A vida vivida intensamente...

segunda-feira, 29 de agosto de 2005

A PAZ QUE TRAGO EM MEU PEITO

A paz que trago hoje em meu peito é diferente da paz que eu sonhei um dia...
Quando se é jovem ou imaturo, imagina-se que ter paz é poder fazer o que se quer, repousar, ficar em silêncio e jamais enfrentar uma contradição ou uma decepção.
Todavia, o tempo vai nos mostrando que a paz é resultado do entendimento de algumas lições importantes que a vida nos oferece.
A paz está no dinamismo da vida, no trabalho, na esperança, na confiança, na fé...
Ter paz é ter a consciência tranqüila, é ter certeza de que se fez o melhor ou, pelo menos, tentou...
Ter paz é assumir responsabilidades e cumpri-las, é ter serenidade nos momentos mais difíceis da vida.
Ter paz é ter ouvidos que ouvem, olhos que vêem e boca que diz palavras que constroem.
Ter paz é ter um coração que ama...
Ter paz é brincar com as crianças, voar com os passarinhos, ouvir o riacho que desliza sobre as pedras e embala os ramos verdes que em suas águas se espreguiçam...
Ter paz é não querer que os outros se modifiquem para nos agradar, é respeitar as opiniões contrárias, é esquecer as ofensas.
Ter paz é aprender com os próprios erros, é dizer não quando é não que se quer dizer...
Ter paz é ter coragem de chorar ou de sorrir quando se tem vontade...
É ter forças para voltar atrás, pedir perdão, refazer o caminho, agradecer...
Ter paz é admitir a própria imperfeição e reconhecer os medos, as fraquezas, as carências...
A paz que hoje trago em meu peito é a tranqüilidade de aceitar os outros como são, e a disposição para mudar as próprias imperfeições.
É a humildade para reconhecer que não sei tudo e aprender até com os insetos...
É a vontade de dividir o pouco que tenho e não me aprisionar ao que não possuo.
É melhorar o que está ao meu alcance, aceitar o que não pode ser mudado e ter lucidez para distinguir uma coisa da outra.
É admitir que nem sempre tenho razão e, mesmo que tenha, não brigar por ela.
A paz que hoje trago em meu peito é a confiança naquele que criou e governa o mundo...
A certeza da vida futura e a convicção de que receberei, das leis soberanas da vida, o que a elas tiver oferecido.
Às vezes, para manter a paz que hoje mora em meu peito, é preciso usar um poderoso aliado chamado silêncio.
É bom lembrar de usar o silêncio quando ouvir palavras infelizes.
Quando alguém está irritado.
Quando a maledicência te procura.
Quando a ofensa te golpeia.
Quando alguém se encoleriza.
Quando a crítica te fere.
Quando escutas uma calúnia.
Quando a ignorância te acusa.
Quando o orgulho te humilha.
Quando a vaidade te provoca.
O silêncio é a gentileza do perdão que se cala e espera o tempo, por isso é uma poderosa ferramenta para construir e manter a paz.

Autor desconhecido


Por que eu escolhi este texto hoje? Porque é exatamente assim que eu me sinto hoje. Não estou muito próxima dos meus amigos. Estou mais recolhida no meu cantinho. No meu novo cantinho. Mas sinto que essa é uma atitude certa para quem está querendo entrar em nova transformação. Sabe aquela história da borboleta que só vira borboleta depois que sai do casulo? Pois então. Sinto-me dentro de um casulo. E acho que, quando sair daqui, serei uma linda e delicada borboleta. Topam pagar pra ver?

É impressionante como a gente acaba se surpreendendo com as coisas que a vida nos reserva... tô muito feliz com todas as coisas em comum que tenho com minha nova companheira de quarto... desde modo de pensar até a acessórios... tudo muito igual!! hehehe

Estou muito feliz, e gostaria de poder dividir com todos minha felicidade!!

Um beijo e um sorriso a todos...

sexta-feira, 26 de agosto de 2005

sexta vermelha!!!

Amor ou paixão, não sei.
Loucura ou realidade, não me importa.
Meu corpo queima ao seu toque,
Seja esperado ou ao acaso.
Aprisiono meu pensamento.
Em suas mãos me desfaço em mil,
Enquanto os lábios te esperam,
Meu querer não tem limites.
Entre o céu e o inferno,
Fico com você,
Na busca plena do prazer!


Essas paredes de hoje me dia... não são mais como as de antigamente...
As de hoje em dia estão muito falantes... e eu não tô gostando muito disso não!! hhehe

Amanhã tem minha mudança... casa nova, vida nova!!

Um beijo e um sorriso...

segunda-feira, 22 de agosto de 2005

quer namorar comigo?!!

***Li*** diz:
oi
#$@%&@ diz:
oi
#$@%&@ diz:
demais a mensagem
#$@%&@ diz:
saudade
#$@%&@ diz:
muitas!
***Li*** diz:
hehe tbm!!
***Li*** diz:
recebeu minha msg no cel ontem?
#$@%&@ diz:
preciso te ver lindinha
#$@%&@ diz:
recebi
***Li*** diz:
precisamos marcar de nos encontrarmos, né!!
#$@%&@ diz:
ainda tá namorando?
***Li*** diz:
eu?? namorando??
não! :(
#$@%&@ diz:
quer namorar comigo?
***Li*** diz:
hahaha
***Li*** diz:
tá brincando né?!!
***Li*** diz:
fiquei sabendo que vc tava noivo!
***Li*** diz:
é verdade?
#$@%&@ diz:
não
#$@%&@ diz:
conversa dos outros
#$@%&@ diz:
namora comigo?
***Li*** diz:
e a distância?
***Li*** diz:
num quero passar por isso d novo!
#$@%&@ diz:
eu mudo pra aí
***Li*** diz:
pra cá? hahaha
***Li*** diz:
vc num pode estar falando sério...
***Li*** diz:
pq vc tá falando isso agora, #$@%&@ ??
#$@%&@ diz:
peraí
#$@%&@ diz:
o chefe chama

Essa conversa no msn foi muito boa... e tem gente que ainda insiste em bater na mesma tecla!! aff!!! só por Deus!! eehehehe

Um beijo e um sorriso...

sexta-feira, 12 de agosto de 2005

Exposta

Espero alguém que finalmente chegue
Atravesso horas que gostaria que terminassem
Queria dias que em noite acabassem
Sem se arrastar pela madrugada replicante

Que nasce, floresce e renasce a cada dia

Gostaria de poder ligar para certo telefone
Escutar um alo despreocupado e sossegado
Com tempo livre e liberado
Sem espios ou olhares preocupados

Poder dizer: estou indo te buscar

Passear pela calçada de uma orla qualquer
De mãos dadas, dedos entrelaçados e calmos
Corpos que se mostram a quem quiser ver
Sem o tremular nervoso de quem não deve ser visto

Escancarar o que se sente livremente

Poder tomar um banho demorado
Para matar o tempo gostoso da espera
Manter-me sempre linda e limpa
Por dentro, internamente; eternamente

Pois não sei quando irá chegar

Escolher aquela roupa que me deu
O perfume que seu olfato adora
Temperar a pele com o suor que sua língua aprecia
Esquentar o corpo para deixar a pele macia

Acariciar-te nua com o peso de meu corpo

Que não cansa de querer seu desejo
Cego à sua beleza
Justo por isso incansável
Em percorrer seus detalhes com meus dedos

Na proeza de saber cada seu detalhe

Configurando sua visão celestial e plena
Invasora sutil e permitida de minha esperança
Contraditória coma a derrota da vitória
Triste como a alegria fútil da volátil glória

De sermos juntos e sem constancia

Aspiro por sua permanência
Que não implica ser ininterrupta
Mas que carece em ser perene
Resistente ao mero até amanhã

Impávida aos domingos de lua que me atormentam a alma

Levando meu sossego num simples sopro
No brandir das folhas ao sabor do vento
Caindo ao menor esforço
Como se meus esforços fossem brotos

Tortos, rotos; incapazes perante seu outono

Que acinzenta minhas primaveras inférteis
Carente das águas neste verão seco
Desembocando num rio de inverno congelado
Atrofiado pelo gelo pirotécnico de meus alardes

Mudos, surdos, cegos, mas não covardes

Ainda ando por passos firmes
Joelhos justos e pernas fortes
Toco ao chão com aqueles por muitas vezes
A cabeça mira nuvens, condensando sorte

Esperando a bonança graciosa que me pertence

Corpo molhado, tempo ilhado
A terra faz-se lama e procura meus poros
Entra por fendas e feridas de pés descalços
Encontrando o calor na carne exposta das minhas frieiras

Portais sinalizadores do tempo de estrada

Tenho resistência para muito mais
Na mochila chamada paciência
Há uma carga indispensável
Aquilo que separa teimosia da perseverança

Toneladas essenciais de entendimento

Estive um dia do outro lado
Fui açoitada como escrava vadia
Minhas costas, largas e fortes
Devoradas pela sanha de um senhor impiedoso

O medo neutraliza a capacidade de sonhar

Escurece o brilho das pequenas e importantes coisas
Leva as asas que nos fazem voltar ao chão
E como balões vagamos sem destino, sem tino; desatino
Entregamos a vida ao reles contento do destino

Variável e desagradável em sua inutilidade

Fiz valer meu livre arbítrio
Decidi que suportaria errar
Compreendi que gostaria e seria humilde ao acertar
Polindo o orgulho com a delicadeza dos restauradores

Trazendo cor e forma a arte de ser meu próprio dono

Ser obra de minha matéria
Insumo de meu básico
História de minha lembrança
Saudade do sentir amor

Ser palavra de sua rima


Sem maiores comentários para os políticos de hoje...
Que seja feita justiça (se é que ela existe...)

Um beijo e um sorriso...

quinta-feira, 11 de agosto de 2005

Anseio

A vida se encarregou de fazer a arte
Escreveu tudo com tinta muito colorida
Trouxe a brisa
Levou o sossego

Ficou a saudade

Toda vez que ela bate em minha porta
Pergunto-me se devo mesmo abrir
Se preciso desta rotina tão incerta
Que é não saber o momento depois do agora

De viver por derradeiro instante

Sou feita de vida
Que reside em meu corpo útil
Um sentimento vital
Que quer você sempre e mais

Amor que me faz única, imortal

Quero mais e sempre
Alucinada, descontrolada
Suplicante de sua especificidade
Louca por sua poesia única

Cega diante de sua aparição

Ofuscando as estrelas
Neste momento, tão pequenas
Fazendo da lua enorme
Detalhe quase despercebido

Frente sua grandiosidade

Vindoura e edificante
Pilar de uma vontade que transcende
Arrimo de verdade incontestável
Impossível aquilo que nos fará parar

Continuarei indefinidamente

Mas quero todas as definições
Preciso daqueles pontos finais, afinal
Não quero ser mais reticente
Desdesejo ser o último ponto de suas reticências

Serei a interrogação mais concreta de sua vida

Para que se pergunte sempre
O que somos definitivamente
E que se responda todas as vezes
Que somos perfeitos

Feitos um para o outro

Um beijo e um sorriso...

quarta-feira, 10 de agosto de 2005

O peso da Alcatra...

Fiquei "P" da vida com uma porra de uma merda que vi hoje. Entre outras coisas que faço aqui no trabalho, uma delas é cadastrar alunos e controlar a saída e entrada de livros aqui da biblioteca. Hoje estava cadastrando um aluno, quando chega um médico e pede pra retirar um livro para xerocar uma parte da bibliografia do mesmo. Como esse médico não era usuário da biblioteca, e não possuía cadastro, pedi que ele deixasse um documento dele comigo, e quando ele devolvesse o livro, eu devolveria o documento. E assim foi feito... Ele deixou a carteira do conselho regional de medicina (foi aí que descobri que ele era médico).
Mas o que me deixou "P" da vida foi que na sua carteira do conselho regional de medicina vinha escrito, no topo do documento em texto garrafal:

NÃO DOADOR DE ORGÃOS.

Tudo bem que ninguém é obrigado a ceder de livre e espontânea vontade pós mortem, através de um texto psicografado, que quer deixar seus restos mortais que os vermes vão comer e cagar depois para quem quer que seja. Mas um profissional de medicina, sujeito este que cursou no mínimo sete anos de um curso superior, fez residência, comeu o pão que o capeta não comeu porque estava tarde e foi dormir, e dizem as más e boas línguas fez um juramento em prol da saúde e integridade física do semelhante mediante seu esforço e saber, não ser doador de órgãos é no mínimo PUTARIA.

O cara depende, muitas vezes, de um órgão de outro paciente para salvar a vida de uma pessoa e em contrapartida botar mais uma graninha no bolso e mais um tijolinho de sua casa no paraíso. Este mesmo cara devia ser obrigado a ser doador de órgãos, pré-requisito da profissão, pois este malaco sabe mais que ninguém da importância da doação de órgãos para um e por vezes vários pacientes que empurram a morte com a barriga na espera de um transplante. Alguns destes agonizantes são bons contadores de história, outros não.

O avanço da biomedicina faz dos mortos geradores de sobrevida e é realmente intrigante um médico ser um não doador de órgãos. Aos médicos ou não, que são doadores parabéns. E aos médicos que não o são, ainda há vaga para açougueiro de nível superior por aí.

Após esse momento de desabafo... aí vai uma parte da música do Gonzaguinha para acalmar os nervos...

"Eu fico com a pureza da resposta das crianças
É a vida, é bonita e é bonita
Viver, e não ter a vergonha de ser feliz
Cantar e cantar e cantar
A beleza de ser um eterno aprendiz
Ah, meu Deus, eu sei, eu sei
Que a vida devia ser bem melhor e será
Mas isso não impede que eu repita
É bonita, é bonita e é bonita"
O Que É, O Que É? (Gonzaguinha)

Um beijo e um sorriso...

terça-feira, 9 de agosto de 2005

...

Não há quem explique por completo
Cada um vive o seu, diverso
E por mais que eu me estenda em vasto número de verso
Jamais serei uno

Impossível universo.

Prazer de aceitar que se pode sofrer
Opção de quem sabe que a alternativa raiz é só querer
E neste eterno de prazer e vontade
Toma-me, me encarna, me invade

Me domina para sua completa realidade

Do que se quer beber em corpos
Do que se penetra para tornar aberto
O corpo responde aos estímulos
E estes fervem quando se está por perto

Intimo, interno, no seu interior; desejo.

O seco das bocas algodoa pela maciez do toque
Leve-me, me tome, sacuda em reboque
Deixe minha cabeça ilesa e castigue meu corpo
Com todo seu calor

Me permita! Entrar, sair, tirar, me por. Suor, gozo, vapor

De suas lágrimas que brotam pela pele
Da pele que me impele
Que me imploram que eu te revele
No negativo da minha língua

Que te banha em prata, que se lhe mostra em saliva doce, que por embalo quase mata

E o que segura não são vossos braços
E o que sustenta não são pernas em laços
O que se quer difere de sexo no encalço
A busca é maior que qualquer percalço

Te quero amor, Amor, este impossível em ser falso.

Que remete ao paraíso
E retorna em sem segundos
Que me arrouba em paixão o juízo
Me fazendo prisioneira voluntária de seus mundos.

Um beijo e um sorriso...

sexta-feira, 5 de agosto de 2005



Fê... muito obrigada pela indicação da música... é relamente linda... e indicada por você acaba tendo um gostinho mais especial!! hehehe
Mesmo depois do sacrifício que foi pra consegui-la... mas tá valendo!! heheeh
Te cuida, ok!! Amo você!!
Ah... olha só... a primeira foto do meu blog é sua... quanta honra hein!! olha a responsabilidade!! ehehehe
Até +... você tá me devendo uma visita!!

Aí vai a letra da música...


Viernes 3 am
Os Paralamas do Sucesso
Composição: Charly Garcia Versão: Hebert Vianna

A febre de um sábado azul
E um domingo sem tristezas
Te esquiva do teu próprio coração
E destrói tuas certezas
E em tua voz só um pálido adeus
E o relógio no teu punho marcou as três

O sonho de um céu e de um mar
E de uma vida perigosa
Trocando o amargo pelo mel
E as cinzas pelas rosas
Te faz bem tanto quanto mal
Faz odiar tanto quanto querer demais

Você trocou de tempo e de amor
De música e de idéias
Também trocou de sexo e de Deus
De cor e de bandeiras
Mas em si nada vai mudar
E um sensual abandono virá, e o fim

Então levanta o cano outra vez
E aperta contra a testa
E fecha os olhos e vê
Um céu de primavera
Bang! Bang! Bang! Folhas mortas que caem
Sempre igual
Os que não podem mais se vão

Um beijo e um sorriso...

quinta-feira, 4 de agosto de 2005

as coisas como elas são!!

É no seu corpo que encontro o alimento do meu,

No seus lábios busco o refresco para o calor que me queima,

Das suas mãos quero apenas o meu porto seguro,

Ao seu lado vivo apenas o hoje, já que o amanhã está longe da minha urgência;

A vergonha deixei presa na gaveta e quero o simples pecado da carne;

Nos seus braços encontro a minha tranquilidade, mesmo que seja insana,

Com você materializo o desejo dos meus sonhos,

Entre fugas e encontros, somos apenas eu e você,

Acertando ou errando, é assim que seguimos o nosso caminho!

No momento que você está comigo você é só meu, e é isso que me importa!!


Saul... sinto muito sua falta!!
Peste... obrigada pelas palavras pronunciadas ontem!!
Tq... me aguarde... estou chegando!!!
Um beijo e um sorriso...

terça-feira, 2 de agosto de 2005

Sou assim...

Extrovertida pra disfarçar a timidez
Amiga, carinhosa, dengosa, romântica do tipo que manda flores (risos).
Às vezes sensível demais, às vezes racional demais, ciumenta (com meus amigos), chorona, melosa..
Não temo a morte porque acho a vida às vezes muito vazia..
Procuro um namorado mais perfeito do mundo e um trabalho feito sob medida só pra mim..
Tenho coração vagabundo... sempre perdôo, falo demais, ouço de menos..(por isto sou mestre em quebrar a cara..) e na maioria das discussões sempre perco.. penso que às vezes é mais fácil ceder
Falo muita besteira e sou dona de uma imaginação invejável.

Adoro beijo na boca!!

Gosto quando cuidam de mim (me sinto amada).
Gosto de ser mimada
Sou acelerada então não gosto de gente lenta, ou melhor, pessoas lentas me fazem rir...
Acho o preconceito uma babaquice e fofocas o "oh"
Ah e já disse que sou ciumenta com meus amigos?? rsrsr (eh q sou um pouquinho ciumenta d+, eu acho...)
Eu já: Chorei de amor (achava que era amor) muito, na verdade noites inteiras.. depois acordei como se nada tivesse acontecido,
Chorei de tanto rir e fingi muitas vezes que entendi algumas piadas que na verdade não entendi até hoje.
Falei coisas que nem pensava que eu fosse capaz de dizer..
Fiz coisas malucas e muitas erradas..
Briguei com quem não merecia..
Pedi perdão;
Corri na chuva e já menti que estava doente pra não ir trabalhar...
Tenho grande facilidade de aceitar que errei.. Tenho dificuldade em lhe dar com os meus erros.
Já chorei no telefone.
Já tirei a melhor nota da sala e também já tirei a pior nota da sala...
Fiquei mais que vinte minutos abraçada... (aff como é bom!!)
Deixei tudo pra amanhã, e fui dormir...
Já passei o dia inteiro de pijama (isso é de lei!! ehehe)
Já fiquei no telefone por mais de 5 horas ininterruptamente.
E já passei uma noite inteira na net.. (uma noite só??!! ahahah até parece né!!)

Tbm já fiquei horas ao lado do telefone esperando alguém me ligar depois chorei baixinho pra ninguém ver/ouvir
Fui cínica, falsa e algumas vezes menti ( mas quem nunca foi?)
Apostei toda minha confiança em alguém q não merecia
Me apaixonei loucamente por alguém, que fiquei até sem comer, sendo que depois de 2 meses esta pessoa já não existia mais nem na minha agenda do celular.
Cantei e dancei na frente do espelho, fingindo que tinha uma platéia e eu era super star...
Esqueci alguns de meus melhores amigos, e sempre me lembro de pessoas ilustres que conheci de relance em um bar, mercado ou esquina e com certeza nunca mais verei..
Choro nos filmes e nos livros e se os vejo mais de 10 vezes choro tudo de novo..
Já torci pro bandido,
Bloqueei amigos no MSN (sem querer!!)
E na maioria das vezes nestes 20 anos fui simplesmente eu .. assim sem graça, sem charme, sem beleza exótica às vezes melancólica mas feliz.. dentro de um contexto que só eu sei avaliar...

Um beijo e um sorriso...

quinta-feira, 28 de julho de 2005

Ruim de Aturar

Ta tudo muito nublado e por mais que eu vislumbre um risco maior de sol no horizonte que se coisifica pelo toque alcançável de um esticar de dedos, o barulho da chuva ainda é ensurdecedor. E num reflexo físico, toda vez que dói aos ouvidos fecho os olhos, como se não enxergar diminuísse meu incomodo, na tentativa de desviar o som para o lugar de onde ele realmente emana; dentro de mim.
Adoro estas tempestades, mas como não podia deixar de ser tudo se faz diferente. Sou eu quem fez chover e somente eu posso decidir quando parar. Molhar é a intenção de toda tempestade. Seu fim porém nem sempre traz a finalidade proposta, ainda mais quando se propõe o que não se quer cumprir.
Ta difícil, ta dolorido, ta diferente e ta me fazendo mal. Me deixando pra baixo, pra dentro e irreativo. Sim, palavras novas para sentimentos novos que não sei como descrever e não tenho obrigação de saber como senti-los. Mais raso do que parece, sei qual é a melhor saída para caso este de difícil solução que eu mesmo me propus. A felicidade está na minha frente, passeamos de mãos dadas sob um luar bonito em noite de calor insuperável. E mesmo assim me dói perder ou deixar de querer ter alguém por quem lutei desesperadamente e que sabidamente não fará o mesmo comigo e por mim..
Impossível gostar de duas pessoas ao mesmo tempo e na dúvida sobre quem se gosta mais a solidão é a companheira menos dolorosa que me permito ter. Tomara que eu tenha tempo para acertar e que acertem comigo. Caso contrário azar o meu e vou ter merecido.

Um beijo e um sorriso...

quarta-feira, 27 de julho de 2005

Fratura Exposta

Oi, amor. Vim me apresentar para lhe dizer tchau. Sim, para me despedir num pra sempre eterno. Daqueles que duram para sempre. Pois que o pra sempre sim, invariável finda. Oi amor, estou aqui pra abrir mão da última vez de um, por que não, talvez. Sem mais afirmativos, negativos ou meros porquês.

Prazer amor. De ter sentido, de ter querido. Prazer amor, por não ter sofrido, por sequer ter sido. Prazer amor, agora sabido, que não foi nada mais que dolorido. Pois não se tem alegria na tristeza que é viver pra ser preterido, incompleto e dividido. Prazer amor, mas que prazer mais incontido.

E se a dor que me vem agora trará alívio ou compensação só meu único Deus mostrará. O Tempo passa e nunca despercebido. Sabido este moço. Arranca dúvidas, traz certezas e num segundo infinito muda sua vida como mero brinquedo. Acaba com tudo. Constrói com tudo. Faz do todo um tudo e do tudo que se foi um nada que já o é. Complexo o tempo, mas é o único que verdadeiramente nos quer.

Apaixonado, amor. Paixão de ter sentido, de ter tentado de ter perdido. Apaixonado por você, por ter lutado, por, enfim, ter sido derrotado. Já não podia mais levantar do chão e pedir para outra vez ser abatido, açoitado, surrado; amado. Abatido por eu próprio, pelo que se sente, pelo fogo que nos impulsiona, pela paixão pela qual se é consumido. Que paixão destruidora e acabei por destruído.

Obrigado, amor. Por ter me deixado aprender. Por ter me feito sentir. Quantas palavras velhas se me vieram inéditas e quantos sentimentos por outrora tolos se fizeram indispensáveis. Obrigado amor por não caber em peito próprio e por procurar um ninho quente e seguro no peito de alguém que não eu mesmo. Agradeço pela saudade, pela alegria e por toda a verdade. Obrigado por me ensinar a querer e ter vontade.

Adeus, Amor. Por nunca assim ter lhe chamado, por sempre assim ter sido querido só por mim. Adeus amor, por nunca, em nenhum momento eu assim ter sido. Adeus e obrigado por somente eu não ter conseguido. Adeus com todo sentimento; explicado, exposto, dado, experimentado. Adeus, amor, meu amor. Adeus nosso amor

Adeus de amor é impossível e para milagres não conheço outro jeito. Só há Deus

Amor

Um beijo e um sorriso...

segunda-feira, 25 de julho de 2005

O INÍCIO

A batalha será perdida. Quem diz é o Instinto. Infalível. Sorrateiro. Verdadeiro. Absolutamente imutável. É o mesmo Instinto que diz estarmos apenas no início. De uma guerra enorme, talvez sem fim. Mas isto não é decisão do amigo Instinto. Será conseqüência de um inimigo fiel, companheiro e sincero. Aquele que está em segundo lugar na lista dos piores inimigos: O Destino. Mutável. Ilusório. Constante. A grande estrada objetivo a dentro. O caminho que leva a derradeira luta com o pior inimigo. E tenhamos certeza: o que todos nós mais queremos é que está luta aconteça. E por mais que se perca, sempre vencemos. De novo o Instinto. Trazendo a certeza da vitória. Falemos dele, pois.

Que fique esclarecido: o Instinto nunca falha. Por mais absurdo que se lhe apresente ele é a essência da mais pura verdade. Uma dentre as poucas que podemos tocar. Mais uma entre as muitas que não nos permitimos conhecer por pura ignorância. Ignorância no trato, no contato, na intimidade. Medo de que seja possível perceber tamanha presença.
O Instinto não é um sentimento. Transcende o conceito de sentimento. Entranha-se no emaranhado de incertezas que temos que debulhar vida a fora. A todo instante, intensamente, incessantemente, invariavelmente. Plural e único. Multifacetado e particular. É sua arma. Minha arma. Nossa única defesa. O corpo falece, perece, padece, ajoelha fraco em posição de prece. E no momento certo nosso amigo aparece. Arrepia o corpo, a carne outrora fraca estremece, o arrepio gélido eriça os pelos e a pele endurece. O vomito ejeta-se pela garganta e o corpo cresce. Mais uma vez em posição de prece. Mãos postas á boca como se pedindo estivesse. E na verdade estamos. O Instinto nos faz lutar. Diz ao corpo que é possível conseguir e se assim o for assim o fará que seja.
Aquela agonia que nos faz voltar a cabeça em direção oposta. Aquela voz firme e confiável que nos alerta para o que deve ser feito. São pensamentos vindos do lugar mais confiável da existência humana: o desconhecido.
Entregue-se ao desconhecido e dominarás a arte de usar o Instinto a seu favor. Este sem controle torna aquele apavorante. Dominado faz com que tudo se torne antecipado e adiantado. Deixa-nos um ou mais passos a frente. Passos metafóricos. Podem ser horas, dias, segundos, pessoas, coisas, vidas.
O maior amigo é destruidor. Indestrutível. Rompe qualquer grilhão com a facilidade de um Querer. Eis o segredo. Queira. Como se fosse consumível pela eternidade. Volátil pelo instante. Grandioso como o universo que teima em expandir-se além da compreensão do que se mensura. Aventura-te. O Instinto é a razão da vontade. Seu guia nosso guia. Ele me levou a ela. Já o dominei faz algum tempo. Já não o confundo com a Dúvida. A curiosidade é um traço marcante dos que já dominaram o Instinto. Faz com que a eliminação de qualquer dúvida suscite questionamentos que nos tiram do total estado de inércia moral chamado ignorância.
Eis que pela primeira vez, por Instinto, olho pra ela. Pronto! Estamos começados. A primeira batalha tem seu começo e de cara sei que vou perdê-la. A batalha. Meu melhor amigo afirma que ela será minha. Infalível e verdadeiramente.
Sei que a quero mais que tudo. Agora há coisas que devem ser destruídas. Outras para serem construídas. Decisões. Voltaremos a falar delas. Neste exato, é tempo Dela. Que comece!

Um beijo e um sorriso...

quarta-feira, 20 de julho de 2005

Amar e não pensar.

Diante da correria que o dia de hoje promete, não dará tempo para sequer pensar em escrever um texto legal pra se colocar aqui... então estou postando um texto que um dia eu li em algum lugar (que já não me lembro qual), escrito por alguém (que também não sei quem é) e que me chamou a atenção... talvez pelo girassol... talvez pela indagação do pensar e da inocência... não sei ao certo.. mas é isso...

O meu olhar é nítido como um girassol.
Tenho o costume de andar pelas estradas
Olhando para a direita e para a esquerda,
E de vez em quando olhando para trás...
E o que vejo a cada momento
É aquilo que nunca antes eu tinha visto,
E eu sei dar por isso muito bem...
Sei ter o pasmo essencial
Que tem uma criança se, ao nascer,
Reparasse que nascera deveras...
Sinto-me nascido a cada momento
Para a eterna novidade do mundo...
Creio no mundo como num malmequer,
Porque o vejo. Mas não penso nele
Porque pensar é não compreender...

O Mundo não se fez para pensarmos nele
(Pensar é estar doente dos olhos)
Mas para olharmos para ele e estarmos de acordo...

Eu não tenho filosofia: tenho sentidos...
Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é,
Mas porque a amo, e amo-a por isso,
Porque quem ama nunca sabe o que ama
Nem sabe por que ama, nem o que é amar...

Amar é a eterna inocência,
E a única inocência é não pensar...

O pão de queijo ontem me trouxe lembranças boas do tempo em que estava em TQ... me trouxe saudade de um amigo que há mais de 1 mês não o vejo... BAND.. os pães de queijo ficarão pra sempre na nossa história!!
Saul.. saudades de você... muitas...
Fê... tá tudo bem?? sonhei com você!! Te cuida, ok!!

Um beijo e um sorriso...

segunda-feira, 18 de julho de 2005

Refletindo

Duvido realmente se todos têm noção do que fazem
Através das palavras, das atitudes
Dos conselhos que proferem e proliferam
Das virtudes cambetas que tanto veneram

Ignoro se tem certeza sobre o que querem

Tanta diferença pelo caminho
O movimento da boca é totalmente disforme
A compensação do corpo não combina
O equilíbrio ínfimo sequer rima

Continuam porém exercendo caridade

Como se estivesse tudo correto
Parecendo que o mundo ao redor errasse sempre
Como se precisasse do detalhe salvador
Do toque edificante contido em seus ideais inalcançáveis

Filosofia própria que revolucionaria o mundo

Continuo irritado quanto a sua necessidade
Desconheço o limite da bondade descomprometida
Onde ela esbarra na troca
Quando ela mostra-se um gesto de desapego

Fazem mesmo por puro contentamento alheio?

Cada vez que me pergunto
Respondo mais e sempre por mim
Egoísta e míope
Não miro ou almejo soluções para ninguém

Dou forma à argila da verdade em comunhão

Quero as impressões digitais das nossas ajudas
Simbiose dos impérios de entendimento
Aprender em conjunto
Tocando a pele do desconhecido para saber diferenciar da minha

Ser o diferente que você conhece

Preciso da permissão solene de seu desejo
Para simplesmente ficar perto
Ou longe o suficiente
Para ser percebido

No exato tempo para ser querido

Que eu seja rude o suficiente
Sutil o necessário
Eloqüente o quanto possível
Silencioso como sensível

Deixe-me ser imprescindível

Carinho de seu afago
Pele do seu toque
Calor da sua carne
Saudade do seu amor

Esquecimento vivo de suas lembranças mortas

Faz de mim extensão de seu querer
Use com toda vontade e necessidade
De utilidade a esta vida que deve ir além
Disponha da força que você não tem

Que eu seja sua ferramenta

Porém, venha de você a força
O ímpeto, o impulso: a confiança
Imagine o prazer imensurável
De ser meio dos seus fins

Ser caminho de suas pegadas

Seria até fácil colocar-te no colo
Pedir licença às dificuldades
Saltar pedras e descaminhos
Facilitar o encontro com seus sonhos

Mas a vida não seria a sua

Estaria invadindo um local santo
Altar impenetrável e inalienável
Indisponível pela própria natureza
Exposto a qualquer reles incerteza

Ainda assim, intrínseco e indisponível

Seu querer é impenetrável
União indissolúvel daquilo que se sabe com o que se sente
Aquela impressão de poder absoluto
Potencialidade de conquistas infinita

Palpável e alcançável pela aproximação do tentar

Que pode ser e,por vezes muitas, será
Dolorido, torturante e lacerante
Deixando marcas e certos sorrisos
E uma certeza aterradora:

Somos mais capazes, fortes e vorazes que imaginávamos

Desde o último golpe que levamos
Do lamento que deixamos escapar
Da última dor pensada impossível de aturar
Daquele derradeiro suspiro da desistência que não veio

Percebemos que continuamos

Transpondo os perigos e problemas do dia-a-dia
Buscando, até inconscientemente, desafios maiores
Alguns grandes demais para nossas forças
Justamente nestes ganhamos mais

Pedindo ou aceitando ajuda

Que se obtém e mantém baseada na confiança
Estendendo-se pela esperança
Assegurada por nada
Pois nada garante que ela irá funcionar

Não esqueçamos que viemos tentar

Cada um a seu modo
De seu único e exclusivo jeito
Sem pretensão de ser a verdade
Isento da empáfia de ser perfeito

Preciso de ajuda, posso ajudar?

Por hoje é só... estou me recuperando do final de semana ainda...
Tq... sem comentários!!
Deixo aqui, apenas umas breves palavras direcionadas à Priscila... Pri... ainda bem que seu anjo da guarda estava com você... o que seria da gente se algo te acontecesse??? Te amo muito, AMIGA... fica com Deus!!

Um beijo e um sorriso...

sexta-feira, 15 de julho de 2005

Amor louco amor

Estou com amor no corpo, na mente e na alma. De tanto que ando lendo sobre. De tanto que ando sentindo. E porque ele ? o amor - está me invadindo vou tentar exorcizá-lo. Não sei o que sairá aqui. Estou seguindo o meu raciocínio torto. Ou não estou seguindo nada. Tirando palavras por detrás do pensamento.
Que grande besteira dizer que meu amor dói. O amor não dói. São os outros sentimentos que agrego a ele é que o fazem doer. A insegurança é o primeiro deles. O amor me transforma em adolescente cheia de muitas e várias inseguranças. Transito entre razão e emoção tendo sempre a falta de chão como ameaça. Ameaça que se concretiza a cada passo.
E a insegurança traz outros sentimentos. Urgência de viver tudo como se o minuto seguinte fosse definir a minha vida. Ansiedade por agradar, por fazer feliz, por espalhar pétalas sobre as pedras do caminho.
Na ânsia de agradar ao meu amor, agrado a ele ? o objeto do meu amor. Mas não pergunto ao homem ? o objeto do meu amor - se quer ser agradado. Nem como. Invado sua vida e derramo sobre ela a minha necessidade de dar amor. Porque dando amor, recebo amor. É a lógica da reciprocidade. Como se houvesse alguma lógica no amor!
Alterno timidez e ousadia em ínfimos segundos. Passo da alegria à tristeza com a mesma velocidade com que meus dedos digitam as palavras. Sensibilidade à flor da pele, reviro as entrelinhas buscando ler a mim mesma nas linhas dele. Não me vejo nelas porque o amor me emburrece. Ou porque o amor dele é mudo, não se diz a mim.
Paro e me pergunto: o que quero do amor? Quero me amar nele. Quero vê-lo se refletindo em mim. Permanecer em estado de amor é viver sem fôlego. É sentir-me aguda, sem saber o que fazer de mim. E por não saber o que fazer de mim, não sei o que fazer dele, o homem que amo. E como o amor também o tornou ilógico, somos duas bombas prestes a explodir. E queremos explodir um no outro, esgotando a necessidade mútua de dar e receber amor.
Tudo isso seria perfeito se não precisássemos do amor um do outro. Mas precisamos. O amor dele alimenta o meu. O meu alimenta o dele. E esta reciprocidade precisa ser traduzida em palavras. atos e atitudes. E ao ser traduzida, precisamos sentir o amor de forma concreta.
Esta vira então a perdição do nosso amor. Porque a minha necessidade é diferente da necessidade dele. O meu amor é diferente do amor dele. E a gente se perde nas cobranças, nos silêncios, nos mal-entendidos, nas diferentes interpretações, nos pré-julgamentos e nas condenações. E o que era amor vira dor. Então, concluo que amor dói!
Mas ainda que o amor venha cercado pela dor, eu o quero. Que me vire e revire. Que me tire do centro e me jogue nas nuvens. Que me faça andar na corda bamba ou seja meu chão. Que me queime, me fira, me desatine, mas que seja sempre amor!

A semana termina aqui... um saldo bom, mas poderia ter sido melhor... quem sabe na próxima né!!!
Amanhã tem festa... Tq aí vou eu (novamente!!)

Pensamento do dia: ENTALHE (Adélia Theresa Campos)

um sol tímido e apressado
esculpiu um halo ao teu redor
esperança gravada em arco
.
um molde vazado e inquieto:
.
era a tua dor
na minha dor

Um beijo e um sorriso...

quinta-feira, 14 de julho de 2005

Da concepção e formação da honestidade

E há tempos nem os santos têm ao certo
A medida da maldade
(Legião Urbana in Há tempos)

O tema do post de hoje é reincidente na vida. É a condição humana mais uma vez sendo repensada. Somos nós e o nosso retrato nem sempre pensado porque raramente visto por nós. Num momento em que estamos todos demonstrando vários sentimentos em relação ao escancaramento da corrupção dos nossos representantes, é preciso também nos colocarmos enquanto agentes deste processo.
O termo corrupção tem vários significados em qualquer dicionário. Condicionamos a associá-lo apenas ao servidor público e ao político. Mas a acepção correta da palavra é: corrupção é ato, processo ou efeito de corromper, modificar, adulterar as características originais de algo em causa própria ou de outrem. Façamos então nosso exame de consciência. Quantas vezes na vida nos colocamos frente a uma situação em que está em nossas mãos mudar o rumo ou a característica de algo a nosso favor ou a favor de alguém que nos interessa? E quantas vezes retrocedemos em nome da nossa própria honestidade? Não estou me referindo aos grandes escândalos, mas a pequenezas como usar de conhecimentos para ganhar uma vaga de emprego, para não enfrentar uma fila, para obter vantagens numa compra qualquer. Ora, dirão, mas é indecente comparar isto ao rombo bilionário dos cofres públicos! Então eu me pergunto: aquele que é hoje capaz de ser pouco ético em situações corriqueiras terá ética numa situação de poder? Aquele que não se sente prejudicial ao usar de influência para levar alguma pequena vantagem sentir-se-á prejudicial ao ficar com o dinheiro do estado ? que na visão comum é de todos nós e assim sendo é também deste cidadão que está em posição de usá-lo em benefício próprio?
Honestidade é caráter e caráter é formação familiar. Não se aprende a ser honesto na escola. Não há universidade capaz de formar um sujeito honesto. Mas aprende-se na convivência diária lá na primeira infância. Uma criança aprende a mentir quando assiste ao pai ou mãe ou um adulto da confiança dela mandando dizer ao telefone que não está em casa. Aprende a não ser honesta quando escuta qualquer um deles justificar uma falta ao trabalho com uma doença imaginária. Situações comuns, normais e consideradas inócuas. Mas não o serão na formação daquele serzinho que olha a quem admira e confia como modelo a ser seguido e defendido.
E por aí caminham os ensinamentos que fazem de nós seres exigentes em relação à honestidade do outro, mas completamente paternais em relação à nossa própria.Não sou diferente. Tenho, como qualquer outro ser humano, minha própria concepção de honestidade. E esta concepção pode ser a mesma de várias outras pessoas. E pode até ser considerada verdadeiramente honesta. Não roubo, minhas pequenas mentiras (porque minto e omito como todos os seres humanos) não são usadas para tirar algo de alguém, não prejudico o meu semelhante. Condeno com veemência todos os atos estampados nos noticiários. Atos para os quais eu jamais encontraria justificativa ou explicação e que me horrorizam como a cada um dos habitantes deste país.
Mas será que, num minucioso exame de consciência, eu ainda me descobrirei honesta?

Saudades de todo o pessoal de Taquaritinga... em especial dos meus queridos amigos que há tempo não os vejo..
Saudades dos meus amigos de NH também??!! Vocês sempre estarão comigo...
Saudades em especial do Saul... é muito difícil estar nessa cidade depois de tudo o que aconteceu... E eu que tinha jurado não voltar mais pra não relembrar momentos ruins...

Jabuka está se tornando cada dia mais uma casa pra mim... ainda bem... já que é tão difícil ir embora daqui... essas empresas de ônibus não colaboram!!

Aos novos amigos que aqui fiz... obrigada pela receptividade... e pelas boas vindas... o que seria de mim sem vocês?? Manu, Ariel, Gi, Beach... Obrigada por tudo mesmo!!

Rematrícula tá aí... galerinha... vamos nos unir!! hehehe

Pensamento do dia:

A Última Hora
Toda a gente está morrendo.
Surpresa? Não.
Que novidade há nisso?
Morremos todos os dias.
Eu já morri muitas vezes.
Esse não é o grande problema.
O pior de tudo é quando cansamos de renascer.
Eu cansei.
Renasço agora para morrer uma última vez.
Que seja esta a minha última hora.
Definifivamente...

Um beijo e um sorriso...

segunda-feira, 13 de junho de 2005

Ai meu Deus... me ajuda!!!

Um belo dia você acorda e vê que todas aquelas muralhas do seu castelinho num servem pra nada... que o seu maior sofrimento pode vir de algo que se encontra dentro dos limites da muralha... e que a dor do coração às vezes pode não ser a dor mais aguda que você já sentiu na vida...
É bem isso mesmo...
Semana passada senti muitas dores na minha coluna... e consultando um especialista descobri que tenho um tumor próximo (se não na) à coluna...
Uma dor intensa, initerrúpta, que veio de repente, que baixou minha pressão, que me fez perder noite de sono... que fez meu pai vir me buscar aqui em Tuaquaritinga pra me levar ao médico...
Hoje, apesar do medo, só tenho a agradecer a força que meu pai me transmitiu esses dias todos que fiquei lá... agradecer todos os carinhos canalizados à minha pessoa, todos os afagos e palavras de conforto...
Agradecer por acreditar em mim... acreditar que eu vou sair dessa, mesmo quando eu mesma cheguei a duvidar... agradecer por apostar as fichas em mim, e por ter tanta certeza de que eu sou forte, que me faz acreditar nisso também...
Enfim...
Tô meio boba... ainda não sei como vai ser... apenas sei que tô com muito medo da cirurgia... por ser em um local delicado... por ter medo de cirurgias... por ser boba... por ter que ficar de repouso depois... enfim...

NÃO QUERIA QUE ISSO ESTIVESSE ACONTECENDO!!!

Mas fazer o que... agora é rezar e pedir pra que dê tudo certo!!!

Outra coisa que me deixou muito abalada esse final de semana foi o fato de estar fazendo 2 meses que o Saul faleceu... é gente... 2 meses sem meu querido amigo... a vida continua... e a dor da perda também!!!

Que toda essa loucura passe logo... e que a vida continue brilhando pra todo mundo com a mesma intensidade que a vejo brilhar hoje!!

Cris... adorei a loucura no sábado!! ehhehe se era pra surpreender, você conseguiu!!
E esse final de semana foi mais um dia dos namorados sozinha... salve amigas... sempre nós!! hehehe a torta tava deliciosa!!
Lu... obrigada pela visita... NH está sempre de portas abertas pra vc!!

Um beijo e um sorriso...

quinta-feira, 9 de junho de 2005

Quem Nunca

Quem nunca parou e ficou pensando na vida e vendo que se voltasse no passado poderia ter feito tudo diferente...
Quem nunca escutou uma música e lembrou de uma pessoa em especial, e lembrou de momentos já vividos... e ai bateu aquela saudade e vontade de correr pro passado, grudar nele e nunca mais soltar...
Quem nunca fez promessas dizendo que se fosse hoje jamais teria errado...
Quem nunca entrou em baixo do chuveiro e começou a chorar de raiva por ser tão burra e tão egoísta consigo mesma...
Quem nunca ficou no meio de uma prova (aquele teste que é decisivo pra passar de ano) e não conseguia pensar em mais nada além de como foi legal aquele fim de semana passado... (essa semana tá bem assim mesmo!!!)
Quem nunca pegou aquela caixa cheia de cartas e começou a ler uma por uma e notou que cada ano que passa vamos crescendo e que hoje muitos daqueles bilhetinhos parecem ser escritos por crianças...
Quem nunca pegou essa mesma caixa e começou a chorar por saudade do passado que era muito bom...
Quem nunca começou a fazer aquela limpeza no quarto e parou tudo pra olhar as fotos e lembrar de todos os momentos já vividos...
Quem nunca se irritou com a vida e jogou tudo pro alto, se trancou no quarto e não quis falar com ninguém...
Quem nunca quase desistiu de ir a uma festa por que não encontrar a roupa ideal...
Quem nunca entrou em depressão e pensou que sua vida é a pior de todas...
Quem nunca teve aqueles dias em que não podia nem passar na frente do espelho que já se achava gorda, feia, com espinhas, branca, cabelo palhoso e muito mais...
Quem nunca se revoltou com a vida e foi grossa até com quem não tem nada a ver com a historia...
Quem nunca começou um regime na segunda-feira e na terça como estava chovendo fez brigadeiro e ficou assistindo sessão da tarde...
Quem nunca teve vontade de dar um beijo na chuva...
Quem nunca teve ciúmes e brigou com o namorado só porque ele foi simpático com uma colega dele...
Quem nunca ficou até as 5 da manhã conversando com amigas...
Quem nunca dormiu a tarde toda e não atendeu o telefone pq não estava com saco pra falar com as pessoas...
Quem nunca ganhou um presente de algum familiar que achou horroroso e falou que era lindo só por educação...
Quem nunca teve vontade de matar aquela garota que tentou roubar o teu namorado...
Quem nunca quis estar no lugar da namorada daquele moço...
Quem nunca começou a rir com as amigas sem nenhum motivo e não teve mais vontade de parar...
Quem nunca escreveu cartas e nunca entregou...
Quem nunca escreveu cartas pra todos seus amigos, um a um...
Quem nunca teve desejos... desejo de comer bolo, de comer qualquer coisa que não tem em casa e não tem como ter na hora...
Quem nunca brincou de esconde-esconde ou de elefantinho colorido...
Quem nunca entrou na piscina de noite ou durante um temporal...
Quem nunca passou uma tarde toda no telefone...
Quem nunca pensou em alguém e qdo telefone toca é essa pessoa do outro lado da linha...
Quem nunca tirou muitas fotos e quando foi revelar todas as fotos tinham saído horríveis...
Quem nunca caiu na frente de muitas pessoas e todas começaram a rir da sua cara...
Quem nunca passou horas decorando aquela música e na hora da festa a música não tocou...
Quem nunca pegou os livros e fingiu que estava estudando só pra não impregnarem em casa...
Quem nunca mentiu e acabou sendo descoberto...
Quem nunca ficou com o nariz em pé só para não dar o braço a torcer...
Quem nunca foi a ultima pessoa a sair de uma festa...
Quem nunca ficou cuidando da amiga porque ela tomou aquele porre...
Quem nunca pulou de alegria...
Quem nunca chorou de saudade...
Quem nunca se iludiu com algo achando que tudo daria certo...
Quem nunca se sentiu muito sozinho...
Quem nunca se sentiu a mais linda porque ele te deu um simples oi...
Quem nunca passou um fim de semana com as amigas e depois saíram dali falando mil frases que lembravam aqueles momentos...
Quem nunca saiu correndo para ver a mensagem recebida no celular e quando foi olhar era o aviso da Vivo...
Quem nunca decorou um texto pra falar para o namorado e na hora se enrolou toda e acabou falando tudo trocado...
Quem nunca saiu de casa com a pior roupa pensando que não iria encontrar ninguém, mas quando chegou na esquina encontrou um monte de gente conhecida...
Quem nunca fez ciúmes pro namorado e ele nem percebeu...
Quem nunca começou a rir sozinho por lembrar de alguma cena engraçada...
Quem nunca passou o fim de semana inteiro dentro de casa sem fazer nada mais nada menos do que falar no telefone, comer, ver tv e ficar embaixo das cobertas...
Quem nunca matou um banho...
Quem nunca trocou de roupa mil vezes antes de sair de casa e acabou colocando a primeira roupa que tinha visto...
Quem nunca fez as unhas e estragou cinco minutos depois...
Quem nunca fez algo e ficou com medo do que os outros iriam pensar...
Quem nunca tomou banho de chuva...
Quem nunca cantou de felicidade...
Quem nunca parou e viu como a vida é maravilhosa... e que temos que aproveitar cada instante como se fosse o único... como se fosse o ultimo..

Tá, aí, pessoas... foi pensando em todos vocês e em minha vida que fiz esse texto...
Espero que gostem!!

Um beijo e um sorriso...

terça-feira, 24 de maio de 2005

Posso tentar!!

Eu não sei ao certo como se faz isso, mas posso tentar, até porque "tentar" é meu forte.
Nunca fui exemplo em lances de educação ou coisas assim, mas sabe aquelas coisinhas pequeninas penduradas na imensidão? Elas são chamadas de estrelas, e sou eu quem as acende todas as noites, para clarear sonhos e abençoar amores.

Vez ou outra uma delas cai no chão do meu quarto, e meu sorriso se torna algo de surreal... Mas, e quando elas estão tão distantes, que preciso ficar na pontinha dos pés para alcançá-las? O braço dói um pouco de tanto que se estica, mas é algo assim que vale a pena...

Estrelas são coisas lindas, e muitas vezes chegam a ser raras. Quando a muralha do castelinho é alta demais, a visão fica um pouco embaçada e não podemos ver o seu cintilar. É preciso trabalhar em prol de muros mais baixos! Mesmo com todo esse medo de ser magoada de novo; o passado foi algo de triste; e agora é meio difícil abrir o saco de sonhos para que as pessoas possam mexer neles... O que eu exponho é meio que superficial, porque "eu quero sempre mais", sou ambiciosa, tenho a cabeça lá na lua, mas tento manter ao máximo os pés no chão.

E com todas as novidades que ainda estão por vir, me sinto meio sacudida, estimulada, apavorada. Me sinto bem Lívia mesmo. E tenho que confessar que gosto disso; amo sentir as delícias e os horrores de ser quem eu sou.Tem todo o lance de todas aquelas coisas boas que uma pessoa pode esperar na vida. Um príncipe, uma boneca, uma força de vontade absurda, um grande talento pra fazer coisas inúteis e que ainda assim, cativa terceiros.
E, pow, sou feliz demais...

Hoje acordei bem, mas meu coração sentiu mais que ontem a falta do Saul... chorei ao acordar!!
Aos amigos que vieram em visitar, ou que se preocuparam comigo de alguma outra forma... obrigada pelo carinho!!
Aos que ainda não deram as caras... ainda há tempo!!

Pensamento do dia:
ando brigada com a sorte,
e mãos dadas com a morte;
quero talvez me abortar,
dormir e não mais acordar.
tomar veneno do mais doce,
sumir como fácil isso fosse.
atender aos meus vis apelos
e realizar todos os pesadelos.
ter as pálpebras costuradas
e não enxergar mais nada!
e por um certo anjo pecador
eu decidi desistir do amor.
***escrita no começo de 2004***