A vida vivida intensamente...

terça-feira, 26 de abril de 2005

A maravilhosa transitoriedade das coisas...

Vou escrever um post de obviedades. E talvez por serem assim tão óbvios, os temas aqui tratados sejam daqueles mais difíceis... Pq nada na vida é mais transitório do que ela mesma. A vida é um flash, um relâmpago no tempo. E por mais que às vezes ela possa parecer longa e penosa, sabemos, no entanto, que ela é curta e passa rápido por demais. E como a vida, as coisas de nossa vida também não são feitas para durar. Nada é eterno, e nem nossas mais fortes certezas o são. E vou longe nisso: Qualquer certeza nossa hoje pode ser uma grande dúvida amanhã.
Coisas de quem a cerca de algumas centenas de anos atrás acreditava que a Terra era chata, e que o Sol girava em torno de nosso planeta... Se até a grandes coisas e conhecimentos da humanidade podem ser colocados em cheque, o que dizer das pequenas coisas da nossa vidinha mundana?
Me lembro claramente de um grupo de jovens que eu participava a alguns anos. Gostava tanto deles todos, de estar lá e participar dos encontros que tinha plena certeza de que nunca me afastaria. Lembro até de reuniões onde a líder do grupo dizia que com o tempo uns sairiam para entrar outros (nada mais natural), e então eu olhava para os lados me questionando: "Quem deles vai sair, pq EU, nunca vou embora..." Pois é, bastaram alguns acontecimentos e compromissos com a faculdade para que eu naturalmente me afastasse e naturalmente "abandonasse" o outrora tão importante grupo. E o mais curioso é como essa ficha só me caiu bastante tempo depois... E ampliando essa lição, presto atenção para o que está a minha volta, pra poder me liberar de coisas, mitos, pessoas, lembranças que não são mais minhas. São de outra Lívia, uma que foi mudando dia a dia para ser a Lívia de hoje. Pq eu tenho um modo de pensar bastante peculiar a respeito (coisa de nerd): Como na física, não acredito que duas coisas possam ocupar o mesmo lugar no espaço ao mesmo tempo.
A natureza é um bom exemplo... ela sempre se encarrega de preencher os vácuos, as lacunas do mundo. E partindo desse princípio, tento criar de tempos em tempos esses espaços em mim, para que o velho saia e dê espaço para o novo. Claro que não é questão de ingratidão e nem de "cuspir no prato...", nada disso! Dou muito valor ao que vivi e passei, e certamente tudo vai pro armário das lembranças boas... Só prefiro tirar o passado da escrivaninha do presente.
Porém, difícil é saber o momento de alterar o lugar de coisas tão importantes no coração. Uma amiga diz que eu tenho medo do novo, e por isso vivo revirando muito as coisas do passado. Eu respondo dizendo que ela é que tem medo do velho, por não ter certeza de decisões que fez ou pessoas que ficaram pra trás... Quem é que sabe? Mas no fim das contas ela tem sua razão. Demoro sim pra deixar pra trás uma porção de coisas que ficaram no passado... estranho não? Pois é... tb acho... E talvez por isso até escreva isso resignado. Sim, resignado por deixar algo muito importante pra trás hoje e abrir o peito para o novo. Esquecer? Impossível... Continuar insistindo para mudar o imutável? Não mais... Alguém me indica aí uma boa faxineira, please? Rs*


Pensar dói. Sei disso há anos, mas ando sentindo esta dor com intensidade nestes últimos dias. Não gosto de pensar. Gosto de deixar os pensamentos correrem atrás de mim. Pura preguiça de ser. Antigo amor ao estar.

Tô com muito medo de tudo!!! Medo do que ainda está por vir... não sei se é normal... se estou enlouquecendo... mas meu medo está enorme!!!
Alguém aí pode me dar a mão e me ajudar a seguir em frente??
O que mais me dói é a certeza que por muitos desses medos eu vou ter que passar sozinha!!! E morro de medo de ficar sozinha!!

Então, pelo menos... rezem por mim!!
Saul... tá doendo... é difícil começar o dia com a certeza de que não te verei mais... as lágrimas insistem em cair!!

Bom, é isso...
Um beijo e um sorriso... (um pouco amarelado esses dias!!)

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