. E você riu. [e ninguém me faz rir como você faz].E me revirei por não saber querer. Das coisas que não disse. Das frases que engasgaram e mal chegaram aos dentes. Dos sentimentos novos. Mais leves que os velhos. De quando deixei meu baú com coisas antigas naufragar. De nem se saber onde pisa, mas querer pisar mais fundo.
E sem você. É sentir-se despida no meio de uma multidão. É falar uma língua diferente. Num dialeto nunca visto. É ter medo de atravessar a rua sozinha. É achar o cinema frio. A cama grande demais. Os espelhos mal projetados. Os casais bizarros. O luxo desproporcional. Som nenhum tem melodia. Rosa não tem cheiro. Camisas desbotam fácil. Tapetes se desfazem. O mundo vai desabando de fininho e ninguém percebe. As grandes pinturas destoam. As poesias viram versos chulos. O mundo gira no sentido oposto. É querer ficar miudinha, enrolada no cobertor esperando que o dia termine. É chorar as lágrimas do mundo. É ver sóis negros. É nem ser. É não querer ter que me despedir de bilhetes como este, e dar continuidade a eles:
te amo. todo dia. o dia todo. nos quatro conjuntos de sete dias. nas minhas. e nas suas horas. o mês inteirinho, nos seus curtos fins de semana. nos feriados. nas datas comercias. nos dias não festivos. te amo desde o meu primeiro bom dia. e te congelo no meu último boa noite. até me despedir de ti e da minha insônia, pra te encontrar no meu primeiro sonho. pra depois estender a mão e te procurar na cama. pra te achar em mim bordado em linhas grossas enfeitando a minha pele.
[te amo todo dia. o dia todo.]

Um beijo e um sorriso...

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

sentido-se em casa...

E de repente ele apareceu na sala com uma espécie de álbum nas mãos...
Logo em seguida os pais dele já se aninharam atrás do sofá para ver as fotos também
Foi aí que descobri que era o álbum do casametno deles!!
Foi nesse dia que vi os olhos do pai dele brilharem, e foi nesse dia que me senti parte da família!
Depois disso, num outro dia qualquer, eis que ele apareceu com outro álbum.. dessa vez com fotos da infância dele...
Menino danado!!! como resistir àquele serzinho tão inocente??!!

Descobri que o Amor era possível olhando o mundo do "anexo", ao som da tua voz. O amor entre uma menininha do interior e um homem de cabelos cacheados, com a alma mais incrível que conheci... ;)



Sinceramente - Cachorro Grande
Composição: Cachorro Grande

Sinceramente você pode se abrir comigo
Honestamente eu só quero te dizer
Que acertei o pulo quando te encontrei
Acertei

Eu sei a palavra que você deseja escutar
Você é o segredo que eu vou desvendar
Você acertou o pulo quando me encontrou
Acertou o pulo quando me encontrou

E então o nosso mundo girou
Você ficou e a noite veio
Nos trazer a escuridão
E aí então
Eu abri meu coração
Por que nada é em vão

Gostei do seu charme e do seu groove
Gostei do jeito como rola com você
Gostei do seu papo e do seu perfume
Gostei do jeito como eu rolo com você



Um beijo e um sorriso...

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

Você disse.

E quando eu disse que “não”, você simplesmente estampou um “sim” enorme no meu rosto. E ele veio acompanhado do tal sorriso que eu nem lembrava onde se escondia, fugindo talvez daquele céu cinza que surgiu no horizonte quando o primeiro sinal de brisa fria apareceu. E quando eu disse “talvez”, você estampou certeza nas minhas vontades. E ela veio junto com um brilho no olho que há tempos não dava sinais de presença, provavelmente por não ser interessante continuar a distribuir o que eu nem lembrava que poderia ser motivo. E quando eu não disse nada, você também não disse nada. Porque não era hora de dizer nada. Porque tem horas que um beijo e uma mordida no ombro bastam!

"...puxa como eu amo amar você!!!"

Um beijo e um sorriso...

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

Persistência...

Entrelinhas, realidade e sonho.
Não desiste. Porque se você gosta mesmo assim tanto de desafios, me encare como um e me mostra que vale a pena. Não desiste. Porque se você gosta mesmo assim tanto de mim, olha pra mim no olho de verdade com toda vontade e lê a minha alma, como se eu não precisasse mais dizer uma só palavra. E talvez nunca precisei. Porque talvez você já leia mais minhas entrelinhas do que eu mesma, antes mesmo que eu as escreva. Porque minhas linhas, páginas e histórias eu tenho o prazer de fazer acontecer, mas você me dá o prazer de fazer sonho ser ainda mais realidade. Ou seria realidade ser sonho? Eu não sei. Só sei que é. E será. E por isso que eu digo: não desiste.

Um beijo e um sorriso...

terça-feira, 4 de setembro de 2007

Sete

Quais meus sete segredos mais íntimos? Porque sete? Ora, são sete os pecados capitais, sete cores no arco-íris, sete as notas musicais, sete dias na semana, são sete maravilhas no mundo, é dia sete o dia da independência, zero zero sete é “o cara”, são sete os anões, são sete pragas do Egito, são sete as letras que indicam algarismos romanos, são sete sacramentos, jogamos sempre o jogo dos sete erros, os gatos têm sete vidas, são sete as chagas de Cristo, são sete as virtudes humanas. E na hora de contar os meus sete mais íntimos segredos, eu digo que o único segredo que eu tinha, é público e então, na verdade, nunca foi segredo: meu sorriso. O resto é bobagem que eu pensei que poderia esconder. Mas esse é mais um dos sete erros que eu cometo todos os dias.
E isso já é outra história.

Um beijo e um sorriso...

sexta-feira, 31 de agosto de 2007

Quem não quer?

Um amor
Quem não quer?
Quem não quer ter alguém?
Alguém para ligarmos pra contar aquela novidade importante ou aquela futilidade sem temer ser criticado, alguém para nos ligar a todo momento e dizer que queria estar junto, alguém pra sentir saudade, alguém para lembrar quando estamos bebendo com os amigos, alguém de quem lembrar e sorrir por isso, alguém para dar presente, alguém de quem receber presente ...
Quem não quer?
Liberdade é ótimo, amizades são perfeitas, mas não adianta, só amigo não nos completa, ir pra onde se quer satisfaz, mas nem tanto, chega uma hora que você acaba sentindo falta de um alguém, não daqueles alguéns que ficamos volta e meia, mas de um alguém que diga que gosta de você não com a mesma conotação do seu melhor amigo, mas que diga que gosta de você e quer estar junto, e quer te beijar, te abraçar, e fazer muito mais além disso...
Quem não quer?
Quem não quer alguém para sentirmos ciúmes e que tenha também ciúmes da gente (moderadamente, é claro!!), um alguém que tenhamos aquela foto guardada ou estampada num porta retrato, alguém para quando irmos a uma loja de móveis brincarmos de escolher os móveis de nossa casa, para imaginar como será o nome dos nossos filhos, alguém para sair pra jantar, alguém pra aprontar junto e esconder aquele segredo, alguém para fazer planos pro futuro, alguém pra viajar, pra te fazer rir, te fazer raiva mas logo voltar às boas...
Quem não quer?
Quem não quer ter uma alma gêmea, uma companhia, quem não quer ser não somente uma namorada, mas aquela namorada que acaba se transformando na namorada-mãe-irmã-amante-amiga, aquele tudo.
Quem não quer amar e ser amado?
Amar de verdade, sem temer, ser quem se quer ser...
Um beijo, um olhar, um corpo, uma alma, um sentimento, o amor, quem não quer?
Um amor !!!

Um beijo e um sorriso...

quarta-feira, 29 de agosto de 2007

Pessoa errada

"Pensando bem
Em tudo o que a gente vê, e vivencia
E ouve e pensa
Não existe uma pessoa certa pra gente
Existe uma pessoa
Que se você for parar pra pensar
É, na verdade, a pessoa errada.
Porque a pessoa certa
Faz tudo certinho
Chega na hora certa,
Fala as coisas certas,
Faz as coisas certas,
Mas nem sempre a gente tá precisando das coisas certas.
Aí é a hora de procurar a pessoa errada.
A pessoa errada te faz perder a cabeça
Fazer loucuras
Perder a hora
Morrer de amor
A pessoa errada vai ficar um dia sem te procurar
Que é pra na hora que vocês se encontrarem
A entrega ser muito mais verdadeira
A pessoa errada, é na verdade, aquilo que a gente chama de pessoa certa
Essa pessoa vai te fazer chorar
Mas uma hora depois vai estar enxugando suas lágrimas
Essa pessoa vai tirar seu sono
Mas vai te dar em troca uma noite de amor inesquecível
Essa pessoa talvez te magoe
E depois te enche de mimos pedindo seu perdão..."

"Puxa... como eu amo amar você!!"

Um beijo e um sorriso...

sexta-feira, 24 de agosto de 2007

...te sentir, te pensar...

Às vezes penso em dizer milhares de coisas, mais acho que no fundo de nada valem... A única coisa que eu posso te dizer é que eu nunca tenho vergonha do que eu sou capaz de sentir.

Eu pensei em ti e senti saudade de momentos mágicos que tivemos. Sol, lua, frio, vento. Só te sentir, te pensar e sorrir.
No tum acelerado do meu coração pulsante, quero passear de mãos dadas, brincar de pisar na nossa própria sombra. Café da manhã, almoço, jantar, ligações telefônicas no meio da tarde, talvez no meio da noite. Sons, gostos, sabores. Teu sabor. O doce e o salgado em você.

Porque o tempo não existe quando eu penso em você.

Amo vc meu mocinho...

Um beijo e um sorriso...

quinta-feira, 23 de agosto de 2007

Futuro do Pretérito

E se eu fosse o sol, quem me aqueceria?
E se eu fosse um rei, quem me reinaria?
E se eu fosse uma cadeira, onde eu sentaria?
E se eu fosse um poeta, quem me comporia?
E se eu fosse um pintor, quem me pintaria?
E se eu fosse uma casa, onde eu moraria?
E se eu fosse o amor, quem me amaria?
E se eu fosse o mar, quem me nadaria?
E se eu fosse o tempo, como eu passaria?
E se eu fosse uma canção, quem me cantaria?
E se eu fosse você, quem você seria?
E se na verdade eu não fosse, quem eu seria?


Então, o que é?

amor s. m.: do Lat. amore
s. m., viva afeição que nos impele para o objeto dos nossos desejos; inclinação da alma e do coração; objeto da nossa afeição; paixão; afeto; inclinação exclusiva;
ant., graça, mercê.

com -: com muito gosto, com zelo;
fazer -: ter relações sexuais;

loc. prep., por - de: por causa de;
por - de Deus: por caridade;
ter - à pele: ser prudente, não arriscar a vida;
- captativo: vd. amor possessivo;
- conjugal: amor pelo qual as pessoas se unem pelas leis do matrimônio;
- oblativo: amor dedicado a outrem;
- platónico: intensa afeição que não inclui sentimentos carnais;
- possessivo: amor que leva a subjugar e monopolizar a pessoa que se ama; o m. q. amor captativo.

Lendo isso eu penso: amor é um sentimento universal. podemos amar qualquer pessoa ou coisa, o que muda é a forma e a proporção. Acredito que amar uma pessoa não significa apenas gostar, mas admirar, respeitar entender e tentar aceitar seus defeitos. Amor não é apenas estar perfumado e belo para o outro, mas é acordar e se deparar com um ser descabelado, com mau hálito e a cara amassada. Amar é entender quando a relação não está legal e não culpar o outro pela falta de desempenho, mas ajuda-lo a resolver isso. Amor é cumplicidade e união, mesmo quando os pensamentos são diferentes, mas o outro está sempre disposto a ouvi-los e vice-versa. Não é dizer mil "eu te amo".. e sim, COMO dizer.
No fundo, acho que amar alguém é, antes de tudo, uma demonstração de amor-próprio. Quem não se gosta não consegue atrair outra pessoa positivamente. Clichê, mas é verdade. Ninguém quer uma pessoa cheia de recalques e tem problemas com a auto-aceitação - a não ser se são assim também sem assumir para si mesmos, e ainda acreditam que podem salvar o outro antes mesmo de se resolverem.
É cultivar a plantinha da relação e mostrar isso para meio mundo.. quando há reciprocidade. Amar é legal, faz bem pra pele, te salva das rugas por causa dos sorrisos, mas te dá outras pelas caras emburradas e/ou enfurecidas que fazemos freqüentemente. Eu acho que amar é... ter um puta orgulho da pessoa que está ao seu lado. E sentir falta dela quando ela não está. No fundo, o amor SEMPRE poderá ser contato sob perspectivas diferentes, e nem por isso, menos ou mais encantador. Apenas será mais uma versão da mesma história.

CONSTATAÇÃO: Queda de prédio, câncer no rim, falha no freio, fraqueza, naufrágio, alfinete no mingau, picada de cobra, tropeção em fio de cobre, torradeira na piscina, leptospirose, alergia a amendoim, remédio errado, passo errado, múltipla falência de órgãos, comer mulher de cangaceiro, fome, cabeça no fogão, engasgamento com tubinho de asma, desligamento dos aparelhos, engolimento de dentadura durante o sono, definhamento lento, cirrose hepática, choque anafilático, parada cardíaca, piano na cabeça.

Hoje em dia, ninguém mais morre de amor. Será eu a nova vítima do amor nos tempos modernos??!!

Um beijo e um sorriso...

sexta-feira, 17 de agosto de 2007

Eu vou.

Não dá pra negar. Você mexe comigo como ninguém e essa minha pose de durona só serve pra nada. Eu fico aqui sempre dizendo que eu consigo, que tenho controle e coisa e tal. Mas não é nada disso. Eu sempre me rendo quando você me diz: “vem!” E eu vou. Com meu corpo, alma e coração. E me rendo às suas palavras, seus olhos e seus toques. Porque teu olhar me amolece as pernas... tua voz alegra minha alma... Eu me perco. No céu, no chão, ou em qualquer outro lugar que você me leve... Mas não esqueça de segurar na minha mão, se não eu me perco. De você, de mim e desse sentimento que eu nem sei mais qual é. Mas que não dá pra negar... Está aqui esperando você dizer: “vem”.

Um beijo e um sorriso...

terça-feira, 14 de agosto de 2007

Pra você...

Lado Z
Leoni
Composição: Leoni

Pouca gente ouviu falar
Nunca passou na TV
Não vai ser moda, nem livro
Nem vai ter fila pra ver

Delicadeza e doçura
Não fazem muito sucesso
Nem alegrias de bolso
E nem amor que deu certo

Fiz uma lista sem fim
De como sem perceber
Você me deixa
Imensamente feliz

Não vou mostrar pra ninguém
Fica entre mim e você
Vai ser nosso greatest unhits
Nosso lado Z

Não vai sair nas revistas
Nenhuma nota ou registro
Só esse amor que se basta
Em ser amor e só isso

O vento, a tarde e nós dois
A gente rindo por nada
Me descobrir nos seus olhos
E eternizar madrugadas

Fiz uma lista sem fim
De como sem perceber
Você me deixa
Imensamente feliz

Um beijo e um sorriso...

segunda-feira, 13 de agosto de 2007

Quero.

Eu me perco nos teus detalhes. Nos mínimos detalhes escondidos nas mínimas entrelinhas das tuas palavras mais surreais, que despertam desejos nem um pouco fáceis de disfarçar... Me perco porque na verdade eu só me encontro quando não há palavras, nem detalhes, nem surreal, nem nada. Só eu e você. Porque quando não estou com você, cada segundo é apenas um detalhe do que cerca toda a eternidade dos momentos que passam voando quando sua mão está a aquecer a minha feito uma luva que você insiste em encaixar perfeitamente... e até se encaixam! Da eternidade dos momentos que passam voando quando você se deixa admirar enquanto lê e responde mensagens no celular e faz caras e bocas para cada diferente mensagem... Da eternidade dos momentos que passam voando quando te ensino dar um "abraço urso" e você pede mais! Da eternidade dos momentos que passam voando quando dois conseguem ser um e a matemática falha, as pernas falham, o coração pulsa e o mundo eu nem sei se gira. Porque se gira ou não, é uma mera coordenação de seqüências de luz e escuro, pra sabermos se vai ser lua ou sol que estará lá em cima. Mas o que é isso se não mais um simples detalhe?
E eu me perco. Nos teus detalhes, nos meus reais, nos segundos que não valem. E espero. Espero me encontrar. Espero te encontrar. Nos seus detalhes. E nos detalhes do caminho que eu vou ter que percorrer pra te encontrar.

Porque eu quero. Quero que você venha e eu vá e o espaço seja pequeno pra nós dois. E só caiba um. Quero que esse espaço que está entre nós dois seja nada e tudo fique do lado de fora do mundo que nos cerca. Que você cumpra suas promessas e as palavras não fiquem soltas no ar ou em qualquer outro lugar. Que elas virem a minha realidade que insiste em ser sonho. Sonho como o pouco tempo que tivemos juntos. Mas a verdade é que eu sempre vou achar pouco. O tempo. Porque você consegue fazer toda a diferença. E porque mínimos detalhes passam a ter importância de tamanho imensurável em minha vida... Porque eu adoro sua boca, que sempre me diz coisas agradáveis e que pra mim sempre parece fazer biquinho e estar pedindo um beijo. Que eu não sei se você realmente quer.

Mas eu quero!!!

Um beijo e um sorriso...

segunda-feira, 6 de agosto de 2007

Cinco dias em um minuto

Eu queria saber qual caminho seguir, se é que há mais de um. Eu queria saber quais palavras usar, se é que há opção. Eu queria saber qual tom de voz, se é que há como escolher. Eu queria saber qual atitude tomar, se é que eu tenho escolha. Eu queria mesmo era entender e saber. Mas é impossível e improvável que eu saiba. Porque o que chamam de graça da vida – essa imprevisibilidade – eu chamo de medo, ansiedade e aperto no coração. E eu, definitivamente, não sei se gosto.
Hoje eu acordei com sede da solução que eu ainda não encontrei.
Acordei com vontade que se passassem cinco dias em um só minuto e eu não tivesse que imaginar como seria cada minuto a seu tempo. Mas o que eu sei e pareço não querer entender é que respostas a gente só encontra depois de viver. E, como disse aquele louco que eu adoro tanto, perguntas não vão me mostrar... Mas a verdade, as respostas, os caminhos... Nem sempre são claros, abertos e simples de serem absorvidos. Talvez o que nem todo mundo consiga compreender é que a vida é mesmo assim feita de coisas simples. Coisas simples como um olhar, um sorriso e um passeio de mãos dadas num fim de tarde, que na verdade nada tem de simples, mas tem muito de fantástico. E eu tenho que me contentar em viver esses cinco dias. Minuto a minuto. E agüentar o que virá depois.


Sinais de Fogo
Ana Carolina
Composição: Ana Carolina e Totonho Villeroy

Quando você me vê
Eu vejo acender outra vez aquela chama
Então pra que se esconder?
Você deve saber o quanto me ama

Que distância vai guardar nossa saudade?
Que lugar vou te encontrar de novo?
Fazer sinais de fogo
Pra você me vê

Quando eu te vi e te conheci
Não quis acreditar na solidão
E nem demais em nós dois
Pra não encanar

Eu me arrumo, eu me enfeito
Eu me ajeito, eu interrogo meu espelho
Espelho em que eu me olho
Pra você me ver

Por que você não olha cara a cara?
Fica nesse passa ou não passa
O que falta é coragem
Foi atrás de mim na Guanabara
Eu te procurando pela Lapa
Nós perdemos a viagem


Um beijo e um sorriso...

quinta-feira, 2 de agosto de 2007

Deu vontade...

Deu vontade de te escrever sem gramática, ortografia ou caligrafia
Deu vontade de desenhar o seu rosto em uma folha branca
Mas as cores nunca seriam iguais as da sua tez
E eu nunca conseguiria sequer esboçar-te... deu vontade...

Vontade de cobrir as linhas de um caderno, só por saudade
Pra que essa saudade pudesse contar pros cadernos do mundo
Como eu tenho me sentido
Tudo porque você não está aqui
Tudo porque você não está aqui

Tudo tudo tudo tão longe
Da Zona Leste à Zona Oeste...
Tudo porque você não está
E eu pergunto, eu pergunto a você

Tudo por quê? Tudo por quê?
Deu vontade de confessar meus segredos
Pras orelhas dos meus livros
Já não sei se o que vivo é verdade ou não

Eu pergunto pro meu coração
Como faz pra parar esta insegurança que me assalta
Toda vez que sinto sua falta

Vontade de dar meu corpo pedaço por pedaço em cartas lacradas
Apenas com seu nome endereçadas postadas ao sol, ao céu
Com um grito louco sem poder te ouvir

Tudo porque você não está aqui.
Tudo porque eu acordei com esta louca vontade de abraçar, beijar
Telefonar de qualquer lugar para você.



Confia.
Quando eu digo que vou, confia.
Porque eu não vou por você e nem por mais ninguém.
Eu vou por mim. Porque é do seu lado e no teu sorriso que eu encontro o abrigo que eu sempre procurei pros meus dias de chuva e a sombra mais refrescante pros meus dias mais ensolarados.
Porque quando você me ofereceu o céu, eu ganhei você.
E ganhei o que eu nem sei se pode um dia ser meu.
Porque quando você disse "vem!", eu só consigo pensar no dia, no abraço, no momento, no olhar, no calor, no frio, no carinho, no medo, nos olhos fechados e neles abertos olhando envergonhadamente pra mim.
Porque eu vou.
E eu vou por mim.
Pra você.

Um beijo e um sorriso...

segunda-feira, 23 de julho de 2007

Emaranhado de coisas...

Palavras. Um monte. Como se alguém tivesse jogado um punhado delas aqui dentro e chacoalhado minha cabeça. Com força. E me deixado virada. Acontece também com idéias. Mas hoje só com palavras. Verbos. Adjetivos. Pronomes e afins. Todos juntos. Misturados. Sobrepostos. É preciso organizar tudo. Escrever. Montar com o embolado de palavras frases subordinadas. Assindéticas. Revelar sujeitos ocultos, esconder determinados. Transformar passivas em ativas. Refazer. Mudar.
Tem dias em que escrever torna-se coisa difícil. Dias em que palavras emboladas custam a voltar pro lugar.

"Não sei onde e quando isso aqui vai parar, mas sei que quando parar estaremos juntos." - Lama Bonanza

Duas coisas que aprendi nesses últimos dias (entenda-se últimas 2 semanas):
* aqui o Sol ofusca menos os olhos...
* confusão traz felicidade...

Um beijo e um sorriso...

quarta-feira, 4 de julho de 2007

Carta

Queria poder te mandar esta carta. Mas sei que não responderias. Seria inútil que ela chegasse, enfim. Não será por isso que não irei fazê-la. Pelo contrário. Irei até o final. Para que eu possa reler finitas vezes, pois sei que voltaremos a nos ver. Recitá-la-ei, portanto, de tanto que lhe sei, quando retornarmos.

Tolice minha ater-me diante da falta de tua resposta. Estás tão perto que sequer preciso escrever. Basta que eu pense, muda e estática, para que te alcance. Não necessito mover um músculo para sentir-te por completo. Deixarei que minha saudade envolva você. Na eternidade de meus momentos, estarei tão perto que será difícil separarmo-nos.

Condição que já ocorre. Mesmo desunidos pela lacuna física que nos distancia, o sentimento que me permeia, preenche qualquer distância. E te sinto em cada passo, em cada ato que pratico, em cada medo que desfaço, encaro, em cada lembrança que relança a esperança de ver seu rosto de menino na próxima esquina. A pureza de seu semblante simples que carrega meu juízo para além destas ruas. Deixando minhas vontades todas nuas, minhas verdades todas cruas e os dias com sóis e luas de tão completa a minha felicidade ao percebê-lo.

Queria que se apagassem as estrelas nesta hora. Para que todos percebessem que elas apenas refletem a lucidez que vem de sua direção. Apropriando-se da propriedade intrínseca da sua personalidade brilhante e reluzente. Que você nem sente, quase que dormente. Os astros noturnos então te seguem e perseguem sua posição. Querem ser expectadores de sua linda passagem. Tentando aprender aquilo que não se ensina por não haver meio. O que não se dá por não se possuir. Este seu jeito, seu acerto, seu defeito, sou eu quem nota. Talvez, quem sabe uma vez, ou outra, seja possível a ti, sentir o quanto te percebo; o como te concebo.

Por mais que eu pareça exagerada, desmedida e sem propósito juro que tudo isso é normal, sincero e real. Duvido que aquele verbo agregue todo o valor que lhe meço. Que caiba em quatro letras a imensidão de sentires que afloram ao som de seu corpo intenso. Desconheço a palavra, ou conjunto delas, que revele a descrição de sua nudez (falta de máscaras) desfeita pela minha presença e pelo meu toque, na mais completa escuridão, ausentes de visão. Quando seu contorno vem à mente pelos caminhos trilhados por meus dedos que te enxergam mudos, sem dizer sequer uma sílaba.

É para estas horas de estar sozinha que me preparei quando fiquei a te admirar. Por saber que estes momentos ainda são necessários é que lhe interiorizo. Percebo cada gesto. Sua voz, seu andar, seu "perfume" (cheiro). Teu gosto fresco que não provei, mas que me inunda o paladar e sempre desconcerta minha noção de certeza. Sua imparidade de beleza, sutil, ardil, febril, desarma qualquer defesa que eu nunca tive (pra você). Se te abriguei no meu abraço em alguns momentos, é porque precisei sabê-lo por inteiro nestas temporadas de singular morada. Vives em minha existência e serei sua pelo tempo que a vida permitir.

Pense em mim, para que minha nuca esquente. Para que eu tenha as orelhas vermelhas de tanto você lembrar. E que não demore para que eu sinta seu cheiro pela escada (pode ser a da sua casa mesmo!). Para que eu me veja nos teus olhos marcados. Que eu possa em breve estar, mais uma vez, fluindo amor em sua vida.

Como já disse antes, ao seu lado não é lugar; é o único momento, em que existo feliz. E que o próximo final seja diferente... pode até ser o mesmo banco do metrô da República, a mesma escada rolante, a mesma falta de assunto na hora da despedida... mas que o final NÃO SEJA O MESMO...


Amo você, criatura! "eu acho"...

Um beijo e um sorriso...

sexta-feira, 29 de junho de 2007

Constatações

E tudo muda. E, quando a gente se dá conta, mudou junto com tudo. É estranho...
Me adapto, mas saudade nunca vira mentira! Seria bom se assim não o fosse, ou pelo menos seria mais fácil...
Se o normal é sentir falta do antes, por que sinto falta do depois? Às vezes acho que nem vivo tanto o agora assim... Ou vivo? Talvez.
Fato é que tudo está mudando novamente... não sei se estou gostando, e sinto-me culpada por isso.
Mudar dói, mas é como se essa dor me libertasse de um mundo ao qual estive como "prisioneira" (será essa a palavra mais adequada??)... Continuarei me despedindo de universos alheios.

Percebi que quero parágrafos aleatórios hoje.

Sobre pessoas. O que são pessoas? Sobre destino. O que é destino? Sobre pessoas e destino: é verdade? Até que ponto era pra ser o que está sendo? Até que ponto é mera coincidência? Complexo. Se uma decisão tomada por outrém incide na sua vida como um desagrado... E agrada-te! Se falsos laços se rompem sem que você perceba deixando pra trás toda a bagagem desnecessária que você carrega sem saber, sem sentir. Ou com os sentidos abafados, quase mudos.

Sobre mim. O que se deve fazer quando se quer fazer tudo, e, ao mesmo tempo, nada? O que eu devo fazer quando minha única vontade é te roubar do que é fora e te trazer pra dentro? Com quais armas devo lutar contra a angústia de ter sempre que esperar a próxima paixão passar por mim como se não me visse? Que notas devo tocar pra entender o ritmo que a vida segue, ainda que desafine? Que livro devo ler pra calar as questões inúteis que me deixam patéticos os textos?

Sobre sentir. O que é? É verbo. Tão somente. Verbo.


Um beijo e um sorriso...

quinta-feira, 28 de junho de 2007

E Depois

Teu Olhar - Luís Fernando

Tens em ti a felicidade
Que salta de teus olhos, irradia...
Que me contagia, assim, de cara
Felicidade esta, marca de sua beleza

Ainda que às vezes algo me intrigue
Um semblante teu... que é sereno
Mas deixa que baixa e molda teus olhos
Quase como um persistente ar de tristeza

Ficarei mesmo com sua alegria
Que em você seja marca maior
Que no fundo de teus olhos ganha clareza

Ainda que me incomode muito
Afundando-me nestes teus olhos doces e frescos
Perceber um cisco, que lembra-me a tal tristeza.



Este soneto foi um presente do querido Luis Fernando... que o fez em 5 minutos... assim, de improviso...
e o melhor: tem direito a trilha sonora!! ;)

E Depois - Seu Jorge

É dia de te ver, que sorte grande, sim senhor...
É mamão no mel, algodão doce azul
E é bom, acende uma alegria tipo curumim
Por causa do que vibra dentro de você
Você não tem idéia como sou feliz
Às cinco eu passo aí para um sorvete
Levo o disco do Bob que você me pediu
E aí... a gente vai passear
E aí... a gente vai namorar
E depois... e depois... e depois...

E não é que o msn resolveu dar o ar da graça e me permitir "falar" com o querido Sr. Ingrato Eve??!! hehehehe
Apesar das poucas palavras trocadas, sempre uma felicidade enorme falar com ele!
"Que poder é esse que você possui de acender as estrelas pra mim?? Que poder é esse que só de pensar monta em minha face um enorme sorriso??"

ai ai ai... "tá danado!" *.^


Um beijo e um sorrio...

sábado, 23 de junho de 2007

"SUPER FANTÁSTICO, O TEATRO MÁGICO, O MUNDO FICA BEM MAIS DIVERTIDO!!"

Sintaxe À Vontade

O Teatro Mágico

Composição: Fernando Anitelli

"Sem horas e sem dores
Respeitável público pagão
Bem vindo ao teatro mágico!
sintaxe a vontade..."

Sem horas e sem dores
Respeitável público pagão
a partir de sempre
toda cura pertence a nós
toda resposta e dúvida
todo sujeito é livre para conjugar o verbo que quiser
todo verbo é livre para ser direto ou indireto
nenhum predicado será prejudicado
nem tampouco a vírgula, nem a crase nem a frase e ponto final!
afinal, a má gramática da vida nos põe entre pausas, entre vírgulas
e estar entre vírgulas é aposto
e eu aposto o oposto que vou cativar a todos
sendo apenas um sujeito simples
um sujeito e sua oração
sua pressa e sua prece
que a regência da paz sirva a todos nós... cegos ou não
que enxerguemos o fato
de termos acessórios para nossa oração
separados ou adjuntos, nominais ou não
façamos parte do contexto da crônica
e de todas as capas de edição especial
sejamos também o anúncio da contra-capa
mas ser a capa e ser contra-capa
é a beleza da contradição
é negar a si mesmo
e negar a si mesmo
é muitas vezes, encontrar-se com Deus
com o teu Deus
Sem horas e sem dores
Que nesse encontro que acontece agora
cada um possa se encontrar no outro e o outro no um
até porque...

tem horas que a gente se pergunta...
por que é que não se junta
tudo numa coisa só?




Sensacional, sensacional, pode pegar pode pegar!! =)

Um beijo e um sorriso...

sexta-feira, 15 de junho de 2007

Confusão de Sentimentos



"Destruo-me para
compreender-me"
Franz Kafka





O que há é essa confusão absurda de sentimentos e opiniões contrárias e extremas, que vêm e voltam, deixando meu humor mais oscilante do que o que já era de se esperar.

O que há é essa necessidade quase física de jogar tudo para cima e correr mais rápido do que jamais corri... correr até as pernas doerem e a respiração faltar. Mas há, em contrapartida, a necessidade de ficar e organizar toda a vida em cima do que se é esperado e se foi planejado pela vida toda.
Daí, o que faço? Fico e não jogo nada para cima. Não corro e também não organizo nada.
Como sempre, "em cima do muro"... é uma expressão que eu deveria usar entre meu nome e sobrenome, dando aquele toque especial que meu nome, completamente insosso, está precisando.

É uma coisa inexplicável, acontece de repente, não há como evitar. Você não escolhe, você não decide, aquilo não é seu, você não é dono do coração, sua função é única e simplesmente de entregá-lo a alguém. É a lei.

O Fogo...
Ardendo dentro de mim
Num braseiro sem fim
Uma confusão de sentimentos
Que não precisa de alimentos
Que alterna o desprezo
Com o viver a qualquer preço

Sinto uma alma ardente
Que tudo deseja vivamente
E que sente solidão
E raios de desilusão
Quando se sente ausente
O amor do coração

Desejo mais que tudo
Que o teu olhar mudo
Não signifique alheamento
Mas esconder o sentimento
Partilhado por duas almas
Que perderam a vida calma

É urgente definir
Se sentimento ainda pode existir
Ou proceder à união
Calar os gritos do coração
Escolhendo o Amor como destino
Ou a Solidão como desatino

"Queria contigo estar
Nas nuvens a dormir,
Para mais tarde relembrar
Para mais tarde sentir.
Queria poder cheirar
Teu perfume. E fugir
Para bem longe, saltar
Pular, dançar e curtir.
E depois ao teu lado ficar.
Queria meus olhos abrir
e ver teu rosto a brilhar.
Se pudesse tudo partir,
Fazia-o sem exitar.
Já não sei o que estou a sentir:
Se estou a amar, ou a odiar".

E, o vento parou quando a tua imagem se evaporou...
arrancaste-me lágrimas e sorrisos sem querer.
Em poucas palavras queria te fazer entender:
eras tu...
que me fazias respirar um momento após o outro;
que deixavas o meu olhar escorrer-te solto...
eras tu...

Um beijo e um sorriso...

terça-feira, 12 de junho de 2007

mais um dia dos namorados...

E o ano vai passando, e novamente estamos no DIA DOS NAMORADOS...
E como de costume estou sem namorado nessa data (bom ou ruim??!!)... vai um texto que se encaixa muito na minha realidade.

AMOR VIRTUAL

Todo mundo tem uma história de amor pela internet para contar. Mas não conta; tem vergonha. É coisa de nerd: ficar de pijamão, madrugada afora, com a pupila dilatada, em frente ao computador - teclando e se deixando teclar, por pessoas de origem desconhecida, de procedência absolutamente aleatória, de caráter imprevisível, de histórico pouco confiável. Enfim, é uma loucura. Mas os riscos são mínimos e, por isso, não há quem não tenha tentado. (Ah, só uma tentadinha, vai...)

Se tudo fosse feito com amor e sem medo a vida seria vivida com uma diversidade de prazeres mais duradouros que os orgásticos, os amores não seriam meteóricos e a felicidade teria uma chance pra ser mais que um sonho, um substantivo abstrato, uma utopia. Amor é antes de tudo um estado de espírito, por essa razão existem tantos tipos e todos sem qualquer vínculo com regras. Amor não se define, se sente.

Acho que ando acreditando em amor virtual. Não adianta se valer do ceticismo da carne e dizer que a distância engana, que as pessoas não se conhecem, que pode haver desfeita e desilusão. Ando acreditando em amor virtual. Que destoa do amor de gestos, de toques, de olhares, de sorrisos, ele é alcançado da forma mais pura que eu vejo ser buscado, é o Amar o "eu", o íntimo, o âmago de uma pessoa. Pois nada é mais expansivo e verdadeiro do que se conhecer pela linguagem. Nada é mais íntimo e pessoal do que se doar pela linguagem.

Já não estou mais convencida da frieza do relacionamento na web, da articulação de fachadas e pseudônimos, da ironia e dos subterfúgios denunciados nos chats. O que acontece na internet reproduz a vida com seus defeitos e virtudes, não se pode exagerar na desconfiança. O amor virtual é tão real quanto o sangue. Não preciso enxergar o sangue para verificar se ele corre. O amor virtual trabalha com a expectativa e a ansiedade. Como um teatro que se faz de improviso, com a ardência de ser aceito aos poucos, sem o temor e os avisos em falso do rosto. As palavras "ditas" sem olhar nos olhos podem ter a interpretação que estivermos precisando no momento: entender sim onde foi não; quero onde foi dito talvez...

Na correspondência, há a esperança de ser amado e de entreter as dores. A esperança aceita tudo, transforma todo troco em investimento. Um gesto de redobrada atenção, uma resposta alentada, uma frase diferente, um cuidado excessivo, a cordialidade do eco e o amor se instala.

Não há o julgamento pelas aparências (que se assemelha a uma execução sumária), mas o julgamento em função do que se imagina ser, do que se deseja, do que se acredita. São raros os momentos em que se pode fechar os olhos para adivinhar. Adivinhar é delicioso - é se dedicar com intensidade às impressões mais do que aos fatos. Alguns dirão que é alienação permanecer horas e horas teclando ou diante de uma câmera e do computador. Mas é envolvimento, amizade, compromisso. É pressentir o cheiro, formigar os ouvidos, seduzir devagar. Não conheço paixão que não ofereça mais do que foi pedido.

Quem reclamava da ausência de preliminares deve comemorar o amor virtual? Nunca se teve tanta preliminar nas relações, rodeios, educação. Fica-se excitado por falar. Devolve-se à fala seu poder encantatório de persuadir. Afora o espaço democrático: um conversa e o outro responde. Findou o temporal de um perguntar para outro fingir que está ouvindo. No amor virtual, a linguagem é o corpo. Dar a linguagem é entregar o que se tem de mais valioso. É esquecer as roupas na corda para escutar a chuva. É recordar de memórias imprevistas como do tempo em que se ajudava à avó a contornar com o garfo a massa do pastel. Conversa-se da infância, dos fundos do pátio, do que ainda não se tinha noção, sem ficar ridículo ou catártico. Abre-se a guarda para olhares demorados nos próprios hábitos. A autocrítica se converte em humor; a compreensão, em cumplicidade. É uma distração para concentrar. Uma distração para dentro. Vive-se com mais clareza para contar e se narrar.

Amamos uma pessoa sem forma definida, no máximo uma voz muitas vezes alterada pelos aparelhos telefônicos, mas nada disso nos importa, pois amamos o que de mais belo a pessoa leva dentro de si que são seus sonhos, suas emoções e seus sentimentos.
Amamos o interior da pessoa, o seu modo de expressar, as suas felicidades e tristezas, seus desejos, suas alegrias e suas angústias. Amor virtual é conhecer primeiro a letra, para depois conhecer a voz. A letra é o quarto da voz.

Ah! coração que não comando
faz perguntas quer respostas
coração que se desmancha
de uma forma pura, total e concreta,
mesmo que no VIRTUAL.


Um beijo e um sorriso...

segunda-feira, 11 de junho de 2007

O Beijo

"Quem é que não gosta de um beijo, daqueles de tirar o fôlego e que faz o coração bater mais forte? Com certeza, esses segundinhos (ou minutinhos) arrebatadores já fizeram você esquecer o resto do mundo. O beijo, que aparenta ser um ato simples, é responsável por uma avalanche de sentimentos e reações no organismo humano. E sem essa manifestação de carinho é impossível namorar ou amar alguém de verdade".

Um pouco de história e curiosidades sobre o beijo

Não se sabe como surgiu o primeiro beijo da humanidade. As referências mais antigas aos beijos foram esculpidas por volta de 2.500 a.C. nas paredes dos templos de Khajuraho, na Índia.
Os romanos tinham 3 tipos de beijos: o basium, trocado entre conhecidos; o osculum, dado apenas em amigos íntimos; e o suavium, que era o beijo dos amantes. Os imperadores romanos permitiam que os nobres mais influentes beijassem seus lábios, enquanto os menos importantes tinham de beijar suas mãos. Os súditos podiam beijar apenas seus pés.
Antigamente, na Escócia, o padre beijava os lábios da noiva no final da cerimônia de casamento. Dizia-se que a felicidade conjugal dependia dessa benção em forma de beijo. Depois, na festa, a noiva deveria circular entre os convidados e beijar todos os homens na boca, que em troca lhe davam algum dinheiro.
Na Rússia, uma das mais altas formas de reconhecimento oficial era um beijo do czar.
No século XV, os nobres franceses podiam beijar qualquer mulher que quisessem. Na Itália, entretanto, se um homem beijasse uma donzela em público naquela época era obrigado a se casar com ela imediatamente.
Beijo francês é aquele em que as línguas se entrelaçam. Também é conhecido como beijo de língua. A expressão foi criada por volta de 1920.
Na linguagem dos esquimós, a palavra que designa beijar é a mesma que serve para dizer cheirar. Por isso, no chamado "beijo de esquimó", eles esfregam os narizes. No Nordeste brasileiro, também se usa a palavra "cheiro" no lugar de "beijo".
Em 1909, um grupo de americanos que consideravam o contato dos lábios prejudicial à saúde criou a Liga Antibeijo.
Boatos no final do século XIX atribuíam à estátua do soldado italiano Guidarello Guidarelli, obra do século XVI assinada por Tullio Lombardo, o poder de arranjar casamentos fabulosos a todas as mulheres que a beijassem. Desde então, mais de 7 milhões de bocas já tocaram a escultura em Veneza.
Por causa do chefe de polícia de Tóquio, que achava o ato de beijar sujo e indecoroso, foram apagados dos filmes norte-americanos mais de 243.840 metros de cenas de beijos.
Oliver Cromwell, no século XVII, proibiu que fossem dados beijos aos domingos na Inglaterra. Os infratores eram condenados à prisão.

A biologia do beijo

Existe uma explicação científica para o beijo, que proporciona sensações tão agradáveis. Através dele, o ser humano libera seus neurotransmissores - substâncias químicas que transmitem mensagens ao corpo - provocando um estado de leveza física e emocional. Quando duas pessoas se beijam, a hipófise, o tálamo e o hipotálamo trabalham juntos na liberação dessas substâncias. Ocorre assim a "química do beijo", que exige um preparo, um tempero entre o casal, sem os quais os neurotransmissores cerebrais não funcionam.
Quando alguém se apaixona seu organismo é atacado por varias substâncias, dentre elas a feniletilamina. Uma simples troca de olhar, um aperto de mão ou beijo apaixonado podem desencadear a produção de feniletilamina.
Há mais de 100 anos que os cientistas conhecem esta substância, mas só recentemente é que os doutores Donald F. Klein e Michael Lebowitz, do Instituto Psiquiátrico Estadual de Nova Iorque descobriram a relação entre feniletilamina e o amor. Eles sugeriram que o cérebro de uma pessoa apaixonada contém grandes quantidades de feniletilamina, e que esta substância poderia ser a responsável, em grande parte, pelas sensações e modificações fisiológicas que experimentamos quando estamos apaixonados.
A dopamina também é um importante neurotransmissor que guarda relação com a emoção amorosa. A euforia, a insônia, a perda de apetite, o pensamento obsessivo de quem ama, estão diretamente relacionados com os níveis de dopamina. A dopamina também, de alguma forma, está relacionada com as endorfinas, que são morfinas naturais fabricadas pelo cérebro. Elas são as drogas do prazer, seja ele o prazer sexual, seja o prazer da emoção amorosa.
O beijo também está relacionado com os nossos sentidos. Durante o beijo visualizamos a pessoa amada mais de perto, sentimos o seu cheiro, sentimos o seu gosto e tocamos uma das partes mais sensíveis no nosso corpo, os lábios.
Durante um beijo são mobilizados 29 músculos, sendo 17 linguais. Os batimentos cardíacos podem aumentam de 70 para 150, melhorando a oxigenação do sangue, o que mostra que o beijo tem também benefícios para o coração. Mas há um detalhe, no beijo há uma considerável troca de substâncias, 9 miligramas de água, 0,7 decigramas de albumina, 0,8 miligramas de matérias gordurosas, 0,5 miligramas de sais minerais, sem falar em outras 18 substâncias orgânicas, cerca de 250 bactérias, e uma grande quantidade de vírus. Mas não se assuste com esses números, o beijo é ótimo. Além disso, o beijo gasta calorias. Acredita-se que um beijo caprichado consuma cerca de 12 calorias.
É verdade que tudo isso acontece, mas não podemos dizer que o amor pode ser explicado, somente, através de equações químicas e liberação de substâncias.

Texto retirado do Boa Saúde Uol

E o que realmente importa...

O beijo é uma das maiores manifestações de carinho, onde duas pessoas que se gostam podem expressar o mais profundo afeto. É também um termômetro do relacionamento. Não só a ausência do beijo, mas também quando o diálogo na vida a dois começa a diminuir, é sinal de que a relação está se deteriorando e precisa ser reavaliada.
O beijo é uma dança, e como, tal deve ter harmonia entre os participantes, você não pode pisar no pé do outro, os movimentos devem ser sincronizados, e quanto mais se conhece um ao outro e maior a intimidade, mais harmonia é alcançada.
Se você tem uma pessoa, a qual a "química" existe, e o beijo acontece de forma incrivelmente boa, tá esperando o quê para beijá-la novamente???!!
Portanto, se inspire, e demonstre o seu amor através desta que é uma das maiores manifestações de carinho, o beijo.

Ouvi boatos de que alguém muito próximo de mim tem um beijo muito bom... sorte de quem já pode provar! hehehehe esse post foi baseado em fatos reais e dedicado à F.P.!! Porque Lívia também é cultura! *.^

Um beijo e um sorriso...

segunda-feira, 4 de junho de 2007

CONSELHO DE UM VELHO APAIXONADO - Carlos Drummond de Andrade

Quando encontrar alguém e esse alguém fizer seu coração parar de funcionar por alguns segundos, preste atenção: pode ser a pessoa mais importante da sua vida.
Se os olhares se cruzarem e, neste momento, houver o mesmo brilho intenso entre eles, fique alerta: pode ser a pessoa que você está esperando desde o dia em que nasceu.
Se o toque dos lábios for intenso, se o beijo for apaixonante, e os olhos se encherem d'água neste momento, perceba: existe algo mágico entre vocês.
Se o 1º e o último pensamento do seu dia for essa pessoa, se a vontade de ficar juntos chegar a apertar o coração, agradeça: Algo do céu te mandou um presente divino: O AMOR.
Se um dia tiverem que pedir perdão um ao outro por algum motivo e, em troca, receber um abraço, um sorriso, um afago nos cabelos e os gestos valerem mais que mil palavras, entregue-se: vocês foram feitos um pro outro.
Se por algum motivo você estiver triste, se a vida te deu uma rasteira e a outra pessoa sofrer o seu sofrimento, chorar as suas lágrimas e enxugá-las com ternura, que coisa maravilhosa: você poderá contar com ela em qualquer momento de sua vida.
Se você conseguir, em pensamento, sentir o cheiro da pessoa como se ela estivesse ali do seu lado...
Se você achar a pessoa maravilhosamente linda, mesmo ela estando de pijamas velhos, chinelos de dedo e cabelos emaranhados...
Se você não consegue trabalhar direito o dia todo, ansioso pelo encontro que está marcado para a noite...
Se você não consegue imaginar, de maneira nenhuma, um futuro sem pessoa ao seu lado...
Se você tiver a certeza que vai ver a outra envelhecendo e, mesmo assim, tiver a convicção que vai continuar sendo louco por ela...
Se você preferir fechar os olhos, antes de ver a outra partindo: é o amor que chegou na sua vida.
Muitas pessoas apaixonam-se muitas vezes na vida, mas poucas amam ou encontram um amor verdadeiro.
Às vezes encontram e, por não prestarem atenção nesses sinais, deixam amor passar,sem deixá-lo acontecer verdadeiramente. É o livre-arbítrio.
Por isso, preste atenção nos sinais.
Não deixe que as loucuras do dia-a-dia o deixem cego para a melhor coisa da vida: o AMOR!!!

Um beijo e um sorriso...

quinta-feira, 31 de maio de 2007

Distâncias

A distância que me separa do que quero é muito maior do que minha capacidade
de avaliá-la. Por isso mesmo não persigo, não sonho, não penso. Espero,
apenas, que aquilo que quero me chegue de uma forma que eu nem perceba, de
tal modo que me tome sem advertência e me deixe sem outra ação senão
aceitar, por mais que eu, no íntimo a deseje e mesmo que, mentirosamente, a
negue. Assim, tudo se justifica mais facilmente, tudo se encaixa, sem que eu
tenha de explicar nada, principalmente a mim mesma.

Não que o que eu queira seja permanente, uma vez que a vida é feita de
pequenos quereres, de durações variáveis, medidas por vontades, desejos,
coisas de emoção e, como tal, fora de parâmetros racionais ou físicos.

A distância que me une ao que eu preciso é mínima e facilmente percorrida,
apenas para perceber, ao final, que o destino mudou ligeiramente de lugar e
outra pequena distância me espera. Nada complicado, nada difícil, só que
insatisfatório, por cotidiano, mesmo que se mostre fundamental, apesar de
ser mais que suficiente.

A distância entre mim e o que necessito não existe, desde que me despoje de
tudo que quero e despreze o que eu preciso, o que faria, talvez, com que eu
me perdesse de mim mesma, preço pequeno, quem sabe, para uma tal de paz
interior que, em muitos casos, representa uma aceitação passiva, senão uma
espécie de satisfação negociada comigo mesma, quase uma trapaça.

A distância que me separa dos outros é inversamente proporcional ao
interesse mútuo e à busca por algo que não seja, simplesmente, estar perto.
É uma distância assimétrica, diferente nas duas direções e que tende a se
tornar mais irregular e inviável, quanto mais emoção for usada como unidade
de medida, deformando percepções, impondo perspectivas, acionando sentidos.
Tende a ser intransponível.

A distância que me isola de mim mesma é fluida, irregular, variável. Umas
vezes me perco para, em outro momento, me descobrir mais forte e bem próxima
daquilo que penso de mim. Em muitas outras vezes me sinto próxima de um
ideal que eu criei para, em segundos, perceber que era miragem, que ideais
não são idéias. E me vejo ao longe, tentando discernir em mim algo que não
sinto, mas que está lá.

As distâncias entre o que quero, o que preciso e o que necessito são
mínimas, pontuais até, e pouco me dividem no tempo, no espaço, no estar, na
simplicidade de apenas ser. São, entretanto, enormes, abissais, no sentir.


Um beijo e um sorriso...

quarta-feira, 30 de maio de 2007

Felicidade.

Quero ser mais do que cabe em mim
Quero alguém que me caiba
Da cabeça à cauda
Alguém que me consuma sem pressa
Sem vergonha. Segredo. Ou promessa.
Sou copo cheio implorando pela gota d'água.


"O homem que acha a própria vida sem sentido não é apenas um infeliz, mas é quase indigno de viver." (Albert Einstein)

Sim, estou feliz!! cansada... corrida... mas feliz!!

Um beijo e um sorriso...

segunda-feira, 28 de maio de 2007

Despedida..

cada contra diz:
bom dia pra vc, estou muito feliz e grato por fazer parte da minha vida

cada contra diz:
valeu a atençao

cada contra diz:
e ate a proxima

cada contra diz:

ops faltou o te adoro

cada contra diz:

ate breve!

***Lilyllith*** diz:
falando sério agora

***Lilyllith*** diz:
dorme bem! =)

***Lilyllith*** diz:
descansa bastante...

***Lilyllith*** diz:
valew mesmo por vc ter ficado acordado até agora comigo aki

***Lilyllith*** diz:
por ter tido paciencia

***Lilyllith*** diz:
por ter entendido as besteiras q eu falo!

***Lilyllith*** diz:
hihihihi

***Lilyllith*** diz:
por me deixar confusa com suas respostas sempre em forma de perguntas!

***Lilyllith*** diz:
por não sanar quase nada da minha curiosidade! heheeheh

***Lilyllith*** diz:
mas quero q saiba q adoooooooooooreiiii "falar" com vc

***Lilyllith*** diz:
e q adooorei a frase aí do seu nick (li a flor que ninguem sabe da onde vem...)

***Lilyllith*** diz:
e é isso!
bjs pra vc...

***Lilyllith*** diz:
em todos os dedos da sua mão esquerda (q devem estar doendo de tanto digitar!)

***Lilyllith*** diz:
e em seus olhos (q tbm devem estar doendo de tanto ficar olhando essa tela!!)

***Lilyllith*** diz:
pronto!... agora vc pode ir! =)

cada contra diz:
me conseguiu ate 3 horas hein...


***Lilyllith*** diz:

quase 3
da próxima eu consigo até as 3 =)

***Lilyllith*** diz:
vai logo muleke
senão vou começar a falar de novo!


cada contra diz:
é q o final do papo foi tao bom que dah ateh medo de estragar


***Lilyllith*** diz:
boa noite pra vc
3h

***Lilyllith*** diz:
bjs, foi um prazer... hahaahahah


cada contra diz:
faltou o salsi fufu hauauhahauhahau

***Lilyllith*** diz:
bjsss... e para por aqui!!!!! PORRA!! =)


Olha só quanto romantismo nessa nova era tecnológica!! Estou impressionada! hehehehe

Um beijo e um sorriso...

sábado, 26 de maio de 2007

Sentimentos Expostos

É irritante.

É como se ela fosse uma adolescente. Incapaz de controlar os seus próprios sentimentos o mínimo possível.

De repente, o resto do mundo parece estar de uma cor diferente da cor que anteriormente ela costumava enxergar. As coisas que a interessavam, que a fascinavam, não parecem mais tão atraentes assim. Na verdade, parece se importar muito mais com uma detrminada coisa, que antes também não fazia parte do seu dia a dia, do que o restante das coisas da vida dela.

Estar, de alguma forma, perto dele era uma alegria sem tamanho.

É esse o motivo das dezenas de programas que são abertos e fechados sem o mínimo motivo, é esse o motivo pelo qual ela puxa os e-mails a cada instante. Mesmo sabendo que não há nenhum e-mail. O motivo do pelo qual ela fica atualizando a página do Orkut de minuto em minuto, mesmo sabendo que não terás novas mensagens.

Um motivo tolo que justifica essa sensação de estar esquisitamente pensando em GOSTAR.
Doente de GOSTAR?
Mas qual é o sentido disso?

Ela sempre se considerou uma pessoa muito racional, muito ponderada. Uma pessoa que sabe reconhecer e distinguir minimamente o patético do digno de consideração. Ela sempre soube que o GOSTAR é uma palavra muito séria, que não é uma brincadeira de criança. Ela sempre soube que é uma palavra que deve ser poupada. Que se deve pensar muito bem antes de falar sobre GOSTAR.

Pensar, ora... que bela piada....
Não é engraçado que justamente ela tenha perdido a faculdade de pensar?

Por que se não fosse dessa forma, como seria possível que seu coração achasse tão certo um GOSTAR tão incerto? Por que, se não fosse dessa forma, como justamente ela, que a anos tinha se dedicado a escrever textos racionais, pode estar escrevendo algo tão meloso a ponto de não ter sentido? Por que estaria deixando o coração tomar tanta conta dela?

Chega a ser irritante. E se alguém contasse a ela essa mesma história, quem sabe o que não diria a essa pessoa, do alto da sua presunção, dessa prepotência irritante e medíocre? Com certeza ela diria: Você é doido! Não sabe o que diz? Como pode estar gostando de alguém que nem mesmo conhece? Como pode pensar numa pessoa que nunca encontrou o tempo todo? Como pode sentir a falta de um alguém que jamais esteve realmente ao seu lado?

Mas é exatamente nessa hora que o coração lhe grita: Mas é o que você está sentindo!
Não importa o quão improvável e fantástica que a idéia possa parecer. É isso que você está sentindo!!

É... por essa ela não esperava. Apesar de agradecer aos céus por estar sentindo isso. Apesar de se sentir feliz com o seu próprio sentimento mesmo que este lhe pareça tão fora de qualquer propósito, tão distante de qualquer coisa que já tenha pensado pra si mesma.

É tudo tão terrivelmente confuso! E ela não gosta de coisas confusas. Gosta de coisas "corretas", gosta das coisas em seus devidos lugares (no assunto coração). Mas isso é tudo que ela não tem. Ela só tem a insegurança. O medo real de que não haja futuro nenhum a assombra.

Doente de GOSTAR, é verdade. Que outra coisa explicaria o vazio no peito que ela sente quando está diante daquele computador velho esperando por ele? E que mais poderia explicar a alegria de ler um novo recado dele que chega ou a tristeza de ver que não chega nada?

Mas não se preocupem... tudo o que ela está sentindo agora vai passar! Vai passar assim que ele estiver com ela. (mesmo que longe) - e ela vai deixar de pensar em tantas coisas e ela nem mais vai ter vontade de escrever (não coisas desse tipo, mas sim escrever pra ele!)... e nem mesmo essa história terá um final.

Doente de GOSTAR... e não há cura. Ela já se entregou de corpo e alma.

Um beijo e um sorriso...

quarta-feira, 23 de maio de 2007

Destino

Bárbara desce do táxi na praça central. Larga suas bolsas no chão, em frente à igreja. Olha mais uma vez para o bilhete com o endereço.
Emilio chega por trás dela e pára ao seu lado, sorrindo. Tão logo que ela nota sua presença, amassa o bilhete entre as mãos, envergonhada.


-Demorei?
-Só vinte e um anos.


Um beijo e um sorriso...

quarta-feira, 16 de maio de 2007

Hipocrisia nossa de cada dia nos dai hoje!

Inocência é prima-irmã de Ignorância, tia da Culpa. Vivem no mesmo bairro, a pequena distância, rezam as mesmas orações. Acreditam que um dia o céu se abrirá para recebê-las, como a todas as V.I.P.s da fé cristã.

No estilo ortodoxas, permissivas no trato, de nada sabem, nem querem. Permanecer onde estão é o que lhes interessa. Eternas pelo tempo que for possível, integram-se à paisagem até a dissolução de final de mandato, à maneira de um presidente bruto eleito pela maioria numa democracia fake de feições midiáticas.

― Casamento é coisa sagrada, para a vida toda, berra Ignorância, dedo em riste no nariz da afilhada que se divorciou.

Enquanto a fome compulsória corre o reino, à mesa se lambuzam em alongado desfrutar. Abandonam-se à comezaina em transe místico com o mesmo despudor de quem pede desculpas por não resistir ao mundo de abundâncias possibilitado pelo oco alheio. Fingem não ver a míngua avante por detrás da plenitude.

Doidivanas desvairadas, Inocência e Ignorância, santas mainstream, pouco entendem do que logram divulgar. Quando chocadas, uma aperta a mão da outra e traça o sinal da cruz. Contrariadas, pisam sem dó a consciência do provocador, sem vergonha em sacar do nome de Jesus. E dá-lhe pílulas de papel!

Culpa é calada, desonesta. Ignorância, péssima. Inocência, um pouco mas não muito menos que esta. Se com alguma delas tiver de lidar (e não é exatamente uma questão de “se”, mas “quando”), meu amigo, que seja com a segunda. E que ela, quando vier, esteja improvavelmente só.

Deus nos proteja da Ignorância, livrai-nos da Inocência malsã, afastai de nós dona Culpa e todas as outras proto-santas caudatárias que compõe numeroso séquito multímoda de endemoniadas, essas lobas romanas em pele de cordeiro a amamentar a metástase da fé no seio da santa madre igreja no alvo da moda, da vaidade assassina por séculos e séculos, que assim nunca mais seja, amém.

― Ah, se Jesus voltasse ou mandasse um fiscal para ver as barbaridades que cometem em seu nome essas agremiações isentas de impostos!

quarta-feira, 9 de maio de 2007

Repaginando....

Volto a postar um texto já publicado aqui...
achei conveniente... achei que cabia no contexto dos últimos dias e das últimas discussões que tenho tido...

ÚLTIMA CENA

Amor: O melhor sentimento humano." Esta definição ampla não diz quase nada, mas deve estar na mente de qualquer um que queira definir o amor. Penso que o amor é a fascinação natural que os seres humanos sentem um pelo outro. A única vez que isso costuma ocorrer, porém, é na infância. Não precisa ser assim, mas é. Lembram-se? As brincadeiras eram descobertas, e tanto melhor se fossem com alguém. Tudo era importante, ora catastrófico, ora magnífico! Crianças não se constrangem, não se fecham, entregam-se espontaneamente às relações, que tornam-se amizades intensas em um piscar de olhos! Se fosse PERMITIDO, estas crianças tornariam-se adultas com o entusiasmo intacto. Mas existe algo chamado sociedade. Controle.
Não demora somos expostos à Igreja e ao Colégio. A família sedimenta a doutrinação de ambos. Ganhamos vergonha e culpa, a princípio. Logo a curiosidade que nos movia para tudo será desencorajada. Dogmas com verdades prontas, e inquestionáveis. Leis, regras, horário para aprender sobre assuntos estéreis. De repente algumas possibilidades que antes inspirariam curiosidade tornam-se sujas, feias (olha a gíria de Matão aqui, Biel), erradas, pecaminosas, nojentas, perigosas... Começamos a ficar limitados. Aquilo que era emocionante, extasiante (o simples brincar!) torna-se ridículo, inútil. Inocência não é uma "ignorância feliz" das crianças, mas um poder que os adultos perderam.

Sem curiosidade, extingue-se a fascinação por tudo, inclusive pelas pessoas.
Penso também que a felicidade, por incrível que pareça, não é um fim, e nem um meio, mas apenas o início. Estar feliz, no ser humano (bem, na criança!) é básico. É o ponto de partida. É a força para chegar em "qualquer lugar mais interessante", seja no espaço, nas emoções ou nas idéias.

Certeza em amor é pura estupidez, mas se cobra, por orgulho de "ser amado".
Quem ainda exerce a curiosidade, aprende, enxerga a prisão psicológica que a humanidade sofre de suas próprias regras, sabe muito bem a dificuldade mortal de encontrar alguém para amar, isto é, alguém sem medo de tentar, de pensar coisas polêmicas, de abandonar dogmas e, mais importante, de se abrir, de confiar como na infância, de não se preservar e de perder os preconceitos de amor que, na certa, terá...

Amor de pai? Amor de irmão? Amor pela humanidade? Amor "Eros"?! Ah, não, não posso evitar, preciso descartar estas divisões "convenientes"... é ridículo, não se pode mais apenas "gostar" (qualquer nível de afeição) de alguém, tem que ser amor! Menos que amor é inadmissível! Então, arrumaram este calmante para os ciúmes. Amo a ti de um jeito, à ela de outro, e é tudo normal e belo. Ok, ok, vou argumentar com indivíduos assim??!!

Vou sim, mas num outro post, num outro dia...

Por hoje é só...

Pensamento do dia: Última cena - por Loba
Cúmplices da mágoa, teus dedos
negam-me tuas palavras.
Os meus, perdidos no oceano das saudades,
vagueiam nas lembranças de um antigo amor.

Lembro-te a música que embalou
o desejo feroz dos nossos corpos.
Devolves-me apenas o silêncio
das máscaras tecidas nas noites solitárias.

A tela amplia nossas diferenças.
Teu pincel insiste em avermelhar
o sangue que o tempo secou.

Minhas mãos tateiam cores
e os dedos incertos tatuam no corpo
a saudade que tua boca insinuou.

O desejo fibrila em minhas veias e encontra
a muralha da tua amargura.
Fecho a tela, entrego os pontos.

Deixo o corpo chorar a ausência das mãos que não conheceu
e a alma vagar cega nas lembranças de um amor que não viveu.
Emudecida pela saudade, apago as luzes, fecho as cortinas.

Outra vez tentamos encenar a mesma peça.
Mas no teatro da vida
quando as cenas se repetem, perde-se a magia.

Um beijo e um sorriso...

sexta-feira, 4 de maio de 2007

Fratura Exposta

Oi, amor. Vim me apresentar para lhe dizer tchau. Sim, para me despedir num pra sempre eterno. Daqueles que duram para sempre. Pois que o pra sempre sim, invariável finda. Oi amor, estou aqui pra abrir mão da última vez de um, por que não, talvez. Sem mais afirmativos, negativos ou meros porquês.

Prazer amor. De ter sentido, de ter querido. Prazer amor, por não ter sofrido, por sequer ter sido. Prazer amor, agora sabido, que não foi nada mais que dolorido. Pois não se tem alegria na tristeza que é viver pra ser preterido, incompleto e dividido. Prazer amor, mas que prazer mais incontido.

E se a dor que me vem agora trará alívio ou compensação só meu único deus mostrará. O Tempo passa e nunca despercebido. Sabido este moço. Arranca dúvidas, traz certezas e num segundo infinito muda sua vida como mero brinquedo. Acaba com tudo. Constrói com tudo. Faz do todo um tudo e do tudo que se foi um nada que já o é. Complexo o tempo, mas é o único que verdadeiramente nos quer.

Apaixonada, amor. Paixão de ter sentido, de ter tentado de ter perdido. Apaixonada por você, por ter lutado, por, enfim, ter sido derrotada. Já não podia mais levantar do chão e pedir para outra vez ser abatida, açoitada, surrada; amada. Abatida por eu própria, pelo que se sente, pelo fogo que nos impulsiona, pela paixão pela qual se é consumido. Que paixão destruidora e acabei por destruída.

Obrigada, amor. Por ter me deixado aprender. Por ter me feito sentir. Quantas palavras velhas se me vieram inéditas e quantos sentimentos por outrora tolos se fizeram indispensáveis. Obrigada amor por não caber em peito próprio e por procurar um ninho quente e seguro no peito de alguém que não eu mesma. Agradeço pela saudade, pela alegria e por toda a verdade. Obrigada por me ensinar a querer e ter vontade.

Adeus, Amor. Por sempre assim ter sido querido só por mim. Adeus amor, por nunca, em nenhum momento eu assim ter sido. Adeus e obrigada por somente eu não ter conseguido. Adeus com todo sentimento; explicado, exposto, dado, experimentado. Adeus, amor, meu amor.
Adeus nosso amor

Adeus de amor é impossível e para milagres não conheço outro jeito. Só há Deus

Amor.


Pensamento do dia:
Se você não se atrasar demais, posso te esperar por toda a minha vida!

Um beijo e um sorriso...

terça-feira, 1 de maio de 2007

Quem disse que tem mesmo que ser assim??

Após uma leitura bem detalhada no texto Tese do Amor (data de Validade) apenas consigo pensar nas sábias palavras do grande John Lenon... então... aí vai para que todos as conheçam!!

"Fizeram a gente acreditar que amor mesmo, amor pra valer, só acontece antes dos 30 anos...
Não contaram para nós que o amor não é acionado, nem chega com hora marcada.
Fizeram a gente acreditar que cada um de nós é a metade de uma laranja, e que a vida só ganha sentido quando encontramos a outra metade...
Não contaram que nascemos inteiros, que ninguém em nossa vida merece carregar nas costas a responsabilidade de completar o que nos falta.
A gente cresce através da gente mesmo... Se estivermos em boa companhia é só mais agradável.
Fizeram a gente acreditar numa fórmula chamada "dois em um": duas pessoas pensando igual, agindo igual, q era isso que funcionava...
Não nos contaram que isso tem nome: ANULAÇÃO... que só sendo indivíduos com personalidade própria é que poderemos ter uma relação saudável.
Fizeram a gente acreditar que casamento é obrigado e que desejos fora de hora devem ser reprimidos.
Fizeram a gente acreditar que os bonitos e magros são mais amados, que os que transam pouco são caretas, que os que transam muito não são confiáveis e que sempre haverá um chinelo velho para um pé torto...
Só não disseram que existe muito mais cabeça torta do que pé torto...
Fizeram a gente acreditar que só há uma fórmula de ser feliz, a mesma para todos, e os que escapam delas estão condenados à marginalidade...
Não n os contaram que esta fórmula dá errado, frustra as pessoas, é alienante, e que podemos tentar outras alternativas...
Ah... não nos contaram que ninguém vai contar tudo isso pra gente.
Cada um vai ter que descobrir sozinho... e aí, quando você estiver muito apaixonado por você mesmo, vai poder ser muito feliz e se apaixonar por alguém..."

Um beijo e um sorriso...

sexta-feira, 27 de abril de 2007

Tetraplegismo

As paredes do quarto eram os limites do mundo dela. Os sons eram apenas Elton John na vitrola da irmã e os gritos esparsos do bem-te-vi na janela. O dia eram rabiscos feitos na vida que escorria na cadeira.
À noite, a alma dela acendia. O barulho da chave dele na fechadura trazia vida ao seu corpo. A boca recriava na sua o amor que lhe devolvia a ilusão de movimentos. Os olhos dela contavam-lhe das saudades. A voz dele trazia-lhe a vida lá de fora. O calor do corpo dele na cama ressuscitava-lhe a esperança. E ela voltava a acreditar nos seus sonhos.
Uma noite ele não voltou. O dia nunca mais nasceu. Nada lhe sobrou. Nem a opção de apagar as estrelas que, dentro da moldura da janela, teimavam em continuar brilhando.

QUANDO
a casa está silenciosa o barulho da geladeira fica assustador parece que estou naqueles filmes de suspense que o diretor dispensa a trilha sonora convencional colocando um brulho seco que aumenta quando se aproxima o ápice da trama vou ao meu quarto ligo o ventilador as janelas se fecham outro pensamento surgirá...


UTILIDADE PÚBLICA:

Recesso

"A banda Los Hermanos comunica a decisão de entrar em recesso por tempo indeterminado.
Por conta disso, não há previsão de lançamento de um novo disco.A pausa atende a necessidade dos integrantes de se dedicarem a outras atividades que vieram se acumulando ao longo desses dez anos de trabalho ininterrupto em conjunto.

Não houve desentendimento ou discordância que tenha afetado nossa amizade, tanto que continuamos jogando truco toda quinta-feira.Por conta dessa decisão, mesmo após o término da turnê do "4", resolvemos fazer duas únicas apresentações no Rio de Janeiro, na Fundição Progresso nos dias 8 e 9 de junho. Até lá."
www.loshermanos.com.br


Por que todas as bandas que eu gosto resolvem parar??!!
ai ai ai...
eles merecem férias (assim como todo mundo), mas vão fazer falta!
mas já dizia a música "todo carnaval tem seu fim, e é o fim, e é o fim!"

Um beijo e um sorriso...

sábado, 21 de abril de 2007

Cacos, costumes e dor...

Juntei o meu rosto, transformado em cacos - pedaços caídos sobre o chão do quarto. Juntei o meu rosto, com pá e vassoura, um pouco depois do espelho quebrado. Da imagem dividida ao meio pelo trincar inesperado. Recolhi os pedaços de mim, espalhados sobre o tapete, antes de querer me olhar mais uma vez. Antes de não encontrar o reflexo. Juntei o meu rosto, transformado em cacos, antes do desespero de não me enxergar no meio da moldura dourada - sobrevivente pregada na parede do quarto.

Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia. A gente se acostuma a morar em apartamento de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E porque à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão. A gente se acostuma a acordar de manhã, sobressaltado porque está na hora. A tomar café correndo porque está atrasado. A ler jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíches porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia. A gente se acostuma a abrir a janela e a ler sobre a guerra. E aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E aceitando as negociações de paz, aceitar ler todo dia de guerra, dos números da longa duração. A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto. A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com que paga. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagará mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com o que pagar nas filas em que se cobra. A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes, a abrir as revistas e ver anúncios. A ligar a televisão e assistir a comerciais. A ir ao cinema, a engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos. A gente se acostuma à poluição. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às besteiras das músicas, às bactérias da água potável. À contaminação da água do mar. À luta. À lenta morte dos rios. E se acostuma a não ouvir passarinhos, a não colher frutas do pé, a não ter sequer uma planta. A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente só molha os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer, a gente vai dormir cedo e ainda satisfeito porque tem sono atrasado. A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele. Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se da faca e da baioneta, para poupar o peito. A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que, de tanto acostumar, se perde de si mesma...
Doeu. Doeu como corte no dedo e álcool depois. Como caco no pé e alguns passos pra frente. Como espinho sem querer na tentação de arrancar a flor. Doeu como lábio mordido por dentro. Como dedo batido na quina. Como soco no estômago. Puxão de cabelo. Como queda de escada. Arranhão. Pancada. Doeu como fratura exposta. Inflamação. Como gelado descendo na dor de garganta. Doeu como tapa de mãe quando se é pequeno. Como soco na cara. Mão na tomada. Parto natural.
Doeu muito mais do que você imaginava. Mais do que eu imaginava.... mas a gente se acostuma... e a vida continua!

E o sol vem nascendo!

Um beijo e um sorriso...

segunda-feira, 16 de abril de 2007

Carta enviada de Mim Mesma para Você Mesmo:

Meu caro amigo,

Escrevo-lhe esta carta numa garrafa porque não encontrei meio melhor. Estar onde estou implica soluções drásticas. Eu, que nem sempre descubro estar à vontade comigo mesma, me descubro sozinha no mundo que demorei a construir. E aqui governo sobre Mim Mesma. Não sou mais a pessoa que você conheceu, sinto muito, pois tudo tem um fim e um começo. Até as garrafas, as de vidro, sabe, elas são retornáveis. De certa forma eu retornei para Mim Mesma. Aqui não tem garrafas retornáveis. De retornável já basta eu.

Mim Mesma é um lugar que você terá dificuldades de encontrar, por você estar tanto tempo em Você Mesmo. Lugar complicado esse que escolheu para ficar. Ouvi muito falar que aí há muitos conflitos. Que tipo de conflitos são esses? Ideológicos? Sentimentais? São daqueles que fazem chover por dias, com suas lágrimas? Tomara que não haja esgotos entupidos aí. Seria insuportável ver tudo se alagando. Eu que sofro um pouco em Mim Mesma, quando tudo se alaga aqui, porque tenho que tirar toda a água sozinha. O maior calvário é quando meu piano se molha, por causa de sua frágil madeira, que demora a secar. Sim! Tem muita melodia onde estou! Pra falar a verdade só tem isso aqui. Muitas músicas e um instrumento. Pianos não são retornáveis, por serem pesados e solitários. O piano é solitário, não suas teclas. Elas são o oposto do que habitam. Eu as entendo. Este é um instrumento tão nobre até. Já foi muito tocado por príncipes e eu brinco de música sempre com ele. De fato não sou nenhuma princesa. Por isso não estava à vontade. Por isso retornei para cá. Eu tinha muitos pensamentos maquiavélicos. Você não. Acho que em Você Mesmo deve ter algo bom que em Mim Mesma não tenha.

O que eu poderia encontrar no lugar onde você se encontra? O que tem aí em Você Mesmo? Tem muita festa? Muitas garrafas retornáveis? Tem música? Ou só tem enchente mesmo? Tipo aquelas que vimos antes de irmos embora de Nós Mesmos.

Éramos bem felizes em Nós Mesmos. Tenho lembranças agradáveis de lá. Das bebidas que tomávamos até que as garrafas ficassem pesadas demais para as nossas entorpecidas mãos! Tem garrafas aí em Você Mesmo? Acho que sim. Você as usa para tirar água da enchente? Seria de bom improviso. Mas pior que as águas tempestuosas de Nós Mesmos nunca houve. Usávamos as garrafas. Lembra? Para tirar tudo. Toda a água, todos os males, todos os vícios, mas só ficava a embriaguez. Entornada. Como as garrafas. Nos divertíamos tanto que ficávamos tontos de tanto usá-las. Nós tínhamos resistência, mas mesmo assim, às veses, era inevitável. Eu ria e as botava no engradado para retornarem. Só que da última vez eu peguei carona. Eu me deixei mudar com elas. Estou bem diferente. Estou cheia de álcool. Mereci retornar para Mim Mesma.

Tenho até meus planos maquiavélicos, amorais, para retornar a Nós Mesmos. Faltam tantos escrúpulos em mim que sou capaz de destruir tudo que está ao meu redor. Não me importo. E daria tão pouco trabalho, já que aqui é tão pequeno. Nem deve ser muito menor que Você Mesmo. Eu retornaria, com certeza, admito. Mas as garrafas não. Não as quero mais. Daqui só levarei meu piano. Ele foi a melhor coisa que já apareceu por aqui. E é para isso que na verdade lhe escrevo esta carta. Peço que me ajude a levar o piano de Mim Mesma para qualquer lugar, desde que seja bem longe de Nós Mesmos. Preciso de um lugar cuja diversão seja garantida. Lugar que me faça não pensar em Nós Mesmos. E juro também que não terá enchente, já que não haverá conflitos. Retorna-me esta carta? Siga o bom exemplo das garrafas.

Um grande abraço do sua amiga que retorna.

domingo, 8 de abril de 2007

I Just Want You

Se você quer ter o que nunca teve, tem que fazer o que nunca fez!
E eu estou aqui pensando, pensando e pensando... Até a amizade colorida tem limite, não tem?
Tipo: pega, agarra, beija, amassa e depois, quem sabe, pede desculpas. Simples. E gostoso.
É possivel viciar em alguém? Mas vício mesmo. Daquele que você não consegue respirar... Daquele que você suga todas as forças para não parar de pensar... E pensa em tocar. E pensa em beijar. E pensa em amar. E pensa que nao quer que seja de mais ninguem, além de seu. Aquela coisinha, linda...
Daí ninguém fala nada. E eu tô deixando a vida me levar, porque... se aparecer na minha frente...
Porque eu gosto de caras legais, sabe? E gosto de caras que tenham amigos legais também. E que gostem de música... Ah.. Que gostem muito de música. E que gostem de escrever... principalmente poemas. E sejam simples. Bem simples.
Gosto de caras que ja tenham tomado uma cerveja no por-do-sol e nao sintam asco do bar.
Gosto de caras que tenham um sorriso bonito. Gosto da miscigenação... Gosto do que é gostoso.
As vezes até prefiro que não tenham carro, só para poder caminhar um pouco mais.
Gosto de caras engraçados... sabe aqueles que me fazem rir o tempo todo e de tudo?
Gosto de caras que saibam conversar... Que me ensine além.
Gosto de caras que sejam ótimos tios.. Babões mesmo, sabe? Provavelmente serão bons pais também.
Gosto de caras que respeitem os pais e saibam o valor da familia... Acho que todos deveriam saber. Infelizmente nao é assim... (eu mesma às vezes me esqueço valor!!)
Gosto de caras que tenham planos e queira não só compartilhá-los comigo mas deixar que eu faça parte deles.

Será que sou uma ladra de sonhos? Não. Não...

Eu gosto de você... Você. você. você...

E melhor que isso, foi ouvir agora.. I Just Want You (Ozzy Osbourne)...

"Não existem portas que não podem ser destrancadas.
Não existem guerras que não podem ser vencidas.
Não existem erros que não podem ser consertados ou canções que não podem ser cantadas.
Não existem conflitos invencíveis, não exitem deuses acreditáveis
Não existem nomes não nomeados.

Não existem sonhos impossíveis, não existem costuras invisíveis.
Toda noite quando o dia termina, eu não peço muito: Só quero você

Não existem crimes não criminosos, não existem rimas que não podem ser rimadas
Não existem gêmeos idênticos ou pecados perdoáveis.
Não existem mals incuráveis e não existem emoções que não podem ser destruídas

Estou de saco cheio de estar de saco cheio. Costumava ir para a cama ligada.
Não existem metas que não podem ser alcançadas, não existem almas que não podem ser salvas.
Não existem reis ou rainhas legítimos.
Não existem verdades indiscutíveis e não existe a fonte da juventude.

Toda noite, quando o dia termina, eu não peço muito: Só quero você"


"Sou talvez a visão que alguém sonhou, alguém que veio ao mundo pra me ver e que na vida nunca me encontrou."


Juras que não são juras, promessas que não são promessas , beijos que talvez não sejam beijos, sejam chupões que a vida dá para imprimir em mim a sua marca, para coagular meu coração e gargalhar da minha desgraça...
Não, não estou deprimida, estou lutando contra essas vaidades da vida... Que talvez não sejam da vida, e sim minhas próprias vaidades... ou de todos... Pois tudo nesse mundo é vaidade...

A própria vida é vaidosa e é essa vaidade, esses caprichos que me incomodam.
Nos reserva beijos de amor, que nos cegam, nos entorpecem, pra quê?
Para nos sentirmos idiotas, os mais idiotas...
E é isso que a vida quer, alimentar seu ego, a nossa desgraça, rir da nossa cara, tombada...
Já não acredito que talvez exista um amor que não faça sofrer e proporcione prazer, que me faça feliz... Ou os últimos acontecimentos tem me feito desacreditar nesse amor...
Só se esse amor, por um desses caprichos da vida, nunca me encontrou...


Um beijo e um sorriso...

terça-feira, 3 de abril de 2007

Lâmina...


e quando menos se espera, acontece uma outra vez. palavras. promessas. tapete vermelho, estendido por metros, tornando o chão macio. sem obstáculos. maquiando a terra, imunda, que existe por baixo dos sapatos. sempre assim. de repente. quando menos se espera, o caminho, que parecia levar para um lado, oferece outro fim. morro por isso. mais uma vez. por acreditar no que havia me garantido. mentiras entre sorrisos. morro mais uma vez por não imaginar que suas mãos me traziam até aqui. guilhotina. cabeça apoiada, mãos acorrentadas, morro mais uma vez com a queda repentina desta lâmina. golpe que me divide em duas metades...
porque, há muito, eu erro a mão. a dose. esqueço a receita do equilíbrio. o quanto uso das partes que brigam dentro de mim. há muito, eu me confundo. porque metade não tem medo e levanta os braços, na descida da montanha-russa. olhos abertos, enquanto outra acha melhor enfrentar a queda com as mãos na barra. segurando forte. espremendo os dois olhos, fechados, desde o começo do percurso. metade prefere brincar na beira da praia. no raso. enquanto outra não vê problemas em pular dezenas de ondas e nadar onde a pequena bandeira vermelha, agitada pelo vento, avisa sobre o risco. sobre o possível afogamento. porque, há muito, eu erro a receita do equilíbrio. uso a parte que não deveria na hora em que não poderia. me confundo com as metades que brigam dentro de mim. porque parte acelera na estrada, no momento da curva fechada. pé direito até o fim, enquanto outra freia, bruscamente, ao ver a primeira placa. seta torta, avisando sobre o perigo. metade não suporta a burrice, a pequenez, a lerdeza. outra, sempre calada, tolera a banalidade. engole a ignorância. convive com a mediocridade. há muito, eu erro a mão. a dose. me confundo com o que devo usar. porque metade briga. explode. dedo apontado na cara, enquanto outra se recolhe, quieta, debaixo da cama. no quarto fechado. no tudo escuro. metade berra. outra sussurra. tenho uma parte que acredita em finais felizes. em beijo antes dos créditos, enquanto outra acha que só se ama errado. tenho uma metade que mente, trai, engana. outra que só conhece a verdade. uma parte que precisa de calor, carinho, pés com pés. outra que sobrevive sozinha. metade auto-suficiente. mas, há muito, eu erro a mão. a dose. esqueço a receita do equilíbrio. me perco. há dias em que uso a metade que não poderia. dias em que me arrependo de ter usado a que não gostaria. porque elas brigam dentro de mim, as metades. há algumas mais fortes. outras ferozes. há partes quase indomáveis. metades que me fazem sofrer nessa luta diária. do não deixar que uma mate a outra. porque uma metade de mim acredita que é por saber como tudo termina na minha vida, quer abandonar esta história por aqui. incompleta. eu, hoje, dividida entre as duas metades, tenho medo de cortar dois pontos dessas nossas reticências e deixar apenas um. o final. mas minha outra metade ainda insiste em acreditar que um dia, quem sabe pode dar certo.

então fica assim... tudo certo, mas nada combinado!

Próximo..

E eu só queria te mostrar o outro lado.
E eu só queria te dizer a verade
E eu só queria mostrar como você poderia ser feliz..

E eu só queria o maldito garoto de franja e óculos na qual deposito minhas emoções diárias
E por todo lado vejo que aprendi a caminhar com você

agora? juntos?


Um beijo e um sorriso...