A vida vivida intensamente...

quarta-feira, 5 de outubro de 2005

Distâncias

A distância que me separa do que quero é muito maior do que minha capacidade de avaliá-la. Por isso mesmo não persigo, não sonho, não penso. Espero, apenas, que aquilo que quero me chegue de uma forma que eu nem perceba, de tal modo que me tome sem advertência e me deixe sem outra ação senão aceitar, por mais que eu, no íntimo a deseje e mesmo que, mentirosamente, a negue. Assim, tudo se justifica mais facilmente, tudo se encaixa, sem que eu tenha de explicar nada, principalmente a mim mesma.

Não que o que eu queira seja permanente, uma vez que a vida é feita de pequenos quereres, de durações variáveis, medidas por vontades, desejos, coisas de emoção e, como tal, fora de parâmetros racionais ou físicos.

A distância que me une ao que eu preciso é mínima e facilmente percorrida, apenas para perceber, ao final, que o destino mudou ligeiramente de lugar e outra pequena distância me espera. Nada complicado, nada difícil, só que insatisfatório, pro cotidiano, mesmo que se mostre fundamental, apesar de ser mais que suficiente.

A distância entre mim e o que necessito não existe, desde que me despoje de tudo que quero e despreze o que eu preciso, o que faria, talvez, com que eu me perdesse de mim mesma, preço pequeno, quem sabe, para uma tal de paz interior que, em muitos casos, representa uma aceitação passiva, senão uma espécie de satisfação negociada comigo mesma, quase uma trapaça.

A distância que me separa dos outros é inversamente proporcional ao interesse mútuo e à busca por algo que não seja, simplesmente, estar perto. É uma distância assimétrica, diferente nas duas direções e que tende a se tornar mais irregular e inviável, quanto mais emoção for usada como unidade de medida, deformando percepções, impondo perspectivas, acionando sentidos. Tende a ser intransponível.

A distância que me isola de mim mesma é fluida, irregular, variável. Umas vezes me perco para, em outro momento, me descobrir mais forte e bem próxima daquilo que penso de mim. Em muitas outras vezes me sinto próxima de um ideal que eu criei para, em segundos, perceber que era miragem, que ideais não são idéias. E me vejo ao longe, tentando discernir em mim algo que não sinto, mas que está lá.

As distâncias entre o que quero, o que preciso e o que necessito são mínimas, pontuais até, e pouco me dividem no tempo, no espaço, no estar, na simplicidade de apenas ser. São, entretanto, enormes, abissais, no sentir.


Billy... quem é vivo sempre aparece né!!!
por que não tem mais um blog?!! adorava as coisas que você escrevia...
só respondendo suas perguntas, Novo Horizonte é a cidade onde eu moro (minha família), eu estudava em Taquaritinga (na Fatec) e agora estou morando em Jaboticabal, estagiando na Unesp. Fiquei muito feliz em saber que você ainda se lembra de mim!! eheheh e quem sabe a gente ainda se tromba pelos ônibus da vida... afinal continuamos pegando a mesma linha né!!! ehehhe

Frog... já linkei seu novo blog aki, ok!!!
obrigada por ter se lembrado de mim tbm!!

Gonzo... seja bem vindo ao mundo dos Blogs... ele é mágico!! hehehe

Free e Cássia... gosto muito de vocês... muito obrigada pelos comentários deixados pra mim!!! Sorte pra vocês, ok!!!

E a todos os outros leitores, obrigada pelo carinho!! vocês são muitíssimos importantes pra mim!!

Um beijo e um sorriso...

2 comentários:

Anônimo disse...

oie livinha =D
ficou show esse post, e como comentario, deixo uma frase que um mendigo(Lúcio) que estava na rodoviaria de jaboticabal, me explicando diversas distancias que ja percorreu parafraseou Proust: "O mundo não é tão grande quanto tu pensas nem tao pequeno quanto queres".
bjao :*

Anônimo disse...

=)
oiee Li....

adorei o texto, obrigada por lembrar de mim tá!!!!!


te adoro ;)
se cuida
te espero a noite!!!!!
bjus