Amor louco amor
Estou com amor no corpo, na mente e na alma. De tanto que ando lendo sobre. De tanto que ando sentindo. E porque ele ? o amor - está me invadindo vou tentar exorcizá-lo. Não sei o que sairá aqui. Estou seguindo o meu raciocínio torto. Ou não estou seguindo nada. Tirando palavras por detrás do pensamento.
Que grande besteira dizer que meu amor dói. O amor não dói. São os outros sentimentos que agrego a ele é que o fazem doer. A insegurança é o primeiro deles. O amor me transforma em adolescente cheia de muitas e várias inseguranças. Transito entre razão e emoção tendo sempre a falta de chão como ameaça. Ameaça que se concretiza a cada passo.
E a insegurança traz outros sentimentos. Urgência de viver tudo como se o minuto seguinte fosse definir a minha vida. Ansiedade por agradar, por fazer feliz, por espalhar pétalas sobre as pedras do caminho.
Na ânsia de agradar ao meu amor, agrado a ele ? o objeto do meu amor. Mas não pergunto ao homem ? o objeto do meu amor - se quer ser agradado. Nem como. Invado sua vida e derramo sobre ela a minha necessidade de dar amor. Porque dando amor, recebo amor. É a lógica da reciprocidade. Como se houvesse alguma lógica no amor!
Alterno timidez e ousadia em ínfimos segundos. Passo da alegria à tristeza com a mesma velocidade com que meus dedos digitam as palavras. Sensibilidade à flor da pele, reviro as entrelinhas buscando ler a mim mesma nas linhas dele. Não me vejo nelas porque o amor me emburrece. Ou porque o amor dele é mudo, não se diz a mim.
Paro e me pergunto: o que quero do amor? Quero me amar nele. Quero vê-lo se refletindo em mim. Permanecer em estado de amor é viver sem fôlego. É sentir-me aguda, sem saber o que fazer de mim. E por não saber o que fazer de mim, não sei o que fazer dele, o homem que amo. E como o amor também o tornou ilógico, somos duas bombas prestes a explodir. E queremos explodir um no outro, esgotando a necessidade mútua de dar e receber amor.
Tudo isso seria perfeito se não precisássemos do amor um do outro. Mas precisamos. O amor dele alimenta o meu. O meu alimenta o dele. E esta reciprocidade precisa ser traduzida em palavras. atos e atitudes. E ao ser traduzida, precisamos sentir o amor de forma concreta.
Esta vira então a perdição do nosso amor. Porque a minha necessidade é diferente da necessidade dele. O meu amor é diferente do amor dele. E a gente se perde nas cobranças, nos silêncios, nos mal-entendidos, nas diferentes interpretações, nos pré-julgamentos e nas condenações. E o que era amor vira dor. Então, concluo que amor dói!
Mas ainda que o amor venha cercado pela dor, eu o quero. Que me vire e revire. Que me tire do centro e me jogue nas nuvens. Que me faça andar na corda bamba ou seja meu chão. Que me queime, me fira, me desatine, mas que seja sempre amor!
A semana termina aqui... um saldo bom, mas poderia ter sido melhor... quem sabe na próxima né!!!
Amanhã tem festa... Tq aí vou eu (novamente!!)
Pensamento do dia: ENTALHE (Adélia Theresa Campos)
um sol tímido e apressado
esculpiu um halo ao teu redor
esperança gravada em arco
.
um molde vazado e inquieto:
.
era a tua dor
na minha dor
Um beijo e um sorriso...

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