A vida vivida intensamente...

terça-feira, 5 de dezembro de 2006

O maior poder...

O maior poder que uma pessoa pode possuir é o poder de escolha, chamamos isso de "o livre arbítrio". O poder de escolha que Deus deu ao ser humano funciona para alguns como uma dádiva, e para outros como uma maldição. Dádiva para aqueles que já descobriram que somente fazendo as escolhas corretas hoje poderão colher os frutos que tanto desejam amanhã. Essas pessoas não entregam o controle de suas vidas a ninguém. Elas próprias assumem esse controle através das escolhas que fazem. Mas também o poder de escolha pode ser uma maldição para aquelas pessoas que deixam que o mundo, que os outros façam as escolhas por elas. Para essas, os frutos a serem colhidos serão sempre os plantados pelos outros, uma vez que nunca assumiram a intransferível responsabilidade de fazerem suas próprias escolhas. No fim, erram mais ainda quando decidem culpar o mundo pelos seus fracassos, pelo seu insucesso. Se esse é o seu caso, pare com isso. Escolha a vida. Crie a sua própria vida. Que alegria pode haver em herdar a vida de outra pessoa? É incrível como encontramos pessoas que passam toda sua vida reclamando por não terem nascido em famílias nobres, por não carregarem um sobrenome reconhecido, e acabam esquecendo de criar uma família nobre ou um sobrenome respeitado. Perdem-se nas lamúrias e esquecem de concentrar suas energias em fazer alguma diferença positiva no meio que atua. Mas, se seu caso é o de ter nascido em uma família nobre, com sobrenome reconhecido, seu maior desafio é criar uma marca própria sobre o sobrenome que carrega, de tal forma que você conquiste uma reputação honrada não pelo "passado promissor" de sua família, mas pelo futuro que seu potencial representa. Ou seja, lute para passar por essa vida e deixar uma trilha, uma marca, um símbolo de que você aqui esteve presente, independentemente de seus antepassados. Adquira brilho próprio, ao invés de ser um satélite que irradia a luz de gerações que já passaram.

Uma coisa é certa: "Não dá para mudar o seu destino da noite para o dia; mas a direção dá". Não pense que é fácil alguém se converter de seu atual caminho, de seus atuais projetos. A razão é simples: se você decidir mudar a direção que você está dando para sua vida, terá também que renunciar boa parte dos sonhos e prazeres que estavam no fim do atual caminho. Ou seja, abrir mão de muitas das razões que lhe motivam hoje a caminhar em sua atual estrada. Basta uma simples decisão, tomada em poucos segundos, apesar de construída ao longo de dias, meses ou anos. Essa guinada significará abrir mão da maior parte dos sonhos e projetos - às vezes, de todos - que estavam ao longo e no final da estrada anterior. Significa também, as vezes, abrir mão de boa parte da bagagem acumulada ao longo daquela caminhada. É por causa disso que muita gente não toma essa importante decisão, e segue caminhando numa estrada apática e sem vida, que não lhe faz feliz, em direção ao fracasso, ao insucesso, à frustração.

"Para ser bem sucedido, é necessário aceitar o mundo como ele é, e crescer sobre ele". Parece paradoxal, contraditório, mas "aceitar" não implica, necessariamente, "se conformar". "Aceitar o mundo" significa dizer que você passou a compreendê-lo e enxergá-lo como ele é, e não como você gostaria que ele fosse. E essa é uma condição imprescindível para que você possa avançar sobre ele, crescer sobre ele. Enquanto você não reconhecer e tiver plena consciência do ambiente que lhe cerca, você continuará trabalhando no imaginário, no ilusório. Tem muita gente que fantasia um mundo que não existe, porque insiste em não aceitá-lo como ele é. Ou o imagina pior ou melhor do que ele realmente é. Ora, não se pode elaborar um plano de crescimento pessoal considerando o imaginário, e sim o real. Crescer sobre o mundo é tomar as conquistas que já estão aí, que já foram lançadas, e usá-las como plataforma, como ponto de partida para suas novas conquistas e descobertas. Mas isso você só poderá fazer se aceitar o que já existe. É muito bom quando conseguimos criar algo novo. Somos reconhecidos e ganhamos notoriedade. Mas devemos lembrar que, na grande maioria das vezes, o nosso grande desafio é simplesmente melhorarmos o que já foi criado. Assim, em seu trabalho, por exemplo, aceite o que já foi conquistado ou criado por algum de seus colegas. Pense que quando ele conseguiu sua proeza, chegando até um certo estágio ou nível de excelência, acabou lhe dando uma grande ajuda para que você pudesse ir além. Aí, a partir desse ponto, agregue sua contribuição, seu valor, e faça a diferença, deixando sua marca registrada. Enquanto você está envolvido em dizer "meu Deus, por que isso é assim?", você está desperdiçando tempo que poderia ser usado para dizer "se isso é assim, como fazer para melhorá-lo, ou até mesmo mudá-lo?"

Não pode haver maior limitação em sua vida do que aquela que você constrói em sua própria mente, normalmente gerada a partir de preconceitos e medos que você insiste em alimentar. Se na hora de avaliar a possibilidade de alcançar um sonho ou um objetivo, você considera como variáveis determinantes o que os outros pensam a seu respeito, sem dúvida alguma que você estará entregando a eles a responsabilidade de definirem os limites de sua conquista, os limites de seu crescimento. Agindo assim, você deixará de acreditar que pode realizar algo simplesmente porque alguém decidiu que uma pessoa com sua cor, ou nascida em sua cidade, não está apta a alcançar tal feito. Por outro lado, se na hora que você vai avaliar a real possibilidade de concretizar algum sonho ou enfrentar um desafio, você considera o que você pensa de si mesmo, e neste processo reconhece-se como alguém de alto valor e capacidade, você não abrirá espaço em sua mente para que a derrota, o fracasso e o medo se instalem e produzam a sensação do impossível. Certas coisas são apenas improváveis, ou seja, difíceis de acontecer. Impossíveis são aquelas que estão fora do alcance de alguém alcançar, até que chegue alguém tão humano e limitado quanto você, mas cheio de esperança, fé e confiança em suas capacidades e consiga realizá-las. Tenha como compromisso: Vou acreditar mais no que penso que posso fazer, e não no que os outros pensam que esteja fora de meu alcance.

Interessante também é os tipos de pessoas que encontramos durante a vida; "Existem pessoas que vivem anos conosco e nada acrescentam em nossas vidas, outras ao contrário, surgem em nosso caminho e sem que se espere gravam seus nomes para sempre em nossa vida!!"

E para terminar: "Preocupe-se mais com o seu caráter do que com a sua reputação, porque o seu caráter é o que você é, e a sua reputação é o que os outros pensam de você."


LUIZ CARLOS KECHICHIAN


Um beijo e um sorriso...

segunda-feira, 20 de novembro de 2006

é isso aí...

Vontade é "coisa" que dá e passa...
Cabelo é aquilo que você sente sua mãe acariciar quando deita no colo dela precisando de coisas que ninguém mais pode dar.
Doce é o cheiro das flores de velório que tentam embelezar o que não poderia ser mais feio.
Viagem é aquilo que você queria fazer quando seus olhos ficam presos nas imagens de sempre.
Armação é aquilo que sustenta as lentes do seus óculos, permitindo que você veja o que não consegue ver sozinho.
Sexo é no que você pensa quando sente o seu corpo saculejar de desejo ao chegar perto de certa pessoa.
Trabalho é aquilo que faz você franzir a testa porque tem que fazer quando queria dormir mais um pouco ou se divertir.
Paz é aquilo que você perde quando está perdidamente apaixonado, e passa a buscar perdidamente na pessoa que a tirou de você.
Pessoa é aquilo que esperam que você seja quando você nasce.
Mentira é o que você usa pra se defender da realidade.
Carta é aquela coisa que você escreve quando a sua garganta é tampada por um nó imenso de dor que não lhe deixa falar.
Mato é o nome do cheiro que você queria sentir quando se sente sufocado pela fumaça preta dos carros e caminhões, enquanto fica parado no trânsito.
Tempo é o que você queria ter quando aquilo que você mais quer escapa por entre os seus dedos sem que você consiga fazer mais nada.
Quatro é o número de dias que falta pro final de semana chegar quando você sai do trabalho cansado na segunda-feira.
Batom é a substância que mancha a gola da blusa do homem que é acarinhado pelos lábios desejosos de uma mulher que se derrete em beijos por ele.
Defeito é aquilo que você pensa que é só seu e que tenta ignorar ou esconder de todos, inclusive de você mesmo.
Chuva é aquilo que você mais deseja que caia sobre você depois de andar horas debaixo de um sol escaldante.
Medo é o que inexplicavelmente trava seus movimentos e faz você parar de ir na direção que quer ir.
Coração é o que dispara quando você ouve alguém dizer o que você não queria ouvir de jeito nenhum.
Dinossauro é o nome do bicho de quem você queria ter o tamanho e a ferocidade quando é magoado.
Olhos é o que você usa pra colocar pra fora toda água que brota em você quando alguém diz adeus.
Inveja é o arrepio furtivo que você sente, e depois é o peso que se concentra nos seus ombros quando você tem aquela coisa que, de tão boa, todos queriam ter.
Frio é o que você sente quando vai se deitar sozinho numa noite silenciosa e cheia de saudade.
Tapete é o que pinica as suas costas enquanto você sente aquela pessoa deitada em cima de você se mexendo loucamente, porque não deu tempo de chegar na cama.
Mágoa é a trava que fica no sorriso que você dá pra alguém de quem você esperava muito, e teve pouco.
Versão é a verdade sob seus cuidados.
Ar é o que te falta quando uma emoção cresce tanto dentro de você que precisa escapar por suas vias respiratórias.
Carne é o que você morde quando perde o controle numa carícia mais ousada.
Macia é a textura daquele bolo que só a sua tia sabe fazer.
Espera é aquela coisa que mais se precisa ter, e que se demora mais a aprender.
Palavra é o que se usa para contar aos outros o que se sente, o que se vive, o que é só seu e o que é do mundo. Palavra é o que dispara a sua memória, o que atiça o seu pensamento, o que provoca a emoção que dá brilho ao seu olhar. Palavra é o organizador do seu arquivo de referências pessoais. E é aquilo que você usa pra tentar definir o que não tem definição. A palavra é o que permite que um ser humano compreenda o outro e se aproxime dele, mesmo que estejam a longas distâncias, de dentro ou de fora.

"Tô com sintoma de saudades... tô pensando em você..."

Um beijo e um sorriso...

quarta-feira, 15 de novembro de 2006

Penso... logo existo... será???

O que é o amor?
Uma palavra tão fácil de aprender a escrever e ler; apenas uma palavra escrita num pedaço de papel; apenas uma palavra escrita na parede branca; apenas uma palavra escrita no meio de uma poesia...Mas, o que é o amor de verdade?Aquele que todos dizem existir...aquele que todos acreditam existir...Dizer como escrever essa palavra pequena de significado imenso é fácil demais, porém, sentir é algo inexplicávelmente fantástico, e às vezes inacreditável.
O que é o amor?Cada pessoa tem uma resposta diferente pra essa pergunta, muitas pessoas confundem o que sentem...
O amor não é maravilhoso como um conto de fadas, nem perfeito como o céu azul...o amor tanto pode ser bom, como pode ser o pior sentimento, pois, a pessoa que a gente mais ama, pode ser a pessoa que mais fará a gente sofrer; pode ser aquela pessoa que marca a gente pra toda vida, mas não porque ficou uma boa lembrança, e sim, porque a gente amou de verdade, se entregou de corpo e alma, e um dia, a gente percebe que nada valeu a pena, que tudo foi em vão.Um sonho? não, mas um pesadelo, um erro que se tornou um arrependimento.Mas, quem foi que disse que o primeiro amor é o ultimo, ou único na vida de uma pessoa?Talvez eu mesma tenha dito isso alguma vez, mas a vida mostra e ensina outras coisas, mostra quem são as pessoas, mostra que amores vem e vão todo o tempo.
Se eu sofri por amor não importa mais.Tudo aquilo que eu senti ficou bem lá trás, e eu não quero mais nem lembrar do que passou e acabou.Sei o que e quanto o amor significa pra mim, não sei amar pela metade, não sei amar de mentira, não sei enganar a mim mesma e aos outros.
O que é o amor?

Um beijo e um sorriso...

quinta-feira, 2 de novembro de 2006

=(

Eu mereço??
será mesmo que mereço??

domingo, 22 de outubro de 2006

FELIZ!!

"Taí, eu fiz tudo pra você gostar de mim/ Oh meu bem não faz assim comigo, não/ Você tem, você tem que me dar seu coração." A marchinha de Joubert de Carvalho, um dos maiores sucessos de Carmen Miranda embalou hoje uma noite inesquecível!

Casamentos são sempre bons... reunir a família... rever parentes distantes... comprovar certas intuições!! hehehehehe

ADOOOORO casamentos!

pena não ter pego o buquê! hehehe
quem sabe na próxima...

a festa valeu a noite!
a companhia então... sem comentários!

Um beijo e um sorriso...

terça-feira, 3 de outubro de 2006

Vida nova...

Não sei por quanto tempo ficarei por aqui... nem sei quanto tempo estarei com essa dificuldade de acessar a net...

mas apenas queria que esse site não saisse do ar por falta de atualização...
gostaria muito de um dia poder registrar aqui todas minhas grandes aventuras...

saudades da agitação que antes minha vida possuia... espero que logo logo ela esteja de volta....

um beijo e um sorriso...

sábado, 16 de setembro de 2006

Antes...

Estou cansada de andar em círculos. Venha, no meio da noite, me leve pela mão para qualquer lugar. Em um sonho. E se você não correr, talvez não me encontre mais. Talvez eu me mude de mim. Assim, no meio da noite. Minha pele está derretendo agora, querido. Enquanto você dorme. Sei que suas noites são ainda mais frias. Mais que minhas noites sem estrelas. A minha pele está derretendo. E eu vou mudar. Mais e além do esperado. Talvez você não me reconheça. (É o que mais temo). Talvez você não consiga me ver no meio das outras pessoas. Estou virando pedra. Acho que nem você vai poder me salvar agora. Desculpe. E depois, separados por muros e cercas elétricas. Nenhum romantismo nisso. Nenhum sentido. Nada para culpar.
Estou muito cansada para andar em círculos ao redor do sol. Estou trancada no casulo. E não vou sair até o fim de dezembro. Quando cortarão pedaços de mim. Depois a felicidade vai chegar morna. E talvez eu não lembre mais de você. Talvez eu me torne alguém pior. Talvez eu morra em uma sala branca e verde água. E você nunca entenderá o sentido das minhas palavras. Sem música no ar, sem final feliz de filme açucarado. De qualquer maneira estou indo. Não posso mais voltar.
Desta vez sou eu que escorro entre seus dedos. Desta vez só depende de você. Guarde minha face no seu estômago (mesmo que eu seja indigesta). Amanhã tudo muda. Se lembre de mim crua. Essência. Lembre-se de mim agora, porque é assim que sou. (Ainda). Amanhã tudo será diferente: desculpe.

Outdoors

Depois de um mês em São Paulo, tentando arrumar um emprego e vendo a realidade que me circulava no bairro onde eu fiquei esse tempo, acabei escrevendo esse texto, pra mostrar como as pessoas vivem de aparência, como um tênis de marca vale mais que uma boa alimentação...


O dia começou como propaganda de margarina. Ela lavou os cabelos com o shampoo para cabelos neutros, que viu na propaganda repetida depois da novela das oito. Vestiu a imitação da saia que a protagonista da mesma novela vestia. Tomou o leite do outdoor, esquentou o pão na griil vendida no momento merchandising do programa de variedades e ouviu a trilha sonora do seriado da tv a cabo. Ela era outdoor, catálogo Hermes, vestia meias Vivarina e usava o gloss da Avon.
Trabalhava oito horas por dia. O trabalho a consumia para ela poder consumir. Passava os domingos no shopping center? trabalhando. Cada corpo que entrava na loja era um desejo dela de ter-ser. Um relógio no pulso da perua blond, um sapato bico fino no pé da filha da blond, o cartão de crédito do marido da platinada. A carne eram as páginas das revistas que se mexiam gritando ?compre-consuma? e ela comendo miojo para sobrar para o corte de cabelo no salão vip da cidade.
À noite chegava em casa, o corpo todo desfazendo-se em cansaço. Ligava a televisão e engolia, junto com o macarrão instantâneo, as novidades-lançamentos, moda em roupa-sapatos-barrigas-cabelos. Se não dava para comprar o original, comprava o genérico ou se endividava em três anos para pagar o que usaria por um mês. Mulher-cartão-de-crédito. O dinheiro não dava. Agiota, fome, juros, nome sujo na praça. Salário de balconista, dividido em contas e comida. Comprou um jornal no centro da cidade. Um emprego noturno talvez. Lanchonete, restaurante. Alguma coisa podia servir para ter mais dinheiro no fim do mês. Passava os olhos nas páginas e lembrava dos vestidos, saltos e bolsas e da trilha internacional da novela das oito, que ela precisava comprar. Circulou algumas possibilidades, mas sua experiência era apenas a de balconista. Funil, querida, funil. Esprema-se. Esprema-se. Esperma-se.
Vejo a menina-cartão-de-crédito meses depois. Em vez de procurar no jornal, ela virou classificado. ?Loira, coxas grossas, peitos fartos. Privê. Realizando todas suas fantasias. Disque xxx?. Menina de corte de cabelo da moda, esmalte brilhante, óculos de sol-500-reais, vestidinho-boutique, as colegas também balconistas sem entender como. Algumas apostando em desvios de caixa, outras apostando em coroa cheio da grana. Menina-cartão-de-crédito continua balconista para a família do interior e consome-se em gozo fingido e chupadas para garantir os outdoors do mês. E por dentro só chamas. E por dentro só pó. Consumindo.


Essa foi a conclusão... depois de muito analisar e conviver com essas pessoas, descobri que ainda bem que não ligo pra essas coisas... e também que é muito difícil conviver com quem é assim... me sentia fora do grupo deles... não conseguia me ver no mesmo grupo... não conseguia me ver usando aquelas coisas... gstando aquelas fortunas pra manter uma aparência falsa...

nem que eu tivesse conseguido o emprego eu num me igualaria a eles...
a busca por um emprego continua... mas pra manter minha liberdade... e não pra me fazer escrava ainda mais!!

Um beijo e um sorriso...

terça-feira, 1 de agosto de 2006

Do quintal para as ESTRELAS

Fazia tempo que eu não saia aqui fora e olhava para as estrelas.
Antes eu tinha ânimo pra fazer o que eu gosto...de olhar horas, perder a noção do tempo olhando lá em cima. Antes eu viajava mais no meu mundo imaginário...
São tantos pontos iluminados, eu nem sei explicar o que eu sinto quando fico feito estátua olhando, vem tanta coisa na minha mente, lembranças que não vão voltar, às vezes dá até vontade de chorar...
Queria uma estrela só pra mim, eu olharia para ela todas as noites, dividiria os meus segredos, sorriria mesmo com dor no coração...
ah...que saudades de acreditar na felicidade tão bela, de acreditar num jardim de flores coloridas.Sentir o vento frio arrepiando todo o meu corpo e jogando o meu cabelo no rosto...
Hoje sem querer olhei para o céu negro, onde encontrei tanto brilho.É como se os meus sonhos mortos tivesse renascido e criado coragem para viver em mim...
Me senti triste.Mas depois me senti feliz...
Eu não nasci para ficar aqui só olhando.Desejo ir longe, no mais longe possível...
Eu já tenho tanta coisa e ao mesmo tempo não tenho nada.
O conhecimento é inacabado.O verdadeiro amor é eterno.O céu é infinito...
Eu morreria nesse momento.


quando pequena, guardava meus gritos em uma caixa. tampa sempre aberta no desespero. a boca enfiada lá dentro no medo do meio da noite. ficavam presos no escuro, os gritos. amarrados por um laço velho. escondidos em cima do armário. eram proibidos. hoje que posso, não consigo. escancaro a boca e o que sai é cochicho. procura-se uma caixa de gritos. meus berros perdidos em uma das tantas mudanças.

Um beijo e um sorriso...

quinta-feira, 20 de julho de 2006

Poema do Hiro

eu naum sei o que fazer pra reconsquita-la
eu naum sei onde foi que errei
so queria te dizer
que naum sei viver
sem teu abraço seu sorriso
eu preciso.... mais um poko dessa morfina
mas se vc ja tem duvida da minha felicidade
da sua idade....
então feche a porta....
e deixe-me escolher outro amor
outra pessoa pra me fazer feliz
não me diga adeus
vocÊ sera sempre a cicatriz
meu amor feliz
.....que ficara sempre do outro lado da rua
olha só... que coisa estranha
o dia terminou
a chuva comecou
e eu ... chorando com o céu....
esperando.... a minha nova vida
comecar!!!! sem você

um presente!! =)

um beijo e um sorrio...

quinta-feira, 22 de junho de 2006

aviso

sem inspiração!!!

quando ela resolver voltar... eu volto a postar!!!

um beijo e um sorriso...

segunda-feira, 29 de maio de 2006

Recado

Escrito por Eduardo Baszczyn...

está ouvindo? eu não preciso deixar nome. número. não preciso obedecer à essa sua gravação. você vai reconhecer a minha voz, quando ouvir o recado. já deveria saber que eu também falo palavrão. faz tempo. antes mesmo que entrasse na minha vida. bem antes. sua secretária eletrônica já mentiu pra mim cinco vezes. apitou na minha orelha esse ruído chato, me mandando deixar um recado cinco vezes, nas últimas duas horas. ou desde que começou a chover, dependendo do método utilizado na contagem do tempo. madrugadas de chuva devem ocupar o primeiro lugar na lista dos dias em que mais se deixam recados em secretárias eletrônicas mentirosas. nesses aparelhos que insistem em dizer que o outro não está. que você não está. mas é pouco. na verdade, eu precisava de mais tempo. eu precisava de um pouco mais do que esse minuto pra deixar o meu recado. pra lhe dizer que eu não estou ouvindo aqueles CD's tristes e úmidos. que não estou chorando em cima de fotos tiradas, há meses. eu precisava de um pouco mais de tempo pra lhe dizer que não estou relendo cartas antigas. que não estou atrás de poemas de rimas pobres, combinando amor com dor. eu precisava de mais do que um minuto, antes desse bip ensurdecedor, pra que você soubesse que não estou sem apetite. que não estou com olheiras. e que nem frio nos pés estou sentindo na hora de dormir. se essa sua maldita secretária eletrônica me desse mais tempo, eu lhe diria um monte de coisas. que costumo mentir, por exemplo. está ouvindo? se tivesse mais alguns minutos, horas para minha mensagem, lhe diria muitas coisas. não só este palavrão. filho da puta.


Nunca as palavras dele fizeram tanto sentido em algum momento da minha vida!!!
E também não preciso falar pra quem foi esse post... porque ele vai saber!!

Um beijo e um sorriso...

domingo, 21 de maio de 2006

ERROU? É SÓ A APAGAR.

Se a opção não for a melhor, reconsidere.


No melhor dos mundos, sem sofrimento ou guerras, sem discriminações ou injustiça, talvez pudéssemos escolher uma profissão, com toda a calma, lá pelos 30, 35 anos. Já teríamos, então, vivido o suficiente para saber, com certeza, o que nos espera à frente e teríamos uma grande chance de acertar. Infelizmente, não vivemos num mundo ideal e essa pergunta insistente, que não quer calar ? ?o que você vai ser quando crescer?? -, nos é feita no pior momento: em plena ebulição da adolescência, fase de transição entre o mundo das brincadeiras e o das responsabilidades. A resposta certa se torna ainda mais difícil quando se sabe que o jovem tem que conviver com as expectativas dos pais ? que, não raro, projetam nos filhos sues sonhos e frustrações.

Porém, mesmo diante de um panorama francamente desfavorável como esse, a psicóloga Maria Beatriz de Oliveira, do Centro de Estudos, Assessoria e Orientação Educativa (Ceao), da Unesp, campus de Araraquara, vê uma luz no fim do túnel. ?Os pais têm uma noção equivocada de escolha profissional, como se ela fosse para a vida toda?, pondera. ?Não é. O que se escolhe, na verdade, são áreas de estudo para a construção de papéis profissionais.?

Para Maria Beatriz, o mais importante, nesse momento, é que os familiares controlem a ansiedade em relação ao futuro dos rebentos, ?do contrário, há o risco de eles fazerem uma escolha apressada e, o pior, errada, só para satisfazer o desejo dos pais. O ideal é deixar que os filhos façam uma opção ajustada aos interesses e habilidades deles?.

Para a também psicóloga Norma de Fátima Garbulho, do Centro de Psicologia Aplicada (CPA) da Faculdade de Ciências da Unesp de Bauru, é fundamental lembrar, ainda, que a escolha profissional não é algo que possa ser desvinculado do resto da vida do indivíduo. ?O importante é que pais e filhos revejam sinceramente seus desejos e criem espaços familiares para a conversa e a reflexão?.

Texto tirado do Guia de Profissões da Unesp.


Depois dessa... será que eu tomo coragem pra fazer outra faculdade???
Demorô, hein!! eheheheh
Só falta agora escolher o curso certo!! O que sei é que Trabalhar com PC definitivamente não é pra mim...
quem sabe alguma profissão pra trabalhar diretamente com pessoas... ou animais...

bom.. até o final do ano eu decido... agora preciso arrumar um cursinho... heheheh e viva o pique pra voltar a estudar!! ehehehe

Um beijo e um sorriso...

sábado, 20 de maio de 2006

Como não ser um homem traido nos dias de hoje - (Arnaldo Jabor)

Você, homem da atualidade, vem se surpreendendo diuturnamente com o nível intelectual, cultural e, principalmente, liberal de sua mulher, namorada e etc... Às vezes sequer sabe como agir, e lá no fundinho tem aquele medo de ser traído. Saiba de uma coisa... esse risco é iminente, a probabilidade disso acontecer é muito grande, e só cabe a você, e a ninguém mais evitar que isso aconteça. Você deve estar perguntando por que eu gastaria meu precioso tempo falando sobre isso. Entretanto, a aflição masculina diante da traição vem me chamando a atenção já há tempos.

Mas o que seria uma mulher moderna ou uma mulher liberal: a princípio seria aquela que se ama acima de tudo, que não perde (e nem tem) tempo com/para futilidades, é aquela que trabalha fora ou pela família em casa, que é corajosa, companheira, confidente, amante... É aquela que às vezes tem uma crise súbita de ciúmes, mas que não tem vergonha nenhuma em admitir que está errada e correr pros seus braços é aquela que já lhe perdoou uma vez, mas saiba que na segunda não têm perdão.É aquela que consegue ao mesmo tempo ser forte e meiga, desarrumada e linda.Enfim, a mulher moderna é aquela que não tem medo de nada nem de ninguém, olha a vida de frente, fala o que pensa e o que sente, doa a quem doer... Assim, após um processo investigatório junto a essas mulheres modernas pude constatar o pior. VOCÊ SERÁ (OU É?) traído, ao menos que:Nunca deixe uma mulher moderna insegura. Antigamente elas choravam. Hoje, elas simplesmente traem, sem dó nem piedade.Não ache que ela tem poderes adivinhatórios. Ela tem de saber da sua boca - o quanto você gosta dela. Qualquer dúvida neste sentido poderá levar às conseqüências expostas acima.

Não ache que é normal sair com os amigos (seja pra beber, pra jogar futebol...) mais do que duas vezes por semana, três vezes então é assinar atestado de chifrudo. As mulheres modernas dificilmente andam implicando com isso, entretanto elas são categoricamente "cheias de amor pra dar" e precisam da presença masculina. Se não for a sua, meu amigo... Bem...Quando disse que vai ligar, ligue, senão o risco dela ligar pra aquele ex bom de cama é grandessíssimo. Satisfaça-a sexualmente. Mas não finja satisfazê-la. As mulheres modernas têm um pique absurdo com relação ao sexo e, principalmente dos 28 aos 58 anos, elas pensam - e querem - fazer sexo TODOS OS DIAS (pasmem, mas é a pura verdade)... bom, nem precisa dizer que se não for com você...Lhe dê atenção. Mas principalmente faça com que ela perceba isso. Garanhões mau (ou bem) intencionados sempre existem, e estes quando querem são peritos em levar uma mulher às nuvens. Então, leve-a você, afinal, ela é sua ou não é?

Nem pense em provocar ciuminhos vãos. Como pude constatar, mulher insegura é uma máquina colocadora de chifres. Em hipótese alguma deixe-a desconfiar do fato de você estar saindo com outra.Essa mera suposição da parte delas dá ensejo a um chifre tão estrondoso que quando você acordar, meu amigo, já existirá alguém MUITO MAIS comedor do que você...só que o prato principal, bem... Dessa vez é a sua mulher.Sabe aquele bonitão que, você sabe, sairia com a sua mulher a qualquer hora? Bem... De repente a recíproca também pode ser verdadeira. Basta ela, só por um segundo, achar que você merece... Quando você reparar... Já foi.

Tente estar menos cansado. A mulher moderna também trabalhou o dia inteiro e, provavelmente, ainda tem fôlego para - como diziam os homens de antigamente - dar uma, para depois, virar do lado e simplesmente dormir.Volte a fazer coisas do começo da relação. Se quando começaram a sair viviam se cruzando em baladas, se pegando em lugares inusitados, trocavam e-mails ou telefonemas picantes, a chance dela gostar disso é muito grande e a de sentir falta disso então é imensa. A mulher moderna não pode sentir falta dessas coisas... Senão... Bem amigos aplica-se, finalmente, o tão famoso jargão, quem não dá assistência abre concorrência. Deste modo, se você está ao lado de uma mulher de quem realmente gosta e tem plena consciência de que, atualmente o mercado não está pra peixe (falemos de qualidade), pense bem antes de dar alguma dessas mancadas... Proteja-a, ame-a, e, principalmente, faça-a saber disso. Ela vai pensar milhões de vezes antes de dar bola pra aquele bonitão que vive enchendo-a de olhares... e vai continuar, sem dúvidas, olhando só pra você!Se podes imaginar, podes conseguir.


Um beijo e um sorriso...

terça-feira, 9 de maio de 2006

CHEGA DE SER BURRA!!!!!!!

Será que dá pra todo mundo parar de agir como se eu fosse a pessoa mais burra do mundo????????????

será que é tão difícil entender que certas coisas eu faço questão de não aprender, justamente porque não me agradam?????

affff.... eu não tenho obrigação nenhuma de saber todas as coisas... muito menos de aprender coisas que não vai acrescentar nada na minha vida....

CHEGA!!!!!!!!!!!!

Tô triste... muito triste... com todos... com tudo...
hoje o dia amanheceu cinza.. pelo menos pra mim...

Um beijo e um sorriso... (prometo tentar sorrir...)

domingo, 7 de maio de 2006

Greve de fome... eu apoio!!!


Morra Garotinho!!! Porque essa história de greve de fome é coisa de "garotinho" manhoso mesmo... vai crescer e deixa o nosso Brasil crescer longe de vc!!

Um beijo e um sorriso...

sexta-feira, 5 de maio de 2006

Tempestade...

haveria paredes pintadas. papel florido, grudado em uma delas. talvez na do quarto. jardim de mentira na cabeceira da cama. cheiro de mato durante o sono. haveria janelas abertas. cortinas desenhadas em bordado azul claro. tecido fino filtrando o outono a invadir a sala. mesa colocada. haveria toalhas esticadas à espera dos pratos. louça branca. talheres lado a lado. xícaras. haveria jarras de porcelana. lustres. o reflexo das lâmpadas na bebida que transborda os copos. meus pés brincando os dedos entre os pêlos do tapete. capas sobre os sofás. quadros. natureza-morta, pregada no canto. taças intactas. cristais trancados. garrafas de vinho, envelhecendo mais um dia, no porão. caixas, fechadas por laços, guardando segredos em cima do armário. haveria fotos. sorrisos nos porta-retratos. molduras douradas. relógio na sala de jantar. ponteiros de bronze contando os minutos. o tempo a me matar, aos poucos, todos os dias, sem que eu percebesse. haveria música. partitura aberta no piano de cauda. sonata atravessando a casa. saindo pela janela. contaminando a estação de folhas secas. haveria água morna me esperando na banheira. espuma feita. sais. disco girando na vitrola. livros empilhados. estátuas. haveria tanta coisa, se não fosse você. tanto. se eu tivesse trancado as portas e impedido sua entrada. evitado sua passagem, pela minha casa, como um vento forte. vendaval. tornado, quebrando a louça. os móveis. arrancando os quadros. tempestade derrubando as taças. quebrando os vidros da janela. levando as cortinas bordadas de azul. claro. haveria tanta coisa, no lugar do caos. tanto, no lugar da vida destruída. se não fosse você, eu sei, teria sobrado muito mais de mim.

Um beijo e um sorriso...

terça-feira, 2 de maio de 2006

Para um dia ou uma vida melhor... por Daniela C. Vilarinho

não esquecer...

-Nunca tenha medo de mostrar o que pensa e o que quer.
-Não tenha medo de perguntar
-Não se preocupe com os erros dos outros
-Não esqueça seus amigos
-Aproveite os seus dias e faça pelo menos uma coisa que ame
-Ligue para as pessoas que estão longe apenas para dizer o quanto as amam e que sente saudades
-Aprenda com seus pais, avós e irmãos
-Não ligue para as pessoas fofoqueiras e baixo astral, apenas ajude-a.
-Se preocupe com a sua alma
-Enfrente os problemas de frente e nunca abaixe sua cabeça, não desista do que quer!
-Escute música ao acordar e dormir
-Cante alto e dance pela sua casa
-Não tente ser correto todas as vezes, todo mundo erra e ninguem é perfeito.
-Não prenda seu choro
-Dê gargalhadas o máximo de vezes por dia
-Cuide e cultive as pessoas ao seu redor
-Não perca tempo falando mal de alguém
-Agradeça todos os dias por tudo que você tem e conseguiu
-Não dê mole para a tristeza, se ela chegar com muita intensidade, ligue para alguém que te entenda e desabafe
-Não guarde suas opiniões, demonstre e fale tudo o que sente
-Diga eu te amo sempre!
-Nã fique trancado muito tempo dentro de sua casa, saia para sentir o vento e ver pessoas.
-Cuide da natureza
-Ame o mundo !
-Não dê bola para a vingança, rancor e raiva, essas são as palavras mais feias e negativas
-Seja amigo, confiável e esperançoso

Leve a vida numa boa !!!


Um beijo e um sorriso...

sexta-feira, 28 de abril de 2006

texto mto mto legal!!!

achei esse texto... e ele veio bem a calhar nesse momento da minha vida!!
mas nem sei quem o escreveu... então tá aí... entre " "... mas sem autor!! eheheh


"Se você pensa que vou te perseguir
Nem em sonhos, não sou assim
Eu te procuro onde seja
E faço quando quero
Eu me mexo do meu jeito
Eu sou assim

Quero que saibas, por mim, de uma vez
Não espero nada de ti
E se quero eu te encontro
Se desejo eu te beijo
Se eu quero, eu te tenho
Porque...

eu sou assim, eu sou assim, eu sou assim
eu travo o que quero e o beijo onde seja
eu sou assim, eu sou assim
Não me importa o que tente, Não me importa o que pense
eu sou assim, eu sou assim
Não digo coisas em vão, Sempre vou direto ao ponto
eu sou assim, eu sou assim
Não pretento que me entenda, como é dificil ser eu...

E não digas que eu não te adverti
Pensa bem se assim te convém
Ando livre e sem paixões,
Não me ponho condições
Eu não dou explicaçoes
eu sou assim

E se há outra que te faça mais feliz
Nem pense, nada de sofrer!
Não me venha com perdões
Sempre tenho mil amores
Provo meus outros sabores
Porque

eu sou assim, eu sou assim, eu sou assim
eu travo o que quero e o beijo onde seja
eu sou assim, eu sou assim
Não me importa o que tente, Não me importa o que pense
eu sou assim, eu sou assim
Não digo coisas em vão, Sempre vou direto ao ponto
eu sou assim, eu sou assim
Não pretento que me entenda, como é dificil ser eu...

eu sou assim, eu sou assim, eu sou assim
Sempre tenho horas boas, Não me agrada estar com pena
eu sou assim, eu sou assim
Vivo com ou sem abraços, E não entendo fracassos
eu sou assim, eu sou assim
Não me agrada ter dono, O que se cria será um sonho
Assim sou eu, Assim sou eu
Não tento quem me...

Não me venha com perdões
Sempre tenho mil amores
Provo meus outros sabores
Porque

eu sou assim, eu sou assim, eu sou assim
eu travo o que quero e o beijo onde seja
eu sou assim, eu sou assim
Não pretendo que me entenda, O que quero é que me queira
eu sou assim, eu sou assim
Sempre tenho horas boas, Não me agrada estar com pena
eu sou assim, eu sou assim
Vivo com ou sem abraços, E não entendo fracassos
eu sou assim, eu sou sim
Não me agrada ter dono, O que se cria será um sonho
eu sou assim, eu sou assim
Se te inteiras que estou boa, Isso é verdade por se talvez"

Um beijo e um sorriso...

sexta-feira, 21 de abril de 2006

Poema de Antoniel Campos

Um segundo e não mais. Basta um segundo.

Nada mais que um segundo ? um só se basta.

Basta o tempo que a um segundo basta

para ser todo tempo num segundo.

E que baste um segundo de um segundo

para o tempo do tempo não ser mais.

Basta o tempo que o tempo é. Não mais.

E ao segundo um segundo do seu tempo,

Baste um tempo ao segundo pra ser tempo,

Baste ao tempo um segundo. Nada mais.


Antoniel Campos

Um beijo e um sorriso...

quinta-feira, 20 de abril de 2006

esse romantismo adolescente... afff!!!

Principalmente não deveria deixar isso acontecer quando estou completamente movida por emoções. O problema é COMO. Sempre tem um problema, então eu digo para mim mesma mais uma vez que no fim vou acabar esquecendo. E eu esqueço mesmo. Sempre a mesma coisa, eternamente. Quando eu penso em mim tenho medo porque lembro que sou muito pequena perto do tamanho de todas as coisas no mundo, eu sou muito pequena como todas as pessoas. Olho para todas as pessoas e tento imaginar quantos segredos não existem escondidos embaixo das suas peles, mas no fim tenho que admitir que não passo de uma boa egoísta que tenta aplicar sua medida a todas as pessoas.
Você. Te escrevo agora porque preciso falar com alguém. Não posso falar. Quero que alguém leia meus pensamentos, quero falar sem voz. Você está lendo, lendo meus pensamentos. Não, esqueça isso. Acabo de ler o que eu escrevi. Principalmente não deveria deixar isso acontecer quando estou completamente movida por emoções. Me assusta saber que você pode de alguma maneira ultrapassar a linha que nos divide. Você não pode invadir meu espaço. Você não pode ultrapassar a linha imaginária. Eu, eu sou eu. E você é você. Simples assim, não vou esquecer. Agora vou escrever como quem vela o próprio sono, velando a linha. As mãos atadas. Não como quem fala com sua própria mente antes de dormir, mas como quem pensa durante a missa. Vontade enorme de te contar milhões de coisas que guardo só pra mim embaixo da camada mais profunda da minha pele. Vontade enorme que eu tenho
Não vou fazer nada disso.
Não vou te contar nenhum segredo.
O problema é até onde eu vou com tudo isso. Um dia olhei pra você e tentei descobrir o que você escondia embaixo da sua pele. Poucas, poucas vezes consegui chegar perto de você. Intocável. Impossível saber o que acontece aí dentro. Então, como se eu tivesse nascido para ficar longe mesmo, um dia você foi e eu insisto em ficar por perto, satélite estúpido e sem utilidade.
Não importa.
É uma coisa oca e estranha, como olhar para o céu e não descobrir nenhuma estrela. Tenho essa mania de matar todas as ilusões e lembrar delas como quem lembra de seus mortos. Alguns chamam isso de pessimismo. Eu não acho que sou pessimista, apenas assassina de ilusões. E se por acaso alguma delas me escapa entre a correria da vida mais cedo ou mais tarde a encontro e mato, sem piedade.
É, você estava certo: tenho que parar com esse romantismo adolescente.

Um beijo e um sorriso...

sexta-feira, 31 de março de 2006

Para um japinha mto mto mto especial!!

Coisa

Não há, realmente, nada como amar você
Esse tudo que parece sempre incompleto
Este longe que se sente mesmo perto
Plausível erro de quem vislumbra o certo

Por mais certeza que se tenha em não saber o que se faz

E lho sinto assim
Uma coisa que chega e parece que sempre se vai
Vazio que preenche
Concretude que com o brandir da saudade se esvai

Eterna percepção daquilo que não se define

São inúmeras as definições
Porém geralmente indefinidas
Pois que não postulam menor regra
De tão desregrado que se apresenta

Estranha esta intimidade com este total desconhecido

Escorrega pelos braços
Por vezes pesa, quase insuportável
Por outras escapa de tão volátil; maleável
Ainda assim, extremamente nosso, cismamos em dá-lo

Como se disponível fosse; um simples regalo

Abençoado como o mais maldito dos regenerados
Cultuado, venerado, adorado
Outrossim submisso, renegado, acossado
Indistintamente perseguido, objetivado

Estado de perfeição uníssono almejado

Um pulsar desesperado que te busca em cada canto
Motivado por paixões e desencantos
Regado ao suor do esforço
Ao desalento, ou alegrar dos prantos

Coisa que te quero e de ti espero em tanto

Descobri não ser tão auto-suficiente
Tampouco onipresente e uni subsistente
É coisa dada ao bom vício da concorrência
Da necessidade do corpo presente

Atitude de querer constantemente

Por isso não demore
Não faça com que por tristeza eu chore
Venha com sua peculiar e plural fome
Conserve-me e me devore

Esqueça os olhos e me olhe

Com o sentir da lembrança
Com o querer da esperança
Com a dúvida da segurança
Com a mão de quem alcança

Agitação incontinenti que amansa

Sai de ti e vem
Dê-se a si e me tem
Seja meu eterno alguém
Saiba-se não viver sem

Pense ser impossível e iremos além

Das estrelas que nos adornam
Da lua que remete ao que foi
Da infinitude do céu que escorre límpido
Do brilho do sol que ofusca quando vem

Sejamos mais do que o mundo que se oferece

E ao construir nossa morada
Sem trincheiras ou brigadas
Quero apenas o frescor das madrugadas
Nosso reflexo nas águas iluminadas

Nossa calma nas tardes descansadas

Tenhamos teto no sossego
Posse no desapego
Prisão na eterna e indisponível liberdade
Pois apenas aquele capaz de nos fazer livre

Naturalmente ama de verdade

Amodoro você, coração!!!

Um beijo e um sorriso...

terça-feira, 21 de março de 2006

Me formei, e agora??

Dia 10/03/06 foi o grande dia... colação de grau... jantar dançante... dia 11/03/06 baile...

A magia desse dia.. o brilho no olhar dos formandos... a lágrima nos olhos dos familiares... a sensação de missão cumprida...

tudo isso são coisas que não se explica, e por mais que eu já tivesse ouvido falar nisso, nada como sentir na pele!!!

a festa... as pessoas... os convidados... o que foi aquilo!!!!

hora pra ir embora??? não... não queria pensar nisso aquela hora... porque sabia que muitas daquelas pessoas eu não iria encontrar tão já...

lágrimas na despedida??
sim... muitas!! é inevitável não chorar quando me despeço de pessoas que amo tanto e que tanto foram importantes na minha vida...

Mas e agora???
eu me formei, sim... mas e agora??
como será a corrida em busca de trabalho??
a dura realidade de milhões de pessoas nesse mundo a fora...
DEIXEI DE SER ESTUDANTE PARA SER DESEMPREGADA!!

alguém aí sabe de alguma vaga???
é, pessoas...
a vocês que se formaram comigo... meus companheiros de jornada... de festas... bebedeiras... choros... dores... e conquistas... mta sorte nessa nova vida... muitas surpresas boas pra vocês...
e que nossos caminhos voltem a se cruzar...

muitas saudades e com muitos medos da nova vida... mas dando a cara a tapa e disposta a tudo para vencer novamente!!!

agora só resta a certeza de que "valew a pena, ê ê... valew a pena, ê ê..."

Um beijo e um sorriso...

segunda-feira, 20 de março de 2006

Espelhos da alma - Letícia Thompson

"Como expectadores da vida alheia, julgamos diariamente os gestos e atitudes do nosso próximo. Quem diz que nunca julga, não é honesto consigo mesmo. Quando fazemos um comentário, qualquer que seja, estamos julgando. Cada vez que exprimimos uma opinião pessoal sobre alguma coisa, fato ou alguém, estabelecemos um julgamento, justo ou injusto. E quando somos nós o centro da platéia, pedimos clemência, tolerância, imploramos interiormente para que se coloquem no nosso lugar e tentem entender nossas ações ou reações.
Colocar-se no lugar do outro para entendê-lo, seria entrar no seu coração e alma, sentir suas emoções, vestir sua pele. Impossível. Cada um de nós é único e mesmo aquelas pessoas que mais amamos não nos transferem suas dores tais e quais. Sentimos sim, quando sofrem, mas por nós, porque nossa própria alma se entristece.
Deveríamos, todos, possuir um espelho da alma, para que pudéssemos nos olhar interiormente antes de julgarmos outras pessoas. Sentiríamos, provavelmente, vergonha dos nossos pensamentos. Por que nosso próximo é tão exposto às imperfeições, falhas, pecados, más ou boas decisões, quanto nós. Se houvesse uma câmera capaz de revelar aos outros nossos pensamentos diários, iríamos estar sempre fugindo dela. Por quê? Porque ante a possibilidade de que seja revelado nosso eu, seríamos muito mais honestos conosco. Isso nos tornaria, talvez, mais tolerantes e mais humildes.
Quando alguém sofre porque está atravessando por um caminho pedregoso, dói nessa pessoa não somente a passagem por esse caminho, mas também o olhar dos outros, que condenam sem piedade, as línguas que ferem mais profundamente que facas e punhais.
As pessoas que esquecem facilmente que tiveram um passado que, mesmo se correto, nunca foi um lago de água transparente, porque puras, só as criancinhas. E ninguém pode dizer o que virá amanhã, se houver amanhã.
Ninguém está ao abrigo das chuvas repentinas da vida, das torrentes que podem levar tudo, dos males que podem atingir o corpo, às vezes a mente. Apenas um minuto e tudo pode se transformar.
Então... melhor exercer a tolerância, a bondade, a compaixão, antes de julgarmos se outros estão certos ou errados, se têm ou não razão.
E quando a tentação for grande de olhar o que se passa com outros, bom mesmo é se lembrar do espelho que deveria retratar nossa imagem interior que pediria, certamente, compreensão.
E como não sabemos o que o amanhã nos reserva, vivamos o dia de hoje com sabedoria, coração amoroso para com o próximo e olhar voltado para o Alto."

Um beijo e um sorriso...

quarta-feira, 8 de março de 2006

uma homenagem a nós mulheres!!!

"Nada mais contraditório
do que ser mulher...

Mulher que pensa com o
coração, age pela emoção
e vence pelo amor.

Que vive milhões de emoções
num só dia, e transmite cada
uma delas num único olhar.

Que cobra de si a perfeição
e vive arrumando desculpas
para os erros daqueles
a quem ama.

Que hospeda no ventre outras
almas, dá a luz, e depois fica
cega diante da beleza dos
filhos que gerou.

Que dá as asas, ensina a voar,
mas não quer ver partir os
pássaros, mesmo sabendo
que eles não lhe pertencem.

Que se enfeita toda e perfuma o
leito, ainda que seu amor nem
perceba mais tais detalhes.

Que, como uma feiticeira,
transforma em luz e sorriso
as dores que sente na alma,
só pra ninguém notar.

E ainda tem de ser forte
para dar os ombros para
quem neles precise chorar.

Feliz do homem que por um
dia souber entender a
alma de uma mulher!"


Um beijo e um sorriso...

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2006

José - Carlos Drummond de Andrade

E agora, José?
A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José?
e agora, você?
você que é sem nome,
que zomba dos outros,
você que faz versos,
que ama, protesta?
e agora, José?

Está sem mulher,
está sem discurso,
está sem carinho,
já não pode beber,
já não pode fumar,
cuspir já não pode,
a noite esfriou,
o dia não veio,
o bonde não veio,
o riso não veio,
não veio a utopia
e tudo acabou
e tudo fugiu
e tudo mofou,
e agora, José?

E agora, José?
Sua doce palavra,
seu instante de febre,
sua gula e jejum,
sua biblioteca,
sua lavra de ouro,
seu terno de vidro,
sua incoerência,
seu ódio
? e agora?

Com a chave na mão
quer abrir a porta,
não existe porta;
quer morrer no mar,
mas o mar secou;
quer ir para Minas,
Minas não há mais.
José, e agora?

Se você gritasse,
se você gemesse,
se você tocasse
a valsa vienense,
se você dormisse,
se você cansasse,
se você morresse...
Mas você não morre,
você é duro, José!

Sozinho no escuro
qual bicho-do-mato,
sem teogonia,
sem parede nua
para se encostar,
sem cavalo preto
que fuja a galope,
você marcha, José!
José, para onde?

Ouça esse poema recitado pela voz do autor... acesse memória viva



Bom... esse poema diz tudo... e agora José?? o que fazer?? pra que lado seguir?? pra quem recorrer???

sabe... ando meio perdida ultimamente... meu coração está tristinho... apertadinho...

quero apenas vida nova... sem maiores problemas!!


Um beijo e um sorriso...

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2006

Chega um dia...

"Chega um dia, sem mais nem menos... noite ou dia... primavera, verão, outono ou inverno... não importa o lugar, não tem um porque, não tem muita explicação... Numa festa, num corredor, numa escada, num show, numa praça, em outra praça, na calçada de casa...simplesmente a gente sente que algo diferente aconteceu, algo que muda tudo. Dá medo, dá receio, dá coragem, dá saudade, muitas saudades, dá sofrimento, dá alegria, dá ciúmes e põe ciúmes nisso... É amor, é paixão, é um querer mais que querer, é um desejo único, é ficar perdida, é não saber o que fazer mas querer fazer tudo, é um sentimento verdadeiro, enorme, eterno... Algumas coisas acontecem totalmente por acaso, e essas coisas podem transformar as nossas vidas, e essas coisas podem ser o melhor destino... Não sei bem o que fazer, o que dizer, mas eu sei muito bem o que eu sinto, e só eu sei muito bem quem sou eu e o que está dentro do meu coração. Chega um dia que a gente não entende mais nada e isso não faz tanta diferença de imediato, porque o que importa é que você sabe, que eu sei que eu amo você".

Esse texto veio bem a calhar... o momento é esse... as dúvidas me perseguem mas lá no fundo do meu coração uma certeza existe!!! e espero que esta certeza seja uma certeza boa!!!

Bom... é isso...

Um beijo e um sorriso...

quinta-feira, 26 de janeiro de 2006

Sobre estar sozinho - Flávio Gikovate

SAWABONA

Não é apenas o avanço tecnológico que marcou o início deste milênio. As relações afetivas também estão passando por profundas transformações e revolucionando o conceito de amor.
O que se busca hoje é uma relação compatível com os tempos modernos, na qual exista individualidade, respeito, alegria e prazer de estar junto, e não mais uma relação de dependência, em que um responsabiliza o outro pelo seu bem-estar.
A idéia de uma pessoa ser o remédio para nossa felicidade, que nasceu com o romantismo está fadada a desaparecer neste início de século.
O amor romântico parte da premissa de que somos uma fração e precisamos encontrar nossa outra metade para nos sentirmos completos.
Muitas vezes ocorre até um processo de despersonalização que, historicamente, tem atingido mais a mulher. Ela abandona suas características, para se amalgamar ao projeto masculino.
A teoria da ligação entre opostos também vem dessa raiz: O outro tem de saber fazer o que eu não sei. Se sou manso, ele deve ser agressivo, e assim por diante. Uma idéia prática de sobrevivência, e pouco romântica, por sinal.
A palavra de ordem deste século é parceria. Estamos trocando o amor de necessidade, pelo amor de desejo. Eu gosto e desejo a companhia, mas não preciso, o que é muito diferente.
Com o avanço tecnológico, que exige mais tempo individual, as pessoas estão perdendo o pavor de ficar sozinhas, e aprendendo a conviver melhor consigo mesmas. Elas estão começando a perceber que se sentem fração, mas são inteiras.
O outro, com o qual se estabelece um elo, também se sente uma fração. Não é príncipe ou salvador de coisa nenhuma.
É apenas um companheiro de viagem. O homem é um animal que vai mudando o mundo, e depois tem de ir se reciclando, para se adaptar ao mundo que fabricou. Estamos entrando na era da individualidade, o que não tem nada a ver com egoísmo. O egoísta não tem energia própria; ele se alimenta da energia que vem do outro, seja ela financeira ou moral. A nova forma de amor, ou mais amor, tem nova feição e significado. Visa à aproximação de dois inteiros, e não a união de duas metades. E ela só é possível para aqueles que conseguirem trabalhar sua individualidade. Quanto mais o indivíduo for competente para viver sozinho, mais preparado estará para uma boa relação afetiva. A solidão é boa, ficar sozinho não é vergonhoso. Ao contrário, dá dignidade à pessoa. As boas relações afetivas são ótimas, são muito parecidas com o ficar sozinho, ninguém exige nada de ninguém e ambos crescem. Relações de dominação e de concessões exageradas são coisas do século passado. Cada cérebro é único. Nosso modo de pensar e agir não serve de referência para avaliar ninguém. Muitas vezes, pensamos que o outro é nossa alma gêmea e, na verdade, o que fizemos foi inventá-lo ao nosso gosto. Todas as pessoas deveriam ficar sozinhas de vez em quando, para estabelecer um diálogo interno e descobrir sua força pessoal. Na solidão, o indivíduo entende que a harmonia e a paz de espírito só podem ser encontradas dentro dele mesmo, e não a partir do outro. Ao perceber isso, ele se torna menos crítico e mais compreensivo quanto às diferenças, respeitando a maneira de ser de cada um. O amor de duas pessoas inteiras é bem mais saudável"
Nesse tipo de ligação, há o aconchego, o prazer da companhia e o respeito pelo ser amado. Nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, algumas vezes você tem de aprender a perdoar a si mesmo...

PS: Caso tenha ficado curioso em saber o significado de SAWABONA, é um cumprimento usado no sul da África e quer dizer "EU TE RESPEITO, EU TE VALORIZO, VOCÊ É IMPORTANTE PRA MIM."Em resposta as pessoas dizem SHIKOBA, que é "ENTÃO, EU EXISTO PRA VOCÊ."

A Vida te trata como voce se trata!

Um beijo e um sorriso...

quarta-feira, 21 de dezembro de 2005

Feliz Natal!!


Lembro-me que quando eu era criança, minha ansiedade nos dias que antecediam o Natal ia aumentando com cada presente que eu via marcado com a etiqueta "não abra antes do Natal"! Quando eu pensava que ninguém estava vendo eu me arrastava para debaixo da árvore, apertava chacoalhava os presentes, tentando adivinhar se o que estava envolto por aquele papel era o meu desejado presente. Então, na véspera de Natal, eu ia para a cama e sonhava com o que certamente encontraria na manhã seguinte, ao abrir os presentes. O presente que desejo partilhar com você nestes dias que culminam com o Natal traz inscrita uma observação bem diferente. Nele está escrito o seu nome. E diz: "Abrir em preparação para o Natal e para ser desfrutado durante o ano todo!" O verdadeiro Natal acontece de coração para coração.

Um feliz natal, cheio de presentes e surpresas boas... e um ano novo cheio de realizações e sucesso!!!

"Amo muito tudo isso!!"

Um beijo e um sorriso...

sexta-feira, 16 de dezembro de 2005

Um pouco de REALIDADE

Eu sempre fui uma pessoa muito realista, sabem? Não que isto renda alguns trocados, uma aposentadoria farta, férias em algum lugar paradisíaco ou a garantia de que eu serei sorteada pra participar do ?Todos contra um? do SBT... mas eu sempre fui, o que se chama comumente, uma pessoa ?pé no chão?.
Nunca tive a oportunidade de sonhar com o futuro, mesmo por que o futuro chegou pra mim antes do presente, e só me restou correr atrás da minha sombra, tentando alcançar o meu próprio rabo. Sou prática, é isso! Gosto de simplificar as coisas: sonho com o que posso adquirir, agradeço a Deus pelo que os meus braços alcançam, e me espicho pra tentar apalpar o que a realidade me pede. As vezes fica difícil resumir tudo, ser prática, sem muitas neuroses ou questionamentos. Realidade e objetividade, sempre paralelas.
Realidade: nada dura para sempre.
Em algum momento, em vários deles ou absolutamente sempre, as pessoas vão embora. Talvez essa seja a pior coisa do mundo. Ele vai embora, sempre. Objetividade: fazer valer a pena (Vocês devem ter assistido ?Titanic?. Eu também. Várias vezes. Essa é frase do Jack - Di Caprio, quando levanta a taça e propõe um brinde). Eu gostaria de saber quem foi que inventou o ?... e viveram felizes para sempre.? Melhor. Eu gostaria de entender por que tudo tem que durar para sempre.
Seus pais vivem num mar de rosas? Você casou com a sua primeira namorada? Sua orientadora de TCC ainda é mesma tia do primário? O óculos de sol ?genérico? que você comprou ano passado ainda não tem riscos? Seu tênis favorito continua lindo e cheiroso? Então por que esta obrigação de fazer tudo virar eterno, essa mania de querer ser Deus, ser infinito, eterno, se as pessoas sempre vão embora quando o parágrafo passa de três linhas.
As pessoas sempre vão embora.
Ele sempre vai embora quando eu peço um pouco mais de atenção, um pouco mais de tempo, ou qualquer outra coisa que não fosse a sua própria existência. Ele sempre vai embora quando eu peço pra ele descansar de ser ele o tempo todo, por que ele tem medo de não conseguir ser qualquer coisa que não dê dinheiro ou garanta o status que ele tanto busca. Ele sempre vai embora por quer prefere ouvir as expressões de sempre: "lindão", "bonitão", "como você tá bem na foto", das mesmas de sempre.
Eles sempre vão embora, sempre. Preferem cara de tédio e de busca pelo resto que não se repete ou não se prolonga. O outro foi embora a primeira vez porque estava cansado demais de tudo. Foi embora a segunda porque precisava mudar de cidade. Foi embora a terceira porque teve medo de ficar pra sempre. Foi embora a quarta e pôs a culpa em mim, que sou muito prática, muito realista e muito ?bem resolvida? (estamos falando da mesma pessoa?).
Aquele primeiro foi embora na espera de que existisse algo melhor do que eu. Achou. Daí esses dias apareceu e disse que ?não é fácil achar alguém melhor do que eu?. Eu dei risada. Eu? Como alguém pode ser tão medíocre ao ponto de dizer uma coisa dessas? E finalmente o último que foi, antes de ir me deu um abraço. E eu fiquei inerte, com uma vontade enorme de chorar, sem entender por que tanta coisa acaba do dia pra noite, e por que a gente não vive intensamente, ou como se cada segundo fosse o último.Vivo com essa sensação de abandono, de falta, de pouco, de metade. Mas nada disso é novidade. Antes dele, teve o outro, o outro... que continua indo embora pra sempre porque nunca foi embora de verdade (por que continua vivo aqui). Eu não sei deixar ninguém partir, eu não sei escolher, excluir, deletar. São as pessoas que resolvem me deixar, e não eu que as deixo. Eu nunca pedi demissão (apenas tentei negociar). Eu nunca mandei nenhuma empregada embora. Eles me deixam, vão embora, e quando não vão, deixam eu me distanciar e não me pedem pra voltar, assistem a tudo, inertes.
A minha mãe diz que a culpa é minha, eu que adoro não ser responsável por absolutamente nada, odeio o peso que uma despedida eterna causa em mim. Nada é eterno, essa é a realidade, não sei brincar de Deus.
Meu novo amigo brigou comigo e foi embora. Não sei se pra sempre, espero que não. Antes de ir, ele me disse muitas verdades. A primeira é que eu não dou atenção pra quem olha pra mim. A segunda é que eu só sei pensar grandiosamente, e isso me cega pras coisas simples. A terceira foi um conselho: ?você precisa às vezes ficar calada enquanto apenas existe?. Fazia tempo que alguém não ficava tão perdido só porque me encontrou, fazia tempo que eu não me olhava no espelho e sorria, sabendo que sim, sim, sim, sou bonita ora bolas! Sou interessante! Da onde eu tinha tirado o contrário nos últimos meses? Isso é realidade, e que se dane os sonhos, os ideais, aquilo que a gente espera e nunca alcança. Todo mundo chega na sua vida. Em algum momento, em vários deles ou definitivamente, as pessoas sempre chegam. Talvez essa seja a melhor coisa do mundo, e a gente não tem que acabar lembrando de alguém que um dia chegou e depois foi embora, que a gente acha que nunca mais vai esquecer.
Eu nem me lembro o que eu queria dizer ao certo, eu não sei terminar textos, eu não sei escrever, sempre misturo tudo... meu negócio é realidade, hoje, agora. Eu tento viver, entre erros e acertos. Eu tento misturar realidade, objetividade e fantasia, tudo a meu modo. Eu tento, tento... pra não acabar numa esquina qualquer, cheia de jóias velhas, lembranças, tristonha e perplexa.

Um beijo e um sorriso...

sexta-feira, 2 de dezembro de 2005

SAUDADES!!!

"Em alguma outra vida, devemos ter feito algo de muito grave, para sentirmos tanta saudade...
Trancar o dedo numa porta dói.
Bater com o queixo no chão dói
Torcer o tornozelo dói.
Um tapa, um soco, um pontapé, doem.
Dói bater a cabeça na quina da mesa, dói morder a língua, dói, cólica, cárie e pedra no rim.

Mas o que mais dói é a saudade.

Saudade de um irmão que mora longe.
Saudade de uma cachoeira da infância.
Saudade do gosto de uma fruta que não se encontra mais.
Saudade do pai que morreu, do amigo imaginário que nunca existiu.
Saudade de uma cidade. Saudade da gente mesmo, que o tempo não perdoa.
Doem essas saudades todas.

Mas a saudade mais dolorida é a saudade de quem se ama.

Saudade da pele, do cheiro, dos beijos.
Saudade da presença, e até da ausência consentida.
Você pode ficar na sala e ela no quarto, sem se verem, mas sabiam que estavam lá.
Você pode ir para o dentista e ela para a faculdade, mas sabiam onde estavam.
Você pode ficar o dia sem vê-la, ela o dia sem vê-lo, mas sabiam que amanhã estariam juntos.
Contudo, quando o amor de um acaba, ou torna-se menor, ao outro sobra uma saudade que ninguém sabe como deter.

Saudade é basicamente não saber.

Não saber mais se ela continua fungando num ambiente mais frio.
Não saber se ele continua sem fazer a barba por causa daquela alergia.
Não saber se ela ainda usa aquela saia.
Não saber se ele foi na consulta com o dermatologista como prometeu.
Não saber se ela tem comido bem por causa daquela mania de estar sempre ocupada, se ele tem assistido às aulas de inglês, se aprendeu a entrar na Internet e encontrar a página do Diário Oficial, se ela aprendeu a estacionar entre dois carros, se ele continua preferindo Skol, se ela continua preferindo suco, se ele continua sorrindo com aqueles olhinhos apertadinhos, se ele continua cantando tão bem, se ela continua adorando o Mc Donald´s, se ele continua amando, se ela continua a chorar até nas comédias.

Saudade é não saber mesmo!

Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos, não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento, não saber como frear as lágrimas diante de uma música, não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche.

Saudade é não querer saber se ela está com outro, e ao mesmo tempo querer.

É não saber se ele está feliz, e ao mesmo tempo perguntar a todos os amigos por isso...
É não querer saber se ele está mais magro, se ela está mais bela.
Saudade é nunca mais saber de quem se ama, e ainda assim doer.
Saudade é isso que senti enquanto estive escrevendo e o que você, provavelmente, está sentindo agora depois que acabou de ler..."
Miguel Falabella

Hoje senti muitas saudades de uma pessoinha...
principalmente depois de algumas conversas que andamos tendo... principalmente depois da reviravolta que minha vida está dando... principalmente em dias chuvosos como hoje... que dá vontade de ficar abraçadinho e esquecer da vida e dos problemas...

Espero que possamos aumentar o brilho dos nossos olhos!!!

Um beijo e um sorriso...

quinta-feira, 24 de novembro de 2005

tantas coisas...

Tantas coisas meu coração queria gritar;
Tanto eu tenho a dizer...
No entanto, há um vazio na cadeira reservada a ELE.
Há um vão formado pelas palavras soltas ao vento.
Mil sílabas se formam dentro de mim,
Construo frases inteiras, mas não tenho os ouvidos DELE para me ouvir.
Nem aqueles olhos atentos às minhas histórias...

Há por aqui, nuvens nubladas pela ausência das gargalhadas alegres;
De dias quentes, regados a cerveja, beijos e humor.
Há por aqui, o vazio de músicas em comum, de pernas entrelaçadas.
De brincadeiras infantis e ciúmes de mentira;

Há aqui um furacão chamado saudade.
Que passa devastando meu cenário,
Mas deixa no ar o odor de dias felizes;
De noites de música e manhãs compartilhadas.
Há aqui, um EU recheado com o colorido das roupas DELE.
De risadas sufocadas e soluços.
De belezas reveladas e prazeres descobertos sem querer...
Existe em mim um tanto DELE;
E nem ELE sabe o quanto.


Como disse no outro post, respirar novos ares seria realmente muito bom... e acabou sendo melhor do que eu imaginava...

Agradeço pelas pessoas maravilhosas que me acompanharam nessa aventura na praia, e principalmente, pela PESSOA maravilhosa que tem me feito sorrir a cada novo e-mail, a cada mensagem no celular...

A você, pessoinha, OBRIGADA!!
Hoje o dia amanheceu iluminado... assim como todos os outros dias dessa semana!!

Um beijo e um sorriso...

sexta-feira, 11 de novembro de 2005

não sei + nada!!!

Não sei o quanto de ti há ainda em mim;
Nem a quantidade de mim que há em ti.
Não há mais saladas, nem ferozes desafios.
Não há mais risadas, nem embates.
Não há rios correndo em nós, nem sóis escaldantes.
Não há alegrias, nem tristezas...
Há apenas igarapés levando as lembranças para um reino distante,
Onde fortificamos nosso castelo.
Onde, depois de tanto lutar para o erguer, o deixamos à mercê do tempo e do vento.

É...
Já não sei o quanto de mim te deseja;
Nem o quanto te espera.
Não sei mais atrasar o relógio, nem fingir que não há distâncias..
Não há cheiro de mato fresco, nem cachoeiras para nos molhar a alma...
Não há planos em comum, nem mácula.
Há somente um não-saber o quanto de ti resta em mim;
E a quantidade de mim que há em ti...


mas isso tbm não importa mais agora... porque estou prestes a ir respirar novos ares... e conhecer novas pessoas...
o InterFatec veio em ótima hora...
Será a melhor viagem da minha vida... com as pessoas que eu amo tanto!!!

Esquecer dos problemas... relembrar velhos tempos... e curtir uma praia... um reggae... e meus amigos!!

ah... sem contar que vou comemorar meu niver em grande estilo né!! eheheh

apertem o cinto e tenham todos uma boa viagem!!!

um beijo e um sorriso...

terça-feira, 1 de novembro de 2005

Amor X Sexo - Por: Isabel Vasconcellos

A Revista Marie Claire publicou, em seu último número, o resultado de uma pesquisa realizada entre 2330 leitoras da revista, sobre sexo.

Um das questões teve um resultado surpreendente: 49% das entrevistadas disseram que fazem sexo mesmo sem estar apaixonadas. Há porém que se considerar que as leitoras de Marie Claire entrevistadas são da região sudeste, a maioria pertencente a classe AB e de alto grau de escolaridade.

O resultado dessa questão seria bem diferente, creio eu, se a pesquisa fosse realizada com outros tipos de brasileiras.

Atrelar o sexo ao amor é um erro histórico das mulheres. Homens jamais precisaram da desculpa do amor para admitir e concretizar uma relação sexual. Mas as mulheres frequentemente precisam.

Independentemente das convicções morais ou religiosas, que, é claro, devem ser respeitadas, as conseqüências dessa idéia feminina de que o sexo só é válido quando existe também o amor, costumam ser desastrosas.

À primeira vista poder-se-ia julgar que as mulheres que não estão amando não fazem sexo e pronto. Mas não é bem isso que acontece.

Apesar de carregarmos ainda em nossos inconscientes milênios de repressão sexual, o instinto fala bem alto e o desejo existe. Porém, como fomos condicionadas a fazer sexo apenas com o homem amado, o que ocorre é que não conseguimos distinguir a simples atração sexual do estar apaixonada. O que se vê, então, é a mulher julgando amar a todo e qualquer homem que exerça sobre ela uma forte atração sexual. Basta se sentir atraída e a confusão se estabelece. Mulheres, dificilmente, conseguem admitir que um homem apenas as atrai, elas já vão logo se dizendo ?apaixonadas? quando, de fato, estão apenas atraídas.

Para os homens essa confusão jamais existe. Eles sabem bem o que querem de uma mulher. Se é apenas sexo, para eles, é apenas sexo e pronto. Por isso, depois de uma noite de amor, eles não têm aquela preemente necessidade de telefonar no dia seguinte.

Muito sofrimento feminino poderia ser evitado se nós, mulheres, conseguíssemos separar as duas coisas. Admitir que fulano ou beltrano simplesmente nos atrai e que queremos fazer sexo, só isso. Mas não. Vamos logo envolvendo o coitado do objeto da nossa atração em nossas fantasias românticas. Quase sempre quebramos a cara.

É claro que um caso que começa com atração sexual pode evoluir para algo mais profundo, pode vir o carinho, o afeto e até o amor. Mas não é isso que acontece na maioria das vezes.

Como escapar dessa armadilha cultural? Como perceber que aquele homem que nos atrai apenas nos atrai? Um bom artifício é imaginar uma vida cotidiana com ele. Será que gostaríamos de compartilhar o nosso dia a dia com esse homem? Será que ele é o homem certo para dividir a difícil tarefa da convivência diária? Nossas idéias batem? Nós realmente apreciamos a maneira dele ser, de se comportar, de pensar? Seria ele um bom pai para o nosso filho? Gostaríamos de acordar, todos os dias, ao lado dele?

Caso as suas respostas a estas perguntas sejam negativas, talvez então você esteja apenas atraída sexualmente por ele e não realmente apaixonada.

Mas, mesmo assim, para isso funcionar, é preciso que admitamos que estamos sim inclinadas a nos apaixonar pelo primeiro babaca que mostrar interesse por nós, que ainda trazemos, dentro das nossas almas, os mitos da cinderela e do príncipe encantado; que somos preconceituosamente românticas, porque fomos reprimidas, porque fomos educadas pela sociedade para acreditar que não somos grande coisa se não tivermos um homem ao nosso lado. E isso é apenas mentira.

Um beijo e um sorriso...

quarta-feira, 26 de outubro de 2005

e-mail para...

Hoje eu acordei com aquele seco na garganta. De novo. Vire e mexe isso volta e, quando não volta num dia frio, vem num dia quente e lindo, como hoje. Mesmo se estou feliz, o seco vem avisar que felicidade é um yakult, que vai acabar antes do fim do gole. Nessa hora não adianta rolar na cama, o melhor que eu tenho a fazer é levantar logo de uma vez. Chorar melhora sempre, mas chorar me deixa numa melancolia que atrai várias lembranças tristes, e eu cansei de chorar por tudo o que faz tanto sentido pra mim, mas que se eu sentar pra te explicar em detalhes, vou parecer louca... e sabe, estou meio com preguiça de sempre parecer louca, prefiro fazer cara de bem resolvida.

Sábado eu estava numa casa e todo mundo ria, bebia e relembrava muitas coisas. Eu passei mais da metade da noite olhando fixamente pra um vaso de flores e me perguntando o que ele fazia na fruteira se ele não era fruta. Ontem mesmo, em meio àquele trânsito caótico eu fiquei olhando pras placas dos veículos e fazendo combinações matemáticas. Eu fico meio com síndrome do TOC quando estou assim pirada, e a confusão do mundo me incomoda tanto que eu queria passar meses lavando as minhas roupas, e fazendo listas de tudo o que eu preciso melhorar. De preferência, com luvas.

Enjoei do restaurante que eu almoçava, coisa que herdei da infância, quando eu não gostava dos lanchinhos da cantina e era a única garotinha a levar lancheira. Eu carregava a minha esquisitice pelo pátio e desde cedo aprendi que ser a gente mesmo tem seu peso, principalmente quando sentimos a necessidade de realmente ser.

Às vezes acho que ter uma casa cheia de paredes e almofadas coloridas, objetos estranhos com valor sentimental, CDs com músicas preferidas-misturadas resolveria meu problema, me encheria do meu mundo a ponto de eu parar de sentir tanta falta de outras coisas e outras pessoas. Talvez se minha casa fosse sempre cheia de pessoas (amigos) acabaria ocm o meu terrível medo de ficar sozinha...

Eu perdi o deslumbramento (num sei se exatamente essa palavra) com o amor, com o trabalho e com a beleza. Eu descobri que o amor escolhe as pessoas, emprego não é diversão e belezas são relativas. E daí eu me pergunto: o que exatamente seria uma vida extraordinária? Nas poucas vezes em que senti algo realmente extraordinário, eu estava brincando de não ser eu, estava fazendo algo errado, ou estava vivendo algo que acabaria rápido e que jamais seria contaminado pelo tédio. Viver extraordinariamente é isso então? É estar fora da nossa própria vida? É viver pouco várias coisas? É viver muito poucas coisas? É ser um personagem de um roteiro que a gente muda toda hora?

Eu sei, eu sei, o mundo tá cheio de gente desabrigada, sem teto, doente, sofrida e morrendo de fome. Tá cheio de guerras, explosões, corrupções e desastres. E eu sou fútil com a minha tristeza sem desgraças. Mas não seria ainda mais fútil e desgraçado eu ser feliz nesse mundo? Sei lá, é só mais um e-mail bobo, se a gente tivesse nascido em outro tempo, seria uma carta boba que eu nunca teria coragem de enviar e que seria descoberta pelos meus netos escondida num baú.

Pois é, o mundo vai se modernizando e a gente continua com essa angústia pré-histórica aqui no peito e na garganta.


Mas o bom é que isso passa... apesar de tudo...
Aprendi isso com aquela pessoa sábia do outro post... e os ensinamentos dele insistem em ficar martelando na minha cabeça...

mas deixa pra lá!!

Um beijo e um sorriso...

sexta-feira, 21 de outubro de 2005

SOBRA...

Sobra algo em mim.
Coisas dadas a você, concebidas para ti.
Sobra o amor nascido meio às avessas;
Aos nossos descompromissos com o mundo lá fora.
Sobram os desejos que me escorrem pelos cantos da boca;
Dos nossos corpos unidos pelo carinho.
A alegria trazida na bagagem.

Sobra tudo aqui dentro.
Tudo o que vivemos.
As vontades de ir ao teu encontro,
De rir de nossos risos,
De beijar nossos beijos,
De grudar minhas mãos nas tuas e destilar os mesmos momentos.
Sobra em meu nariz o odor adocicado da tua pele, do teu perfume.

Sobra..
A necessidade de ver teus pés andarem pela casa;
Do costume de fazermos a comida juntos,
Partilhar a mesma música, o mesmo ritual.
Das minhas reclamações e dos teus agradecimentos...

Tudo sobra...
Menos o meu amor por ti.

Um beijo e um sorriso...

terça-feira, 18 de outubro de 2005

O tempo...

Cazuza já cantou: O TEMPO NÃO PÁRA!!!

O tempo passa, e como passa rápido, deixa marcas, lembranças, alegrias, nostalgia...
O tempo passa e com ele algumas pessoas...
O tempo é responsável pela minha felicidade hoje... da mesma forma que a tristeza que carrego em meu peito também provém desse maldito tempo... tempo que escorre pelos dedos quando quero que ele páre... tempo que pára, quando eu gostaria que ele voasse...

Hoje, mais do que nunca, sei a importância do tempo... que insiste em passar...

O fim de semana me ensinou a importância do momento presente... e a não importância do momento que está por vir... e por mais que eu já estivesse cansada de saber que o que está por vir pode não chegar, só agora eu consegui entender isso na prática...


Hoje eu sou uma pessoa mais sábia, porque pude aprender muito com exemplos vivenciados por uma pessoa querida... sou mais sábia porque resolvi não pensar no tempo e deixar que as coisas acontecessem naturalmente...
e porque consegui entender que tudo o que me acontece agora é, de certa forma, pro meu bem... mesmo que eu vá perceber esse bem só mais pra frente na minha vida...

Aprendi que meu caminho está sujeto a curvas inesperadas... e que essas curvas não dependem de mim... sei que esse final de semana meu caminho fez uma curva... e se eu não tivesse conhecido aquela pessoa, se eu não tivesse aceitado aquele convite, meu caminho ainda estaria como antes... e eu não seria tão sábia, por não ter convivido momentos inesquecíveis ao lado de uma pessoa tão sábia...

mas o tempo não parou no final de semana...
e o tempo não vai parar no decorrer dos dias...

e isso vai nos levar por caminhos dististos, sem não deixar de lado a lembrança daquele tempo bom que passamos juntos ensinando um ao outro!!!

Hoje posso dizer com toda convicção que superei o tempo em que eu acreditava em contos de fadas... e que o tempo que eu passei com aquela pessoa incrível, eu pude aprender que o melhor de toda tristeza é que ela é passageira!!!

Viva o tempo... porque tempos melhores sempre estão por vir!!!

Um beijo e um sorriso...

quinta-feira, 13 de outubro de 2005

Dia das crianças


Ontem fomos passar um dia das crianças diferente... deixamos de lado as preocupações que hoje nos circundam, deixamos de lado as coisas de adultos e voltamos a ser crianças no Termas de Pitangueiras...
Aos amigos que estavam comigo... nada a declarar a não ser que eles fizeram toda a diferença nesse dia!!! Adoro vocês, meus amigos!!
E quando quiserem voltar a ser crianças novamente, não exitem em me chamar... vou adorar o convite!!


"E uma mulher que acalentava um bebê disse,
- Fale-nos de Crianças...
E ele disse:
- Tuas crianças não são tuas crianças.
Elas são os filhos da Vida que anseia por si.
Elas vieram através de ti mas não de ti,
E a despeito de estarem contigo elas não te pertencem.
Tu podes dar-lhes teu amor mas não teus pensamentos,
Pois elas têm seus próprios pensamentos.
Tu podes hospedar seus corpos mas não sua almas,
Pois suas almas habitam a casa do amanhã,
que tu não podes visitar, mesmo em teus sonhos.
Tu podes empenhar-te para seres como elas, mas não tentes
fazê-las serem como tu,
Pois a vida não caminha para trás nem coabita com o Ontem.
Tu és o arco do qual tuas crianças,
como flechas vivas, são impulsionadas.
Arqueiro vede a marca sobre a trajetória do Infinito,
a Ele te dobra com Seu Poder para que tuas flechas
sigam velozes e para longe.
Deixes que a flexão na mão do arqueiro seja para o
contentamento e a felicidade;
Pois assim como Ele ama a flecha que voa,
Ele ama também o arco que seja firme"

Gibran Khalil Gibran - O Profeta - 1923

Um beijo e um sorriso...

quarta-feira, 5 de outubro de 2005

Distâncias

A distância que me separa do que quero é muito maior do que minha capacidade de avaliá-la. Por isso mesmo não persigo, não sonho, não penso. Espero, apenas, que aquilo que quero me chegue de uma forma que eu nem perceba, de tal modo que me tome sem advertência e me deixe sem outra ação senão aceitar, por mais que eu, no íntimo a deseje e mesmo que, mentirosamente, a negue. Assim, tudo se justifica mais facilmente, tudo se encaixa, sem que eu tenha de explicar nada, principalmente a mim mesma.

Não que o que eu queira seja permanente, uma vez que a vida é feita de pequenos quereres, de durações variáveis, medidas por vontades, desejos, coisas de emoção e, como tal, fora de parâmetros racionais ou físicos.

A distância que me une ao que eu preciso é mínima e facilmente percorrida, apenas para perceber, ao final, que o destino mudou ligeiramente de lugar e outra pequena distância me espera. Nada complicado, nada difícil, só que insatisfatório, pro cotidiano, mesmo que se mostre fundamental, apesar de ser mais que suficiente.

A distância entre mim e o que necessito não existe, desde que me despoje de tudo que quero e despreze o que eu preciso, o que faria, talvez, com que eu me perdesse de mim mesma, preço pequeno, quem sabe, para uma tal de paz interior que, em muitos casos, representa uma aceitação passiva, senão uma espécie de satisfação negociada comigo mesma, quase uma trapaça.

A distância que me separa dos outros é inversamente proporcional ao interesse mútuo e à busca por algo que não seja, simplesmente, estar perto. É uma distância assimétrica, diferente nas duas direções e que tende a se tornar mais irregular e inviável, quanto mais emoção for usada como unidade de medida, deformando percepções, impondo perspectivas, acionando sentidos. Tende a ser intransponível.

A distância que me isola de mim mesma é fluida, irregular, variável. Umas vezes me perco para, em outro momento, me descobrir mais forte e bem próxima daquilo que penso de mim. Em muitas outras vezes me sinto próxima de um ideal que eu criei para, em segundos, perceber que era miragem, que ideais não são idéias. E me vejo ao longe, tentando discernir em mim algo que não sinto, mas que está lá.

As distâncias entre o que quero, o que preciso e o que necessito são mínimas, pontuais até, e pouco me dividem no tempo, no espaço, no estar, na simplicidade de apenas ser. São, entretanto, enormes, abissais, no sentir.


Billy... quem é vivo sempre aparece né!!!
por que não tem mais um blog?!! adorava as coisas que você escrevia...
só respondendo suas perguntas, Novo Horizonte é a cidade onde eu moro (minha família), eu estudava em Taquaritinga (na Fatec) e agora estou morando em Jaboticabal, estagiando na Unesp. Fiquei muito feliz em saber que você ainda se lembra de mim!! eheheh e quem sabe a gente ainda se tromba pelos ônibus da vida... afinal continuamos pegando a mesma linha né!!! ehehhe

Frog... já linkei seu novo blog aki, ok!!!
obrigada por ter se lembrado de mim tbm!!

Gonzo... seja bem vindo ao mundo dos Blogs... ele é mágico!! hehehe

Free e Cássia... gosto muito de vocês... muito obrigada pelos comentários deixados pra mim!!! Sorte pra vocês, ok!!!

E a todos os outros leitores, obrigada pelo carinho!! vocês são muitíssimos importantes pra mim!!

Um beijo e um sorriso...

quinta-feira, 29 de setembro de 2005

Pequena Verdade - para Biel!!

Nunca é cedo o bastante
Quando é tarde demais
Por mais pueril que seja a madrugada
É noite eterna quando já se foi

E a volta nunca volta

Há tempo para se fazer outra vez
Possível repetir mesmos erros
Tentar de diversificada forma
Mas acertar é sempre inédito

A eficácia elimina a mesmice

Desrotinifica atitudes simples
Torna cada gesto único
Potencializa qualquer atitude
Requerendo atenção imensa

Desastres nascem instantaneamente

Aquela palavra ríspida
O gesto não meditado
A falta de tato
O excesso de sensibilidade

Atrocidades são sempre banais aos que praticam

Reverter certos atos é impossível
Conseguimos apenas reduzir o impacto
A bofetada já foi dada, porém
Não será esquecida

Retirar a culpa não elimina o verbo

Engraçado pensar assim
Mas só sabemos o doer
No exato momento em que o sentimos
Não dói no físico quando recordamos

Lembrar sim, traz sentimentos

Transporta-nos a um estado vivido
Remonta certa particularização de nosso real
Emergindo angústias
Nó no peito que quem lembra sabe:

Dói só de lembrar

Quando for errar
Seja completamente ignorante
Faça-o por puro desconhecimento
Tenha o que aprender com sua atitude

Não espezinhe quem você gosta

Agir por pura picardia é idiotice
Não existe vitória
Na derrota daquele
Que devia ser resguardado

Da nossa cruel capacidade de fazer sofrer

Atinja com sua ira
Apenas seus reais inimigos
Que felizmente existem
Sinceros como nuvens carregadas

Que por vezes relampejam e trovejam

Exclua seu amor de sua mira
Afine sua pontaria
Preserve a incolumidade e a paz
De quem optou por estar ao seu lado

Sujeito às suas intempéries

Saber da disposição alheia
Não é sinônimo de usurpação
Acreditar que pode acontecer
Não é convite ao merecimento

Antes de urrar silencie

Olhe a sua volta
Perceba se os que te circundam entenderão
Meça se valerá a pena discursar aos surdos
Ao perceber que estão vocês sozinhos

Abrace-a, para não ferir-lhe os ouvidos

Conduza seu calor no prazer do aconchego
Respire quente no interior do corpo dela
Acaricie aquele rosto magnífico
E após respirar levemente

Agradeça sem ter um aparente por que

Lembre-se que é bom fazer bem
Que na vida escolhemos alguém
Por quem vale a pena receber e dar
Uma vida que nos ensina constante

Não ser preciso sofrer para amar


Um beijo e um sorriso...

terça-feira, 27 de setembro de 2005

A escada

À minha frente mil degraus de uma escada.

Faço-me passo e cada passo me retém.

Em marcha fúnebre o compasso da passada.

Eu cabisbaixa a escada e mais ninguém.

Um corrimão quer me guiar na caminhada,

sem que me diga aonde vai, de onde vem.

A minha mão soergo a custo e pego o nada.

E como sempre a mão no nada me sustém.

"Urge seguir" sugere longe voz calada.

E um novo passo o corpo lasso leva além.

A meio-termo mais distante é-me a chegada:

passo no tempo, mas do instante sou refém.

E toda escada é sempre assim: rosa e espinho.

Fere e perfuma, enquanto diz qual o caminho.


Um beijo e um sorriso...

terça-feira, 20 de setembro de 2005

Confusa...

Minha cabeça não para....milhões de pensamentos passando como um furacão. Dúvidas, anseios, receios, algumas vezes tristezas, outras solidão...

Pensamentos positivos também transitam por minha cabeça confusa.... tantos sonhos, tantos desejos!!!

Vivo no meio de um turbilhão de sentimentos, que me consomem, me confundem, me sufocam... Por vezes esse mesmo turbilhão me alegra, me fascina, me alucina.

Menina-mulher, que anda se perdendo no meio de tantos pensamentos. Alguém me ensina como parar tudo e não pensar em nada de vez enquanto.

Menina-mulher, que já aprendeu que nem tudo são flores...

Menina que continua a sonhar.

Mulher que corre atrás dos seus sonhos....

Mas uma coisa é certa pensar tanto ando me consumindo, pois como minha imaginação é fértil, como sou criativa, até me assusto....

As vezes eu só queria mesmo é ficar quietinha e não pensar em nada...

Um beijo e um sorriso...

quinta-feira, 15 de setembro de 2005

Divagações...

"O quanto eu te falei que isso vai mudar.
Motivo eu nunca dei.
Você me avisar, me ensinar, falar do que foi pra você,
não vai me livrar de viver...
Quem é mais sentimental que eu?!?!
Eu disse e nem assim se pôde evitar..."
Sentimental (Los Hermanos)
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CACOS

Pedaços e estilhaços
Largados e jogados por toda parte
Seu rosto na lembrança
Nas roupas, seu perfume
Na garganta, o gosto amargo do adeus
Lembranças do que não foi vivido, nem realizado
Planos engavetados, sonhos apagados
E uma raiva que insiste em permancer
Raiva de mim, que não soube gritar
Raiva de ti, que não ouviste meu silêncio
Agora, o nada
O nada que a falta de sua presença me trás
O nada que me invade ao tentar respirar
Pedaços
Estilhaços
E mais nada...
Leandro Faria Chaves, 15/08/2005
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-O que você queria me falar?
-Ah, nada... Esquece. Besteira.
-Você é mais solto na net, né? Na minha frente você trava, não tem coragem de desabafar.
-Pois é. É muito mais simples dizer as coisas olhando pro monitor do que olhando nos olhos.
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-Por quê eu sinto tanto ciúme dele se é apenas meu amigo?
-Mas ele é só seu amigo?
-Sim, já definimos isso... A situação é muito estranha e complicada pra ser mais do que isso.
-Então, por quê sente tanto ciúme dele?
-Essa foi a pergunta que eu te fiz.
-Eu sei... E, como eu, acho que só você sabe a resposta.
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-Te amo, te amo, te amo!
-Ama mesmo? E a overdose?
-Passou! Era só quando eu te via todos os dias. No momento em que você entrou no ônibus, antes mesmo de ir embora, uma saudade dilacerante me tomou.
-Entendo exatamente o que quer dizer.
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"...O medo de perder o que se ama faz com que avaliemos melhor muitas coisas. Assim como a doença nos leva a apreciar o que antes achávamos banal e desimportante, diante de uma dor pessoal compreendemos o valor de afetos e interesses que até então pareciam apenas naturais: nós os merecíamos, só isso. Eram parte de nós./ O amor nos tira o sono, nos tira do sério, tira o tapete debaixo dos nossos pés, faz com que nos defrontemos com medos e fraquezas aparentemente superados, mas também com insuspeitada audácia e generosidade. E como habitualmente tem um fim - que é dor - complica a vida. Por outro lado, é um maravilhoso ladrão da nossa arrogância./ Quem nos quiser amar agora terá de vir com calma, terá de vir com jeito. Somos um território mais difícil de invadir, porque levantamos muros, inseguros de nossas forças disfarçamos a fragilidade com altas torres e ares imponentes./ A maturidade me permite olhar com menos ilusões, aceitar com menos sofrimento, entender com mais tranqüilidade, querer com mais doçura./ Às vezes é preciso recolher-se". Lya Luft
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"São os falsos mitos da juventude para sempre. E isso também inclui a febre atual da mídia, particularmente nas revistas femininas. Só se fala como se pode ter vários orgasmos numa única noite. Só se fala em como a mulher deve agir para segurar seu homem pelo sexo, especialmente o oral. São fórmulas de um mundo conturbado, que foge ao afeto, distante de qualquer felicidade. Essa é outra coisa para o enlouquecimento. Em todo lugar, o que existe é a supervalorização do sexo. Quem não estiver fazendo sexo sem parar o tempo todo passa a ser anormal. Muita gente fica complexada porque não consegue vários orgasmos numa noite. É tudo uma imposição". Lya Luft
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"Não existe isso de homem escrever com vigor e mulher escrever com fragilidade. Puta que pariu, não é assim. Isso não existe. É um erro pensar assim. Eu sou uma mulher. Faço tudo de mulher, como mulher. Mas não sou uma mulher que necessita de ajuda de um homem. Não necessito de proteção de homem nenhum. Essas mulheres frageizinhas, que fazem esse gênero, querem mesmo é explorar seus maridos. Isso entra também na questão literária. Não existe isso de homens com escrita vigorosa, enquanto as mulheres se perdem na doçura. Eu fico puta da vida com isso. Eu quero escrever com o vigor de uma mulher. Não me interessa escrever como homem." Lya Luft

Encontrei alguém que me entende!! eheheh tôa dorando essa Lya Luft!! ehhehe

Um beijo e um sorriso...

quarta-feira, 14 de setembro de 2005

Desvio

Por vezes preciso de uma música triste
Que revele meu estado de espírito
Que traga a tona aquela dor que faz tanta falta
Depurando a vontade que se esconde

Sob as vestes da comodidade incômoda

Que incomoda pela mesmice
Que deturpa pela babaquice
De se achar que ter pena de nós próprios
É atalho para sermos salvos de nós mesmos

Grandiosa putaria que fazemos

Prostituindo nossa imaculada felicidade
Em troca de momentos vis e toscos
Personificados em corpos sujos
Que nos invadem com aqueles toques assépticos

Prefiro mãos impregnadas de desejo, de verdade

Quero o suor do esforço
Daquele que lutou para me conquistar
Quero o cheiro de corpo cansado
O gosto do gozo alcançado

A exaustão maravilhosa dos que se apaixonam

Meretriz de alto nível a auto piedade
Chega travestida em mansidão
Cheirando a paraíso
Quente e úmida como o inferno

Assando a pele e queimando o juízo

Envolve como o exímio dançarino
Que ao levantar seu peso do solo
Carrega você para nuvens
Deixando-nos a mercê de exterior desejo

Trocando obscenamente nossa liberdade

Por vontades podres
Usa um corpo que não é dele como quer
Posicionado como dono da situação, pois
Sinalizando para um fim antecipado

Que nós mesmos procuramos

Quando desistimos de tomar a vida sob controle
Achando que o mundo seria bom e gentil
Esquecendo que ele compete conosco
Que quer se sobrepor a nossa existência

Imperioso ser forte pra caralho

Foda-se se não te acompanharam
Se a velocidade do seu cruzeiro é demais para os demais
Se o espaço que você ocupa é imensidão
Se seu jeito não é tão dócil

Se de suposições vivem os que te rodeiam

Só não pare de continuar por causa disso
Lute com toda força e inteligência
Detone cada fraco pensamento que lhe sobrevier
Aniquile qualquer pedido de piedade interior

Algoz é aquele que nos dá chance

Ficamos preguiçosos, ridículos: odiosos
Tornamo-nos lesmas que rastejam
Quando sabemos voar e caçar
Deixamos o rastro inocente das presas

Quando deveríamos terminantemente predar

Sejamos justos quando derrotados
Que choremos, que odiemos
Mas com total franqueza
Pois fraqueza é esconder-se do inevitável

Passividade é medo em forma bruta, inerte, ilesa

Lapide este sentimento esfuziante
Que prepara o corpo para a fuga
Prevendo o perigo onde não se enxerga
Pondo fim ao que nem começa

Use-se a seu favor

Encare a morte com sua sorte
Esbraveje, lute, sofra
Mire seu inimigo e corra
Diretamente de encontro a ele

Faça desta encruzilhada uma enorme trombada

Ruidosa, enorme, ruinosa
Alguém ira perder neste embate
Se for você melhor: aprenda
Se for alguém, sem dó: ensine

Nunca tome atitudes desmotivadas

Pare de desperdiçar tempo
Com coisas que você nem sabe se quer
Ele não se mede pelo que se usou
Mas justamente pelo que não mais se tem

Seu faltar é medida de seu desperdício

Seja urgente, direto e preciso
Forte, inteligente e conciso
Mire a alma das coisas
Pois ao alcançá-la

O corpo já terá sucumbido

Trace sua meta com calma
Pense em seus movimentos
Sossegado, tranqüilo
Siga sua rota firmemente

Só permita a você ser seu desvio

Um beijo e um sorriso...

quinta-feira, 8 de setembro de 2005

As reticências e o ponto final

Eu quero ser uma tarde gris
Quero que a chuva corra sobre o rio
O rio que por ruas corre em mim
As águas que me querem levar tão longe


Ana Carolina in Uma louca tempestade


Há pessoas que são pesadas. Mas não parecem. Levamos um grande tempo para perceber que nossos ombros estão curvados por carregá-las. O mesmo tempo que levamos para descobrir que fomos mais um elo em sua corrente de histórias mal resolvidas. Correntes que as fazem arrastar os pés pela vida afora.
Então nos perguntamos como foi possível vermos sensibilidade onde havia apenas fragilidade; encanto poético onde havia apenas inconsciente egoísmo; amor pela vida onde havia apenas medo de viver. Como foi possível deitarmos em reticências e servir-lhes de muleta por tanto tempo, tornando-nos também reticentes e medrosos.
Quando esta percepção se faz clara, é hora do ponto final. Este sinalzinho gráfico que encerra uma idéia, um texto, uma crença, uma esperança, um sonho, uma obsessão. Ele é cru, decisivo e cruel. Mas imbuído de uma sinceridade única. O ponto final não engana, não cria falsas esperanças, não abre espaços para a dúvida, não gera vãs expectativas.
Ele se contrapõe claramente às reticências, esta tríade inconclusiva que por vezes engana, pela sua natureza irresponsável e inconseqüente. Embora nem sempre saibamos definir a natureza política de cada um dos pontos das reticências, sabemos com clareza a covardia que eles escondem em situações como esta. As pessoas reticentes são covardes por apatia, por insegurança, por resignação. Têm dificuldades para usar o ponto final, tendendo sempre a acrescentar a ele mais dois pontos. Por medo da responsabilidade do ato individual e solitário. Pela falta de coragem para assumir a responsabilidade de levar a vida e não apenas deixar que a vida as leve.
Por vezes, nos vemos tão envolvidos nas reticências de algumas pessoas que perdemos de vista o ponto final. Esquecemo-nos que, para voar, as forças precisam se equilibrar, o peso precisa ser dividido e o rumo traçado em sintonia de corpos e almas.
Mas é sempre hora de alijar dois pontos destas reticências, olhar o infinito e experimentar novas asas. Ainda que o vôo inicial seja doído e solitário. Porque o ponto final é também o ponto de partida. Para um novo texto, para um novo vôo, para uma nova vida.

Um beijo e um sorriso...