A vida vivida intensamente...

quarta-feira, 21 de dezembro de 2005

Feliz Natal!!


Lembro-me que quando eu era criança, minha ansiedade nos dias que antecediam o Natal ia aumentando com cada presente que eu via marcado com a etiqueta "não abra antes do Natal"! Quando eu pensava que ninguém estava vendo eu me arrastava para debaixo da árvore, apertava chacoalhava os presentes, tentando adivinhar se o que estava envolto por aquele papel era o meu desejado presente. Então, na véspera de Natal, eu ia para a cama e sonhava com o que certamente encontraria na manhã seguinte, ao abrir os presentes. O presente que desejo partilhar com você nestes dias que culminam com o Natal traz inscrita uma observação bem diferente. Nele está escrito o seu nome. E diz: "Abrir em preparação para o Natal e para ser desfrutado durante o ano todo!" O verdadeiro Natal acontece de coração para coração.

Um feliz natal, cheio de presentes e surpresas boas... e um ano novo cheio de realizações e sucesso!!!

"Amo muito tudo isso!!"

Um beijo e um sorriso...

sexta-feira, 16 de dezembro de 2005

Um pouco de REALIDADE

Eu sempre fui uma pessoa muito realista, sabem? Não que isto renda alguns trocados, uma aposentadoria farta, férias em algum lugar paradisíaco ou a garantia de que eu serei sorteada pra participar do ?Todos contra um? do SBT... mas eu sempre fui, o que se chama comumente, uma pessoa ?pé no chão?.
Nunca tive a oportunidade de sonhar com o futuro, mesmo por que o futuro chegou pra mim antes do presente, e só me restou correr atrás da minha sombra, tentando alcançar o meu próprio rabo. Sou prática, é isso! Gosto de simplificar as coisas: sonho com o que posso adquirir, agradeço a Deus pelo que os meus braços alcançam, e me espicho pra tentar apalpar o que a realidade me pede. As vezes fica difícil resumir tudo, ser prática, sem muitas neuroses ou questionamentos. Realidade e objetividade, sempre paralelas.
Realidade: nada dura para sempre.
Em algum momento, em vários deles ou absolutamente sempre, as pessoas vão embora. Talvez essa seja a pior coisa do mundo. Ele vai embora, sempre. Objetividade: fazer valer a pena (Vocês devem ter assistido ?Titanic?. Eu também. Várias vezes. Essa é frase do Jack - Di Caprio, quando levanta a taça e propõe um brinde). Eu gostaria de saber quem foi que inventou o ?... e viveram felizes para sempre.? Melhor. Eu gostaria de entender por que tudo tem que durar para sempre.
Seus pais vivem num mar de rosas? Você casou com a sua primeira namorada? Sua orientadora de TCC ainda é mesma tia do primário? O óculos de sol ?genérico? que você comprou ano passado ainda não tem riscos? Seu tênis favorito continua lindo e cheiroso? Então por que esta obrigação de fazer tudo virar eterno, essa mania de querer ser Deus, ser infinito, eterno, se as pessoas sempre vão embora quando o parágrafo passa de três linhas.
As pessoas sempre vão embora.
Ele sempre vai embora quando eu peço um pouco mais de atenção, um pouco mais de tempo, ou qualquer outra coisa que não fosse a sua própria existência. Ele sempre vai embora quando eu peço pra ele descansar de ser ele o tempo todo, por que ele tem medo de não conseguir ser qualquer coisa que não dê dinheiro ou garanta o status que ele tanto busca. Ele sempre vai embora por quer prefere ouvir as expressões de sempre: "lindão", "bonitão", "como você tá bem na foto", das mesmas de sempre.
Eles sempre vão embora, sempre. Preferem cara de tédio e de busca pelo resto que não se repete ou não se prolonga. O outro foi embora a primeira vez porque estava cansado demais de tudo. Foi embora a segunda porque precisava mudar de cidade. Foi embora a terceira porque teve medo de ficar pra sempre. Foi embora a quarta e pôs a culpa em mim, que sou muito prática, muito realista e muito ?bem resolvida? (estamos falando da mesma pessoa?).
Aquele primeiro foi embora na espera de que existisse algo melhor do que eu. Achou. Daí esses dias apareceu e disse que ?não é fácil achar alguém melhor do que eu?. Eu dei risada. Eu? Como alguém pode ser tão medíocre ao ponto de dizer uma coisa dessas? E finalmente o último que foi, antes de ir me deu um abraço. E eu fiquei inerte, com uma vontade enorme de chorar, sem entender por que tanta coisa acaba do dia pra noite, e por que a gente não vive intensamente, ou como se cada segundo fosse o último.Vivo com essa sensação de abandono, de falta, de pouco, de metade. Mas nada disso é novidade. Antes dele, teve o outro, o outro... que continua indo embora pra sempre porque nunca foi embora de verdade (por que continua vivo aqui). Eu não sei deixar ninguém partir, eu não sei escolher, excluir, deletar. São as pessoas que resolvem me deixar, e não eu que as deixo. Eu nunca pedi demissão (apenas tentei negociar). Eu nunca mandei nenhuma empregada embora. Eles me deixam, vão embora, e quando não vão, deixam eu me distanciar e não me pedem pra voltar, assistem a tudo, inertes.
A minha mãe diz que a culpa é minha, eu que adoro não ser responsável por absolutamente nada, odeio o peso que uma despedida eterna causa em mim. Nada é eterno, essa é a realidade, não sei brincar de Deus.
Meu novo amigo brigou comigo e foi embora. Não sei se pra sempre, espero que não. Antes de ir, ele me disse muitas verdades. A primeira é que eu não dou atenção pra quem olha pra mim. A segunda é que eu só sei pensar grandiosamente, e isso me cega pras coisas simples. A terceira foi um conselho: ?você precisa às vezes ficar calada enquanto apenas existe?. Fazia tempo que alguém não ficava tão perdido só porque me encontrou, fazia tempo que eu não me olhava no espelho e sorria, sabendo que sim, sim, sim, sou bonita ora bolas! Sou interessante! Da onde eu tinha tirado o contrário nos últimos meses? Isso é realidade, e que se dane os sonhos, os ideais, aquilo que a gente espera e nunca alcança. Todo mundo chega na sua vida. Em algum momento, em vários deles ou definitivamente, as pessoas sempre chegam. Talvez essa seja a melhor coisa do mundo, e a gente não tem que acabar lembrando de alguém que um dia chegou e depois foi embora, que a gente acha que nunca mais vai esquecer.
Eu nem me lembro o que eu queria dizer ao certo, eu não sei terminar textos, eu não sei escrever, sempre misturo tudo... meu negócio é realidade, hoje, agora. Eu tento viver, entre erros e acertos. Eu tento misturar realidade, objetividade e fantasia, tudo a meu modo. Eu tento, tento... pra não acabar numa esquina qualquer, cheia de jóias velhas, lembranças, tristonha e perplexa.

Um beijo e um sorriso...

sexta-feira, 2 de dezembro de 2005

SAUDADES!!!

"Em alguma outra vida, devemos ter feito algo de muito grave, para sentirmos tanta saudade...
Trancar o dedo numa porta dói.
Bater com o queixo no chão dói
Torcer o tornozelo dói.
Um tapa, um soco, um pontapé, doem.
Dói bater a cabeça na quina da mesa, dói morder a língua, dói, cólica, cárie e pedra no rim.

Mas o que mais dói é a saudade.

Saudade de um irmão que mora longe.
Saudade de uma cachoeira da infância.
Saudade do gosto de uma fruta que não se encontra mais.
Saudade do pai que morreu, do amigo imaginário que nunca existiu.
Saudade de uma cidade. Saudade da gente mesmo, que o tempo não perdoa.
Doem essas saudades todas.

Mas a saudade mais dolorida é a saudade de quem se ama.

Saudade da pele, do cheiro, dos beijos.
Saudade da presença, e até da ausência consentida.
Você pode ficar na sala e ela no quarto, sem se verem, mas sabiam que estavam lá.
Você pode ir para o dentista e ela para a faculdade, mas sabiam onde estavam.
Você pode ficar o dia sem vê-la, ela o dia sem vê-lo, mas sabiam que amanhã estariam juntos.
Contudo, quando o amor de um acaba, ou torna-se menor, ao outro sobra uma saudade que ninguém sabe como deter.

Saudade é basicamente não saber.

Não saber mais se ela continua fungando num ambiente mais frio.
Não saber se ele continua sem fazer a barba por causa daquela alergia.
Não saber se ela ainda usa aquela saia.
Não saber se ele foi na consulta com o dermatologista como prometeu.
Não saber se ela tem comido bem por causa daquela mania de estar sempre ocupada, se ele tem assistido às aulas de inglês, se aprendeu a entrar na Internet e encontrar a página do Diário Oficial, se ela aprendeu a estacionar entre dois carros, se ele continua preferindo Skol, se ela continua preferindo suco, se ele continua sorrindo com aqueles olhinhos apertadinhos, se ele continua cantando tão bem, se ela continua adorando o Mc Donald´s, se ele continua amando, se ela continua a chorar até nas comédias.

Saudade é não saber mesmo!

Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos, não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento, não saber como frear as lágrimas diante de uma música, não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche.

Saudade é não querer saber se ela está com outro, e ao mesmo tempo querer.

É não saber se ele está feliz, e ao mesmo tempo perguntar a todos os amigos por isso...
É não querer saber se ele está mais magro, se ela está mais bela.
Saudade é nunca mais saber de quem se ama, e ainda assim doer.
Saudade é isso que senti enquanto estive escrevendo e o que você, provavelmente, está sentindo agora depois que acabou de ler..."
Miguel Falabella

Hoje senti muitas saudades de uma pessoinha...
principalmente depois de algumas conversas que andamos tendo... principalmente depois da reviravolta que minha vida está dando... principalmente em dias chuvosos como hoje... que dá vontade de ficar abraçadinho e esquecer da vida e dos problemas...

Espero que possamos aumentar o brilho dos nossos olhos!!!

Um beijo e um sorriso...

quinta-feira, 24 de novembro de 2005

tantas coisas...

Tantas coisas meu coração queria gritar;
Tanto eu tenho a dizer...
No entanto, há um vazio na cadeira reservada a ELE.
Há um vão formado pelas palavras soltas ao vento.
Mil sílabas se formam dentro de mim,
Construo frases inteiras, mas não tenho os ouvidos DELE para me ouvir.
Nem aqueles olhos atentos às minhas histórias...

Há por aqui, nuvens nubladas pela ausência das gargalhadas alegres;
De dias quentes, regados a cerveja, beijos e humor.
Há por aqui, o vazio de músicas em comum, de pernas entrelaçadas.
De brincadeiras infantis e ciúmes de mentira;

Há aqui um furacão chamado saudade.
Que passa devastando meu cenário,
Mas deixa no ar o odor de dias felizes;
De noites de música e manhãs compartilhadas.
Há aqui, um EU recheado com o colorido das roupas DELE.
De risadas sufocadas e soluços.
De belezas reveladas e prazeres descobertos sem querer...
Existe em mim um tanto DELE;
E nem ELE sabe o quanto.


Como disse no outro post, respirar novos ares seria realmente muito bom... e acabou sendo melhor do que eu imaginava...

Agradeço pelas pessoas maravilhosas que me acompanharam nessa aventura na praia, e principalmente, pela PESSOA maravilhosa que tem me feito sorrir a cada novo e-mail, a cada mensagem no celular...

A você, pessoinha, OBRIGADA!!
Hoje o dia amanheceu iluminado... assim como todos os outros dias dessa semana!!

Um beijo e um sorriso...

sexta-feira, 11 de novembro de 2005

não sei + nada!!!

Não sei o quanto de ti há ainda em mim;
Nem a quantidade de mim que há em ti.
Não há mais saladas, nem ferozes desafios.
Não há mais risadas, nem embates.
Não há rios correndo em nós, nem sóis escaldantes.
Não há alegrias, nem tristezas...
Há apenas igarapés levando as lembranças para um reino distante,
Onde fortificamos nosso castelo.
Onde, depois de tanto lutar para o erguer, o deixamos à mercê do tempo e do vento.

É...
Já não sei o quanto de mim te deseja;
Nem o quanto te espera.
Não sei mais atrasar o relógio, nem fingir que não há distâncias..
Não há cheiro de mato fresco, nem cachoeiras para nos molhar a alma...
Não há planos em comum, nem mácula.
Há somente um não-saber o quanto de ti resta em mim;
E a quantidade de mim que há em ti...


mas isso tbm não importa mais agora... porque estou prestes a ir respirar novos ares... e conhecer novas pessoas...
o InterFatec veio em ótima hora...
Será a melhor viagem da minha vida... com as pessoas que eu amo tanto!!!

Esquecer dos problemas... relembrar velhos tempos... e curtir uma praia... um reggae... e meus amigos!!

ah... sem contar que vou comemorar meu niver em grande estilo né!! eheheh

apertem o cinto e tenham todos uma boa viagem!!!

um beijo e um sorriso...

terça-feira, 1 de novembro de 2005

Amor X Sexo - Por: Isabel Vasconcellos

A Revista Marie Claire publicou, em seu último número, o resultado de uma pesquisa realizada entre 2330 leitoras da revista, sobre sexo.

Um das questões teve um resultado surpreendente: 49% das entrevistadas disseram que fazem sexo mesmo sem estar apaixonadas. Há porém que se considerar que as leitoras de Marie Claire entrevistadas são da região sudeste, a maioria pertencente a classe AB e de alto grau de escolaridade.

O resultado dessa questão seria bem diferente, creio eu, se a pesquisa fosse realizada com outros tipos de brasileiras.

Atrelar o sexo ao amor é um erro histórico das mulheres. Homens jamais precisaram da desculpa do amor para admitir e concretizar uma relação sexual. Mas as mulheres frequentemente precisam.

Independentemente das convicções morais ou religiosas, que, é claro, devem ser respeitadas, as conseqüências dessa idéia feminina de que o sexo só é válido quando existe também o amor, costumam ser desastrosas.

À primeira vista poder-se-ia julgar que as mulheres que não estão amando não fazem sexo e pronto. Mas não é bem isso que acontece.

Apesar de carregarmos ainda em nossos inconscientes milênios de repressão sexual, o instinto fala bem alto e o desejo existe. Porém, como fomos condicionadas a fazer sexo apenas com o homem amado, o que ocorre é que não conseguimos distinguir a simples atração sexual do estar apaixonada. O que se vê, então, é a mulher julgando amar a todo e qualquer homem que exerça sobre ela uma forte atração sexual. Basta se sentir atraída e a confusão se estabelece. Mulheres, dificilmente, conseguem admitir que um homem apenas as atrai, elas já vão logo se dizendo ?apaixonadas? quando, de fato, estão apenas atraídas.

Para os homens essa confusão jamais existe. Eles sabem bem o que querem de uma mulher. Se é apenas sexo, para eles, é apenas sexo e pronto. Por isso, depois de uma noite de amor, eles não têm aquela preemente necessidade de telefonar no dia seguinte.

Muito sofrimento feminino poderia ser evitado se nós, mulheres, conseguíssemos separar as duas coisas. Admitir que fulano ou beltrano simplesmente nos atrai e que queremos fazer sexo, só isso. Mas não. Vamos logo envolvendo o coitado do objeto da nossa atração em nossas fantasias românticas. Quase sempre quebramos a cara.

É claro que um caso que começa com atração sexual pode evoluir para algo mais profundo, pode vir o carinho, o afeto e até o amor. Mas não é isso que acontece na maioria das vezes.

Como escapar dessa armadilha cultural? Como perceber que aquele homem que nos atrai apenas nos atrai? Um bom artifício é imaginar uma vida cotidiana com ele. Será que gostaríamos de compartilhar o nosso dia a dia com esse homem? Será que ele é o homem certo para dividir a difícil tarefa da convivência diária? Nossas idéias batem? Nós realmente apreciamos a maneira dele ser, de se comportar, de pensar? Seria ele um bom pai para o nosso filho? Gostaríamos de acordar, todos os dias, ao lado dele?

Caso as suas respostas a estas perguntas sejam negativas, talvez então você esteja apenas atraída sexualmente por ele e não realmente apaixonada.

Mas, mesmo assim, para isso funcionar, é preciso que admitamos que estamos sim inclinadas a nos apaixonar pelo primeiro babaca que mostrar interesse por nós, que ainda trazemos, dentro das nossas almas, os mitos da cinderela e do príncipe encantado; que somos preconceituosamente românticas, porque fomos reprimidas, porque fomos educadas pela sociedade para acreditar que não somos grande coisa se não tivermos um homem ao nosso lado. E isso é apenas mentira.

Um beijo e um sorriso...

quarta-feira, 26 de outubro de 2005

e-mail para...

Hoje eu acordei com aquele seco na garganta. De novo. Vire e mexe isso volta e, quando não volta num dia frio, vem num dia quente e lindo, como hoje. Mesmo se estou feliz, o seco vem avisar que felicidade é um yakult, que vai acabar antes do fim do gole. Nessa hora não adianta rolar na cama, o melhor que eu tenho a fazer é levantar logo de uma vez. Chorar melhora sempre, mas chorar me deixa numa melancolia que atrai várias lembranças tristes, e eu cansei de chorar por tudo o que faz tanto sentido pra mim, mas que se eu sentar pra te explicar em detalhes, vou parecer louca... e sabe, estou meio com preguiça de sempre parecer louca, prefiro fazer cara de bem resolvida.

Sábado eu estava numa casa e todo mundo ria, bebia e relembrava muitas coisas. Eu passei mais da metade da noite olhando fixamente pra um vaso de flores e me perguntando o que ele fazia na fruteira se ele não era fruta. Ontem mesmo, em meio àquele trânsito caótico eu fiquei olhando pras placas dos veículos e fazendo combinações matemáticas. Eu fico meio com síndrome do TOC quando estou assim pirada, e a confusão do mundo me incomoda tanto que eu queria passar meses lavando as minhas roupas, e fazendo listas de tudo o que eu preciso melhorar. De preferência, com luvas.

Enjoei do restaurante que eu almoçava, coisa que herdei da infância, quando eu não gostava dos lanchinhos da cantina e era a única garotinha a levar lancheira. Eu carregava a minha esquisitice pelo pátio e desde cedo aprendi que ser a gente mesmo tem seu peso, principalmente quando sentimos a necessidade de realmente ser.

Às vezes acho que ter uma casa cheia de paredes e almofadas coloridas, objetos estranhos com valor sentimental, CDs com músicas preferidas-misturadas resolveria meu problema, me encheria do meu mundo a ponto de eu parar de sentir tanta falta de outras coisas e outras pessoas. Talvez se minha casa fosse sempre cheia de pessoas (amigos) acabaria ocm o meu terrível medo de ficar sozinha...

Eu perdi o deslumbramento (num sei se exatamente essa palavra) com o amor, com o trabalho e com a beleza. Eu descobri que o amor escolhe as pessoas, emprego não é diversão e belezas são relativas. E daí eu me pergunto: o que exatamente seria uma vida extraordinária? Nas poucas vezes em que senti algo realmente extraordinário, eu estava brincando de não ser eu, estava fazendo algo errado, ou estava vivendo algo que acabaria rápido e que jamais seria contaminado pelo tédio. Viver extraordinariamente é isso então? É estar fora da nossa própria vida? É viver pouco várias coisas? É viver muito poucas coisas? É ser um personagem de um roteiro que a gente muda toda hora?

Eu sei, eu sei, o mundo tá cheio de gente desabrigada, sem teto, doente, sofrida e morrendo de fome. Tá cheio de guerras, explosões, corrupções e desastres. E eu sou fútil com a minha tristeza sem desgraças. Mas não seria ainda mais fútil e desgraçado eu ser feliz nesse mundo? Sei lá, é só mais um e-mail bobo, se a gente tivesse nascido em outro tempo, seria uma carta boba que eu nunca teria coragem de enviar e que seria descoberta pelos meus netos escondida num baú.

Pois é, o mundo vai se modernizando e a gente continua com essa angústia pré-histórica aqui no peito e na garganta.


Mas o bom é que isso passa... apesar de tudo...
Aprendi isso com aquela pessoa sábia do outro post... e os ensinamentos dele insistem em ficar martelando na minha cabeça...

mas deixa pra lá!!

Um beijo e um sorriso...

sexta-feira, 21 de outubro de 2005

SOBRA...

Sobra algo em mim.
Coisas dadas a você, concebidas para ti.
Sobra o amor nascido meio às avessas;
Aos nossos descompromissos com o mundo lá fora.
Sobram os desejos que me escorrem pelos cantos da boca;
Dos nossos corpos unidos pelo carinho.
A alegria trazida na bagagem.

Sobra tudo aqui dentro.
Tudo o que vivemos.
As vontades de ir ao teu encontro,
De rir de nossos risos,
De beijar nossos beijos,
De grudar minhas mãos nas tuas e destilar os mesmos momentos.
Sobra em meu nariz o odor adocicado da tua pele, do teu perfume.

Sobra..
A necessidade de ver teus pés andarem pela casa;
Do costume de fazermos a comida juntos,
Partilhar a mesma música, o mesmo ritual.
Das minhas reclamações e dos teus agradecimentos...

Tudo sobra...
Menos o meu amor por ti.

Um beijo e um sorriso...

terça-feira, 18 de outubro de 2005

O tempo...

Cazuza já cantou: O TEMPO NÃO PÁRA!!!

O tempo passa, e como passa rápido, deixa marcas, lembranças, alegrias, nostalgia...
O tempo passa e com ele algumas pessoas...
O tempo é responsável pela minha felicidade hoje... da mesma forma que a tristeza que carrego em meu peito também provém desse maldito tempo... tempo que escorre pelos dedos quando quero que ele páre... tempo que pára, quando eu gostaria que ele voasse...

Hoje, mais do que nunca, sei a importância do tempo... que insiste em passar...

O fim de semana me ensinou a importância do momento presente... e a não importância do momento que está por vir... e por mais que eu já estivesse cansada de saber que o que está por vir pode não chegar, só agora eu consegui entender isso na prática...


Hoje eu sou uma pessoa mais sábia, porque pude aprender muito com exemplos vivenciados por uma pessoa querida... sou mais sábia porque resolvi não pensar no tempo e deixar que as coisas acontecessem naturalmente...
e porque consegui entender que tudo o que me acontece agora é, de certa forma, pro meu bem... mesmo que eu vá perceber esse bem só mais pra frente na minha vida...

Aprendi que meu caminho está sujeto a curvas inesperadas... e que essas curvas não dependem de mim... sei que esse final de semana meu caminho fez uma curva... e se eu não tivesse conhecido aquela pessoa, se eu não tivesse aceitado aquele convite, meu caminho ainda estaria como antes... e eu não seria tão sábia, por não ter convivido momentos inesquecíveis ao lado de uma pessoa tão sábia...

mas o tempo não parou no final de semana...
e o tempo não vai parar no decorrer dos dias...

e isso vai nos levar por caminhos dististos, sem não deixar de lado a lembrança daquele tempo bom que passamos juntos ensinando um ao outro!!!

Hoje posso dizer com toda convicção que superei o tempo em que eu acreditava em contos de fadas... e que o tempo que eu passei com aquela pessoa incrível, eu pude aprender que o melhor de toda tristeza é que ela é passageira!!!

Viva o tempo... porque tempos melhores sempre estão por vir!!!

Um beijo e um sorriso...

quinta-feira, 13 de outubro de 2005

Dia das crianças


Ontem fomos passar um dia das crianças diferente... deixamos de lado as preocupações que hoje nos circundam, deixamos de lado as coisas de adultos e voltamos a ser crianças no Termas de Pitangueiras...
Aos amigos que estavam comigo... nada a declarar a não ser que eles fizeram toda a diferença nesse dia!!! Adoro vocês, meus amigos!!
E quando quiserem voltar a ser crianças novamente, não exitem em me chamar... vou adorar o convite!!


"E uma mulher que acalentava um bebê disse,
- Fale-nos de Crianças...
E ele disse:
- Tuas crianças não são tuas crianças.
Elas são os filhos da Vida que anseia por si.
Elas vieram através de ti mas não de ti,
E a despeito de estarem contigo elas não te pertencem.
Tu podes dar-lhes teu amor mas não teus pensamentos,
Pois elas têm seus próprios pensamentos.
Tu podes hospedar seus corpos mas não sua almas,
Pois suas almas habitam a casa do amanhã,
que tu não podes visitar, mesmo em teus sonhos.
Tu podes empenhar-te para seres como elas, mas não tentes
fazê-las serem como tu,
Pois a vida não caminha para trás nem coabita com o Ontem.
Tu és o arco do qual tuas crianças,
como flechas vivas, são impulsionadas.
Arqueiro vede a marca sobre a trajetória do Infinito,
a Ele te dobra com Seu Poder para que tuas flechas
sigam velozes e para longe.
Deixes que a flexão na mão do arqueiro seja para o
contentamento e a felicidade;
Pois assim como Ele ama a flecha que voa,
Ele ama também o arco que seja firme"

Gibran Khalil Gibran - O Profeta - 1923

Um beijo e um sorriso...

quarta-feira, 5 de outubro de 2005

Distâncias

A distância que me separa do que quero é muito maior do que minha capacidade de avaliá-la. Por isso mesmo não persigo, não sonho, não penso. Espero, apenas, que aquilo que quero me chegue de uma forma que eu nem perceba, de tal modo que me tome sem advertência e me deixe sem outra ação senão aceitar, por mais que eu, no íntimo a deseje e mesmo que, mentirosamente, a negue. Assim, tudo se justifica mais facilmente, tudo se encaixa, sem que eu tenha de explicar nada, principalmente a mim mesma.

Não que o que eu queira seja permanente, uma vez que a vida é feita de pequenos quereres, de durações variáveis, medidas por vontades, desejos, coisas de emoção e, como tal, fora de parâmetros racionais ou físicos.

A distância que me une ao que eu preciso é mínima e facilmente percorrida, apenas para perceber, ao final, que o destino mudou ligeiramente de lugar e outra pequena distância me espera. Nada complicado, nada difícil, só que insatisfatório, pro cotidiano, mesmo que se mostre fundamental, apesar de ser mais que suficiente.

A distância entre mim e o que necessito não existe, desde que me despoje de tudo que quero e despreze o que eu preciso, o que faria, talvez, com que eu me perdesse de mim mesma, preço pequeno, quem sabe, para uma tal de paz interior que, em muitos casos, representa uma aceitação passiva, senão uma espécie de satisfação negociada comigo mesma, quase uma trapaça.

A distância que me separa dos outros é inversamente proporcional ao interesse mútuo e à busca por algo que não seja, simplesmente, estar perto. É uma distância assimétrica, diferente nas duas direções e que tende a se tornar mais irregular e inviável, quanto mais emoção for usada como unidade de medida, deformando percepções, impondo perspectivas, acionando sentidos. Tende a ser intransponível.

A distância que me isola de mim mesma é fluida, irregular, variável. Umas vezes me perco para, em outro momento, me descobrir mais forte e bem próxima daquilo que penso de mim. Em muitas outras vezes me sinto próxima de um ideal que eu criei para, em segundos, perceber que era miragem, que ideais não são idéias. E me vejo ao longe, tentando discernir em mim algo que não sinto, mas que está lá.

As distâncias entre o que quero, o que preciso e o que necessito são mínimas, pontuais até, e pouco me dividem no tempo, no espaço, no estar, na simplicidade de apenas ser. São, entretanto, enormes, abissais, no sentir.


Billy... quem é vivo sempre aparece né!!!
por que não tem mais um blog?!! adorava as coisas que você escrevia...
só respondendo suas perguntas, Novo Horizonte é a cidade onde eu moro (minha família), eu estudava em Taquaritinga (na Fatec) e agora estou morando em Jaboticabal, estagiando na Unesp. Fiquei muito feliz em saber que você ainda se lembra de mim!! eheheh e quem sabe a gente ainda se tromba pelos ônibus da vida... afinal continuamos pegando a mesma linha né!!! ehehhe

Frog... já linkei seu novo blog aki, ok!!!
obrigada por ter se lembrado de mim tbm!!

Gonzo... seja bem vindo ao mundo dos Blogs... ele é mágico!! hehehe

Free e Cássia... gosto muito de vocês... muito obrigada pelos comentários deixados pra mim!!! Sorte pra vocês, ok!!!

E a todos os outros leitores, obrigada pelo carinho!! vocês são muitíssimos importantes pra mim!!

Um beijo e um sorriso...

quinta-feira, 29 de setembro de 2005

Pequena Verdade - para Biel!!

Nunca é cedo o bastante
Quando é tarde demais
Por mais pueril que seja a madrugada
É noite eterna quando já se foi

E a volta nunca volta

Há tempo para se fazer outra vez
Possível repetir mesmos erros
Tentar de diversificada forma
Mas acertar é sempre inédito

A eficácia elimina a mesmice

Desrotinifica atitudes simples
Torna cada gesto único
Potencializa qualquer atitude
Requerendo atenção imensa

Desastres nascem instantaneamente

Aquela palavra ríspida
O gesto não meditado
A falta de tato
O excesso de sensibilidade

Atrocidades são sempre banais aos que praticam

Reverter certos atos é impossível
Conseguimos apenas reduzir o impacto
A bofetada já foi dada, porém
Não será esquecida

Retirar a culpa não elimina o verbo

Engraçado pensar assim
Mas só sabemos o doer
No exato momento em que o sentimos
Não dói no físico quando recordamos

Lembrar sim, traz sentimentos

Transporta-nos a um estado vivido
Remonta certa particularização de nosso real
Emergindo angústias
Nó no peito que quem lembra sabe:

Dói só de lembrar

Quando for errar
Seja completamente ignorante
Faça-o por puro desconhecimento
Tenha o que aprender com sua atitude

Não espezinhe quem você gosta

Agir por pura picardia é idiotice
Não existe vitória
Na derrota daquele
Que devia ser resguardado

Da nossa cruel capacidade de fazer sofrer

Atinja com sua ira
Apenas seus reais inimigos
Que felizmente existem
Sinceros como nuvens carregadas

Que por vezes relampejam e trovejam

Exclua seu amor de sua mira
Afine sua pontaria
Preserve a incolumidade e a paz
De quem optou por estar ao seu lado

Sujeito às suas intempéries

Saber da disposição alheia
Não é sinônimo de usurpação
Acreditar que pode acontecer
Não é convite ao merecimento

Antes de urrar silencie

Olhe a sua volta
Perceba se os que te circundam entenderão
Meça se valerá a pena discursar aos surdos
Ao perceber que estão vocês sozinhos

Abrace-a, para não ferir-lhe os ouvidos

Conduza seu calor no prazer do aconchego
Respire quente no interior do corpo dela
Acaricie aquele rosto magnífico
E após respirar levemente

Agradeça sem ter um aparente por que

Lembre-se que é bom fazer bem
Que na vida escolhemos alguém
Por quem vale a pena receber e dar
Uma vida que nos ensina constante

Não ser preciso sofrer para amar


Um beijo e um sorriso...

terça-feira, 27 de setembro de 2005

A escada

À minha frente mil degraus de uma escada.

Faço-me passo e cada passo me retém.

Em marcha fúnebre o compasso da passada.

Eu cabisbaixa a escada e mais ninguém.

Um corrimão quer me guiar na caminhada,

sem que me diga aonde vai, de onde vem.

A minha mão soergo a custo e pego o nada.

E como sempre a mão no nada me sustém.

"Urge seguir" sugere longe voz calada.

E um novo passo o corpo lasso leva além.

A meio-termo mais distante é-me a chegada:

passo no tempo, mas do instante sou refém.

E toda escada é sempre assim: rosa e espinho.

Fere e perfuma, enquanto diz qual o caminho.


Um beijo e um sorriso...

terça-feira, 20 de setembro de 2005

Confusa...

Minha cabeça não para....milhões de pensamentos passando como um furacão. Dúvidas, anseios, receios, algumas vezes tristezas, outras solidão...

Pensamentos positivos também transitam por minha cabeça confusa.... tantos sonhos, tantos desejos!!!

Vivo no meio de um turbilhão de sentimentos, que me consomem, me confundem, me sufocam... Por vezes esse mesmo turbilhão me alegra, me fascina, me alucina.

Menina-mulher, que anda se perdendo no meio de tantos pensamentos. Alguém me ensina como parar tudo e não pensar em nada de vez enquanto.

Menina-mulher, que já aprendeu que nem tudo são flores...

Menina que continua a sonhar.

Mulher que corre atrás dos seus sonhos....

Mas uma coisa é certa pensar tanto ando me consumindo, pois como minha imaginação é fértil, como sou criativa, até me assusto....

As vezes eu só queria mesmo é ficar quietinha e não pensar em nada...

Um beijo e um sorriso...

quinta-feira, 15 de setembro de 2005

Divagações...

"O quanto eu te falei que isso vai mudar.
Motivo eu nunca dei.
Você me avisar, me ensinar, falar do que foi pra você,
não vai me livrar de viver...
Quem é mais sentimental que eu?!?!
Eu disse e nem assim se pôde evitar..."
Sentimental (Los Hermanos)
____________________

CACOS

Pedaços e estilhaços
Largados e jogados por toda parte
Seu rosto na lembrança
Nas roupas, seu perfume
Na garganta, o gosto amargo do adeus
Lembranças do que não foi vivido, nem realizado
Planos engavetados, sonhos apagados
E uma raiva que insiste em permancer
Raiva de mim, que não soube gritar
Raiva de ti, que não ouviste meu silêncio
Agora, o nada
O nada que a falta de sua presença me trás
O nada que me invade ao tentar respirar
Pedaços
Estilhaços
E mais nada...
Leandro Faria Chaves, 15/08/2005
____________________

-O que você queria me falar?
-Ah, nada... Esquece. Besteira.
-Você é mais solto na net, né? Na minha frente você trava, não tem coragem de desabafar.
-Pois é. É muito mais simples dizer as coisas olhando pro monitor do que olhando nos olhos.
_____________________

-Por quê eu sinto tanto ciúme dele se é apenas meu amigo?
-Mas ele é só seu amigo?
-Sim, já definimos isso... A situação é muito estranha e complicada pra ser mais do que isso.
-Então, por quê sente tanto ciúme dele?
-Essa foi a pergunta que eu te fiz.
-Eu sei... E, como eu, acho que só você sabe a resposta.
____________________

-Te amo, te amo, te amo!
-Ama mesmo? E a overdose?
-Passou! Era só quando eu te via todos os dias. No momento em que você entrou no ônibus, antes mesmo de ir embora, uma saudade dilacerante me tomou.
-Entendo exatamente o que quer dizer.
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"...O medo de perder o que se ama faz com que avaliemos melhor muitas coisas. Assim como a doença nos leva a apreciar o que antes achávamos banal e desimportante, diante de uma dor pessoal compreendemos o valor de afetos e interesses que até então pareciam apenas naturais: nós os merecíamos, só isso. Eram parte de nós./ O amor nos tira o sono, nos tira do sério, tira o tapete debaixo dos nossos pés, faz com que nos defrontemos com medos e fraquezas aparentemente superados, mas também com insuspeitada audácia e generosidade. E como habitualmente tem um fim - que é dor - complica a vida. Por outro lado, é um maravilhoso ladrão da nossa arrogância./ Quem nos quiser amar agora terá de vir com calma, terá de vir com jeito. Somos um território mais difícil de invadir, porque levantamos muros, inseguros de nossas forças disfarçamos a fragilidade com altas torres e ares imponentes./ A maturidade me permite olhar com menos ilusões, aceitar com menos sofrimento, entender com mais tranqüilidade, querer com mais doçura./ Às vezes é preciso recolher-se". Lya Luft
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"São os falsos mitos da juventude para sempre. E isso também inclui a febre atual da mídia, particularmente nas revistas femininas. Só se fala como se pode ter vários orgasmos numa única noite. Só se fala em como a mulher deve agir para segurar seu homem pelo sexo, especialmente o oral. São fórmulas de um mundo conturbado, que foge ao afeto, distante de qualquer felicidade. Essa é outra coisa para o enlouquecimento. Em todo lugar, o que existe é a supervalorização do sexo. Quem não estiver fazendo sexo sem parar o tempo todo passa a ser anormal. Muita gente fica complexada porque não consegue vários orgasmos numa noite. É tudo uma imposição". Lya Luft
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"Não existe isso de homem escrever com vigor e mulher escrever com fragilidade. Puta que pariu, não é assim. Isso não existe. É um erro pensar assim. Eu sou uma mulher. Faço tudo de mulher, como mulher. Mas não sou uma mulher que necessita de ajuda de um homem. Não necessito de proteção de homem nenhum. Essas mulheres frageizinhas, que fazem esse gênero, querem mesmo é explorar seus maridos. Isso entra também na questão literária. Não existe isso de homens com escrita vigorosa, enquanto as mulheres se perdem na doçura. Eu fico puta da vida com isso. Eu quero escrever com o vigor de uma mulher. Não me interessa escrever como homem." Lya Luft

Encontrei alguém que me entende!! eheheh tôa dorando essa Lya Luft!! ehhehe

Um beijo e um sorriso...

quarta-feira, 14 de setembro de 2005

Desvio

Por vezes preciso de uma música triste
Que revele meu estado de espírito
Que traga a tona aquela dor que faz tanta falta
Depurando a vontade que se esconde

Sob as vestes da comodidade incômoda

Que incomoda pela mesmice
Que deturpa pela babaquice
De se achar que ter pena de nós próprios
É atalho para sermos salvos de nós mesmos

Grandiosa putaria que fazemos

Prostituindo nossa imaculada felicidade
Em troca de momentos vis e toscos
Personificados em corpos sujos
Que nos invadem com aqueles toques assépticos

Prefiro mãos impregnadas de desejo, de verdade

Quero o suor do esforço
Daquele que lutou para me conquistar
Quero o cheiro de corpo cansado
O gosto do gozo alcançado

A exaustão maravilhosa dos que se apaixonam

Meretriz de alto nível a auto piedade
Chega travestida em mansidão
Cheirando a paraíso
Quente e úmida como o inferno

Assando a pele e queimando o juízo

Envolve como o exímio dançarino
Que ao levantar seu peso do solo
Carrega você para nuvens
Deixando-nos a mercê de exterior desejo

Trocando obscenamente nossa liberdade

Por vontades podres
Usa um corpo que não é dele como quer
Posicionado como dono da situação, pois
Sinalizando para um fim antecipado

Que nós mesmos procuramos

Quando desistimos de tomar a vida sob controle
Achando que o mundo seria bom e gentil
Esquecendo que ele compete conosco
Que quer se sobrepor a nossa existência

Imperioso ser forte pra caralho

Foda-se se não te acompanharam
Se a velocidade do seu cruzeiro é demais para os demais
Se o espaço que você ocupa é imensidão
Se seu jeito não é tão dócil

Se de suposições vivem os que te rodeiam

Só não pare de continuar por causa disso
Lute com toda força e inteligência
Detone cada fraco pensamento que lhe sobrevier
Aniquile qualquer pedido de piedade interior

Algoz é aquele que nos dá chance

Ficamos preguiçosos, ridículos: odiosos
Tornamo-nos lesmas que rastejam
Quando sabemos voar e caçar
Deixamos o rastro inocente das presas

Quando deveríamos terminantemente predar

Sejamos justos quando derrotados
Que choremos, que odiemos
Mas com total franqueza
Pois fraqueza é esconder-se do inevitável

Passividade é medo em forma bruta, inerte, ilesa

Lapide este sentimento esfuziante
Que prepara o corpo para a fuga
Prevendo o perigo onde não se enxerga
Pondo fim ao que nem começa

Use-se a seu favor

Encare a morte com sua sorte
Esbraveje, lute, sofra
Mire seu inimigo e corra
Diretamente de encontro a ele

Faça desta encruzilhada uma enorme trombada

Ruidosa, enorme, ruinosa
Alguém ira perder neste embate
Se for você melhor: aprenda
Se for alguém, sem dó: ensine

Nunca tome atitudes desmotivadas

Pare de desperdiçar tempo
Com coisas que você nem sabe se quer
Ele não se mede pelo que se usou
Mas justamente pelo que não mais se tem

Seu faltar é medida de seu desperdício

Seja urgente, direto e preciso
Forte, inteligente e conciso
Mire a alma das coisas
Pois ao alcançá-la

O corpo já terá sucumbido

Trace sua meta com calma
Pense em seus movimentos
Sossegado, tranqüilo
Siga sua rota firmemente

Só permita a você ser seu desvio

Um beijo e um sorriso...

quinta-feira, 8 de setembro de 2005

As reticências e o ponto final

Eu quero ser uma tarde gris
Quero que a chuva corra sobre o rio
O rio que por ruas corre em mim
As águas que me querem levar tão longe


Ana Carolina in Uma louca tempestade


Há pessoas que são pesadas. Mas não parecem. Levamos um grande tempo para perceber que nossos ombros estão curvados por carregá-las. O mesmo tempo que levamos para descobrir que fomos mais um elo em sua corrente de histórias mal resolvidas. Correntes que as fazem arrastar os pés pela vida afora.
Então nos perguntamos como foi possível vermos sensibilidade onde havia apenas fragilidade; encanto poético onde havia apenas inconsciente egoísmo; amor pela vida onde havia apenas medo de viver. Como foi possível deitarmos em reticências e servir-lhes de muleta por tanto tempo, tornando-nos também reticentes e medrosos.
Quando esta percepção se faz clara, é hora do ponto final. Este sinalzinho gráfico que encerra uma idéia, um texto, uma crença, uma esperança, um sonho, uma obsessão. Ele é cru, decisivo e cruel. Mas imbuído de uma sinceridade única. O ponto final não engana, não cria falsas esperanças, não abre espaços para a dúvida, não gera vãs expectativas.
Ele se contrapõe claramente às reticências, esta tríade inconclusiva que por vezes engana, pela sua natureza irresponsável e inconseqüente. Embora nem sempre saibamos definir a natureza política de cada um dos pontos das reticências, sabemos com clareza a covardia que eles escondem em situações como esta. As pessoas reticentes são covardes por apatia, por insegurança, por resignação. Têm dificuldades para usar o ponto final, tendendo sempre a acrescentar a ele mais dois pontos. Por medo da responsabilidade do ato individual e solitário. Pela falta de coragem para assumir a responsabilidade de levar a vida e não apenas deixar que a vida as leve.
Por vezes, nos vemos tão envolvidos nas reticências de algumas pessoas que perdemos de vista o ponto final. Esquecemo-nos que, para voar, as forças precisam se equilibrar, o peso precisa ser dividido e o rumo traçado em sintonia de corpos e almas.
Mas é sempre hora de alijar dois pontos destas reticências, olhar o infinito e experimentar novas asas. Ainda que o vôo inicial seja doído e solitário. Porque o ponto final é também o ponto de partida. Para um novo texto, para um novo vôo, para uma nova vida.

Um beijo e um sorriso...

segunda-feira, 29 de agosto de 2005

A PAZ QUE TRAGO EM MEU PEITO

A paz que trago hoje em meu peito é diferente da paz que eu sonhei um dia...
Quando se é jovem ou imaturo, imagina-se que ter paz é poder fazer o que se quer, repousar, ficar em silêncio e jamais enfrentar uma contradição ou uma decepção.
Todavia, o tempo vai nos mostrando que a paz é resultado do entendimento de algumas lições importantes que a vida nos oferece.
A paz está no dinamismo da vida, no trabalho, na esperança, na confiança, na fé...
Ter paz é ter a consciência tranqüila, é ter certeza de que se fez o melhor ou, pelo menos, tentou...
Ter paz é assumir responsabilidades e cumpri-las, é ter serenidade nos momentos mais difíceis da vida.
Ter paz é ter ouvidos que ouvem, olhos que vêem e boca que diz palavras que constroem.
Ter paz é ter um coração que ama...
Ter paz é brincar com as crianças, voar com os passarinhos, ouvir o riacho que desliza sobre as pedras e embala os ramos verdes que em suas águas se espreguiçam...
Ter paz é não querer que os outros se modifiquem para nos agradar, é respeitar as opiniões contrárias, é esquecer as ofensas.
Ter paz é aprender com os próprios erros, é dizer não quando é não que se quer dizer...
Ter paz é ter coragem de chorar ou de sorrir quando se tem vontade...
É ter forças para voltar atrás, pedir perdão, refazer o caminho, agradecer...
Ter paz é admitir a própria imperfeição e reconhecer os medos, as fraquezas, as carências...
A paz que hoje trago em meu peito é a tranqüilidade de aceitar os outros como são, e a disposição para mudar as próprias imperfeições.
É a humildade para reconhecer que não sei tudo e aprender até com os insetos...
É a vontade de dividir o pouco que tenho e não me aprisionar ao que não possuo.
É melhorar o que está ao meu alcance, aceitar o que não pode ser mudado e ter lucidez para distinguir uma coisa da outra.
É admitir que nem sempre tenho razão e, mesmo que tenha, não brigar por ela.
A paz que hoje trago em meu peito é a confiança naquele que criou e governa o mundo...
A certeza da vida futura e a convicção de que receberei, das leis soberanas da vida, o que a elas tiver oferecido.
Às vezes, para manter a paz que hoje mora em meu peito, é preciso usar um poderoso aliado chamado silêncio.
É bom lembrar de usar o silêncio quando ouvir palavras infelizes.
Quando alguém está irritado.
Quando a maledicência te procura.
Quando a ofensa te golpeia.
Quando alguém se encoleriza.
Quando a crítica te fere.
Quando escutas uma calúnia.
Quando a ignorância te acusa.
Quando o orgulho te humilha.
Quando a vaidade te provoca.
O silêncio é a gentileza do perdão que se cala e espera o tempo, por isso é uma poderosa ferramenta para construir e manter a paz.

Autor desconhecido


Por que eu escolhi este texto hoje? Porque é exatamente assim que eu me sinto hoje. Não estou muito próxima dos meus amigos. Estou mais recolhida no meu cantinho. No meu novo cantinho. Mas sinto que essa é uma atitude certa para quem está querendo entrar em nova transformação. Sabe aquela história da borboleta que só vira borboleta depois que sai do casulo? Pois então. Sinto-me dentro de um casulo. E acho que, quando sair daqui, serei uma linda e delicada borboleta. Topam pagar pra ver?

É impressionante como a gente acaba se surpreendendo com as coisas que a vida nos reserva... tô muito feliz com todas as coisas em comum que tenho com minha nova companheira de quarto... desde modo de pensar até a acessórios... tudo muito igual!! hehehe

Estou muito feliz, e gostaria de poder dividir com todos minha felicidade!!

Um beijo e um sorriso a todos...

sexta-feira, 26 de agosto de 2005

sexta vermelha!!!

Amor ou paixão, não sei.
Loucura ou realidade, não me importa.
Meu corpo queima ao seu toque,
Seja esperado ou ao acaso.
Aprisiono meu pensamento.
Em suas mãos me desfaço em mil,
Enquanto os lábios te esperam,
Meu querer não tem limites.
Entre o céu e o inferno,
Fico com você,
Na busca plena do prazer!


Essas paredes de hoje me dia... não são mais como as de antigamente...
As de hoje em dia estão muito falantes... e eu não tô gostando muito disso não!! hhehe

Amanhã tem minha mudança... casa nova, vida nova!!

Um beijo e um sorriso...

segunda-feira, 22 de agosto de 2005

quer namorar comigo?!!

***Li*** diz:
oi
#$@%&@ diz:
oi
#$@%&@ diz:
demais a mensagem
#$@%&@ diz:
saudade
#$@%&@ diz:
muitas!
***Li*** diz:
hehe tbm!!
***Li*** diz:
recebeu minha msg no cel ontem?
#$@%&@ diz:
preciso te ver lindinha
#$@%&@ diz:
recebi
***Li*** diz:
precisamos marcar de nos encontrarmos, né!!
#$@%&@ diz:
ainda tá namorando?
***Li*** diz:
eu?? namorando??
não! :(
#$@%&@ diz:
quer namorar comigo?
***Li*** diz:
hahaha
***Li*** diz:
tá brincando né?!!
***Li*** diz:
fiquei sabendo que vc tava noivo!
***Li*** diz:
é verdade?
#$@%&@ diz:
não
#$@%&@ diz:
conversa dos outros
#$@%&@ diz:
namora comigo?
***Li*** diz:
e a distância?
***Li*** diz:
num quero passar por isso d novo!
#$@%&@ diz:
eu mudo pra aí
***Li*** diz:
pra cá? hahaha
***Li*** diz:
vc num pode estar falando sério...
***Li*** diz:
pq vc tá falando isso agora, #$@%&@ ??
#$@%&@ diz:
peraí
#$@%&@ diz:
o chefe chama

Essa conversa no msn foi muito boa... e tem gente que ainda insiste em bater na mesma tecla!! aff!!! só por Deus!! eehehehe

Um beijo e um sorriso...

sexta-feira, 12 de agosto de 2005

Exposta

Espero alguém que finalmente chegue
Atravesso horas que gostaria que terminassem
Queria dias que em noite acabassem
Sem se arrastar pela madrugada replicante

Que nasce, floresce e renasce a cada dia

Gostaria de poder ligar para certo telefone
Escutar um alo despreocupado e sossegado
Com tempo livre e liberado
Sem espios ou olhares preocupados

Poder dizer: estou indo te buscar

Passear pela calçada de uma orla qualquer
De mãos dadas, dedos entrelaçados e calmos
Corpos que se mostram a quem quiser ver
Sem o tremular nervoso de quem não deve ser visto

Escancarar o que se sente livremente

Poder tomar um banho demorado
Para matar o tempo gostoso da espera
Manter-me sempre linda e limpa
Por dentro, internamente; eternamente

Pois não sei quando irá chegar

Escolher aquela roupa que me deu
O perfume que seu olfato adora
Temperar a pele com o suor que sua língua aprecia
Esquentar o corpo para deixar a pele macia

Acariciar-te nua com o peso de meu corpo

Que não cansa de querer seu desejo
Cego à sua beleza
Justo por isso incansável
Em percorrer seus detalhes com meus dedos

Na proeza de saber cada seu detalhe

Configurando sua visão celestial e plena
Invasora sutil e permitida de minha esperança
Contraditória coma a derrota da vitória
Triste como a alegria fútil da volátil glória

De sermos juntos e sem constancia

Aspiro por sua permanência
Que não implica ser ininterrupta
Mas que carece em ser perene
Resistente ao mero até amanhã

Impávida aos domingos de lua que me atormentam a alma

Levando meu sossego num simples sopro
No brandir das folhas ao sabor do vento
Caindo ao menor esforço
Como se meus esforços fossem brotos

Tortos, rotos; incapazes perante seu outono

Que acinzenta minhas primaveras inférteis
Carente das águas neste verão seco
Desembocando num rio de inverno congelado
Atrofiado pelo gelo pirotécnico de meus alardes

Mudos, surdos, cegos, mas não covardes

Ainda ando por passos firmes
Joelhos justos e pernas fortes
Toco ao chão com aqueles por muitas vezes
A cabeça mira nuvens, condensando sorte

Esperando a bonança graciosa que me pertence

Corpo molhado, tempo ilhado
A terra faz-se lama e procura meus poros
Entra por fendas e feridas de pés descalços
Encontrando o calor na carne exposta das minhas frieiras

Portais sinalizadores do tempo de estrada

Tenho resistência para muito mais
Na mochila chamada paciência
Há uma carga indispensável
Aquilo que separa teimosia da perseverança

Toneladas essenciais de entendimento

Estive um dia do outro lado
Fui açoitada como escrava vadia
Minhas costas, largas e fortes
Devoradas pela sanha de um senhor impiedoso

O medo neutraliza a capacidade de sonhar

Escurece o brilho das pequenas e importantes coisas
Leva as asas que nos fazem voltar ao chão
E como balões vagamos sem destino, sem tino; desatino
Entregamos a vida ao reles contento do destino

Variável e desagradável em sua inutilidade

Fiz valer meu livre arbítrio
Decidi que suportaria errar
Compreendi que gostaria e seria humilde ao acertar
Polindo o orgulho com a delicadeza dos restauradores

Trazendo cor e forma a arte de ser meu próprio dono

Ser obra de minha matéria
Insumo de meu básico
História de minha lembrança
Saudade do sentir amor

Ser palavra de sua rima


Sem maiores comentários para os políticos de hoje...
Que seja feita justiça (se é que ela existe...)

Um beijo e um sorriso...

quinta-feira, 11 de agosto de 2005

Anseio

A vida se encarregou de fazer a arte
Escreveu tudo com tinta muito colorida
Trouxe a brisa
Levou o sossego

Ficou a saudade

Toda vez que ela bate em minha porta
Pergunto-me se devo mesmo abrir
Se preciso desta rotina tão incerta
Que é não saber o momento depois do agora

De viver por derradeiro instante

Sou feita de vida
Que reside em meu corpo útil
Um sentimento vital
Que quer você sempre e mais

Amor que me faz única, imortal

Quero mais e sempre
Alucinada, descontrolada
Suplicante de sua especificidade
Louca por sua poesia única

Cega diante de sua aparição

Ofuscando as estrelas
Neste momento, tão pequenas
Fazendo da lua enorme
Detalhe quase despercebido

Frente sua grandiosidade

Vindoura e edificante
Pilar de uma vontade que transcende
Arrimo de verdade incontestável
Impossível aquilo que nos fará parar

Continuarei indefinidamente

Mas quero todas as definições
Preciso daqueles pontos finais, afinal
Não quero ser mais reticente
Desdesejo ser o último ponto de suas reticências

Serei a interrogação mais concreta de sua vida

Para que se pergunte sempre
O que somos definitivamente
E que se responda todas as vezes
Que somos perfeitos

Feitos um para o outro

Um beijo e um sorriso...

quarta-feira, 10 de agosto de 2005

O peso da Alcatra...

Fiquei "P" da vida com uma porra de uma merda que vi hoje. Entre outras coisas que faço aqui no trabalho, uma delas é cadastrar alunos e controlar a saída e entrada de livros aqui da biblioteca. Hoje estava cadastrando um aluno, quando chega um médico e pede pra retirar um livro para xerocar uma parte da bibliografia do mesmo. Como esse médico não era usuário da biblioteca, e não possuía cadastro, pedi que ele deixasse um documento dele comigo, e quando ele devolvesse o livro, eu devolveria o documento. E assim foi feito... Ele deixou a carteira do conselho regional de medicina (foi aí que descobri que ele era médico).
Mas o que me deixou "P" da vida foi que na sua carteira do conselho regional de medicina vinha escrito, no topo do documento em texto garrafal:

NÃO DOADOR DE ORGÃOS.

Tudo bem que ninguém é obrigado a ceder de livre e espontânea vontade pós mortem, através de um texto psicografado, que quer deixar seus restos mortais que os vermes vão comer e cagar depois para quem quer que seja. Mas um profissional de medicina, sujeito este que cursou no mínimo sete anos de um curso superior, fez residência, comeu o pão que o capeta não comeu porque estava tarde e foi dormir, e dizem as más e boas línguas fez um juramento em prol da saúde e integridade física do semelhante mediante seu esforço e saber, não ser doador de órgãos é no mínimo PUTARIA.

O cara depende, muitas vezes, de um órgão de outro paciente para salvar a vida de uma pessoa e em contrapartida botar mais uma graninha no bolso e mais um tijolinho de sua casa no paraíso. Este mesmo cara devia ser obrigado a ser doador de órgãos, pré-requisito da profissão, pois este malaco sabe mais que ninguém da importância da doação de órgãos para um e por vezes vários pacientes que empurram a morte com a barriga na espera de um transplante. Alguns destes agonizantes são bons contadores de história, outros não.

O avanço da biomedicina faz dos mortos geradores de sobrevida e é realmente intrigante um médico ser um não doador de órgãos. Aos médicos ou não, que são doadores parabéns. E aos médicos que não o são, ainda há vaga para açougueiro de nível superior por aí.

Após esse momento de desabafo... aí vai uma parte da música do Gonzaguinha para acalmar os nervos...

"Eu fico com a pureza da resposta das crianças
É a vida, é bonita e é bonita
Viver, e não ter a vergonha de ser feliz
Cantar e cantar e cantar
A beleza de ser um eterno aprendiz
Ah, meu Deus, eu sei, eu sei
Que a vida devia ser bem melhor e será
Mas isso não impede que eu repita
É bonita, é bonita e é bonita"
O Que É, O Que É? (Gonzaguinha)

Um beijo e um sorriso...

terça-feira, 9 de agosto de 2005

...

Não há quem explique por completo
Cada um vive o seu, diverso
E por mais que eu me estenda em vasto número de verso
Jamais serei uno

Impossível universo.

Prazer de aceitar que se pode sofrer
Opção de quem sabe que a alternativa raiz é só querer
E neste eterno de prazer e vontade
Toma-me, me encarna, me invade

Me domina para sua completa realidade

Do que se quer beber em corpos
Do que se penetra para tornar aberto
O corpo responde aos estímulos
E estes fervem quando se está por perto

Intimo, interno, no seu interior; desejo.

O seco das bocas algodoa pela maciez do toque
Leve-me, me tome, sacuda em reboque
Deixe minha cabeça ilesa e castigue meu corpo
Com todo seu calor

Me permita! Entrar, sair, tirar, me por. Suor, gozo, vapor

De suas lágrimas que brotam pela pele
Da pele que me impele
Que me imploram que eu te revele
No negativo da minha língua

Que te banha em prata, que se lhe mostra em saliva doce, que por embalo quase mata

E o que segura não são vossos braços
E o que sustenta não são pernas em laços
O que se quer difere de sexo no encalço
A busca é maior que qualquer percalço

Te quero amor, Amor, este impossível em ser falso.

Que remete ao paraíso
E retorna em sem segundos
Que me arrouba em paixão o juízo
Me fazendo prisioneira voluntária de seus mundos.

Um beijo e um sorriso...

sexta-feira, 5 de agosto de 2005



Fê... muito obrigada pela indicação da música... é relamente linda... e indicada por você acaba tendo um gostinho mais especial!! hehehe
Mesmo depois do sacrifício que foi pra consegui-la... mas tá valendo!! heheeh
Te cuida, ok!! Amo você!!
Ah... olha só... a primeira foto do meu blog é sua... quanta honra hein!! olha a responsabilidade!! ehehehe
Até +... você tá me devendo uma visita!!

Aí vai a letra da música...


Viernes 3 am
Os Paralamas do Sucesso
Composição: Charly Garcia Versão: Hebert Vianna

A febre de um sábado azul
E um domingo sem tristezas
Te esquiva do teu próprio coração
E destrói tuas certezas
E em tua voz só um pálido adeus
E o relógio no teu punho marcou as três

O sonho de um céu e de um mar
E de uma vida perigosa
Trocando o amargo pelo mel
E as cinzas pelas rosas
Te faz bem tanto quanto mal
Faz odiar tanto quanto querer demais

Você trocou de tempo e de amor
De música e de idéias
Também trocou de sexo e de Deus
De cor e de bandeiras
Mas em si nada vai mudar
E um sensual abandono virá, e o fim

Então levanta o cano outra vez
E aperta contra a testa
E fecha os olhos e vê
Um céu de primavera
Bang! Bang! Bang! Folhas mortas que caem
Sempre igual
Os que não podem mais se vão

Um beijo e um sorriso...

quinta-feira, 4 de agosto de 2005

as coisas como elas são!!

É no seu corpo que encontro o alimento do meu,

No seus lábios busco o refresco para o calor que me queima,

Das suas mãos quero apenas o meu porto seguro,

Ao seu lado vivo apenas o hoje, já que o amanhã está longe da minha urgência;

A vergonha deixei presa na gaveta e quero o simples pecado da carne;

Nos seus braços encontro a minha tranquilidade, mesmo que seja insana,

Com você materializo o desejo dos meus sonhos,

Entre fugas e encontros, somos apenas eu e você,

Acertando ou errando, é assim que seguimos o nosso caminho!

No momento que você está comigo você é só meu, e é isso que me importa!!


Saul... sinto muito sua falta!!
Peste... obrigada pelas palavras pronunciadas ontem!!
Tq... me aguarde... estou chegando!!!
Um beijo e um sorriso...

terça-feira, 2 de agosto de 2005

Sou assim...

Extrovertida pra disfarçar a timidez
Amiga, carinhosa, dengosa, romântica do tipo que manda flores (risos).
Às vezes sensível demais, às vezes racional demais, ciumenta (com meus amigos), chorona, melosa..
Não temo a morte porque acho a vida às vezes muito vazia..
Procuro um namorado mais perfeito do mundo e um trabalho feito sob medida só pra mim..
Tenho coração vagabundo... sempre perdôo, falo demais, ouço de menos..(por isto sou mestre em quebrar a cara..) e na maioria das discussões sempre perco.. penso que às vezes é mais fácil ceder
Falo muita besteira e sou dona de uma imaginação invejável.

Adoro beijo na boca!!

Gosto quando cuidam de mim (me sinto amada).
Gosto de ser mimada
Sou acelerada então não gosto de gente lenta, ou melhor, pessoas lentas me fazem rir...
Acho o preconceito uma babaquice e fofocas o "oh"
Ah e já disse que sou ciumenta com meus amigos?? rsrsr (eh q sou um pouquinho ciumenta d+, eu acho...)
Eu já: Chorei de amor (achava que era amor) muito, na verdade noites inteiras.. depois acordei como se nada tivesse acontecido,
Chorei de tanto rir e fingi muitas vezes que entendi algumas piadas que na verdade não entendi até hoje.
Falei coisas que nem pensava que eu fosse capaz de dizer..
Fiz coisas malucas e muitas erradas..
Briguei com quem não merecia..
Pedi perdão;
Corri na chuva e já menti que estava doente pra não ir trabalhar...
Tenho grande facilidade de aceitar que errei.. Tenho dificuldade em lhe dar com os meus erros.
Já chorei no telefone.
Já tirei a melhor nota da sala e também já tirei a pior nota da sala...
Fiquei mais que vinte minutos abraçada... (aff como é bom!!)
Deixei tudo pra amanhã, e fui dormir...
Já passei o dia inteiro de pijama (isso é de lei!! ehehe)
Já fiquei no telefone por mais de 5 horas ininterruptamente.
E já passei uma noite inteira na net.. (uma noite só??!! ahahah até parece né!!)

Tbm já fiquei horas ao lado do telefone esperando alguém me ligar depois chorei baixinho pra ninguém ver/ouvir
Fui cínica, falsa e algumas vezes menti ( mas quem nunca foi?)
Apostei toda minha confiança em alguém q não merecia
Me apaixonei loucamente por alguém, que fiquei até sem comer, sendo que depois de 2 meses esta pessoa já não existia mais nem na minha agenda do celular.
Cantei e dancei na frente do espelho, fingindo que tinha uma platéia e eu era super star...
Esqueci alguns de meus melhores amigos, e sempre me lembro de pessoas ilustres que conheci de relance em um bar, mercado ou esquina e com certeza nunca mais verei..
Choro nos filmes e nos livros e se os vejo mais de 10 vezes choro tudo de novo..
Já torci pro bandido,
Bloqueei amigos no MSN (sem querer!!)
E na maioria das vezes nestes 20 anos fui simplesmente eu .. assim sem graça, sem charme, sem beleza exótica às vezes melancólica mas feliz.. dentro de um contexto que só eu sei avaliar...

Um beijo e um sorriso...

quinta-feira, 28 de julho de 2005

Ruim de Aturar

Ta tudo muito nublado e por mais que eu vislumbre um risco maior de sol no horizonte que se coisifica pelo toque alcançável de um esticar de dedos, o barulho da chuva ainda é ensurdecedor. E num reflexo físico, toda vez que dói aos ouvidos fecho os olhos, como se não enxergar diminuísse meu incomodo, na tentativa de desviar o som para o lugar de onde ele realmente emana; dentro de mim.
Adoro estas tempestades, mas como não podia deixar de ser tudo se faz diferente. Sou eu quem fez chover e somente eu posso decidir quando parar. Molhar é a intenção de toda tempestade. Seu fim porém nem sempre traz a finalidade proposta, ainda mais quando se propõe o que não se quer cumprir.
Ta difícil, ta dolorido, ta diferente e ta me fazendo mal. Me deixando pra baixo, pra dentro e irreativo. Sim, palavras novas para sentimentos novos que não sei como descrever e não tenho obrigação de saber como senti-los. Mais raso do que parece, sei qual é a melhor saída para caso este de difícil solução que eu mesmo me propus. A felicidade está na minha frente, passeamos de mãos dadas sob um luar bonito em noite de calor insuperável. E mesmo assim me dói perder ou deixar de querer ter alguém por quem lutei desesperadamente e que sabidamente não fará o mesmo comigo e por mim..
Impossível gostar de duas pessoas ao mesmo tempo e na dúvida sobre quem se gosta mais a solidão é a companheira menos dolorosa que me permito ter. Tomara que eu tenha tempo para acertar e que acertem comigo. Caso contrário azar o meu e vou ter merecido.

Um beijo e um sorriso...

quarta-feira, 27 de julho de 2005

Fratura Exposta

Oi, amor. Vim me apresentar para lhe dizer tchau. Sim, para me despedir num pra sempre eterno. Daqueles que duram para sempre. Pois que o pra sempre sim, invariável finda. Oi amor, estou aqui pra abrir mão da última vez de um, por que não, talvez. Sem mais afirmativos, negativos ou meros porquês.

Prazer amor. De ter sentido, de ter querido. Prazer amor, por não ter sofrido, por sequer ter sido. Prazer amor, agora sabido, que não foi nada mais que dolorido. Pois não se tem alegria na tristeza que é viver pra ser preterido, incompleto e dividido. Prazer amor, mas que prazer mais incontido.

E se a dor que me vem agora trará alívio ou compensação só meu único Deus mostrará. O Tempo passa e nunca despercebido. Sabido este moço. Arranca dúvidas, traz certezas e num segundo infinito muda sua vida como mero brinquedo. Acaba com tudo. Constrói com tudo. Faz do todo um tudo e do tudo que se foi um nada que já o é. Complexo o tempo, mas é o único que verdadeiramente nos quer.

Apaixonado, amor. Paixão de ter sentido, de ter tentado de ter perdido. Apaixonado por você, por ter lutado, por, enfim, ter sido derrotado. Já não podia mais levantar do chão e pedir para outra vez ser abatido, açoitado, surrado; amado. Abatido por eu próprio, pelo que se sente, pelo fogo que nos impulsiona, pela paixão pela qual se é consumido. Que paixão destruidora e acabei por destruído.

Obrigado, amor. Por ter me deixado aprender. Por ter me feito sentir. Quantas palavras velhas se me vieram inéditas e quantos sentimentos por outrora tolos se fizeram indispensáveis. Obrigado amor por não caber em peito próprio e por procurar um ninho quente e seguro no peito de alguém que não eu mesmo. Agradeço pela saudade, pela alegria e por toda a verdade. Obrigado por me ensinar a querer e ter vontade.

Adeus, Amor. Por nunca assim ter lhe chamado, por sempre assim ter sido querido só por mim. Adeus amor, por nunca, em nenhum momento eu assim ter sido. Adeus e obrigado por somente eu não ter conseguido. Adeus com todo sentimento; explicado, exposto, dado, experimentado. Adeus, amor, meu amor. Adeus nosso amor

Adeus de amor é impossível e para milagres não conheço outro jeito. Só há Deus

Amor

Um beijo e um sorriso...

segunda-feira, 25 de julho de 2005

O INÍCIO

A batalha será perdida. Quem diz é o Instinto. Infalível. Sorrateiro. Verdadeiro. Absolutamente imutável. É o mesmo Instinto que diz estarmos apenas no início. De uma guerra enorme, talvez sem fim. Mas isto não é decisão do amigo Instinto. Será conseqüência de um inimigo fiel, companheiro e sincero. Aquele que está em segundo lugar na lista dos piores inimigos: O Destino. Mutável. Ilusório. Constante. A grande estrada objetivo a dentro. O caminho que leva a derradeira luta com o pior inimigo. E tenhamos certeza: o que todos nós mais queremos é que está luta aconteça. E por mais que se perca, sempre vencemos. De novo o Instinto. Trazendo a certeza da vitória. Falemos dele, pois.

Que fique esclarecido: o Instinto nunca falha. Por mais absurdo que se lhe apresente ele é a essência da mais pura verdade. Uma dentre as poucas que podemos tocar. Mais uma entre as muitas que não nos permitimos conhecer por pura ignorância. Ignorância no trato, no contato, na intimidade. Medo de que seja possível perceber tamanha presença.
O Instinto não é um sentimento. Transcende o conceito de sentimento. Entranha-se no emaranhado de incertezas que temos que debulhar vida a fora. A todo instante, intensamente, incessantemente, invariavelmente. Plural e único. Multifacetado e particular. É sua arma. Minha arma. Nossa única defesa. O corpo falece, perece, padece, ajoelha fraco em posição de prece. E no momento certo nosso amigo aparece. Arrepia o corpo, a carne outrora fraca estremece, o arrepio gélido eriça os pelos e a pele endurece. O vomito ejeta-se pela garganta e o corpo cresce. Mais uma vez em posição de prece. Mãos postas á boca como se pedindo estivesse. E na verdade estamos. O Instinto nos faz lutar. Diz ao corpo que é possível conseguir e se assim o for assim o fará que seja.
Aquela agonia que nos faz voltar a cabeça em direção oposta. Aquela voz firme e confiável que nos alerta para o que deve ser feito. São pensamentos vindos do lugar mais confiável da existência humana: o desconhecido.
Entregue-se ao desconhecido e dominarás a arte de usar o Instinto a seu favor. Este sem controle torna aquele apavorante. Dominado faz com que tudo se torne antecipado e adiantado. Deixa-nos um ou mais passos a frente. Passos metafóricos. Podem ser horas, dias, segundos, pessoas, coisas, vidas.
O maior amigo é destruidor. Indestrutível. Rompe qualquer grilhão com a facilidade de um Querer. Eis o segredo. Queira. Como se fosse consumível pela eternidade. Volátil pelo instante. Grandioso como o universo que teima em expandir-se além da compreensão do que se mensura. Aventura-te. O Instinto é a razão da vontade. Seu guia nosso guia. Ele me levou a ela. Já o dominei faz algum tempo. Já não o confundo com a Dúvida. A curiosidade é um traço marcante dos que já dominaram o Instinto. Faz com que a eliminação de qualquer dúvida suscite questionamentos que nos tiram do total estado de inércia moral chamado ignorância.
Eis que pela primeira vez, por Instinto, olho pra ela. Pronto! Estamos começados. A primeira batalha tem seu começo e de cara sei que vou perdê-la. A batalha. Meu melhor amigo afirma que ela será minha. Infalível e verdadeiramente.
Sei que a quero mais que tudo. Agora há coisas que devem ser destruídas. Outras para serem construídas. Decisões. Voltaremos a falar delas. Neste exato, é tempo Dela. Que comece!

Um beijo e um sorriso...

quarta-feira, 20 de julho de 2005

Amar e não pensar.

Diante da correria que o dia de hoje promete, não dará tempo para sequer pensar em escrever um texto legal pra se colocar aqui... então estou postando um texto que um dia eu li em algum lugar (que já não me lembro qual), escrito por alguém (que também não sei quem é) e que me chamou a atenção... talvez pelo girassol... talvez pela indagação do pensar e da inocência... não sei ao certo.. mas é isso...

O meu olhar é nítido como um girassol.
Tenho o costume de andar pelas estradas
Olhando para a direita e para a esquerda,
E de vez em quando olhando para trás...
E o que vejo a cada momento
É aquilo que nunca antes eu tinha visto,
E eu sei dar por isso muito bem...
Sei ter o pasmo essencial
Que tem uma criança se, ao nascer,
Reparasse que nascera deveras...
Sinto-me nascido a cada momento
Para a eterna novidade do mundo...
Creio no mundo como num malmequer,
Porque o vejo. Mas não penso nele
Porque pensar é não compreender...

O Mundo não se fez para pensarmos nele
(Pensar é estar doente dos olhos)
Mas para olharmos para ele e estarmos de acordo...

Eu não tenho filosofia: tenho sentidos...
Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é,
Mas porque a amo, e amo-a por isso,
Porque quem ama nunca sabe o que ama
Nem sabe por que ama, nem o que é amar...

Amar é a eterna inocência,
E a única inocência é não pensar...

O pão de queijo ontem me trouxe lembranças boas do tempo em que estava em TQ... me trouxe saudade de um amigo que há mais de 1 mês não o vejo... BAND.. os pães de queijo ficarão pra sempre na nossa história!!
Saul.. saudades de você... muitas...
Fê... tá tudo bem?? sonhei com você!! Te cuida, ok!!

Um beijo e um sorriso...

segunda-feira, 18 de julho de 2005

Refletindo

Duvido realmente se todos têm noção do que fazem
Através das palavras, das atitudes
Dos conselhos que proferem e proliferam
Das virtudes cambetas que tanto veneram

Ignoro se tem certeza sobre o que querem

Tanta diferença pelo caminho
O movimento da boca é totalmente disforme
A compensação do corpo não combina
O equilíbrio ínfimo sequer rima

Continuam porém exercendo caridade

Como se estivesse tudo correto
Parecendo que o mundo ao redor errasse sempre
Como se precisasse do detalhe salvador
Do toque edificante contido em seus ideais inalcançáveis

Filosofia própria que revolucionaria o mundo

Continuo irritado quanto a sua necessidade
Desconheço o limite da bondade descomprometida
Onde ela esbarra na troca
Quando ela mostra-se um gesto de desapego

Fazem mesmo por puro contentamento alheio?

Cada vez que me pergunto
Respondo mais e sempre por mim
Egoísta e míope
Não miro ou almejo soluções para ninguém

Dou forma à argila da verdade em comunhão

Quero as impressões digitais das nossas ajudas
Simbiose dos impérios de entendimento
Aprender em conjunto
Tocando a pele do desconhecido para saber diferenciar da minha

Ser o diferente que você conhece

Preciso da permissão solene de seu desejo
Para simplesmente ficar perto
Ou longe o suficiente
Para ser percebido

No exato tempo para ser querido

Que eu seja rude o suficiente
Sutil o necessário
Eloqüente o quanto possível
Silencioso como sensível

Deixe-me ser imprescindível

Carinho de seu afago
Pele do seu toque
Calor da sua carne
Saudade do seu amor

Esquecimento vivo de suas lembranças mortas

Faz de mim extensão de seu querer
Use com toda vontade e necessidade
De utilidade a esta vida que deve ir além
Disponha da força que você não tem

Que eu seja sua ferramenta

Porém, venha de você a força
O ímpeto, o impulso: a confiança
Imagine o prazer imensurável
De ser meio dos seus fins

Ser caminho de suas pegadas

Seria até fácil colocar-te no colo
Pedir licença às dificuldades
Saltar pedras e descaminhos
Facilitar o encontro com seus sonhos

Mas a vida não seria a sua

Estaria invadindo um local santo
Altar impenetrável e inalienável
Indisponível pela própria natureza
Exposto a qualquer reles incerteza

Ainda assim, intrínseco e indisponível

Seu querer é impenetrável
União indissolúvel daquilo que se sabe com o que se sente
Aquela impressão de poder absoluto
Potencialidade de conquistas infinita

Palpável e alcançável pela aproximação do tentar

Que pode ser e,por vezes muitas, será
Dolorido, torturante e lacerante
Deixando marcas e certos sorrisos
E uma certeza aterradora:

Somos mais capazes, fortes e vorazes que imaginávamos

Desde o último golpe que levamos
Do lamento que deixamos escapar
Da última dor pensada impossível de aturar
Daquele derradeiro suspiro da desistência que não veio

Percebemos que continuamos

Transpondo os perigos e problemas do dia-a-dia
Buscando, até inconscientemente, desafios maiores
Alguns grandes demais para nossas forças
Justamente nestes ganhamos mais

Pedindo ou aceitando ajuda

Que se obtém e mantém baseada na confiança
Estendendo-se pela esperança
Assegurada por nada
Pois nada garante que ela irá funcionar

Não esqueçamos que viemos tentar

Cada um a seu modo
De seu único e exclusivo jeito
Sem pretensão de ser a verdade
Isento da empáfia de ser perfeito

Preciso de ajuda, posso ajudar?

Por hoje é só... estou me recuperando do final de semana ainda...
Tq... sem comentários!!
Deixo aqui, apenas umas breves palavras direcionadas à Priscila... Pri... ainda bem que seu anjo da guarda estava com você... o que seria da gente se algo te acontecesse??? Te amo muito, AMIGA... fica com Deus!!

Um beijo e um sorriso...

sexta-feira, 15 de julho de 2005

Amor louco amor

Estou com amor no corpo, na mente e na alma. De tanto que ando lendo sobre. De tanto que ando sentindo. E porque ele ? o amor - está me invadindo vou tentar exorcizá-lo. Não sei o que sairá aqui. Estou seguindo o meu raciocínio torto. Ou não estou seguindo nada. Tirando palavras por detrás do pensamento.
Que grande besteira dizer que meu amor dói. O amor não dói. São os outros sentimentos que agrego a ele é que o fazem doer. A insegurança é o primeiro deles. O amor me transforma em adolescente cheia de muitas e várias inseguranças. Transito entre razão e emoção tendo sempre a falta de chão como ameaça. Ameaça que se concretiza a cada passo.
E a insegurança traz outros sentimentos. Urgência de viver tudo como se o minuto seguinte fosse definir a minha vida. Ansiedade por agradar, por fazer feliz, por espalhar pétalas sobre as pedras do caminho.
Na ânsia de agradar ao meu amor, agrado a ele ? o objeto do meu amor. Mas não pergunto ao homem ? o objeto do meu amor - se quer ser agradado. Nem como. Invado sua vida e derramo sobre ela a minha necessidade de dar amor. Porque dando amor, recebo amor. É a lógica da reciprocidade. Como se houvesse alguma lógica no amor!
Alterno timidez e ousadia em ínfimos segundos. Passo da alegria à tristeza com a mesma velocidade com que meus dedos digitam as palavras. Sensibilidade à flor da pele, reviro as entrelinhas buscando ler a mim mesma nas linhas dele. Não me vejo nelas porque o amor me emburrece. Ou porque o amor dele é mudo, não se diz a mim.
Paro e me pergunto: o que quero do amor? Quero me amar nele. Quero vê-lo se refletindo em mim. Permanecer em estado de amor é viver sem fôlego. É sentir-me aguda, sem saber o que fazer de mim. E por não saber o que fazer de mim, não sei o que fazer dele, o homem que amo. E como o amor também o tornou ilógico, somos duas bombas prestes a explodir. E queremos explodir um no outro, esgotando a necessidade mútua de dar e receber amor.
Tudo isso seria perfeito se não precisássemos do amor um do outro. Mas precisamos. O amor dele alimenta o meu. O meu alimenta o dele. E esta reciprocidade precisa ser traduzida em palavras. atos e atitudes. E ao ser traduzida, precisamos sentir o amor de forma concreta.
Esta vira então a perdição do nosso amor. Porque a minha necessidade é diferente da necessidade dele. O meu amor é diferente do amor dele. E a gente se perde nas cobranças, nos silêncios, nos mal-entendidos, nas diferentes interpretações, nos pré-julgamentos e nas condenações. E o que era amor vira dor. Então, concluo que amor dói!
Mas ainda que o amor venha cercado pela dor, eu o quero. Que me vire e revire. Que me tire do centro e me jogue nas nuvens. Que me faça andar na corda bamba ou seja meu chão. Que me queime, me fira, me desatine, mas que seja sempre amor!

A semana termina aqui... um saldo bom, mas poderia ter sido melhor... quem sabe na próxima né!!!
Amanhã tem festa... Tq aí vou eu (novamente!!)

Pensamento do dia: ENTALHE (Adélia Theresa Campos)

um sol tímido e apressado
esculpiu um halo ao teu redor
esperança gravada em arco
.
um molde vazado e inquieto:
.
era a tua dor
na minha dor

Um beijo e um sorriso...

quinta-feira, 14 de julho de 2005

Da concepção e formação da honestidade

E há tempos nem os santos têm ao certo
A medida da maldade
(Legião Urbana in Há tempos)

O tema do post de hoje é reincidente na vida. É a condição humana mais uma vez sendo repensada. Somos nós e o nosso retrato nem sempre pensado porque raramente visto por nós. Num momento em que estamos todos demonstrando vários sentimentos em relação ao escancaramento da corrupção dos nossos representantes, é preciso também nos colocarmos enquanto agentes deste processo.
O termo corrupção tem vários significados em qualquer dicionário. Condicionamos a associá-lo apenas ao servidor público e ao político. Mas a acepção correta da palavra é: corrupção é ato, processo ou efeito de corromper, modificar, adulterar as características originais de algo em causa própria ou de outrem. Façamos então nosso exame de consciência. Quantas vezes na vida nos colocamos frente a uma situação em que está em nossas mãos mudar o rumo ou a característica de algo a nosso favor ou a favor de alguém que nos interessa? E quantas vezes retrocedemos em nome da nossa própria honestidade? Não estou me referindo aos grandes escândalos, mas a pequenezas como usar de conhecimentos para ganhar uma vaga de emprego, para não enfrentar uma fila, para obter vantagens numa compra qualquer. Ora, dirão, mas é indecente comparar isto ao rombo bilionário dos cofres públicos! Então eu me pergunto: aquele que é hoje capaz de ser pouco ético em situações corriqueiras terá ética numa situação de poder? Aquele que não se sente prejudicial ao usar de influência para levar alguma pequena vantagem sentir-se-á prejudicial ao ficar com o dinheiro do estado ? que na visão comum é de todos nós e assim sendo é também deste cidadão que está em posição de usá-lo em benefício próprio?
Honestidade é caráter e caráter é formação familiar. Não se aprende a ser honesto na escola. Não há universidade capaz de formar um sujeito honesto. Mas aprende-se na convivência diária lá na primeira infância. Uma criança aprende a mentir quando assiste ao pai ou mãe ou um adulto da confiança dela mandando dizer ao telefone que não está em casa. Aprende a não ser honesta quando escuta qualquer um deles justificar uma falta ao trabalho com uma doença imaginária. Situações comuns, normais e consideradas inócuas. Mas não o serão na formação daquele serzinho que olha a quem admira e confia como modelo a ser seguido e defendido.
E por aí caminham os ensinamentos que fazem de nós seres exigentes em relação à honestidade do outro, mas completamente paternais em relação à nossa própria.Não sou diferente. Tenho, como qualquer outro ser humano, minha própria concepção de honestidade. E esta concepção pode ser a mesma de várias outras pessoas. E pode até ser considerada verdadeiramente honesta. Não roubo, minhas pequenas mentiras (porque minto e omito como todos os seres humanos) não são usadas para tirar algo de alguém, não prejudico o meu semelhante. Condeno com veemência todos os atos estampados nos noticiários. Atos para os quais eu jamais encontraria justificativa ou explicação e que me horrorizam como a cada um dos habitantes deste país.
Mas será que, num minucioso exame de consciência, eu ainda me descobrirei honesta?

Saudades de todo o pessoal de Taquaritinga... em especial dos meus queridos amigos que há tempo não os vejo..
Saudades dos meus amigos de NH também??!! Vocês sempre estarão comigo...
Saudades em especial do Saul... é muito difícil estar nessa cidade depois de tudo o que aconteceu... E eu que tinha jurado não voltar mais pra não relembrar momentos ruins...

Jabuka está se tornando cada dia mais uma casa pra mim... ainda bem... já que é tão difícil ir embora daqui... essas empresas de ônibus não colaboram!!

Aos novos amigos que aqui fiz... obrigada pela receptividade... e pelas boas vindas... o que seria de mim sem vocês?? Manu, Ariel, Gi, Beach... Obrigada por tudo mesmo!!

Rematrícula tá aí... galerinha... vamos nos unir!! hehehe

Pensamento do dia:

A Última Hora
Toda a gente está morrendo.
Surpresa? Não.
Que novidade há nisso?
Morremos todos os dias.
Eu já morri muitas vezes.
Esse não é o grande problema.
O pior de tudo é quando cansamos de renascer.
Eu cansei.
Renasço agora para morrer uma última vez.
Que seja esta a minha última hora.
Definifivamente...

Um beijo e um sorriso...

segunda-feira, 13 de junho de 2005

Ai meu Deus... me ajuda!!!

Um belo dia você acorda e vê que todas aquelas muralhas do seu castelinho num servem pra nada... que o seu maior sofrimento pode vir de algo que se encontra dentro dos limites da muralha... e que a dor do coração às vezes pode não ser a dor mais aguda que você já sentiu na vida...
É bem isso mesmo...
Semana passada senti muitas dores na minha coluna... e consultando um especialista descobri que tenho um tumor próximo (se não na) à coluna...
Uma dor intensa, initerrúpta, que veio de repente, que baixou minha pressão, que me fez perder noite de sono... que fez meu pai vir me buscar aqui em Tuaquaritinga pra me levar ao médico...
Hoje, apesar do medo, só tenho a agradecer a força que meu pai me transmitiu esses dias todos que fiquei lá... agradecer todos os carinhos canalizados à minha pessoa, todos os afagos e palavras de conforto...
Agradecer por acreditar em mim... acreditar que eu vou sair dessa, mesmo quando eu mesma cheguei a duvidar... agradecer por apostar as fichas em mim, e por ter tanta certeza de que eu sou forte, que me faz acreditar nisso também...
Enfim...
Tô meio boba... ainda não sei como vai ser... apenas sei que tô com muito medo da cirurgia... por ser em um local delicado... por ter medo de cirurgias... por ser boba... por ter que ficar de repouso depois... enfim...

NÃO QUERIA QUE ISSO ESTIVESSE ACONTECENDO!!!

Mas fazer o que... agora é rezar e pedir pra que dê tudo certo!!!

Outra coisa que me deixou muito abalada esse final de semana foi o fato de estar fazendo 2 meses que o Saul faleceu... é gente... 2 meses sem meu querido amigo... a vida continua... e a dor da perda também!!!

Que toda essa loucura passe logo... e que a vida continue brilhando pra todo mundo com a mesma intensidade que a vejo brilhar hoje!!

Cris... adorei a loucura no sábado!! ehhehe se era pra surpreender, você conseguiu!!
E esse final de semana foi mais um dia dos namorados sozinha... salve amigas... sempre nós!! hehehe a torta tava deliciosa!!
Lu... obrigada pela visita... NH está sempre de portas abertas pra vc!!

Um beijo e um sorriso...

quinta-feira, 9 de junho de 2005

Quem Nunca

Quem nunca parou e ficou pensando na vida e vendo que se voltasse no passado poderia ter feito tudo diferente...
Quem nunca escutou uma música e lembrou de uma pessoa em especial, e lembrou de momentos já vividos... e ai bateu aquela saudade e vontade de correr pro passado, grudar nele e nunca mais soltar...
Quem nunca fez promessas dizendo que se fosse hoje jamais teria errado...
Quem nunca entrou em baixo do chuveiro e começou a chorar de raiva por ser tão burra e tão egoísta consigo mesma...
Quem nunca ficou no meio de uma prova (aquele teste que é decisivo pra passar de ano) e não conseguia pensar em mais nada além de como foi legal aquele fim de semana passado... (essa semana tá bem assim mesmo!!!)
Quem nunca pegou aquela caixa cheia de cartas e começou a ler uma por uma e notou que cada ano que passa vamos crescendo e que hoje muitos daqueles bilhetinhos parecem ser escritos por crianças...
Quem nunca pegou essa mesma caixa e começou a chorar por saudade do passado que era muito bom...
Quem nunca começou a fazer aquela limpeza no quarto e parou tudo pra olhar as fotos e lembrar de todos os momentos já vividos...
Quem nunca se irritou com a vida e jogou tudo pro alto, se trancou no quarto e não quis falar com ninguém...
Quem nunca quase desistiu de ir a uma festa por que não encontrar a roupa ideal...
Quem nunca entrou em depressão e pensou que sua vida é a pior de todas...
Quem nunca teve aqueles dias em que não podia nem passar na frente do espelho que já se achava gorda, feia, com espinhas, branca, cabelo palhoso e muito mais...
Quem nunca se revoltou com a vida e foi grossa até com quem não tem nada a ver com a historia...
Quem nunca começou um regime na segunda-feira e na terça como estava chovendo fez brigadeiro e ficou assistindo sessão da tarde...
Quem nunca teve vontade de dar um beijo na chuva...
Quem nunca teve ciúmes e brigou com o namorado só porque ele foi simpático com uma colega dele...
Quem nunca ficou até as 5 da manhã conversando com amigas...
Quem nunca dormiu a tarde toda e não atendeu o telefone pq não estava com saco pra falar com as pessoas...
Quem nunca ganhou um presente de algum familiar que achou horroroso e falou que era lindo só por educação...
Quem nunca teve vontade de matar aquela garota que tentou roubar o teu namorado...
Quem nunca quis estar no lugar da namorada daquele moço...
Quem nunca começou a rir com as amigas sem nenhum motivo e não teve mais vontade de parar...
Quem nunca escreveu cartas e nunca entregou...
Quem nunca escreveu cartas pra todos seus amigos, um a um...
Quem nunca teve desejos... desejo de comer bolo, de comer qualquer coisa que não tem em casa e não tem como ter na hora...
Quem nunca brincou de esconde-esconde ou de elefantinho colorido...
Quem nunca entrou na piscina de noite ou durante um temporal...
Quem nunca passou uma tarde toda no telefone...
Quem nunca pensou em alguém e qdo telefone toca é essa pessoa do outro lado da linha...
Quem nunca tirou muitas fotos e quando foi revelar todas as fotos tinham saído horríveis...
Quem nunca caiu na frente de muitas pessoas e todas começaram a rir da sua cara...
Quem nunca passou horas decorando aquela música e na hora da festa a música não tocou...
Quem nunca pegou os livros e fingiu que estava estudando só pra não impregnarem em casa...
Quem nunca mentiu e acabou sendo descoberto...
Quem nunca ficou com o nariz em pé só para não dar o braço a torcer...
Quem nunca foi a ultima pessoa a sair de uma festa...
Quem nunca ficou cuidando da amiga porque ela tomou aquele porre...
Quem nunca pulou de alegria...
Quem nunca chorou de saudade...
Quem nunca se iludiu com algo achando que tudo daria certo...
Quem nunca se sentiu muito sozinho...
Quem nunca se sentiu a mais linda porque ele te deu um simples oi...
Quem nunca passou um fim de semana com as amigas e depois saíram dali falando mil frases que lembravam aqueles momentos...
Quem nunca saiu correndo para ver a mensagem recebida no celular e quando foi olhar era o aviso da Vivo...
Quem nunca decorou um texto pra falar para o namorado e na hora se enrolou toda e acabou falando tudo trocado...
Quem nunca saiu de casa com a pior roupa pensando que não iria encontrar ninguém, mas quando chegou na esquina encontrou um monte de gente conhecida...
Quem nunca fez ciúmes pro namorado e ele nem percebeu...
Quem nunca começou a rir sozinho por lembrar de alguma cena engraçada...
Quem nunca passou o fim de semana inteiro dentro de casa sem fazer nada mais nada menos do que falar no telefone, comer, ver tv e ficar embaixo das cobertas...
Quem nunca matou um banho...
Quem nunca trocou de roupa mil vezes antes de sair de casa e acabou colocando a primeira roupa que tinha visto...
Quem nunca fez as unhas e estragou cinco minutos depois...
Quem nunca fez algo e ficou com medo do que os outros iriam pensar...
Quem nunca tomou banho de chuva...
Quem nunca cantou de felicidade...
Quem nunca parou e viu como a vida é maravilhosa... e que temos que aproveitar cada instante como se fosse o único... como se fosse o ultimo..

Tá, aí, pessoas... foi pensando em todos vocês e em minha vida que fiz esse texto...
Espero que gostem!!

Um beijo e um sorriso...

terça-feira, 24 de maio de 2005

Posso tentar!!

Eu não sei ao certo como se faz isso, mas posso tentar, até porque "tentar" é meu forte.
Nunca fui exemplo em lances de educação ou coisas assim, mas sabe aquelas coisinhas pequeninas penduradas na imensidão? Elas são chamadas de estrelas, e sou eu quem as acende todas as noites, para clarear sonhos e abençoar amores.

Vez ou outra uma delas cai no chão do meu quarto, e meu sorriso se torna algo de surreal... Mas, e quando elas estão tão distantes, que preciso ficar na pontinha dos pés para alcançá-las? O braço dói um pouco de tanto que se estica, mas é algo assim que vale a pena...

Estrelas são coisas lindas, e muitas vezes chegam a ser raras. Quando a muralha do castelinho é alta demais, a visão fica um pouco embaçada e não podemos ver o seu cintilar. É preciso trabalhar em prol de muros mais baixos! Mesmo com todo esse medo de ser magoada de novo; o passado foi algo de triste; e agora é meio difícil abrir o saco de sonhos para que as pessoas possam mexer neles... O que eu exponho é meio que superficial, porque "eu quero sempre mais", sou ambiciosa, tenho a cabeça lá na lua, mas tento manter ao máximo os pés no chão.

E com todas as novidades que ainda estão por vir, me sinto meio sacudida, estimulada, apavorada. Me sinto bem Lívia mesmo. E tenho que confessar que gosto disso; amo sentir as delícias e os horrores de ser quem eu sou.Tem todo o lance de todas aquelas coisas boas que uma pessoa pode esperar na vida. Um príncipe, uma boneca, uma força de vontade absurda, um grande talento pra fazer coisas inúteis e que ainda assim, cativa terceiros.
E, pow, sou feliz demais...

Hoje acordei bem, mas meu coração sentiu mais que ontem a falta do Saul... chorei ao acordar!!
Aos amigos que vieram em visitar, ou que se preocuparam comigo de alguma outra forma... obrigada pelo carinho!!
Aos que ainda não deram as caras... ainda há tempo!!

Pensamento do dia:
ando brigada com a sorte,
e mãos dadas com a morte;
quero talvez me abortar,
dormir e não mais acordar.
tomar veneno do mais doce,
sumir como fácil isso fosse.
atender aos meus vis apelos
e realizar todos os pesadelos.
ter as pálpebras costuradas
e não enxergar mais nada!
e por um certo anjo pecador
eu decidi desistir do amor.
***escrita no começo de 2004***

quinta-feira, 19 de maio de 2005

Já não sei de mais nada!!!

Durante todo esse tempo que tenho o blog, eusempre exaltei a figura dos meus amigos... sempre idolatrei cada um deles... e hoje, sinceramente estou com o coração ferido... sangrando até...
Sempre que eles precisaram de mim eu estive lá... firme e forte do lado deles... deixando meus compromissos para estar com eles... fazendo planos e incluindo eles nos mesmos!!
Mas desde a semana passada que eu tenho estado muito triste... e conforme os dias vão passando minha tristeza só tem almentado...
Não posso generalizar... porque alguns deles realmente mostraram preocupação para com a minha pessoa... mas para minha infelicidade, outros tantos parecem nem sentir minha falta!!
A inválida aqui não pode se dirigir até a casa deles pra estar com eles... e sinto que não fiz falta... e isso me intristesse!!
Obrigada Fifo, Peste, Yuri, Léo, Bejo, Prates e Renato pela visita...
Vocês num tem noção do bem que vocês fizeram pra mim...
Porque eu morro de medo de ficar sozinha... e sinceramente é assim que estou me sentindo... sozinha...
Todo fim de tarde só dá eu.. deitadinha no meu colchão (que se encontra no chão, já que é impossível eu subir na beliche), olhando pro teto... pras paredes... e só imaginando o que meus amigos estão fazendo de tão importante que não vem me ver... que num vem saber como eu estou...
Nem sequer um e-mail pra perguntar se tá tudo bem!!
O que?? Depressiva eu??
Não... quase nada... só apenas estou começando a entender porque tantas pessoas se matam quando ficam dependentes de outras!! Eu o faria também!!
Se apenas o fato de eu não conseguir me locomover sem a ajuda de uma outra pessoa já me entristesse muito, imagina se eu não pudesse mais fazer NADA sem a ajuda de outra pessoa??!!! Aff... quero nem pensar nisso!!
Quero apenas pedir desculpa pra algumas pessoas que me chamaram de inválida... de incompetente... até mesmo de dramática... porque talvez eu o seja mesmo... mas eu sempre lutei pra superar esses defeitos...
Pesso desculpas por não ser tão perfeita como vocês pensavam que eu fosse...
E pesso desculpas pelas lágrimas que agora derramo!!
Nesse momento, não vejo a hora de chegar sábado pra eu poder voltar pra NH!! Porque lá meus amigos se preocupam comigo... sentem minha falta quando eu fico um final de semana sem voltar pra lá!!! e até mesmo me visitam quandoeu não posso visitá-los!!

Galerinha de NH... Obrigada pela força no final de semana passado... e me aguardem.. sábado estarei chegando!!
Quanto a galerinha de Tq... ainda amo vocês... todos, ok!! e estou com saudades de estar com vocês... e hoje sinto muito não poder estar em meio a vocês!!!

Bom, é isso... apenas um desabafo!!!

Um beijo e um sorriso...