Feliz 2005 (de novo?), Em Busca da Felicidade -Milésima Parte, e por que não: Um recomeço!
"Ser feliz de uma forma realista é fazer o possível e aceitar o improvável."Mario Quintana
Tô louca não, Feliz 2005 sim: senhores e senhoras! Paz, saúde, dinheiro no bolso e amor, um pacote louvável, como diria Mario Quintana, mas nossos desejos vão muito além.
Não está bastando estarmos sem guerra, apesar do bicho estar pegando lá no Oriente Médio. Sem enxaquecas, dores nas costas, cólicas de rim e febre. Mesmo assim ainda não está bom, eu quero entrar na calça manequim 42 e seduzir quem passa pela rua com meus lindos olhos cor de mel.
Grana. Não tenho o suficiente pra fazer aquela senhora plástica que as estrelas na nova novela das oito fizeram, mas o dinheiro do ônibus, do metrô, do leitinho e ainda de quebra o do cinema e da torta de limão, estão garantidos. Ainda assim não está bastando, eu sempre quero mais. Quero mais no amor apesar de ter dispensado o jingle "moreno, alto, bonito e sensual..." (nem sou mais tão exigente assim, qualquer alto - ou baixo - está fazendo a minha alegria).
Qualquer coisa está servindo exceto esses altos e baixos que francamente estão me tirando do sério.
Eu não sou a melhor das criaturas, mas geralmente procuro ser racional. Busco eu mesma solucionar os meus "problemas" seja lá de que maneira for, e foi pensando em todo o abatimento pós crises, que cheguei a algumas conclusões. A primeira delas é que eu sou uma tremenda de uma má agradecida. Querendo e querendo ser feliz esqueci de olhar pros votos óbvios e manjados de Happy New Year e perceber que a felicidade é possível quando as nossas metas são mais realistas e menos românticas. Nada contra o romantismo, pelo contrário, mas nem tudo é trufa de chocolate então pra que adoçar tanto?
Como diz o dito dos pobres: dinheiro não traz felicidade, e não traz mesmo. Dinheiro é bom, trabalhamos por ele, mas não pra juntá-lo, amontoá-lo e negar uma ajudinha ao Lar das Crianças da Silva e ainda de quebra desligar o telefone com força na cara da atendente, que nada tem a ver com a sua mesquinharia. Vou batalhar por ele até me sentir segura. E dái que eu não tenho pra comprar o carro que cabe as minhas pernas? Dane-se! Não vou chupar uma cara feia e fazer nascer várias ruguinhas só por isso. Tenho pouco, mas tenho o suficiente pra segurar as pontas com um pouco de humor e graça.
Sobre o amor. Pensando friamente, o amor pode chegar a qualquer momento, mas não, eu insisto em crer que ele não vem nunca. Mas ele vem, e vai chegar provavelmente naquele exato momento que eu estiver olhando pros outros e não pro meu próprio umbigo. Isso deve acontecer por que o amor não é egoísta. É preciso estar preparado pra amar, batalhar e correr atrás do amor, não do jeito que idealizamos e buscamos, mas de uma maneira despretensiosamente simples. Ainda assim, se o amor não vier do jeito que eu quero, vou continuar solteira e feliz. Sonhando com os meus sobrinhos (que não chegam nunca)(já aceitei que vou ficar pra titia!!! hehehe), como a minha festa de 21anos, me entusiasmando com romances ocasionais, feliz com um parceiro, feliz sem nenhum.
Já está na hora de acordar.
É hora de pensar e racionalizar uma forma simples de ser feliz entre tantas outras coisas. A vida não é injusta quando levantamos do poço que nós próprios cavamos e seguimos em frente, sempre indo à luta sem nos considerarmos vítimas dessa tal competitividade, fazendo um tudo pra ser feliz sem a ingênua sensação que ela um dia vai cair de pára-quedas nas nossas vidas. Não vou esperá-la no aeroporto de Congonhas. Nada de confetes, champagne ou festa de boas vindas pois a felicidade é simples, não é refinada. Ela espera por mim tanto quanto eu espero por ela. E por que não começar em maio? Não é janeiro, nem o mês do meu aniversário, mas já é chegada a hora da virada.
Contagem regressiva.
É tempo de tudo, menos de infelicidade.
Meu coração ainda sofre com a perda de um amigo... sa lágrimas ainda caem muito e com muita dor... mas o dia nasceu lindo hoje!!
Um beijo e um sorriso...
