A vida vivida intensamente...

quinta-feira, 28 de julho de 2005

Ruim de Aturar

Ta tudo muito nublado e por mais que eu vislumbre um risco maior de sol no horizonte que se coisifica pelo toque alcançável de um esticar de dedos, o barulho da chuva ainda é ensurdecedor. E num reflexo físico, toda vez que dói aos ouvidos fecho os olhos, como se não enxergar diminuísse meu incomodo, na tentativa de desviar o som para o lugar de onde ele realmente emana; dentro de mim.
Adoro estas tempestades, mas como não podia deixar de ser tudo se faz diferente. Sou eu quem fez chover e somente eu posso decidir quando parar. Molhar é a intenção de toda tempestade. Seu fim porém nem sempre traz a finalidade proposta, ainda mais quando se propõe o que não se quer cumprir.
Ta difícil, ta dolorido, ta diferente e ta me fazendo mal. Me deixando pra baixo, pra dentro e irreativo. Sim, palavras novas para sentimentos novos que não sei como descrever e não tenho obrigação de saber como senti-los. Mais raso do que parece, sei qual é a melhor saída para caso este de difícil solução que eu mesmo me propus. A felicidade está na minha frente, passeamos de mãos dadas sob um luar bonito em noite de calor insuperável. E mesmo assim me dói perder ou deixar de querer ter alguém por quem lutei desesperadamente e que sabidamente não fará o mesmo comigo e por mim..
Impossível gostar de duas pessoas ao mesmo tempo e na dúvida sobre quem se gosta mais a solidão é a companheira menos dolorosa que me permito ter. Tomara que eu tenha tempo para acertar e que acertem comigo. Caso contrário azar o meu e vou ter merecido.

Um beijo e um sorriso...

quarta-feira, 27 de julho de 2005

Fratura Exposta

Oi, amor. Vim me apresentar para lhe dizer tchau. Sim, para me despedir num pra sempre eterno. Daqueles que duram para sempre. Pois que o pra sempre sim, invariável finda. Oi amor, estou aqui pra abrir mão da última vez de um, por que não, talvez. Sem mais afirmativos, negativos ou meros porquês.

Prazer amor. De ter sentido, de ter querido. Prazer amor, por não ter sofrido, por sequer ter sido. Prazer amor, agora sabido, que não foi nada mais que dolorido. Pois não se tem alegria na tristeza que é viver pra ser preterido, incompleto e dividido. Prazer amor, mas que prazer mais incontido.

E se a dor que me vem agora trará alívio ou compensação só meu único Deus mostrará. O Tempo passa e nunca despercebido. Sabido este moço. Arranca dúvidas, traz certezas e num segundo infinito muda sua vida como mero brinquedo. Acaba com tudo. Constrói com tudo. Faz do todo um tudo e do tudo que se foi um nada que já o é. Complexo o tempo, mas é o único que verdadeiramente nos quer.

Apaixonado, amor. Paixão de ter sentido, de ter tentado de ter perdido. Apaixonado por você, por ter lutado, por, enfim, ter sido derrotado. Já não podia mais levantar do chão e pedir para outra vez ser abatido, açoitado, surrado; amado. Abatido por eu próprio, pelo que se sente, pelo fogo que nos impulsiona, pela paixão pela qual se é consumido. Que paixão destruidora e acabei por destruído.

Obrigado, amor. Por ter me deixado aprender. Por ter me feito sentir. Quantas palavras velhas se me vieram inéditas e quantos sentimentos por outrora tolos se fizeram indispensáveis. Obrigado amor por não caber em peito próprio e por procurar um ninho quente e seguro no peito de alguém que não eu mesmo. Agradeço pela saudade, pela alegria e por toda a verdade. Obrigado por me ensinar a querer e ter vontade.

Adeus, Amor. Por nunca assim ter lhe chamado, por sempre assim ter sido querido só por mim. Adeus amor, por nunca, em nenhum momento eu assim ter sido. Adeus e obrigado por somente eu não ter conseguido. Adeus com todo sentimento; explicado, exposto, dado, experimentado. Adeus, amor, meu amor. Adeus nosso amor

Adeus de amor é impossível e para milagres não conheço outro jeito. Só há Deus

Amor

Um beijo e um sorriso...

segunda-feira, 25 de julho de 2005

O INÍCIO

A batalha será perdida. Quem diz é o Instinto. Infalível. Sorrateiro. Verdadeiro. Absolutamente imutável. É o mesmo Instinto que diz estarmos apenas no início. De uma guerra enorme, talvez sem fim. Mas isto não é decisão do amigo Instinto. Será conseqüência de um inimigo fiel, companheiro e sincero. Aquele que está em segundo lugar na lista dos piores inimigos: O Destino. Mutável. Ilusório. Constante. A grande estrada objetivo a dentro. O caminho que leva a derradeira luta com o pior inimigo. E tenhamos certeza: o que todos nós mais queremos é que está luta aconteça. E por mais que se perca, sempre vencemos. De novo o Instinto. Trazendo a certeza da vitória. Falemos dele, pois.

Que fique esclarecido: o Instinto nunca falha. Por mais absurdo que se lhe apresente ele é a essência da mais pura verdade. Uma dentre as poucas que podemos tocar. Mais uma entre as muitas que não nos permitimos conhecer por pura ignorância. Ignorância no trato, no contato, na intimidade. Medo de que seja possível perceber tamanha presença.
O Instinto não é um sentimento. Transcende o conceito de sentimento. Entranha-se no emaranhado de incertezas que temos que debulhar vida a fora. A todo instante, intensamente, incessantemente, invariavelmente. Plural e único. Multifacetado e particular. É sua arma. Minha arma. Nossa única defesa. O corpo falece, perece, padece, ajoelha fraco em posição de prece. E no momento certo nosso amigo aparece. Arrepia o corpo, a carne outrora fraca estremece, o arrepio gélido eriça os pelos e a pele endurece. O vomito ejeta-se pela garganta e o corpo cresce. Mais uma vez em posição de prece. Mãos postas á boca como se pedindo estivesse. E na verdade estamos. O Instinto nos faz lutar. Diz ao corpo que é possível conseguir e se assim o for assim o fará que seja.
Aquela agonia que nos faz voltar a cabeça em direção oposta. Aquela voz firme e confiável que nos alerta para o que deve ser feito. São pensamentos vindos do lugar mais confiável da existência humana: o desconhecido.
Entregue-se ao desconhecido e dominarás a arte de usar o Instinto a seu favor. Este sem controle torna aquele apavorante. Dominado faz com que tudo se torne antecipado e adiantado. Deixa-nos um ou mais passos a frente. Passos metafóricos. Podem ser horas, dias, segundos, pessoas, coisas, vidas.
O maior amigo é destruidor. Indestrutível. Rompe qualquer grilhão com a facilidade de um Querer. Eis o segredo. Queira. Como se fosse consumível pela eternidade. Volátil pelo instante. Grandioso como o universo que teima em expandir-se além da compreensão do que se mensura. Aventura-te. O Instinto é a razão da vontade. Seu guia nosso guia. Ele me levou a ela. Já o dominei faz algum tempo. Já não o confundo com a Dúvida. A curiosidade é um traço marcante dos que já dominaram o Instinto. Faz com que a eliminação de qualquer dúvida suscite questionamentos que nos tiram do total estado de inércia moral chamado ignorância.
Eis que pela primeira vez, por Instinto, olho pra ela. Pronto! Estamos começados. A primeira batalha tem seu começo e de cara sei que vou perdê-la. A batalha. Meu melhor amigo afirma que ela será minha. Infalível e verdadeiramente.
Sei que a quero mais que tudo. Agora há coisas que devem ser destruídas. Outras para serem construídas. Decisões. Voltaremos a falar delas. Neste exato, é tempo Dela. Que comece!

Um beijo e um sorriso...

quarta-feira, 20 de julho de 2005

Amar e não pensar.

Diante da correria que o dia de hoje promete, não dará tempo para sequer pensar em escrever um texto legal pra se colocar aqui... então estou postando um texto que um dia eu li em algum lugar (que já não me lembro qual), escrito por alguém (que também não sei quem é) e que me chamou a atenção... talvez pelo girassol... talvez pela indagação do pensar e da inocência... não sei ao certo.. mas é isso...

O meu olhar é nítido como um girassol.
Tenho o costume de andar pelas estradas
Olhando para a direita e para a esquerda,
E de vez em quando olhando para trás...
E o que vejo a cada momento
É aquilo que nunca antes eu tinha visto,
E eu sei dar por isso muito bem...
Sei ter o pasmo essencial
Que tem uma criança se, ao nascer,
Reparasse que nascera deveras...
Sinto-me nascido a cada momento
Para a eterna novidade do mundo...
Creio no mundo como num malmequer,
Porque o vejo. Mas não penso nele
Porque pensar é não compreender...

O Mundo não se fez para pensarmos nele
(Pensar é estar doente dos olhos)
Mas para olharmos para ele e estarmos de acordo...

Eu não tenho filosofia: tenho sentidos...
Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é,
Mas porque a amo, e amo-a por isso,
Porque quem ama nunca sabe o que ama
Nem sabe por que ama, nem o que é amar...

Amar é a eterna inocência,
E a única inocência é não pensar...

O pão de queijo ontem me trouxe lembranças boas do tempo em que estava em TQ... me trouxe saudade de um amigo que há mais de 1 mês não o vejo... BAND.. os pães de queijo ficarão pra sempre na nossa história!!
Saul.. saudades de você... muitas...
Fê... tá tudo bem?? sonhei com você!! Te cuida, ok!!

Um beijo e um sorriso...

segunda-feira, 18 de julho de 2005

Refletindo

Duvido realmente se todos têm noção do que fazem
Através das palavras, das atitudes
Dos conselhos que proferem e proliferam
Das virtudes cambetas que tanto veneram

Ignoro se tem certeza sobre o que querem

Tanta diferença pelo caminho
O movimento da boca é totalmente disforme
A compensação do corpo não combina
O equilíbrio ínfimo sequer rima

Continuam porém exercendo caridade

Como se estivesse tudo correto
Parecendo que o mundo ao redor errasse sempre
Como se precisasse do detalhe salvador
Do toque edificante contido em seus ideais inalcançáveis

Filosofia própria que revolucionaria o mundo

Continuo irritado quanto a sua necessidade
Desconheço o limite da bondade descomprometida
Onde ela esbarra na troca
Quando ela mostra-se um gesto de desapego

Fazem mesmo por puro contentamento alheio?

Cada vez que me pergunto
Respondo mais e sempre por mim
Egoísta e míope
Não miro ou almejo soluções para ninguém

Dou forma à argila da verdade em comunhão

Quero as impressões digitais das nossas ajudas
Simbiose dos impérios de entendimento
Aprender em conjunto
Tocando a pele do desconhecido para saber diferenciar da minha

Ser o diferente que você conhece

Preciso da permissão solene de seu desejo
Para simplesmente ficar perto
Ou longe o suficiente
Para ser percebido

No exato tempo para ser querido

Que eu seja rude o suficiente
Sutil o necessário
Eloqüente o quanto possível
Silencioso como sensível

Deixe-me ser imprescindível

Carinho de seu afago
Pele do seu toque
Calor da sua carne
Saudade do seu amor

Esquecimento vivo de suas lembranças mortas

Faz de mim extensão de seu querer
Use com toda vontade e necessidade
De utilidade a esta vida que deve ir além
Disponha da força que você não tem

Que eu seja sua ferramenta

Porém, venha de você a força
O ímpeto, o impulso: a confiança
Imagine o prazer imensurável
De ser meio dos seus fins

Ser caminho de suas pegadas

Seria até fácil colocar-te no colo
Pedir licença às dificuldades
Saltar pedras e descaminhos
Facilitar o encontro com seus sonhos

Mas a vida não seria a sua

Estaria invadindo um local santo
Altar impenetrável e inalienável
Indisponível pela própria natureza
Exposto a qualquer reles incerteza

Ainda assim, intrínseco e indisponível

Seu querer é impenetrável
União indissolúvel daquilo que se sabe com o que se sente
Aquela impressão de poder absoluto
Potencialidade de conquistas infinita

Palpável e alcançável pela aproximação do tentar

Que pode ser e,por vezes muitas, será
Dolorido, torturante e lacerante
Deixando marcas e certos sorrisos
E uma certeza aterradora:

Somos mais capazes, fortes e vorazes que imaginávamos

Desde o último golpe que levamos
Do lamento que deixamos escapar
Da última dor pensada impossível de aturar
Daquele derradeiro suspiro da desistência que não veio

Percebemos que continuamos

Transpondo os perigos e problemas do dia-a-dia
Buscando, até inconscientemente, desafios maiores
Alguns grandes demais para nossas forças
Justamente nestes ganhamos mais

Pedindo ou aceitando ajuda

Que se obtém e mantém baseada na confiança
Estendendo-se pela esperança
Assegurada por nada
Pois nada garante que ela irá funcionar

Não esqueçamos que viemos tentar

Cada um a seu modo
De seu único e exclusivo jeito
Sem pretensão de ser a verdade
Isento da empáfia de ser perfeito

Preciso de ajuda, posso ajudar?

Por hoje é só... estou me recuperando do final de semana ainda...
Tq... sem comentários!!
Deixo aqui, apenas umas breves palavras direcionadas à Priscila... Pri... ainda bem que seu anjo da guarda estava com você... o que seria da gente se algo te acontecesse??? Te amo muito, AMIGA... fica com Deus!!

Um beijo e um sorriso...

sexta-feira, 15 de julho de 2005

Amor louco amor

Estou com amor no corpo, na mente e na alma. De tanto que ando lendo sobre. De tanto que ando sentindo. E porque ele ? o amor - está me invadindo vou tentar exorcizá-lo. Não sei o que sairá aqui. Estou seguindo o meu raciocínio torto. Ou não estou seguindo nada. Tirando palavras por detrás do pensamento.
Que grande besteira dizer que meu amor dói. O amor não dói. São os outros sentimentos que agrego a ele é que o fazem doer. A insegurança é o primeiro deles. O amor me transforma em adolescente cheia de muitas e várias inseguranças. Transito entre razão e emoção tendo sempre a falta de chão como ameaça. Ameaça que se concretiza a cada passo.
E a insegurança traz outros sentimentos. Urgência de viver tudo como se o minuto seguinte fosse definir a minha vida. Ansiedade por agradar, por fazer feliz, por espalhar pétalas sobre as pedras do caminho.
Na ânsia de agradar ao meu amor, agrado a ele ? o objeto do meu amor. Mas não pergunto ao homem ? o objeto do meu amor - se quer ser agradado. Nem como. Invado sua vida e derramo sobre ela a minha necessidade de dar amor. Porque dando amor, recebo amor. É a lógica da reciprocidade. Como se houvesse alguma lógica no amor!
Alterno timidez e ousadia em ínfimos segundos. Passo da alegria à tristeza com a mesma velocidade com que meus dedos digitam as palavras. Sensibilidade à flor da pele, reviro as entrelinhas buscando ler a mim mesma nas linhas dele. Não me vejo nelas porque o amor me emburrece. Ou porque o amor dele é mudo, não se diz a mim.
Paro e me pergunto: o que quero do amor? Quero me amar nele. Quero vê-lo se refletindo em mim. Permanecer em estado de amor é viver sem fôlego. É sentir-me aguda, sem saber o que fazer de mim. E por não saber o que fazer de mim, não sei o que fazer dele, o homem que amo. E como o amor também o tornou ilógico, somos duas bombas prestes a explodir. E queremos explodir um no outro, esgotando a necessidade mútua de dar e receber amor.
Tudo isso seria perfeito se não precisássemos do amor um do outro. Mas precisamos. O amor dele alimenta o meu. O meu alimenta o dele. E esta reciprocidade precisa ser traduzida em palavras. atos e atitudes. E ao ser traduzida, precisamos sentir o amor de forma concreta.
Esta vira então a perdição do nosso amor. Porque a minha necessidade é diferente da necessidade dele. O meu amor é diferente do amor dele. E a gente se perde nas cobranças, nos silêncios, nos mal-entendidos, nas diferentes interpretações, nos pré-julgamentos e nas condenações. E o que era amor vira dor. Então, concluo que amor dói!
Mas ainda que o amor venha cercado pela dor, eu o quero. Que me vire e revire. Que me tire do centro e me jogue nas nuvens. Que me faça andar na corda bamba ou seja meu chão. Que me queime, me fira, me desatine, mas que seja sempre amor!

A semana termina aqui... um saldo bom, mas poderia ter sido melhor... quem sabe na próxima né!!!
Amanhã tem festa... Tq aí vou eu (novamente!!)

Pensamento do dia: ENTALHE (Adélia Theresa Campos)

um sol tímido e apressado
esculpiu um halo ao teu redor
esperança gravada em arco
.
um molde vazado e inquieto:
.
era a tua dor
na minha dor

Um beijo e um sorriso...

quinta-feira, 14 de julho de 2005

Da concepção e formação da honestidade

E há tempos nem os santos têm ao certo
A medida da maldade
(Legião Urbana in Há tempos)

O tema do post de hoje é reincidente na vida. É a condição humana mais uma vez sendo repensada. Somos nós e o nosso retrato nem sempre pensado porque raramente visto por nós. Num momento em que estamos todos demonstrando vários sentimentos em relação ao escancaramento da corrupção dos nossos representantes, é preciso também nos colocarmos enquanto agentes deste processo.
O termo corrupção tem vários significados em qualquer dicionário. Condicionamos a associá-lo apenas ao servidor público e ao político. Mas a acepção correta da palavra é: corrupção é ato, processo ou efeito de corromper, modificar, adulterar as características originais de algo em causa própria ou de outrem. Façamos então nosso exame de consciência. Quantas vezes na vida nos colocamos frente a uma situação em que está em nossas mãos mudar o rumo ou a característica de algo a nosso favor ou a favor de alguém que nos interessa? E quantas vezes retrocedemos em nome da nossa própria honestidade? Não estou me referindo aos grandes escândalos, mas a pequenezas como usar de conhecimentos para ganhar uma vaga de emprego, para não enfrentar uma fila, para obter vantagens numa compra qualquer. Ora, dirão, mas é indecente comparar isto ao rombo bilionário dos cofres públicos! Então eu me pergunto: aquele que é hoje capaz de ser pouco ético em situações corriqueiras terá ética numa situação de poder? Aquele que não se sente prejudicial ao usar de influência para levar alguma pequena vantagem sentir-se-á prejudicial ao ficar com o dinheiro do estado ? que na visão comum é de todos nós e assim sendo é também deste cidadão que está em posição de usá-lo em benefício próprio?
Honestidade é caráter e caráter é formação familiar. Não se aprende a ser honesto na escola. Não há universidade capaz de formar um sujeito honesto. Mas aprende-se na convivência diária lá na primeira infância. Uma criança aprende a mentir quando assiste ao pai ou mãe ou um adulto da confiança dela mandando dizer ao telefone que não está em casa. Aprende a não ser honesta quando escuta qualquer um deles justificar uma falta ao trabalho com uma doença imaginária. Situações comuns, normais e consideradas inócuas. Mas não o serão na formação daquele serzinho que olha a quem admira e confia como modelo a ser seguido e defendido.
E por aí caminham os ensinamentos que fazem de nós seres exigentes em relação à honestidade do outro, mas completamente paternais em relação à nossa própria.Não sou diferente. Tenho, como qualquer outro ser humano, minha própria concepção de honestidade. E esta concepção pode ser a mesma de várias outras pessoas. E pode até ser considerada verdadeiramente honesta. Não roubo, minhas pequenas mentiras (porque minto e omito como todos os seres humanos) não são usadas para tirar algo de alguém, não prejudico o meu semelhante. Condeno com veemência todos os atos estampados nos noticiários. Atos para os quais eu jamais encontraria justificativa ou explicação e que me horrorizam como a cada um dos habitantes deste país.
Mas será que, num minucioso exame de consciência, eu ainda me descobrirei honesta?

Saudades de todo o pessoal de Taquaritinga... em especial dos meus queridos amigos que há tempo não os vejo..
Saudades dos meus amigos de NH também??!! Vocês sempre estarão comigo...
Saudades em especial do Saul... é muito difícil estar nessa cidade depois de tudo o que aconteceu... E eu que tinha jurado não voltar mais pra não relembrar momentos ruins...

Jabuka está se tornando cada dia mais uma casa pra mim... ainda bem... já que é tão difícil ir embora daqui... essas empresas de ônibus não colaboram!!

Aos novos amigos que aqui fiz... obrigada pela receptividade... e pelas boas vindas... o que seria de mim sem vocês?? Manu, Ariel, Gi, Beach... Obrigada por tudo mesmo!!

Rematrícula tá aí... galerinha... vamos nos unir!! hehehe

Pensamento do dia:

A Última Hora
Toda a gente está morrendo.
Surpresa? Não.
Que novidade há nisso?
Morremos todos os dias.
Eu já morri muitas vezes.
Esse não é o grande problema.
O pior de tudo é quando cansamos de renascer.
Eu cansei.
Renasço agora para morrer uma última vez.
Que seja esta a minha última hora.
Definifivamente...

Um beijo e um sorriso...