A vida vivida intensamente...

quinta-feira, 31 de maio de 2007

Distâncias

A distância que me separa do que quero é muito maior do que minha capacidade
de avaliá-la. Por isso mesmo não persigo, não sonho, não penso. Espero,
apenas, que aquilo que quero me chegue de uma forma que eu nem perceba, de
tal modo que me tome sem advertência e me deixe sem outra ação senão
aceitar, por mais que eu, no íntimo a deseje e mesmo que, mentirosamente, a
negue. Assim, tudo se justifica mais facilmente, tudo se encaixa, sem que eu
tenha de explicar nada, principalmente a mim mesma.

Não que o que eu queira seja permanente, uma vez que a vida é feita de
pequenos quereres, de durações variáveis, medidas por vontades, desejos,
coisas de emoção e, como tal, fora de parâmetros racionais ou físicos.

A distância que me une ao que eu preciso é mínima e facilmente percorrida,
apenas para perceber, ao final, que o destino mudou ligeiramente de lugar e
outra pequena distância me espera. Nada complicado, nada difícil, só que
insatisfatório, por cotidiano, mesmo que se mostre fundamental, apesar de
ser mais que suficiente.

A distância entre mim e o que necessito não existe, desde que me despoje de
tudo que quero e despreze o que eu preciso, o que faria, talvez, com que eu
me perdesse de mim mesma, preço pequeno, quem sabe, para uma tal de paz
interior que, em muitos casos, representa uma aceitação passiva, senão uma
espécie de satisfação negociada comigo mesma, quase uma trapaça.

A distância que me separa dos outros é inversamente proporcional ao
interesse mútuo e à busca por algo que não seja, simplesmente, estar perto.
É uma distância assimétrica, diferente nas duas direções e que tende a se
tornar mais irregular e inviável, quanto mais emoção for usada como unidade
de medida, deformando percepções, impondo perspectivas, acionando sentidos.
Tende a ser intransponível.

A distância que me isola de mim mesma é fluida, irregular, variável. Umas
vezes me perco para, em outro momento, me descobrir mais forte e bem próxima
daquilo que penso de mim. Em muitas outras vezes me sinto próxima de um
ideal que eu criei para, em segundos, perceber que era miragem, que ideais
não são idéias. E me vejo ao longe, tentando discernir em mim algo que não
sinto, mas que está lá.

As distâncias entre o que quero, o que preciso e o que necessito são
mínimas, pontuais até, e pouco me dividem no tempo, no espaço, no estar, na
simplicidade de apenas ser. São, entretanto, enormes, abissais, no sentir.


Um beijo e um sorriso...

quarta-feira, 30 de maio de 2007

Felicidade.

Quero ser mais do que cabe em mim
Quero alguém que me caiba
Da cabeça à cauda
Alguém que me consuma sem pressa
Sem vergonha. Segredo. Ou promessa.
Sou copo cheio implorando pela gota d'água.


"O homem que acha a própria vida sem sentido não é apenas um infeliz, mas é quase indigno de viver." (Albert Einstein)

Sim, estou feliz!! cansada... corrida... mas feliz!!

Um beijo e um sorriso...

segunda-feira, 28 de maio de 2007

Despedida..

cada contra diz:
bom dia pra vc, estou muito feliz e grato por fazer parte da minha vida

cada contra diz:
valeu a atençao

cada contra diz:
e ate a proxima

cada contra diz:

ops faltou o te adoro

cada contra diz:

ate breve!

***Lilyllith*** diz:
falando sério agora

***Lilyllith*** diz:
dorme bem! =)

***Lilyllith*** diz:
descansa bastante...

***Lilyllith*** diz:
valew mesmo por vc ter ficado acordado até agora comigo aki

***Lilyllith*** diz:
por ter tido paciencia

***Lilyllith*** diz:
por ter entendido as besteiras q eu falo!

***Lilyllith*** diz:
hihihihi

***Lilyllith*** diz:
por me deixar confusa com suas respostas sempre em forma de perguntas!

***Lilyllith*** diz:
por não sanar quase nada da minha curiosidade! heheeheh

***Lilyllith*** diz:
mas quero q saiba q adoooooooooooreiiii "falar" com vc

***Lilyllith*** diz:
e q adooorei a frase aí do seu nick (li a flor que ninguem sabe da onde vem...)

***Lilyllith*** diz:
e é isso!
bjs pra vc...

***Lilyllith*** diz:
em todos os dedos da sua mão esquerda (q devem estar doendo de tanto digitar!)

***Lilyllith*** diz:
e em seus olhos (q tbm devem estar doendo de tanto ficar olhando essa tela!!)

***Lilyllith*** diz:
pronto!... agora vc pode ir! =)

cada contra diz:
me conseguiu ate 3 horas hein...


***Lilyllith*** diz:

quase 3
da próxima eu consigo até as 3 =)

***Lilyllith*** diz:
vai logo muleke
senão vou começar a falar de novo!


cada contra diz:
é q o final do papo foi tao bom que dah ateh medo de estragar


***Lilyllith*** diz:
boa noite pra vc
3h

***Lilyllith*** diz:
bjs, foi um prazer... hahaahahah


cada contra diz:
faltou o salsi fufu hauauhahauhahau

***Lilyllith*** diz:
bjsss... e para por aqui!!!!! PORRA!! =)


Olha só quanto romantismo nessa nova era tecnológica!! Estou impressionada! hehehehe

Um beijo e um sorriso...

sábado, 26 de maio de 2007

Sentimentos Expostos

É irritante.

É como se ela fosse uma adolescente. Incapaz de controlar os seus próprios sentimentos o mínimo possível.

De repente, o resto do mundo parece estar de uma cor diferente da cor que anteriormente ela costumava enxergar. As coisas que a interessavam, que a fascinavam, não parecem mais tão atraentes assim. Na verdade, parece se importar muito mais com uma detrminada coisa, que antes também não fazia parte do seu dia a dia, do que o restante das coisas da vida dela.

Estar, de alguma forma, perto dele era uma alegria sem tamanho.

É esse o motivo das dezenas de programas que são abertos e fechados sem o mínimo motivo, é esse o motivo pelo qual ela puxa os e-mails a cada instante. Mesmo sabendo que não há nenhum e-mail. O motivo do pelo qual ela fica atualizando a página do Orkut de minuto em minuto, mesmo sabendo que não terás novas mensagens.

Um motivo tolo que justifica essa sensação de estar esquisitamente pensando em GOSTAR.
Doente de GOSTAR?
Mas qual é o sentido disso?

Ela sempre se considerou uma pessoa muito racional, muito ponderada. Uma pessoa que sabe reconhecer e distinguir minimamente o patético do digno de consideração. Ela sempre soube que o GOSTAR é uma palavra muito séria, que não é uma brincadeira de criança. Ela sempre soube que é uma palavra que deve ser poupada. Que se deve pensar muito bem antes de falar sobre GOSTAR.

Pensar, ora... que bela piada....
Não é engraçado que justamente ela tenha perdido a faculdade de pensar?

Por que se não fosse dessa forma, como seria possível que seu coração achasse tão certo um GOSTAR tão incerto? Por que, se não fosse dessa forma, como justamente ela, que a anos tinha se dedicado a escrever textos racionais, pode estar escrevendo algo tão meloso a ponto de não ter sentido? Por que estaria deixando o coração tomar tanta conta dela?

Chega a ser irritante. E se alguém contasse a ela essa mesma história, quem sabe o que não diria a essa pessoa, do alto da sua presunção, dessa prepotência irritante e medíocre? Com certeza ela diria: Você é doido! Não sabe o que diz? Como pode estar gostando de alguém que nem mesmo conhece? Como pode pensar numa pessoa que nunca encontrou o tempo todo? Como pode sentir a falta de um alguém que jamais esteve realmente ao seu lado?

Mas é exatamente nessa hora que o coração lhe grita: Mas é o que você está sentindo!
Não importa o quão improvável e fantástica que a idéia possa parecer. É isso que você está sentindo!!

É... por essa ela não esperava. Apesar de agradecer aos céus por estar sentindo isso. Apesar de se sentir feliz com o seu próprio sentimento mesmo que este lhe pareça tão fora de qualquer propósito, tão distante de qualquer coisa que já tenha pensado pra si mesma.

É tudo tão terrivelmente confuso! E ela não gosta de coisas confusas. Gosta de coisas "corretas", gosta das coisas em seus devidos lugares (no assunto coração). Mas isso é tudo que ela não tem. Ela só tem a insegurança. O medo real de que não haja futuro nenhum a assombra.

Doente de GOSTAR, é verdade. Que outra coisa explicaria o vazio no peito que ela sente quando está diante daquele computador velho esperando por ele? E que mais poderia explicar a alegria de ler um novo recado dele que chega ou a tristeza de ver que não chega nada?

Mas não se preocupem... tudo o que ela está sentindo agora vai passar! Vai passar assim que ele estiver com ela. (mesmo que longe) - e ela vai deixar de pensar em tantas coisas e ela nem mais vai ter vontade de escrever (não coisas desse tipo, mas sim escrever pra ele!)... e nem mesmo essa história terá um final.

Doente de GOSTAR... e não há cura. Ela já se entregou de corpo e alma.

Um beijo e um sorriso...

quarta-feira, 23 de maio de 2007

Destino

Bárbara desce do táxi na praça central. Larga suas bolsas no chão, em frente à igreja. Olha mais uma vez para o bilhete com o endereço.
Emilio chega por trás dela e pára ao seu lado, sorrindo. Tão logo que ela nota sua presença, amassa o bilhete entre as mãos, envergonhada.


-Demorei?
-Só vinte e um anos.


Um beijo e um sorriso...

quarta-feira, 16 de maio de 2007

Hipocrisia nossa de cada dia nos dai hoje!

Inocência é prima-irmã de Ignorância, tia da Culpa. Vivem no mesmo bairro, a pequena distância, rezam as mesmas orações. Acreditam que um dia o céu se abrirá para recebê-las, como a todas as V.I.P.s da fé cristã.

No estilo ortodoxas, permissivas no trato, de nada sabem, nem querem. Permanecer onde estão é o que lhes interessa. Eternas pelo tempo que for possível, integram-se à paisagem até a dissolução de final de mandato, à maneira de um presidente bruto eleito pela maioria numa democracia fake de feições midiáticas.

― Casamento é coisa sagrada, para a vida toda, berra Ignorância, dedo em riste no nariz da afilhada que se divorciou.

Enquanto a fome compulsória corre o reino, à mesa se lambuzam em alongado desfrutar. Abandonam-se à comezaina em transe místico com o mesmo despudor de quem pede desculpas por não resistir ao mundo de abundâncias possibilitado pelo oco alheio. Fingem não ver a míngua avante por detrás da plenitude.

Doidivanas desvairadas, Inocência e Ignorância, santas mainstream, pouco entendem do que logram divulgar. Quando chocadas, uma aperta a mão da outra e traça o sinal da cruz. Contrariadas, pisam sem dó a consciência do provocador, sem vergonha em sacar do nome de Jesus. E dá-lhe pílulas de papel!

Culpa é calada, desonesta. Ignorância, péssima. Inocência, um pouco mas não muito menos que esta. Se com alguma delas tiver de lidar (e não é exatamente uma questão de “se”, mas “quando”), meu amigo, que seja com a segunda. E que ela, quando vier, esteja improvavelmente só.

Deus nos proteja da Ignorância, livrai-nos da Inocência malsã, afastai de nós dona Culpa e todas as outras proto-santas caudatárias que compõe numeroso séquito multímoda de endemoniadas, essas lobas romanas em pele de cordeiro a amamentar a metástase da fé no seio da santa madre igreja no alvo da moda, da vaidade assassina por séculos e séculos, que assim nunca mais seja, amém.

― Ah, se Jesus voltasse ou mandasse um fiscal para ver as barbaridades que cometem em seu nome essas agremiações isentas de impostos!

quarta-feira, 9 de maio de 2007

Repaginando....

Volto a postar um texto já publicado aqui...
achei conveniente... achei que cabia no contexto dos últimos dias e das últimas discussões que tenho tido...

ÚLTIMA CENA

Amor: O melhor sentimento humano." Esta definição ampla não diz quase nada, mas deve estar na mente de qualquer um que queira definir o amor. Penso que o amor é a fascinação natural que os seres humanos sentem um pelo outro. A única vez que isso costuma ocorrer, porém, é na infância. Não precisa ser assim, mas é. Lembram-se? As brincadeiras eram descobertas, e tanto melhor se fossem com alguém. Tudo era importante, ora catastrófico, ora magnífico! Crianças não se constrangem, não se fecham, entregam-se espontaneamente às relações, que tornam-se amizades intensas em um piscar de olhos! Se fosse PERMITIDO, estas crianças tornariam-se adultas com o entusiasmo intacto. Mas existe algo chamado sociedade. Controle.
Não demora somos expostos à Igreja e ao Colégio. A família sedimenta a doutrinação de ambos. Ganhamos vergonha e culpa, a princípio. Logo a curiosidade que nos movia para tudo será desencorajada. Dogmas com verdades prontas, e inquestionáveis. Leis, regras, horário para aprender sobre assuntos estéreis. De repente algumas possibilidades que antes inspirariam curiosidade tornam-se sujas, feias (olha a gíria de Matão aqui, Biel), erradas, pecaminosas, nojentas, perigosas... Começamos a ficar limitados. Aquilo que era emocionante, extasiante (o simples brincar!) torna-se ridículo, inútil. Inocência não é uma "ignorância feliz" das crianças, mas um poder que os adultos perderam.

Sem curiosidade, extingue-se a fascinação por tudo, inclusive pelas pessoas.
Penso também que a felicidade, por incrível que pareça, não é um fim, e nem um meio, mas apenas o início. Estar feliz, no ser humano (bem, na criança!) é básico. É o ponto de partida. É a força para chegar em "qualquer lugar mais interessante", seja no espaço, nas emoções ou nas idéias.

Certeza em amor é pura estupidez, mas se cobra, por orgulho de "ser amado".
Quem ainda exerce a curiosidade, aprende, enxerga a prisão psicológica que a humanidade sofre de suas próprias regras, sabe muito bem a dificuldade mortal de encontrar alguém para amar, isto é, alguém sem medo de tentar, de pensar coisas polêmicas, de abandonar dogmas e, mais importante, de se abrir, de confiar como na infância, de não se preservar e de perder os preconceitos de amor que, na certa, terá...

Amor de pai? Amor de irmão? Amor pela humanidade? Amor "Eros"?! Ah, não, não posso evitar, preciso descartar estas divisões "convenientes"... é ridículo, não se pode mais apenas "gostar" (qualquer nível de afeição) de alguém, tem que ser amor! Menos que amor é inadmissível! Então, arrumaram este calmante para os ciúmes. Amo a ti de um jeito, à ela de outro, e é tudo normal e belo. Ok, ok, vou argumentar com indivíduos assim??!!

Vou sim, mas num outro post, num outro dia...

Por hoje é só...

Pensamento do dia: Última cena - por Loba
Cúmplices da mágoa, teus dedos
negam-me tuas palavras.
Os meus, perdidos no oceano das saudades,
vagueiam nas lembranças de um antigo amor.

Lembro-te a música que embalou
o desejo feroz dos nossos corpos.
Devolves-me apenas o silêncio
das máscaras tecidas nas noites solitárias.

A tela amplia nossas diferenças.
Teu pincel insiste em avermelhar
o sangue que o tempo secou.

Minhas mãos tateiam cores
e os dedos incertos tatuam no corpo
a saudade que tua boca insinuou.

O desejo fibrila em minhas veias e encontra
a muralha da tua amargura.
Fecho a tela, entrego os pontos.

Deixo o corpo chorar a ausência das mãos que não conheceu
e a alma vagar cega nas lembranças de um amor que não viveu.
Emudecida pela saudade, apago as luzes, fecho as cortinas.

Outra vez tentamos encenar a mesma peça.
Mas no teatro da vida
quando as cenas se repetem, perde-se a magia.

Um beijo e um sorriso...

sexta-feira, 4 de maio de 2007

Fratura Exposta

Oi, amor. Vim me apresentar para lhe dizer tchau. Sim, para me despedir num pra sempre eterno. Daqueles que duram para sempre. Pois que o pra sempre sim, invariável finda. Oi amor, estou aqui pra abrir mão da última vez de um, por que não, talvez. Sem mais afirmativos, negativos ou meros porquês.

Prazer amor. De ter sentido, de ter querido. Prazer amor, por não ter sofrido, por sequer ter sido. Prazer amor, agora sabido, que não foi nada mais que dolorido. Pois não se tem alegria na tristeza que é viver pra ser preterido, incompleto e dividido. Prazer amor, mas que prazer mais incontido.

E se a dor que me vem agora trará alívio ou compensação só meu único deus mostrará. O Tempo passa e nunca despercebido. Sabido este moço. Arranca dúvidas, traz certezas e num segundo infinito muda sua vida como mero brinquedo. Acaba com tudo. Constrói com tudo. Faz do todo um tudo e do tudo que se foi um nada que já o é. Complexo o tempo, mas é o único que verdadeiramente nos quer.

Apaixonada, amor. Paixão de ter sentido, de ter tentado de ter perdido. Apaixonada por você, por ter lutado, por, enfim, ter sido derrotada. Já não podia mais levantar do chão e pedir para outra vez ser abatida, açoitada, surrada; amada. Abatida por eu própria, pelo que se sente, pelo fogo que nos impulsiona, pela paixão pela qual se é consumido. Que paixão destruidora e acabei por destruída.

Obrigada, amor. Por ter me deixado aprender. Por ter me feito sentir. Quantas palavras velhas se me vieram inéditas e quantos sentimentos por outrora tolos se fizeram indispensáveis. Obrigada amor por não caber em peito próprio e por procurar um ninho quente e seguro no peito de alguém que não eu mesma. Agradeço pela saudade, pela alegria e por toda a verdade. Obrigada por me ensinar a querer e ter vontade.

Adeus, Amor. Por sempre assim ter sido querido só por mim. Adeus amor, por nunca, em nenhum momento eu assim ter sido. Adeus e obrigada por somente eu não ter conseguido. Adeus com todo sentimento; explicado, exposto, dado, experimentado. Adeus, amor, meu amor.
Adeus nosso amor

Adeus de amor é impossível e para milagres não conheço outro jeito. Só há Deus

Amor.


Pensamento do dia:
Se você não se atrasar demais, posso te esperar por toda a minha vida!

Um beijo e um sorriso...

terça-feira, 1 de maio de 2007

Quem disse que tem mesmo que ser assim??

Após uma leitura bem detalhada no texto Tese do Amor (data de Validade) apenas consigo pensar nas sábias palavras do grande John Lenon... então... aí vai para que todos as conheçam!!

"Fizeram a gente acreditar que amor mesmo, amor pra valer, só acontece antes dos 30 anos...
Não contaram para nós que o amor não é acionado, nem chega com hora marcada.
Fizeram a gente acreditar que cada um de nós é a metade de uma laranja, e que a vida só ganha sentido quando encontramos a outra metade...
Não contaram que nascemos inteiros, que ninguém em nossa vida merece carregar nas costas a responsabilidade de completar o que nos falta.
A gente cresce através da gente mesmo... Se estivermos em boa companhia é só mais agradável.
Fizeram a gente acreditar numa fórmula chamada "dois em um": duas pessoas pensando igual, agindo igual, q era isso que funcionava...
Não nos contaram que isso tem nome: ANULAÇÃO... que só sendo indivíduos com personalidade própria é que poderemos ter uma relação saudável.
Fizeram a gente acreditar que casamento é obrigado e que desejos fora de hora devem ser reprimidos.
Fizeram a gente acreditar que os bonitos e magros são mais amados, que os que transam pouco são caretas, que os que transam muito não são confiáveis e que sempre haverá um chinelo velho para um pé torto...
Só não disseram que existe muito mais cabeça torta do que pé torto...
Fizeram a gente acreditar que só há uma fórmula de ser feliz, a mesma para todos, e os que escapam delas estão condenados à marginalidade...
Não n os contaram que esta fórmula dá errado, frustra as pessoas, é alienante, e que podemos tentar outras alternativas...
Ah... não nos contaram que ninguém vai contar tudo isso pra gente.
Cada um vai ter que descobrir sozinho... e aí, quando você estiver muito apaixonado por você mesmo, vai poder ser muito feliz e se apaixonar por alguém..."

Um beijo e um sorriso...