A vida vivida intensamente...

terça-feira, 17 de agosto de 2004

Tá + pra caixa eletrônico...

Bom dia, pesosas...
Depois de um feriadão... tenhos boas novas...

Atenção para a cena: "eu no bar da boate, aí chega um cara e diz:
_deixa que eu pago sua bebida...
aí eu disse:
_Não precisa não... eu tenho dinheiro...
ele:
_então vamos conversar um pouco?
hehehe e eu:
_não converso com estranhos!
Ele, insistente:
_então deixe-me apresentar: sou fulano de tal e gostaria muito de te conhecer melhor.
...Eu:
_que pena... isso não é recíproco...
e saí...

Depois de algum tempo, eu retorno ao bar e o cara:
_por favor, deixe-me pagar sua bebida???
e eu:
_Quando eu precisar de um caixa eletrônico eu vou ao banco!!! Estou a procura de um amigo... de alguém pra conversar um papo legal, não pra pagar minhas bebidas e achar que pode me comprar com isso...

E no dia seguinte eu ia passando em frente a loja dele no centro da cidade e ele disse para os funcionários:
_quem é essa menina?? puts preciso muito descobrir o paradeiro dela!!!"

hehehe depois tem gente que ainda diz que homem não gosta de ser pisado!!!hehehehe

Bom, é isso...

Pensamento do dia:FAZ DE CONTA
Não respondo teus e-mails, e quando respondo sou ríspido, distante, mantenho-me alheio: faz-de-conta que eu te odeio.
Te encho de palavras carinhosas, não economizo elogios, me surpreendo de tanto afeto que consigo inventar, sou uma atriz, sou do ramo: faz-de-conta que te amo.
Estou sempre olhando pro relógio, sempre enaltecendo os planos que eu tinha e que os outros boicotaram, sempre reclamando que os outros fazem tudo errado: faz-de-conta que dou conta do recado.
Debocho de festas e de roupas glamurosas, não entendo como é que alguém consegue dormir tarde todas as noites, convidados permanentes para baladas na área vip do inferno: faz-de-conta que não quero.
Choro ao assistir o telejornal, lamento a dor dos outros e passo noites em claro tentando entender corrupções, descasos, tudo o que demonstra o quanto foi desperdiçado meu voto: faz-de-conto que me importo.
Jogo uma perna pro alto, a outra pro lado, faço cara de gostosa, os cabelos escorridos na rosto, me retorço, gemo, sussurro, grito e poso: faz-de-conta que eu gozo.
Digo que perdôo, ofereço cafezinho, lembro dos bons momentos, digo que os ruins ficaram no passado, que já não lembro de nada, pessoas maduras sabem que toda mágoa é peso morto: faz-de-conta que não sofro.
Cito Aristóteles e Platão, aplaudo ferros retorcidos em galerias de arte, leio poesia concreta, compro telas abstratas, fico fascinada com um arranjo techno para uma música clássica e assisto sem legenda o mais recente filme romeno: faz-de-conta que eu entendo.
Tenho todos os ingredientes para um sanduíche inesquecível, a porta da geladeira está lotada de imãs de tele-entrega, mantenho um bar razoavelmente abastecido, um pouco de sal e pimenta na despensa e o fogão tem oito anos mas parece zerinho: faz-de-conta que eu cozinho.
Bem-vindo à Disney, o mundo da fantasia, qual é o seu papel?
Você pode ser um fantasma que atravessa paredes, ser anão ou ser gigante, um menino prodígio que decorou bem o texto, a criança ingênua que confiou na bruxa, uma sex symbol a espera do seu cowboy: faz-de-conta que não dói. Marta Medeiros

Um beijo e um sorriso...

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