A fantástica arte de esperar...
Na difícil arte de conviver com os outros, no imenso aprendizado que chamo "relacionar-se", sempre me deparei com um entrave terrível. Uma grande pedra em meu caminho chamada "imediatismo". A terrível pressa, a infindável agonia, a fome que quer ser saciada imediatamente. Sempre fui pessoa de querer o mundo, e querê-lo agora.
É a primeira vez em minha vida em que assito o rompimento com o velho padrão. É a primeira vez em que vejo, com olhos de novidade, o resultado de meus hercúleos esforços para mudar a direção do leme para águas mais calmas. É a primeira vez que fito o mar menos revolto e menos tempestuoso da paciência. Caminhando e semeando para no fim ter o que colher, como diz Cora Coralina.
É o momento em que me volto para a moura que me habita, e digo: menos sangue nos olhos, e mais ternura.
Ao conversar com uma pessoa que me é muito necessária, hoje, ouvi o seguinte comentário: “Dormi no nosso colchão... e sozinho!”
Pronto... vou dormir feliz! Já bastou!
Depois de tanta espera, simplesmente posso dizer que como tudo o que é feito ao seu lado, o carnaval foi fantástico... valeu as noites mal dormidas, valeu a má alimentação, valeu a falta de luxo, valeu a falta de "higiene", valeu não ter viajado com meus pais... simplesmente valeu todo e qualquer sacrifício feito para estar ao seu lado!
Sou mais você (como diria a Ana Maria Braga)... e agora mais do que nunca posso dizer que te amo!
E que a vida se encarregue do resto!
"A vida vive nos colocando em xeque, e aí precisa de paciência para o peãozinho sair lá da segunda casa, atravessar o tabuleiro e virar rainha... Então calma, que você está fazendo tudo certinho..."
Um beijo e um sorriso...

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