A vida vivida intensamente...

sexta-feira, 15 de junho de 2007

Confusão de Sentimentos



"Destruo-me para
compreender-me"
Franz Kafka





O que há é essa confusão absurda de sentimentos e opiniões contrárias e extremas, que vêm e voltam, deixando meu humor mais oscilante do que o que já era de se esperar.

O que há é essa necessidade quase física de jogar tudo para cima e correr mais rápido do que jamais corri... correr até as pernas doerem e a respiração faltar. Mas há, em contrapartida, a necessidade de ficar e organizar toda a vida em cima do que se é esperado e se foi planejado pela vida toda.
Daí, o que faço? Fico e não jogo nada para cima. Não corro e também não organizo nada.
Como sempre, "em cima do muro"... é uma expressão que eu deveria usar entre meu nome e sobrenome, dando aquele toque especial que meu nome, completamente insosso, está precisando.

É uma coisa inexplicável, acontece de repente, não há como evitar. Você não escolhe, você não decide, aquilo não é seu, você não é dono do coração, sua função é única e simplesmente de entregá-lo a alguém. É a lei.

O Fogo...
Ardendo dentro de mim
Num braseiro sem fim
Uma confusão de sentimentos
Que não precisa de alimentos
Que alterna o desprezo
Com o viver a qualquer preço

Sinto uma alma ardente
Que tudo deseja vivamente
E que sente solidão
E raios de desilusão
Quando se sente ausente
O amor do coração

Desejo mais que tudo
Que o teu olhar mudo
Não signifique alheamento
Mas esconder o sentimento
Partilhado por duas almas
Que perderam a vida calma

É urgente definir
Se sentimento ainda pode existir
Ou proceder à união
Calar os gritos do coração
Escolhendo o Amor como destino
Ou a Solidão como desatino

"Queria contigo estar
Nas nuvens a dormir,
Para mais tarde relembrar
Para mais tarde sentir.
Queria poder cheirar
Teu perfume. E fugir
Para bem longe, saltar
Pular, dançar e curtir.
E depois ao teu lado ficar.
Queria meus olhos abrir
e ver teu rosto a brilhar.
Se pudesse tudo partir,
Fazia-o sem exitar.
Já não sei o que estou a sentir:
Se estou a amar, ou a odiar".

E, o vento parou quando a tua imagem se evaporou...
arrancaste-me lágrimas e sorrisos sem querer.
Em poucas palavras queria te fazer entender:
eras tu...
que me fazias respirar um momento após o outro;
que deixavas o meu olhar escorrer-te solto...
eras tu...

Um beijo e um sorriso...

2 comentários:

Anônimo disse...

SENTIMENTO DÉBIL

vamos gritar?
dar as mãos e saltar?
fechar os olhos e tentar enxergar o que antes pode ser claro?
Por que como o vento, esse sentimento que sufoca não passa e depois que volta deixa de ser o mesmo???
palavras soltas no ar
Posso gritar?
vamos correr pra não voltar?
eu já fui, pois cansei de ficar...

LM disse...

eu nao li tudo, só o que vc escreveu do Kafka.
Depois te mostro a foto da casa dele. Estive lá...ele nasceu em Praga.
Amo muito.
Lu