A vida vivida intensamente...

segunda-feira, 4 de junho de 2007

CONSELHO DE UM VELHO APAIXONADO - Carlos Drummond de Andrade

Quando encontrar alguém e esse alguém fizer seu coração parar de funcionar por alguns segundos, preste atenção: pode ser a pessoa mais importante da sua vida.
Se os olhares se cruzarem e, neste momento, houver o mesmo brilho intenso entre eles, fique alerta: pode ser a pessoa que você está esperando desde o dia em que nasceu.
Se o toque dos lábios for intenso, se o beijo for apaixonante, e os olhos se encherem d'água neste momento, perceba: existe algo mágico entre vocês.
Se o 1º e o último pensamento do seu dia for essa pessoa, se a vontade de ficar juntos chegar a apertar o coração, agradeça: Algo do céu te mandou um presente divino: O AMOR.
Se um dia tiverem que pedir perdão um ao outro por algum motivo e, em troca, receber um abraço, um sorriso, um afago nos cabelos e os gestos valerem mais que mil palavras, entregue-se: vocês foram feitos um pro outro.
Se por algum motivo você estiver triste, se a vida te deu uma rasteira e a outra pessoa sofrer o seu sofrimento, chorar as suas lágrimas e enxugá-las com ternura, que coisa maravilhosa: você poderá contar com ela em qualquer momento de sua vida.
Se você conseguir, em pensamento, sentir o cheiro da pessoa como se ela estivesse ali do seu lado...
Se você achar a pessoa maravilhosamente linda, mesmo ela estando de pijamas velhos, chinelos de dedo e cabelos emaranhados...
Se você não consegue trabalhar direito o dia todo, ansioso pelo encontro que está marcado para a noite...
Se você não consegue imaginar, de maneira nenhuma, um futuro sem pessoa ao seu lado...
Se você tiver a certeza que vai ver a outra envelhecendo e, mesmo assim, tiver a convicção que vai continuar sendo louco por ela...
Se você preferir fechar os olhos, antes de ver a outra partindo: é o amor que chegou na sua vida.
Muitas pessoas apaixonam-se muitas vezes na vida, mas poucas amam ou encontram um amor verdadeiro.
Às vezes encontram e, por não prestarem atenção nesses sinais, deixam amor passar,sem deixá-lo acontecer verdadeiramente. É o livre-arbítrio.
Por isso, preste atenção nos sinais.
Não deixe que as loucuras do dia-a-dia o deixem cego para a melhor coisa da vida: o AMOR!!!

Um beijo e um sorriso...

quinta-feira, 31 de maio de 2007

Distâncias

A distância que me separa do que quero é muito maior do que minha capacidade
de avaliá-la. Por isso mesmo não persigo, não sonho, não penso. Espero,
apenas, que aquilo que quero me chegue de uma forma que eu nem perceba, de
tal modo que me tome sem advertência e me deixe sem outra ação senão
aceitar, por mais que eu, no íntimo a deseje e mesmo que, mentirosamente, a
negue. Assim, tudo se justifica mais facilmente, tudo se encaixa, sem que eu
tenha de explicar nada, principalmente a mim mesma.

Não que o que eu queira seja permanente, uma vez que a vida é feita de
pequenos quereres, de durações variáveis, medidas por vontades, desejos,
coisas de emoção e, como tal, fora de parâmetros racionais ou físicos.

A distância que me une ao que eu preciso é mínima e facilmente percorrida,
apenas para perceber, ao final, que o destino mudou ligeiramente de lugar e
outra pequena distância me espera. Nada complicado, nada difícil, só que
insatisfatório, por cotidiano, mesmo que se mostre fundamental, apesar de
ser mais que suficiente.

A distância entre mim e o que necessito não existe, desde que me despoje de
tudo que quero e despreze o que eu preciso, o que faria, talvez, com que eu
me perdesse de mim mesma, preço pequeno, quem sabe, para uma tal de paz
interior que, em muitos casos, representa uma aceitação passiva, senão uma
espécie de satisfação negociada comigo mesma, quase uma trapaça.

A distância que me separa dos outros é inversamente proporcional ao
interesse mútuo e à busca por algo que não seja, simplesmente, estar perto.
É uma distância assimétrica, diferente nas duas direções e que tende a se
tornar mais irregular e inviável, quanto mais emoção for usada como unidade
de medida, deformando percepções, impondo perspectivas, acionando sentidos.
Tende a ser intransponível.

A distância que me isola de mim mesma é fluida, irregular, variável. Umas
vezes me perco para, em outro momento, me descobrir mais forte e bem próxima
daquilo que penso de mim. Em muitas outras vezes me sinto próxima de um
ideal que eu criei para, em segundos, perceber que era miragem, que ideais
não são idéias. E me vejo ao longe, tentando discernir em mim algo que não
sinto, mas que está lá.

As distâncias entre o que quero, o que preciso e o que necessito são
mínimas, pontuais até, e pouco me dividem no tempo, no espaço, no estar, na
simplicidade de apenas ser. São, entretanto, enormes, abissais, no sentir.


Um beijo e um sorriso...

quarta-feira, 30 de maio de 2007

Felicidade.

Quero ser mais do que cabe em mim
Quero alguém que me caiba
Da cabeça à cauda
Alguém que me consuma sem pressa
Sem vergonha. Segredo. Ou promessa.
Sou copo cheio implorando pela gota d'água.


"O homem que acha a própria vida sem sentido não é apenas um infeliz, mas é quase indigno de viver." (Albert Einstein)

Sim, estou feliz!! cansada... corrida... mas feliz!!

Um beijo e um sorriso...

segunda-feira, 28 de maio de 2007

Despedida..

cada contra diz:
bom dia pra vc, estou muito feliz e grato por fazer parte da minha vida

cada contra diz:
valeu a atençao

cada contra diz:
e ate a proxima

cada contra diz:

ops faltou o te adoro

cada contra diz:

ate breve!

***Lilyllith*** diz:
falando sério agora

***Lilyllith*** diz:
dorme bem! =)

***Lilyllith*** diz:
descansa bastante...

***Lilyllith*** diz:
valew mesmo por vc ter ficado acordado até agora comigo aki

***Lilyllith*** diz:
por ter tido paciencia

***Lilyllith*** diz:
por ter entendido as besteiras q eu falo!

***Lilyllith*** diz:
hihihihi

***Lilyllith*** diz:
por me deixar confusa com suas respostas sempre em forma de perguntas!

***Lilyllith*** diz:
por não sanar quase nada da minha curiosidade! heheeheh

***Lilyllith*** diz:
mas quero q saiba q adoooooooooooreiiii "falar" com vc

***Lilyllith*** diz:
e q adooorei a frase aí do seu nick (li a flor que ninguem sabe da onde vem...)

***Lilyllith*** diz:
e é isso!
bjs pra vc...

***Lilyllith*** diz:
em todos os dedos da sua mão esquerda (q devem estar doendo de tanto digitar!)

***Lilyllith*** diz:
e em seus olhos (q tbm devem estar doendo de tanto ficar olhando essa tela!!)

***Lilyllith*** diz:
pronto!... agora vc pode ir! =)

cada contra diz:
me conseguiu ate 3 horas hein...


***Lilyllith*** diz:

quase 3
da próxima eu consigo até as 3 =)

***Lilyllith*** diz:
vai logo muleke
senão vou começar a falar de novo!


cada contra diz:
é q o final do papo foi tao bom que dah ateh medo de estragar


***Lilyllith*** diz:
boa noite pra vc
3h

***Lilyllith*** diz:
bjs, foi um prazer... hahaahahah


cada contra diz:
faltou o salsi fufu hauauhahauhahau

***Lilyllith*** diz:
bjsss... e para por aqui!!!!! PORRA!! =)


Olha só quanto romantismo nessa nova era tecnológica!! Estou impressionada! hehehehe

Um beijo e um sorriso...

sábado, 26 de maio de 2007

Sentimentos Expostos

É irritante.

É como se ela fosse uma adolescente. Incapaz de controlar os seus próprios sentimentos o mínimo possível.

De repente, o resto do mundo parece estar de uma cor diferente da cor que anteriormente ela costumava enxergar. As coisas que a interessavam, que a fascinavam, não parecem mais tão atraentes assim. Na verdade, parece se importar muito mais com uma detrminada coisa, que antes também não fazia parte do seu dia a dia, do que o restante das coisas da vida dela.

Estar, de alguma forma, perto dele era uma alegria sem tamanho.

É esse o motivo das dezenas de programas que são abertos e fechados sem o mínimo motivo, é esse o motivo pelo qual ela puxa os e-mails a cada instante. Mesmo sabendo que não há nenhum e-mail. O motivo do pelo qual ela fica atualizando a página do Orkut de minuto em minuto, mesmo sabendo que não terás novas mensagens.

Um motivo tolo que justifica essa sensação de estar esquisitamente pensando em GOSTAR.
Doente de GOSTAR?
Mas qual é o sentido disso?

Ela sempre se considerou uma pessoa muito racional, muito ponderada. Uma pessoa que sabe reconhecer e distinguir minimamente o patético do digno de consideração. Ela sempre soube que o GOSTAR é uma palavra muito séria, que não é uma brincadeira de criança. Ela sempre soube que é uma palavra que deve ser poupada. Que se deve pensar muito bem antes de falar sobre GOSTAR.

Pensar, ora... que bela piada....
Não é engraçado que justamente ela tenha perdido a faculdade de pensar?

Por que se não fosse dessa forma, como seria possível que seu coração achasse tão certo um GOSTAR tão incerto? Por que, se não fosse dessa forma, como justamente ela, que a anos tinha se dedicado a escrever textos racionais, pode estar escrevendo algo tão meloso a ponto de não ter sentido? Por que estaria deixando o coração tomar tanta conta dela?

Chega a ser irritante. E se alguém contasse a ela essa mesma história, quem sabe o que não diria a essa pessoa, do alto da sua presunção, dessa prepotência irritante e medíocre? Com certeza ela diria: Você é doido! Não sabe o que diz? Como pode estar gostando de alguém que nem mesmo conhece? Como pode pensar numa pessoa que nunca encontrou o tempo todo? Como pode sentir a falta de um alguém que jamais esteve realmente ao seu lado?

Mas é exatamente nessa hora que o coração lhe grita: Mas é o que você está sentindo!
Não importa o quão improvável e fantástica que a idéia possa parecer. É isso que você está sentindo!!

É... por essa ela não esperava. Apesar de agradecer aos céus por estar sentindo isso. Apesar de se sentir feliz com o seu próprio sentimento mesmo que este lhe pareça tão fora de qualquer propósito, tão distante de qualquer coisa que já tenha pensado pra si mesma.

É tudo tão terrivelmente confuso! E ela não gosta de coisas confusas. Gosta de coisas "corretas", gosta das coisas em seus devidos lugares (no assunto coração). Mas isso é tudo que ela não tem. Ela só tem a insegurança. O medo real de que não haja futuro nenhum a assombra.

Doente de GOSTAR, é verdade. Que outra coisa explicaria o vazio no peito que ela sente quando está diante daquele computador velho esperando por ele? E que mais poderia explicar a alegria de ler um novo recado dele que chega ou a tristeza de ver que não chega nada?

Mas não se preocupem... tudo o que ela está sentindo agora vai passar! Vai passar assim que ele estiver com ela. (mesmo que longe) - e ela vai deixar de pensar em tantas coisas e ela nem mais vai ter vontade de escrever (não coisas desse tipo, mas sim escrever pra ele!)... e nem mesmo essa história terá um final.

Doente de GOSTAR... e não há cura. Ela já se entregou de corpo e alma.

Um beijo e um sorriso...

quarta-feira, 23 de maio de 2007

Destino

Bárbara desce do táxi na praça central. Larga suas bolsas no chão, em frente à igreja. Olha mais uma vez para o bilhete com o endereço.
Emilio chega por trás dela e pára ao seu lado, sorrindo. Tão logo que ela nota sua presença, amassa o bilhete entre as mãos, envergonhada.


-Demorei?
-Só vinte e um anos.


Um beijo e um sorriso...

quarta-feira, 16 de maio de 2007

Hipocrisia nossa de cada dia nos dai hoje!

Inocência é prima-irmã de Ignorância, tia da Culpa. Vivem no mesmo bairro, a pequena distância, rezam as mesmas orações. Acreditam que um dia o céu se abrirá para recebê-las, como a todas as V.I.P.s da fé cristã.

No estilo ortodoxas, permissivas no trato, de nada sabem, nem querem. Permanecer onde estão é o que lhes interessa. Eternas pelo tempo que for possível, integram-se à paisagem até a dissolução de final de mandato, à maneira de um presidente bruto eleito pela maioria numa democracia fake de feições midiáticas.

― Casamento é coisa sagrada, para a vida toda, berra Ignorância, dedo em riste no nariz da afilhada que se divorciou.

Enquanto a fome compulsória corre o reino, à mesa se lambuzam em alongado desfrutar. Abandonam-se à comezaina em transe místico com o mesmo despudor de quem pede desculpas por não resistir ao mundo de abundâncias possibilitado pelo oco alheio. Fingem não ver a míngua avante por detrás da plenitude.

Doidivanas desvairadas, Inocência e Ignorância, santas mainstream, pouco entendem do que logram divulgar. Quando chocadas, uma aperta a mão da outra e traça o sinal da cruz. Contrariadas, pisam sem dó a consciência do provocador, sem vergonha em sacar do nome de Jesus. E dá-lhe pílulas de papel!

Culpa é calada, desonesta. Ignorância, péssima. Inocência, um pouco mas não muito menos que esta. Se com alguma delas tiver de lidar (e não é exatamente uma questão de “se”, mas “quando”), meu amigo, que seja com a segunda. E que ela, quando vier, esteja improvavelmente só.

Deus nos proteja da Ignorância, livrai-nos da Inocência malsã, afastai de nós dona Culpa e todas as outras proto-santas caudatárias que compõe numeroso séquito multímoda de endemoniadas, essas lobas romanas em pele de cordeiro a amamentar a metástase da fé no seio da santa madre igreja no alvo da moda, da vaidade assassina por séculos e séculos, que assim nunca mais seja, amém.

― Ah, se Jesus voltasse ou mandasse um fiscal para ver as barbaridades que cometem em seu nome essas agremiações isentas de impostos!

quarta-feira, 9 de maio de 2007

Repaginando....

Volto a postar um texto já publicado aqui...
achei conveniente... achei que cabia no contexto dos últimos dias e das últimas discussões que tenho tido...

ÚLTIMA CENA

Amor: O melhor sentimento humano." Esta definição ampla não diz quase nada, mas deve estar na mente de qualquer um que queira definir o amor. Penso que o amor é a fascinação natural que os seres humanos sentem um pelo outro. A única vez que isso costuma ocorrer, porém, é na infância. Não precisa ser assim, mas é. Lembram-se? As brincadeiras eram descobertas, e tanto melhor se fossem com alguém. Tudo era importante, ora catastrófico, ora magnífico! Crianças não se constrangem, não se fecham, entregam-se espontaneamente às relações, que tornam-se amizades intensas em um piscar de olhos! Se fosse PERMITIDO, estas crianças tornariam-se adultas com o entusiasmo intacto. Mas existe algo chamado sociedade. Controle.
Não demora somos expostos à Igreja e ao Colégio. A família sedimenta a doutrinação de ambos. Ganhamos vergonha e culpa, a princípio. Logo a curiosidade que nos movia para tudo será desencorajada. Dogmas com verdades prontas, e inquestionáveis. Leis, regras, horário para aprender sobre assuntos estéreis. De repente algumas possibilidades que antes inspirariam curiosidade tornam-se sujas, feias (olha a gíria de Matão aqui, Biel), erradas, pecaminosas, nojentas, perigosas... Começamos a ficar limitados. Aquilo que era emocionante, extasiante (o simples brincar!) torna-se ridículo, inútil. Inocência não é uma "ignorância feliz" das crianças, mas um poder que os adultos perderam.

Sem curiosidade, extingue-se a fascinação por tudo, inclusive pelas pessoas.
Penso também que a felicidade, por incrível que pareça, não é um fim, e nem um meio, mas apenas o início. Estar feliz, no ser humano (bem, na criança!) é básico. É o ponto de partida. É a força para chegar em "qualquer lugar mais interessante", seja no espaço, nas emoções ou nas idéias.

Certeza em amor é pura estupidez, mas se cobra, por orgulho de "ser amado".
Quem ainda exerce a curiosidade, aprende, enxerga a prisão psicológica que a humanidade sofre de suas próprias regras, sabe muito bem a dificuldade mortal de encontrar alguém para amar, isto é, alguém sem medo de tentar, de pensar coisas polêmicas, de abandonar dogmas e, mais importante, de se abrir, de confiar como na infância, de não se preservar e de perder os preconceitos de amor que, na certa, terá...

Amor de pai? Amor de irmão? Amor pela humanidade? Amor "Eros"?! Ah, não, não posso evitar, preciso descartar estas divisões "convenientes"... é ridículo, não se pode mais apenas "gostar" (qualquer nível de afeição) de alguém, tem que ser amor! Menos que amor é inadmissível! Então, arrumaram este calmante para os ciúmes. Amo a ti de um jeito, à ela de outro, e é tudo normal e belo. Ok, ok, vou argumentar com indivíduos assim??!!

Vou sim, mas num outro post, num outro dia...

Por hoje é só...

Pensamento do dia: Última cena - por Loba
Cúmplices da mágoa, teus dedos
negam-me tuas palavras.
Os meus, perdidos no oceano das saudades,
vagueiam nas lembranças de um antigo amor.

Lembro-te a música que embalou
o desejo feroz dos nossos corpos.
Devolves-me apenas o silêncio
das máscaras tecidas nas noites solitárias.

A tela amplia nossas diferenças.
Teu pincel insiste em avermelhar
o sangue que o tempo secou.

Minhas mãos tateiam cores
e os dedos incertos tatuam no corpo
a saudade que tua boca insinuou.

O desejo fibrila em minhas veias e encontra
a muralha da tua amargura.
Fecho a tela, entrego os pontos.

Deixo o corpo chorar a ausência das mãos que não conheceu
e a alma vagar cega nas lembranças de um amor que não viveu.
Emudecida pela saudade, apago as luzes, fecho as cortinas.

Outra vez tentamos encenar a mesma peça.
Mas no teatro da vida
quando as cenas se repetem, perde-se a magia.

Um beijo e um sorriso...

sexta-feira, 4 de maio de 2007

Fratura Exposta

Oi, amor. Vim me apresentar para lhe dizer tchau. Sim, para me despedir num pra sempre eterno. Daqueles que duram para sempre. Pois que o pra sempre sim, invariável finda. Oi amor, estou aqui pra abrir mão da última vez de um, por que não, talvez. Sem mais afirmativos, negativos ou meros porquês.

Prazer amor. De ter sentido, de ter querido. Prazer amor, por não ter sofrido, por sequer ter sido. Prazer amor, agora sabido, que não foi nada mais que dolorido. Pois não se tem alegria na tristeza que é viver pra ser preterido, incompleto e dividido. Prazer amor, mas que prazer mais incontido.

E se a dor que me vem agora trará alívio ou compensação só meu único deus mostrará. O Tempo passa e nunca despercebido. Sabido este moço. Arranca dúvidas, traz certezas e num segundo infinito muda sua vida como mero brinquedo. Acaba com tudo. Constrói com tudo. Faz do todo um tudo e do tudo que se foi um nada que já o é. Complexo o tempo, mas é o único que verdadeiramente nos quer.

Apaixonada, amor. Paixão de ter sentido, de ter tentado de ter perdido. Apaixonada por você, por ter lutado, por, enfim, ter sido derrotada. Já não podia mais levantar do chão e pedir para outra vez ser abatida, açoitada, surrada; amada. Abatida por eu própria, pelo que se sente, pelo fogo que nos impulsiona, pela paixão pela qual se é consumido. Que paixão destruidora e acabei por destruída.

Obrigada, amor. Por ter me deixado aprender. Por ter me feito sentir. Quantas palavras velhas se me vieram inéditas e quantos sentimentos por outrora tolos se fizeram indispensáveis. Obrigada amor por não caber em peito próprio e por procurar um ninho quente e seguro no peito de alguém que não eu mesma. Agradeço pela saudade, pela alegria e por toda a verdade. Obrigada por me ensinar a querer e ter vontade.

Adeus, Amor. Por sempre assim ter sido querido só por mim. Adeus amor, por nunca, em nenhum momento eu assim ter sido. Adeus e obrigada por somente eu não ter conseguido. Adeus com todo sentimento; explicado, exposto, dado, experimentado. Adeus, amor, meu amor.
Adeus nosso amor

Adeus de amor é impossível e para milagres não conheço outro jeito. Só há Deus

Amor.


Pensamento do dia:
Se você não se atrasar demais, posso te esperar por toda a minha vida!

Um beijo e um sorriso...

terça-feira, 1 de maio de 2007

Quem disse que tem mesmo que ser assim??

Após uma leitura bem detalhada no texto Tese do Amor (data de Validade) apenas consigo pensar nas sábias palavras do grande John Lenon... então... aí vai para que todos as conheçam!!

"Fizeram a gente acreditar que amor mesmo, amor pra valer, só acontece antes dos 30 anos...
Não contaram para nós que o amor não é acionado, nem chega com hora marcada.
Fizeram a gente acreditar que cada um de nós é a metade de uma laranja, e que a vida só ganha sentido quando encontramos a outra metade...
Não contaram que nascemos inteiros, que ninguém em nossa vida merece carregar nas costas a responsabilidade de completar o que nos falta.
A gente cresce através da gente mesmo... Se estivermos em boa companhia é só mais agradável.
Fizeram a gente acreditar numa fórmula chamada "dois em um": duas pessoas pensando igual, agindo igual, q era isso que funcionava...
Não nos contaram que isso tem nome: ANULAÇÃO... que só sendo indivíduos com personalidade própria é que poderemos ter uma relação saudável.
Fizeram a gente acreditar que casamento é obrigado e que desejos fora de hora devem ser reprimidos.
Fizeram a gente acreditar que os bonitos e magros são mais amados, que os que transam pouco são caretas, que os que transam muito não são confiáveis e que sempre haverá um chinelo velho para um pé torto...
Só não disseram que existe muito mais cabeça torta do que pé torto...
Fizeram a gente acreditar que só há uma fórmula de ser feliz, a mesma para todos, e os que escapam delas estão condenados à marginalidade...
Não n os contaram que esta fórmula dá errado, frustra as pessoas, é alienante, e que podemos tentar outras alternativas...
Ah... não nos contaram que ninguém vai contar tudo isso pra gente.
Cada um vai ter que descobrir sozinho... e aí, quando você estiver muito apaixonado por você mesmo, vai poder ser muito feliz e se apaixonar por alguém..."

Um beijo e um sorriso...

sexta-feira, 27 de abril de 2007

Tetraplegismo

As paredes do quarto eram os limites do mundo dela. Os sons eram apenas Elton John na vitrola da irmã e os gritos esparsos do bem-te-vi na janela. O dia eram rabiscos feitos na vida que escorria na cadeira.
À noite, a alma dela acendia. O barulho da chave dele na fechadura trazia vida ao seu corpo. A boca recriava na sua o amor que lhe devolvia a ilusão de movimentos. Os olhos dela contavam-lhe das saudades. A voz dele trazia-lhe a vida lá de fora. O calor do corpo dele na cama ressuscitava-lhe a esperança. E ela voltava a acreditar nos seus sonhos.
Uma noite ele não voltou. O dia nunca mais nasceu. Nada lhe sobrou. Nem a opção de apagar as estrelas que, dentro da moldura da janela, teimavam em continuar brilhando.

QUANDO
a casa está silenciosa o barulho da geladeira fica assustador parece que estou naqueles filmes de suspense que o diretor dispensa a trilha sonora convencional colocando um brulho seco que aumenta quando se aproxima o ápice da trama vou ao meu quarto ligo o ventilador as janelas se fecham outro pensamento surgirá...


UTILIDADE PÚBLICA:

Recesso

"A banda Los Hermanos comunica a decisão de entrar em recesso por tempo indeterminado.
Por conta disso, não há previsão de lançamento de um novo disco.A pausa atende a necessidade dos integrantes de se dedicarem a outras atividades que vieram se acumulando ao longo desses dez anos de trabalho ininterrupto em conjunto.

Não houve desentendimento ou discordância que tenha afetado nossa amizade, tanto que continuamos jogando truco toda quinta-feira.Por conta dessa decisão, mesmo após o término da turnê do "4", resolvemos fazer duas únicas apresentações no Rio de Janeiro, na Fundição Progresso nos dias 8 e 9 de junho. Até lá."
www.loshermanos.com.br


Por que todas as bandas que eu gosto resolvem parar??!!
ai ai ai...
eles merecem férias (assim como todo mundo), mas vão fazer falta!
mas já dizia a música "todo carnaval tem seu fim, e é o fim, e é o fim!"

Um beijo e um sorriso...

sábado, 21 de abril de 2007

Cacos, costumes e dor...

Juntei o meu rosto, transformado em cacos - pedaços caídos sobre o chão do quarto. Juntei o meu rosto, com pá e vassoura, um pouco depois do espelho quebrado. Da imagem dividida ao meio pelo trincar inesperado. Recolhi os pedaços de mim, espalhados sobre o tapete, antes de querer me olhar mais uma vez. Antes de não encontrar o reflexo. Juntei o meu rosto, transformado em cacos, antes do desespero de não me enxergar no meio da moldura dourada - sobrevivente pregada na parede do quarto.

Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia. A gente se acostuma a morar em apartamento de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E porque à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão. A gente se acostuma a acordar de manhã, sobressaltado porque está na hora. A tomar café correndo porque está atrasado. A ler jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíches porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia. A gente se acostuma a abrir a janela e a ler sobre a guerra. E aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E aceitando as negociações de paz, aceitar ler todo dia de guerra, dos números da longa duração. A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto. A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com que paga. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagará mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com o que pagar nas filas em que se cobra. A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes, a abrir as revistas e ver anúncios. A ligar a televisão e assistir a comerciais. A ir ao cinema, a engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos. A gente se acostuma à poluição. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às besteiras das músicas, às bactérias da água potável. À contaminação da água do mar. À luta. À lenta morte dos rios. E se acostuma a não ouvir passarinhos, a não colher frutas do pé, a não ter sequer uma planta. A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente só molha os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer, a gente vai dormir cedo e ainda satisfeito porque tem sono atrasado. A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele. Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se da faca e da baioneta, para poupar o peito. A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que, de tanto acostumar, se perde de si mesma...
Doeu. Doeu como corte no dedo e álcool depois. Como caco no pé e alguns passos pra frente. Como espinho sem querer na tentação de arrancar a flor. Doeu como lábio mordido por dentro. Como dedo batido na quina. Como soco no estômago. Puxão de cabelo. Como queda de escada. Arranhão. Pancada. Doeu como fratura exposta. Inflamação. Como gelado descendo na dor de garganta. Doeu como tapa de mãe quando se é pequeno. Como soco na cara. Mão na tomada. Parto natural.
Doeu muito mais do que você imaginava. Mais do que eu imaginava.... mas a gente se acostuma... e a vida continua!

E o sol vem nascendo!

Um beijo e um sorriso...

segunda-feira, 16 de abril de 2007

Carta enviada de Mim Mesma para Você Mesmo:

Meu caro amigo,

Escrevo-lhe esta carta numa garrafa porque não encontrei meio melhor. Estar onde estou implica soluções drásticas. Eu, que nem sempre descubro estar à vontade comigo mesma, me descubro sozinha no mundo que demorei a construir. E aqui governo sobre Mim Mesma. Não sou mais a pessoa que você conheceu, sinto muito, pois tudo tem um fim e um começo. Até as garrafas, as de vidro, sabe, elas são retornáveis. De certa forma eu retornei para Mim Mesma. Aqui não tem garrafas retornáveis. De retornável já basta eu.

Mim Mesma é um lugar que você terá dificuldades de encontrar, por você estar tanto tempo em Você Mesmo. Lugar complicado esse que escolheu para ficar. Ouvi muito falar que aí há muitos conflitos. Que tipo de conflitos são esses? Ideológicos? Sentimentais? São daqueles que fazem chover por dias, com suas lágrimas? Tomara que não haja esgotos entupidos aí. Seria insuportável ver tudo se alagando. Eu que sofro um pouco em Mim Mesma, quando tudo se alaga aqui, porque tenho que tirar toda a água sozinha. O maior calvário é quando meu piano se molha, por causa de sua frágil madeira, que demora a secar. Sim! Tem muita melodia onde estou! Pra falar a verdade só tem isso aqui. Muitas músicas e um instrumento. Pianos não são retornáveis, por serem pesados e solitários. O piano é solitário, não suas teclas. Elas são o oposto do que habitam. Eu as entendo. Este é um instrumento tão nobre até. Já foi muito tocado por príncipes e eu brinco de música sempre com ele. De fato não sou nenhuma princesa. Por isso não estava à vontade. Por isso retornei para cá. Eu tinha muitos pensamentos maquiavélicos. Você não. Acho que em Você Mesmo deve ter algo bom que em Mim Mesma não tenha.

O que eu poderia encontrar no lugar onde você se encontra? O que tem aí em Você Mesmo? Tem muita festa? Muitas garrafas retornáveis? Tem música? Ou só tem enchente mesmo? Tipo aquelas que vimos antes de irmos embora de Nós Mesmos.

Éramos bem felizes em Nós Mesmos. Tenho lembranças agradáveis de lá. Das bebidas que tomávamos até que as garrafas ficassem pesadas demais para as nossas entorpecidas mãos! Tem garrafas aí em Você Mesmo? Acho que sim. Você as usa para tirar água da enchente? Seria de bom improviso. Mas pior que as águas tempestuosas de Nós Mesmos nunca houve. Usávamos as garrafas. Lembra? Para tirar tudo. Toda a água, todos os males, todos os vícios, mas só ficava a embriaguez. Entornada. Como as garrafas. Nos divertíamos tanto que ficávamos tontos de tanto usá-las. Nós tínhamos resistência, mas mesmo assim, às veses, era inevitável. Eu ria e as botava no engradado para retornarem. Só que da última vez eu peguei carona. Eu me deixei mudar com elas. Estou bem diferente. Estou cheia de álcool. Mereci retornar para Mim Mesma.

Tenho até meus planos maquiavélicos, amorais, para retornar a Nós Mesmos. Faltam tantos escrúpulos em mim que sou capaz de destruir tudo que está ao meu redor. Não me importo. E daria tão pouco trabalho, já que aqui é tão pequeno. Nem deve ser muito menor que Você Mesmo. Eu retornaria, com certeza, admito. Mas as garrafas não. Não as quero mais. Daqui só levarei meu piano. Ele foi a melhor coisa que já apareceu por aqui. E é para isso que na verdade lhe escrevo esta carta. Peço que me ajude a levar o piano de Mim Mesma para qualquer lugar, desde que seja bem longe de Nós Mesmos. Preciso de um lugar cuja diversão seja garantida. Lugar que me faça não pensar em Nós Mesmos. E juro também que não terá enchente, já que não haverá conflitos. Retorna-me esta carta? Siga o bom exemplo das garrafas.

Um grande abraço do sua amiga que retorna.

domingo, 8 de abril de 2007

I Just Want You

Se você quer ter o que nunca teve, tem que fazer o que nunca fez!
E eu estou aqui pensando, pensando e pensando... Até a amizade colorida tem limite, não tem?
Tipo: pega, agarra, beija, amassa e depois, quem sabe, pede desculpas. Simples. E gostoso.
É possivel viciar em alguém? Mas vício mesmo. Daquele que você não consegue respirar... Daquele que você suga todas as forças para não parar de pensar... E pensa em tocar. E pensa em beijar. E pensa em amar. E pensa que nao quer que seja de mais ninguem, além de seu. Aquela coisinha, linda...
Daí ninguém fala nada. E eu tô deixando a vida me levar, porque... se aparecer na minha frente...
Porque eu gosto de caras legais, sabe? E gosto de caras que tenham amigos legais também. E que gostem de música... Ah.. Que gostem muito de música. E que gostem de escrever... principalmente poemas. E sejam simples. Bem simples.
Gosto de caras que ja tenham tomado uma cerveja no por-do-sol e nao sintam asco do bar.
Gosto de caras que tenham um sorriso bonito. Gosto da miscigenação... Gosto do que é gostoso.
As vezes até prefiro que não tenham carro, só para poder caminhar um pouco mais.
Gosto de caras engraçados... sabe aqueles que me fazem rir o tempo todo e de tudo?
Gosto de caras que saibam conversar... Que me ensine além.
Gosto de caras que sejam ótimos tios.. Babões mesmo, sabe? Provavelmente serão bons pais também.
Gosto de caras que respeitem os pais e saibam o valor da familia... Acho que todos deveriam saber. Infelizmente nao é assim... (eu mesma às vezes me esqueço valor!!)
Gosto de caras que tenham planos e queira não só compartilhá-los comigo mas deixar que eu faça parte deles.

Será que sou uma ladra de sonhos? Não. Não...

Eu gosto de você... Você. você. você...

E melhor que isso, foi ouvir agora.. I Just Want You (Ozzy Osbourne)...

"Não existem portas que não podem ser destrancadas.
Não existem guerras que não podem ser vencidas.
Não existem erros que não podem ser consertados ou canções que não podem ser cantadas.
Não existem conflitos invencíveis, não exitem deuses acreditáveis
Não existem nomes não nomeados.

Não existem sonhos impossíveis, não existem costuras invisíveis.
Toda noite quando o dia termina, eu não peço muito: Só quero você

Não existem crimes não criminosos, não existem rimas que não podem ser rimadas
Não existem gêmeos idênticos ou pecados perdoáveis.
Não existem mals incuráveis e não existem emoções que não podem ser destruídas

Estou de saco cheio de estar de saco cheio. Costumava ir para a cama ligada.
Não existem metas que não podem ser alcançadas, não existem almas que não podem ser salvas.
Não existem reis ou rainhas legítimos.
Não existem verdades indiscutíveis e não existe a fonte da juventude.

Toda noite, quando o dia termina, eu não peço muito: Só quero você"


"Sou talvez a visão que alguém sonhou, alguém que veio ao mundo pra me ver e que na vida nunca me encontrou."


Juras que não são juras, promessas que não são promessas , beijos que talvez não sejam beijos, sejam chupões que a vida dá para imprimir em mim a sua marca, para coagular meu coração e gargalhar da minha desgraça...
Não, não estou deprimida, estou lutando contra essas vaidades da vida... Que talvez não sejam da vida, e sim minhas próprias vaidades... ou de todos... Pois tudo nesse mundo é vaidade...

A própria vida é vaidosa e é essa vaidade, esses caprichos que me incomodam.
Nos reserva beijos de amor, que nos cegam, nos entorpecem, pra quê?
Para nos sentirmos idiotas, os mais idiotas...
E é isso que a vida quer, alimentar seu ego, a nossa desgraça, rir da nossa cara, tombada...
Já não acredito que talvez exista um amor que não faça sofrer e proporcione prazer, que me faça feliz... Ou os últimos acontecimentos tem me feito desacreditar nesse amor...
Só se esse amor, por um desses caprichos da vida, nunca me encontrou...


Um beijo e um sorriso...

terça-feira, 3 de abril de 2007

Lâmina...


e quando menos se espera, acontece uma outra vez. palavras. promessas. tapete vermelho, estendido por metros, tornando o chão macio. sem obstáculos. maquiando a terra, imunda, que existe por baixo dos sapatos. sempre assim. de repente. quando menos se espera, o caminho, que parecia levar para um lado, oferece outro fim. morro por isso. mais uma vez. por acreditar no que havia me garantido. mentiras entre sorrisos. morro mais uma vez por não imaginar que suas mãos me traziam até aqui. guilhotina. cabeça apoiada, mãos acorrentadas, morro mais uma vez com a queda repentina desta lâmina. golpe que me divide em duas metades...
porque, há muito, eu erro a mão. a dose. esqueço a receita do equilíbrio. o quanto uso das partes que brigam dentro de mim. há muito, eu me confundo. porque metade não tem medo e levanta os braços, na descida da montanha-russa. olhos abertos, enquanto outra acha melhor enfrentar a queda com as mãos na barra. segurando forte. espremendo os dois olhos, fechados, desde o começo do percurso. metade prefere brincar na beira da praia. no raso. enquanto outra não vê problemas em pular dezenas de ondas e nadar onde a pequena bandeira vermelha, agitada pelo vento, avisa sobre o risco. sobre o possível afogamento. porque, há muito, eu erro a receita do equilíbrio. uso a parte que não deveria na hora em que não poderia. me confundo com as metades que brigam dentro de mim. porque parte acelera na estrada, no momento da curva fechada. pé direito até o fim, enquanto outra freia, bruscamente, ao ver a primeira placa. seta torta, avisando sobre o perigo. metade não suporta a burrice, a pequenez, a lerdeza. outra, sempre calada, tolera a banalidade. engole a ignorância. convive com a mediocridade. há muito, eu erro a mão. a dose. me confundo com o que devo usar. porque metade briga. explode. dedo apontado na cara, enquanto outra se recolhe, quieta, debaixo da cama. no quarto fechado. no tudo escuro. metade berra. outra sussurra. tenho uma parte que acredita em finais felizes. em beijo antes dos créditos, enquanto outra acha que só se ama errado. tenho uma metade que mente, trai, engana. outra que só conhece a verdade. uma parte que precisa de calor, carinho, pés com pés. outra que sobrevive sozinha. metade auto-suficiente. mas, há muito, eu erro a mão. a dose. esqueço a receita do equilíbrio. me perco. há dias em que uso a metade que não poderia. dias em que me arrependo de ter usado a que não gostaria. porque elas brigam dentro de mim, as metades. há algumas mais fortes. outras ferozes. há partes quase indomáveis. metades que me fazem sofrer nessa luta diária. do não deixar que uma mate a outra. porque uma metade de mim acredita que é por saber como tudo termina na minha vida, quer abandonar esta história por aqui. incompleta. eu, hoje, dividida entre as duas metades, tenho medo de cortar dois pontos dessas nossas reticências e deixar apenas um. o final. mas minha outra metade ainda insiste em acreditar que um dia, quem sabe pode dar certo.

então fica assim... tudo certo, mas nada combinado!

Próximo..

E eu só queria te mostrar o outro lado.
E eu só queria te dizer a verade
E eu só queria mostrar como você poderia ser feliz..

E eu só queria o maldito garoto de franja e óculos na qual deposito minhas emoções diárias
E por todo lado vejo que aprendi a caminhar com você

agora? juntos?


Um beijo e um sorriso...

sábado, 10 de março de 2007

o que escrever na hora da correria??!!

hora da correria??!!
ahhh... que correria que nada..
tá um sossego só...
a lan hause da casa do Rodolfo tá funcionando que é uma beleza!!...
todo mundo na formatura do Neto... e os pobres escluídos, estão aqui na net!!

então... já que não tem Mais nada pra fazer, e esse blog está praticamente às moscas...
é com grande prazer que venho aqui, através deste post comunicar-lhes que logo logo, em breve, em mto pouco tempo (eu espero), estarei de volta ao mundo virtual... e real novamente!

por um lado é bom.. saudades de todos que passam aqui... de todos meus amigos virtuais e reais que estão longe...

mas por um outro lado, é um tanto ruim... voltar a ficar sabendo de toda a desgraça que se passa nesse mundo me entristece...
e o sentimento de impotência que me enche a alma quando vejo essas coisas me deixam mal...
fico triste em ver que o menino João Hélio passou por tanta coisa, e o máximo que as pessoas fazem é levar umas rosas no local onde ele "conseguiu de soltar"....

gente... será que não podemos fazer mais que isso??!
ficar de braços cruzados nos dará algum resoltado???

odeio COMODISMO!!

mas mudando de assunto...
ainda quero ser hippie....
depois de umas 2h de conversa com 3 hippies hoje aqui em Aqra... sentada no meio deles no chão... vendo eles venderem o artesanato, fazer o artesanato...
sem dúvidas nenhuma... É A VIDA QUE EU QUERO!!

alguém se habilita a ir comigo???
façam suas inscrições aqui!!

bom é isso...
acho que pra um momento de correria... o que eu escrevi, meio sem pé nem cabeça... já tá bom!!

assim que minha vida voltar a ficar online... as coisas melhorarão, eu prometo!
Um beijo e um sorriso...

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2007

Ahh, o Carnaval....

Acordei com o barulho do mar batendo nas pedras. A brisa soprava suave e fresca e invadia meu luxuoso aposento, pela porta aberta da sala, sem cerimônia. Ao meu lado, ainda dormiam os companheiros de farra, de guerra, de risadas, de desastres, já falei risadas??!!!

Uma vontade incontrolável de gritar “BOM DIA UBATUBAAA!!”

Nunca fui uma grande carnavalesca, mas temos uma turma maravilhosa, e a magia daquela pequena e pacata cidade de TAGUATININGA PAULISTA torna tudo simplesmente incrível!

Afinal, o que mais precisamos para sermos felizes??

De um bom som, muitos amigos, e uma extraordinária capacidade de ultrapassar os limites!

Pronto.. eis aí a receita para um inesquecível (ou completamente esquecido) carnaval!

No carnaval, as pessoas vestem fantasias ou máscaras para liberar o que realmente são... quase ninguém tem coragem de ser o que é o ano todo, esperam o carnaval pra liberar suas loucuras... escondem-se o ano todo em suas fantasias de gente normal, de empresários, de caixas de supermercado, de estudantezinhas inocentes, de patricinhas e donas de casa...
Cheguei então á conclusão que a minha vida é um eterno carnaval!
Não que eu fique semi nua por aí rebolando a minha bundinha hahuhahuhahuha, mas eu sempre fiz questão de ser uma aloprada na hora que bem entender =)
É muito tedioso brincar de ser séria o tempo todo.
E as pessoas acham muito normal você passar o rodo, entrar em coma, cheirar lança, fumar um, só porque é carnaval! Mas se você faz isso em dias normais, vc é um marginal.
Isto é, existe um calendário pra você ser uma porra louca!!!!
Gente normal, pfffff... existe coisa mais doida?

Todo ano é assim... tem a música que perturba (aquela que vc detesta, mas que fazem questão de deixar o dia todo no repeat), tem o beubo que perturba (mas que te mata de tanto rir com as perturbações dele), tem o f$@#$ que te acorda 9 da manhã, sendo que vc foi dormir às 8.. e a saudade de tudo isso, agora de volta a velha rotina que não tem nem um desses itens...

Mas só pra descontrair... vai uma musiquinha: “eta, eta eta eta, é o zóio a oreia, o nariz o bumbum e o carnaval + zuretaaaaa” ahahahahahha

Neste carnaval, uma pergunta ficou me incomodando : “se ema é bicho, emo é bicha??” hahahahahaha Vai dá buxo!!!!

Hoje, ainda não recuperada do carnaval, escrevo essas palavras ainda nas nuvens .. E creio que muitos ainda estejam de ressaca...

Mas... eis que acabou o Carnaval.

Feliz Ano Novo!

Um beijo e um sorriso...

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2007

A fantástica arte de esperar...

Na difícil arte de conviver com os outros, no imenso aprendizado que chamo "relacionar-se", sempre me deparei com um entrave terrível. Uma grande pedra em meu caminho chamada "imediatismo". A terrível pressa, a infindável agonia, a fome que quer ser saciada imediatamente. Sempre fui pessoa de querer o mundo, e querê-lo agora.

É a primeira vez em minha vida em que assito o rompimento com o velho padrão. É a primeira vez em que vejo, com olhos de novidade, o resultado de meus hercúleos esforços para mudar a direção do leme para águas mais calmas. É a primeira vez que fito o mar menos revolto e menos tempestuoso da paciência. Caminhando e semeando para no fim ter o que colher, como diz Cora Coralina.


É o momento em que me volto para a moura que me habita, e digo: menos sangue nos olhos, e mais ternura.


Ao conversar com uma pessoa que me é muito necessária, hoje, ouvi o seguinte comentário: “Dormi no nosso colchão... e sozinho!”


Pronto... vou dormir feliz! Já bastou!
Depois de tanta espera, simplesmente posso dizer que como tudo o que é feito ao seu lado, o carnaval foi fantástico... valeu as noites mal dormidas, valeu a má alimentação, valeu a falta de luxo, valeu a falta de "higiene", valeu não ter viajado com meus pais... simplesmente valeu todo e qualquer sacrifício feito para estar ao seu lado!
Sou mais você (como diria a Ana Maria Braga)... e agora mais do que nunca posso dizer que te amo!

E que a vida se encarregue do resto!

"A vida vive nos colocando em xeque, e aí precisa de paciência para o peãozinho sair lá da segunda casa, atravessar o tabuleiro e virar rainha... Então calma, que você está fazendo tudo certinho..."

Um beijo e um sorriso...

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2007

"Ter vinte e poucos anos...”

"Isto é chamado de 'crise de um quarto de vida'. É quando você pára de sair com a galera e começa a perceber muitas coisas sobre você que você mesmo não conhece e pode não gostar disso.
Você pensa sobre onde vai estar daqui a um ano ou dois, mas de repente se sente inseguro porque você mal sabe onde está agora.
Você começa a perceber que as pessoas são egoístas e que, talvez, aqueles amigos que você pensou que eram tão próximos não são exatamente as melhores pessoas que você encontrou em seu caminho, e pessoas que você perdeu o contato eram algumas das mais importantes. O que você não consegue perceber é que eles percebem isso também , e não estão sendo frios, grosseiros, ou falsos, mas estão tão confusos quanto você. Se você está percebendo que vai começar do zero e isso pode te assustar.
Suas opiniões se tornaram mais fortes. Você vê o que os outros estão fazendo e se encontra julgando mais do que o usual, porque você percebe que desenvolveu certos limites na sua vida e está constantemente adicionando coisas na sua lista do que é aceitável e o que não é.
Em um minuto, você está inseguro e no próximo, seguro. Você ri e chora com a maior força da sua vida. Você se sente sozinho, assustado e confuso.
De repente, a mudança é sua maior inimiga e você tenta se agarrar ao passado com a vida boa, mas logo percebe que o passado está cada vez mais longe, e não há nada a se fazer a não ser ficar onde está ou caminhar para a frente.
Você tem seu coração quebrado e pensa como alguém que você amava tanto pôde causar tanto estrago em você. Ou você fica deitado na cama e pensa por que você não poderia encontrar alguém decente o suficiente que você queira conhecer melhor. Ou às vezes você ama alguém e ama outro alguém também e não consegue imaginar porque você faz isso, já que você sabe que não é uma má pessoa.
Ficar com alguém por uma noite começa a parecer ridículo. Agir como um idiota se torna patético. Você sente as mesmas coisas e enfrenta as mesmas questões de novo e de novo, e conversa com seus colegas sobre as mesmas coisas porque você não consegue tomar decisões.
Você se preocupa sobre empréstimos, dinheiro, o futuro e construir sua própria vida...e enquanto ganhar a corrida seria maravilhoso, neste momento você gostaria apenas de participar! O que você pode não perceber é que todos que lêem isso encontram algo em comum. Estamos em uma das melhores e piores épocas da vida, tentando o máximo que podemos acabar com isso."

“Nenhum de nós está sozinho nesse estado de confusão...”


Um beijo e um sorrio...

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2007

Escorpiana sim, e daí??!!!

A mulher de Escorpião: Ela tem uma relação intensa com a vida, mas age com sutileza. Geralmente, não deixa que os outros percebam o que ela está pensando ou pretendendo. Não se curva à ninguém, é possessiva mas tremendamente leal. Que não é uma pessoa fácil de se conviver, isso é certo, mas para alguém que encara a existência humana com tanta profundidade, nem pode ser. Ela não se guia pelas aparências e esse comportamento se espelha em todos os setores de sua vida. Enquanto muitas mulheres se satisfazem com o que é visível aos olhos, ela exige mais de si e das pessoas ao seu redor. Tem de haver cumplicidade, entrega, afeto, segurança e honestidade. Quando ama pra valer, a escorpiana não abre mão de um romance cheio de paixão, mas tem de ser assim dos dois lados, senão pode faltar entrosamento.

Para conquistar uma escorpiana: Não se engane com a fragilidade ou docilidade da escorpiana: no fundo ela tem uma personalidade fortíssima. Mas também é sensível, principalmente quando se sente amada, protegida e extremamente desejada...A mulher de Escorpião pode até demonstrar fragilidade, através de seu físico ou gestos, mas estará escondendo um gênio forte, determinado, que exige da pessoa amada fidelidade acima de qualquer coisa. É uma mulher ativa, que não mede esforços para ajudar o marido em algo importante para a família. Defende seus entes queridos com unhas e dentes e é mais carinhosa e amorosa que o homem deste signo...Quer ser o homem da vida da escorpiana?
Então, em primeiro lugar, seja sutil. Afinal, ela gosta de homens que se preservam, que guardam sempre algum segredo.
Em segundo lugar, não economize calor e sensualidade nos momentos em que estiverem mais próximos.
A atração física é um ponto primordial para a nativa deste signo!
E, se você quiser fisgar de vez o coração dela, demonstre que você é profundo, que está disposto a mergulhar de cabeça na paixão e que não tolera a superficialidade.
Agindo assim, você será capaz de conquistá-la completamente!

Escorpião é o oitavo signo. Seu simbolismo gravita em torno do prazer e das posses, como Touro, mas desta vez voltado para a relação com o outro. Daí vem o conceito clássico de que Escorpião corresponde ao sexo e às paixões possessivas que acompanham a vida amorosa.
No hemisfério norte, a entrada do Sol neste signo acontece no meio do outono. As árvores perdem duas folhas amareladas e preparam-se para a chegada do inverno. A vida parece concentrar-se em estado latente, à espera do momento mais adequado para o ressurgimento, quanto tiverem findado as agruras do ambiente. O escorpiano é assim: recolhe-se em seu interior e só se mostra quando vai agir, especialmente se a ordem é atacar.

Intensidade e paixão são importantes traços. Podem entregar-se a um propósito, ou pessoa, de corpo e alma, e não deixarão que as dificuldades os esmoreçam. Porém, são bastante melindrosos e ofendem-se por questões irrisórias. Rancorosos e vingativos, irão perseguir a revanche com a mesma persistência. Já que mantém parte de suas emoções reprimidas, os amigos jamais sabem até onde sua obstinação é movida por amor ou pelo ódio, ambos em níveis extrapolados.

Os escorpianos gostam de trabalhar em equipe e em tarefas comunitárias. São ótimos administradores de negócios de outras pessoas, mas não tão bons em seus próprios negócios. São possessivos, como os taurinos, mas com relação a pessoas. Podem até sentir-se dono delas, pois tendem a ser mandões e querer que tudo saia como eles desejam. Suas relações íntimas costumam ser magnéticas, bem como carregadas de drama. São bastante atraentes e eróticos. O sexo é parte essencial de suas vidas. Vêem o orgasmo como um portal dimensional, através do qual podem comungar do momento da criação.

Altos e baixos são uma constante em as vida. Dado que são sigilosos com relação ao que sentem, guardarão suas emoções dentro de si, até que transbordem ou entrem em erupção. A depressão inevitavelmente os levará para o pior dos infernos, mas é justamente aí que se encontra a chave para sua recuperação. Pois os escorpianos conhecem bem as profundezas da alma e possuem uma capacidade de regeneração espantosa. Retrair-se ao abismo é sua forma de expurgar as dores e as frustrações, para que consigam retornar purificados ao mundo, como uma fênix que renasce das próprias cinzas.

A intuição é um de seus pontos fortes, bem como a pesquisa. Acostumados à mistérios e segredos, sua mente possui a perspicácia e a intensidade necessárias para aprofundar-se em alguma questão. São pessoas com um grande apelo pelo oculto e pela ciência.

Na mitologia, os escorpião é um animal associado com a morte. A morte se representa na atitude do escorpiano de duas formas. A primeira é sua habilidade de morrer simbolicamente e renascer renovado. A segunda é sua habilidade de "matar", pois ele tem em si a habilidade de focar seu ódio e sua perversidade em botes certeiros e peçonhentos. O veneno do escorpiano pode estar em sua crítica, nas palavras de desprezo ou nas intrigas que cria por vingança; pode estar mesmo apenas em seu olhar.


Um beijo e um sorrio...