A vida vivida intensamente...

terça-feira, 27 de setembro de 2005

A escada

À minha frente mil degraus de uma escada.

Faço-me passo e cada passo me retém.

Em marcha fúnebre o compasso da passada.

Eu cabisbaixa a escada e mais ninguém.

Um corrimão quer me guiar na caminhada,

sem que me diga aonde vai, de onde vem.

A minha mão soergo a custo e pego o nada.

E como sempre a mão no nada me sustém.

"Urge seguir" sugere longe voz calada.

E um novo passo o corpo lasso leva além.

A meio-termo mais distante é-me a chegada:

passo no tempo, mas do instante sou refém.

E toda escada é sempre assim: rosa e espinho.

Fere e perfuma, enquanto diz qual o caminho.


Um beijo e um sorriso...

Um comentário:

Anônimo disse...

Lindo poema.

Querida: Estou em dúvida se foi vc que pediu meu poeminha. Caso tenha sido, é claro que pode publicá-lo, sim. A felicidade que me proporcionou por ter gostado dele, não tem preço.

Bjs!

Elcio