A vida vivida intensamente...

segunda-feira, 11 de abril de 2005

O quê? Mímica??!!

Depois da noite maravilhosa que tive, acordei sem voz!!! Acho que foi de tanto tagarelar com a Lu sobre tantas coisas e tantas descobertas feitas nesses últimos dias!!!
Lu, a noite foi incrível... eu estava mesmo precisando de um bom papo assim!!! Obrigada por me entender!!!
Mas apesar da noite linda que tive, meu dia não está sendo dos melhores não...
Acordei sem voz, e tive a imensa dificuldade de conseguir ligar pra escola e dizer que não dava pra ir dar aula... e sabe qual foi a minha resposta??!!! hahahaha já é de se imaginar, né... "no seu contrato não é permitido faltas." Como se eu estivesse faltando por capricho!!!
Foi aí que eu percebi a realidade: ESTAGIÁRIO NÃO PODE FICAR DOENTE!!
Estagiário serve pra tudo... é isso aí, simplesmente tudo... dar aula (função pela qual fui contratada), alfabetizar (meus alinos ERAM pra vir alfabeitzados, esse é o critério mínimo pra se matricular no curso), limpar, lavar, varrer, arrumar o pc da diretora, arrumar os outros pcs da escola, arrumar impressora... enfim... qualquer coisa que estiver precisando, chame a TONTA DA ESTAGIÁRIA QUE ELA FAZ!!!
Se eu não precisasse tanto desse dinheiro eu JURO que sairia desse droga de estágio...
Porque todo ser humano merece condições mínimas de trbalho... e se eu estou SEM VOZ, COMO É QUE EU DOU AULA??!!! MÍMICA??!!!

Bom, chega desse papo chato!!! A direção que me aguarde... ela vai ver que a escola precisa muito mais de mim do que eu dela!!!

Fê, cuidado com os lugares onde você fura, hein!!!
Fifo... sem palavras pra vc!!!
Pri, será que a gente consegue conversar nessa vida ainda?!! Puts, vai ser difícil de ficarmos a sós lá longe hein!!!

Pensamento do dia:
Beijou a colher que levou aos lábios o alimento e despediu-se da fome. Queria muito resgatar o pensamento roubado da noite anterior. O café espiava ainda quente, da xícara bordada com batom desde as sete da manhã. O relógio preguiçoso não esboçava a que horas precisaria começar a viver.
E ela olhava para as unhas pensando em como fazer a curva daquele dia. Chegar sem pressa ao vestíbulo onde a roupa se escondia. A cadeira a deixou levantar-se. Sábia de que ela não daria muitos passos para longe dali. O rádio desligado lembrava a canção antiga de infância. Como era mesmo? De pé, olhou em volta e viu que pouca coisa tinha a resolver na cozinha disposta a abrir-lhe todas as torneiras. Mas não queria isto. Não era abrir que sentia. Fechada como a lata de ervilhas no armário, precisava era trabalhar a vontade de ser caixa. Baú. Lagarto espreguiçado em jardim inventado. Sob um sol inclemente e diário. Como tudo na vida. Como tudo até então na sua vida, nada passava em branco.

Um beijo e um sorriso...

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